SEMPRE VIVO

Fadwa Toqan

Não, querida pátria
Apesar de tudo, na planíce Sombria
Na pedra da dor
Não poderão, nosso amor
Arrancar teus olhos
Não poderão
Deixa que sufoquem os sonhos e a esperança
Deixa que preguem na cruz a liberdade de construir e
trabalhar
Que roubem os risos das crianças
Que queimem
Que destruam
Da propria miséria
Da nossa tristeza
Do sangue seco nas nossas paredes
Do tremor da vida e da morte
Novamente se erguerá a vida
Nossa velha ferida!
Nossa dor!
Nosso único amor

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