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A questão dos refugiados palestinos

As recentes declarações dos governos norte-americano e de países europeus favoráveis à criação de um Estado palestino, colocaram novamente em evidência esta questão que se arrasta sem solução há mais de cinqüenta anos e que tinha sido, até certo ponto, obscurecida pela seqüência de acontecimentos decorrentes do atentado de 11 de setembro. 


Atualmente podem ser listados cinco problemas principais como aqueles que se caracterizam como obstáculos para que se encontre uma solução, pelo menos satisfatória, para a chamada Questão Palestina: a definição das fronteiras do futuro Estado palestino, o estatus político da cidade de Jerusalém, o desmantelamento das colônias e assentamentos judaicos nos territórios ocupados da Cisjordânia e Faixa de Gaza, a soberania sobre os recursos hídricos da Cisjordânia e a questão dos refugiados palestinos. Neste artigo, será dado destaque a esta última questão.

Estima-se que existam atualmente cerca de 3,8 milhões de refugiados palestinos vivendo em países árabes próximos. Esses refugiados foram expulsos ou tiveram que fugir de suas casas por conta dos conflitos que aconteceram a região especialmente em 1948 e 1967.

Ao findar a Segunda Guerra Mundial, a Palestina, região histórico-geográfica de 27.000 km2 (pouco menor que o estado de Alagoas), localizada no Mediterrâneo Oriental, era um território administrado pela Grã Bretanha. Em 1947, o governo britânico sentindo-se incapaz de preservar sua dominação sobre a área, anunciou que se retiraria da região em maio de 1948. Ao mesmo tempo deixava para a ONU (Organização das Nações Unidas) a função de definir o futuro da Palestina.

Naquela época, a população total da Palestina era estimada em cerca de 2 milhões de habitantes, sendo que as pessoas origem judaica correspondiam quase a 600.000 pessoas, isto é, aproximadamente 30% do efetivo demográfico. O restante da população era composta, em sua imensa maioria, por indivíduos de origem árabe.

A comissão da ONU incumbida de estudar a situação gerada pela retirada britânica, propôs, sem qualquer consulta à população ali residente, um plano de partilha da Palestina em um Estado judeu e outro árabe; a cidade de Jerusalém, dada sua importância religiosa, teria uma administração internacional. Em seguida, a Assembléia Geral da ONU, reunida em novembro de 1947, aprovava a proposta da comissão.

Antes dessa aprovação, tanto os árabes da Palestina quanto os dos países vizinhos já tinham advertido que, caso o plano de partilha fosse aceito, eles iriam à guerra, fato que realmente acabou ocorrendo. O conflito que se estenderia do início de 1948 ao primeiro semestre do ano seguinte, terminou com a vitória das forças do recém-criado Estado judeu, Israel, sobre seus inimigos árabes. O resultado desse conflito não só inviabilizou a criação de um Estado árabe na Palestina como fez surgir o drama dos refugiados árabes da região, que desde então passaram a ser denominados palestinos.

Quando o conflito se iniciou, viviam na Palestina cerca de 1,4 milhão de palestinos. Ao término da guerra, em 1949, pouco mais da metade desse número havia deixado suas casas. Expulsos de suas terras, segundo os árabes e instigados pelos seus líderes, segundo as autoridades israelenses, essa fuga maciça de pessoas é até hoje motivo de acaloradas controvérsias.

Essa diáspora palestina resultante do conflito, acabou se estabelecendo na Cisjordânia (que ao final da guerra havia passado ao controle da Jordânia), na Faixa de Gaza (sob o controle egípcio) e em países árabes vizinhos (Síria, Líbano e Iraque principalmente).

Quando término do conflito, havia alguma esperança de que esses refugiados pudessem retornar aos seus lares, mas o governo israelense sistematicamente recusou em aceita-los. Quando essa esperança foi perdida, a Assembléia Geral da ONU criou um Organismo de Ajuda e de Trabalho das Nações Unidas para os Refugiados Palestinos, cuja sigla em inglês é UNRWA.

De acordo com esse organismo, foi classificado como “refugiado da Palestina” todo o indivíduo que, “no momento do conflito de 1948, residia na Palestina pelo menos há dois anos e que, em conseqüência da guerra, perdeu sua casa e meios de subsistência”. Essa categoria foi estendida também aos filhos e netos dos refugiados.

Em 1967, durante a Guerra dos Seis Dias, aconteceu um outro grande êxodo de palestinos. Neste conflito Israel conquistou, entre outros territórios, a Faixa de Gaza e a Cisjordânia. Essas conquistas israelenses levaram a uma fuga de quase 400.000 palestinos, especialmente da Cisjordânia para a Jordânia.

O resultado dessas duas expulsões foi a criação de cerca de 60 campos de refugiados espalhados pela Jordânia, Cisjordânia, Líbano, Faixa de Gaza e Síria, onde vive atualmente, cerca de 40% da população palestina no Oriente Médio. Os campos no Líbano têm apenas refugiados de 1948. Já aqueles situados na Síria, Gaza, Cisjordânia e Jordânia, abrigam refugiados das fugas de 1948 e de 1967.

Do ponto de vista legal, a situação dos refugiados nos países árabes é diversa. Dois diferentes grupos de países árabes acolheram a diáspora palestina. No primeiro círculo de países estão a Jordânia, o Egito, a Síria e o Líbano e, no segundo, países árabes localizados um pouco mais distantes da Palestina como o Iêmen, o Sudão, a Argélia, a Tunísia, a Líbia e o Iraque.

Do primeiro grupo de países, a Jordânia foi aquele que acolheu o maior número de palestinos. Num primeiro momento, o governo jordaniano os considerou como estrangeiros passíveis de assimilação. Muitos palestinos se naturalizaram jordanianos. Todavia, no final dos anos 1960, organizações palestinas tornaram-se uma espécie de poder paralelo ao governo do país, fato que acabou resultando num sangrento confronto em 1970, fato que passou para a história com o nome de Setembro Negro. Por conta desse conflito, milhares de palestinos tiveram que buscar refúgio em países vizinhos, especialmente no Líbano, de onde seriam novamente expulsos quando da invasão israelense em 1982.

O Líbano, outro país que recebeu um grande número de refugiados, os palestinos foram dotados de “documentos de viagem”, e nunca foram considerados como moradores permanentes. Neste país os palestinos participaram direta e indiretamente, da longa e sangrenta guerra civil (1975/1990) e suas organizações foram inúmeras vezes atacadas por Israel e seus aliados no Líbano.

A questão do retorno dos refugiados só foi discutida seriamente pela última vez ao longo dos primeiros meses do ano passado, quando Ehrud Barak ainda era primeiro-ministro de Israel. Naquela ocasião, Israel aparentemente estaria disposto a receber um número muito reduzido de refugiados e dar a eles uma pequena indenização.

Em dezembro de 1948, a Assembléia Geral da ONU, em sua resolução 194, estipulava que: “… aos refugiados que desejarem devem ser permitidos de retornar aos seus lares o mais rápido possível e de viverem em paz com os seus vizinhos, e devem ser pagas indenizações a título de compensação pelos bens daqueles que decidirem não regressar aos seus lares e por todo o bem perdido ou danificado, uma vez que, em virtude dos princípios do Direito Internacional, tal perda ou dano devem ser reparados pelos governos ou autoridades responsáveis”.

Dentro da ótica israelense, não aceitar a volta de parcela significativa dos mais de 3,5 milhões de refugiados palestinos envolve dois problemas cruciais: um, de ordem econômica, refere-se aos custos das eventuais indenizações. O outro, é de caráter demográfico: supondo-se que a uma parcela significativa de refugiados fosse dado o direito de retorno, em pouco tempo, as pessoas de origem judaica na Palestina seriam suplantadas em número pelas de origem palestina. 

Presos políticos palestinos, um símbolo de resistência, firmeza e de orgulho 26 Agosto 2010

Traduzido do inglês para Rebeliónpor Beatriz Morales Bastos e do espanhol para pcb.org.br por Otávio Dutra.

Há  dois dias li o seguinte no twitter: “Passaram muitos longos dias e noites desde que Gilad Shalit foi seqüestrado pelo Hamás – 1501 dias está muito distante do compreensível”

Shalit, como admitiria qualquer ser humano com consciência, é um soldado da ocupação israelense cuja missão era matar palestinos. Não é um “cidadão seqüestrado” cuja liberação deve pedir quem tem consciência, mas sim um soldado da ocupação. Os israelenses de consciência são aqueles que se negam a servir um exército terrorista, não os que vão em missão para matar civis desarmados e quando são detidos rapidamente se transformam em vítimas.

As forças de ocupação israelense atacam diariamente cidades, povoados e campos de refugiados palestinos, e nesses ataques golpeiam crianças, mulheres e homens, destróem as propriedades antes de seqüestrar, durante a noite, vários palestinos que estão em suas casas. Segundo os últimos informes sobre presos políticos palestinos em prisões israelenses, existem mais de 7.200 presos palestinos, incluindo 291 crianças, 36 mulheres e 203 presos em detenção administrativa1. Desde princípios deste ano foram registrados 4.140 casos de ataques israelenses a lares palestinos. Estes ataques foram acompanhados de disparos, do uso de cães, de destruição de propriedades e de golpes a crianças.

Segundo “Palestine Behind Bars”, desde princípios do ano se registraram 2.340 casos de detenção, com uma média de 11 por dia. As detenções se distribuíram da seguinte maneira: janeiro 377; fevereiro 322; março 478; abril 274; maio 292; junho 314; julho 283. Entre os detidos neste período havia 19 mulheres e 150 crianças2.

Naquele dia de julho de 2006 Shalit tivesse seqüestrado um palestino, estaria o mundo pedindo dia e noite que se liberasse tal palestino? Simpatizariam as cidades francesas e italianas e outras cidades antigas com esse palestino e concederiam o título de cidadão honorário? Atuariam como mediadores políticos ocidentais em nome do palestino encarcerado? Não, claro que não. Há mais de 7.000 palestinos presos nas masmorras de Israel e nenhum político ocidental pede que sejam liberados nem fala de seus sofrimentos ou visita seus pais para dizer: estamos com vocês!

Shalit é um soldado da ocupação. Se pode secar o oceano, fazer desaparecer o sol e trazer marcianos de visita, mas ninguém mudará o fato de que Gilad Shalit é um soldado armado da ocupação israelense que, como todos os demais soldados desta ocupação, têm licença para matar palestinos sem preocupar-se com qualquer conseqüência. E podem gritar a palavra “terrorismo” quantas vezes e na altura que conseguir, podem cantar a patética canção de “nos odeiam…nos atacam…não nos amam” quantas vezes quiserem e chorar todas as lágrimas de crocodilos que puderem, mas nunca poderão mudar um simples fato: vocês são os ocupadores, vocês são os criminosos, vocês são os assassinos, vocês são os estrangeiros nesta terra e não têm direito a ela, e nós temos direito de usar qualquer meio de resistência que consideremos útil para lutar contra o seu terrorismo, contra sua brutalidade, seu racismo e seu sionismo.

Assim, se passar 1501 dias em “cativeiro” está muito longe do compreensível, como chamariam passar 6.000 dias? Ou inclusive 9.000 dias em cativeiro? Se passar 1501 dias está muito longe do compreensível, como chamariam passar 11.817 dias preso em uma entidade terrorista? Se 1.501 dias está muito longe do compreensível para um sionista que acredita que tem o direito a roubar a terra de outros, a matar seus familiares, a tratá-los como infra-humanos e a prendê-los em calabouços para sempre por atrever-se a pedir sua liberdade e seus direitos. 1.501 dias em “cativeiro” está muito longe do compreensível para um sionista que acredita estar acima da lei sem importar o que faça, e que nenhum tribunal, humano ou divino, tem o direito a questioná-lo ou a perseguir-lo. Para os sionistas, os presos palestinos (cujo único “crime” é o amor à liberdade) têm que permanecer esquecidos entre grades, têm que apodrecer nessas masmorras que não são sequer aptas para animais. Seus nomes têm que permanecer desconhecidos, seu sofrimento oculto ao mundo exterior, seus sonhos arrebatados e suas vidas se apagando sem uma palavra de protesto. Têm que ser qualificados de “terroristas”, de “criminosos”, de “assassinos” por ousar levantar-se contra a brutal ocupação, por se atrever a sonhar com um mundo melhor para seus filhos, por se atrever a agir para conquistar este sonho.

1.501 em “cativeiro” está muito longe do compreensível para a criminosa e racista mente sionista, mas somente quando os “presos” são sionistas. Por outra parte, para a criminosa e racista mente sionista é compreensível, aceitável e bem-vindo que palestinos apodreçam encarcerados por mais de 11.000 dias. Um sionista, seja de uniforme civil ou militar, tem luz verde para disparar e matar no ato contra qualquer palestino que “pense/acredite/prediga” que possa ser uma “ameaça” para o Estado de Israel, potência nuclear e com o quarto exército mais poderoso do mundo, e está assegurado de que nunca será detido, julgado ou preso por isso. Podem matar palestinos a sangue frio, em plena luz do dia e sem motivos (os motivos podem eleger depois em uma lista de “matei um palestino sem motivo, que motivo alego?” inventada pelos meios de comunicação) e inclusive podem conseguir uma medalha por isso (chamam “matar um terrorista e salvar Erez Israel”, ainda que esse “terrorista” seja uma criança de quatro anos).

Por outra parte, um palestino só necessita ser palestino e estar presente na mesma rua, povoado, cidade, região, continente, planeta ou galáxia em que é “atacado” um sionista (atacar é um termo sionista, porque segundo as normas e valores humanos um brutal ocupante é quem ataca, enquanto o povo ocupado e oprimido na realidade sempre se defende desses ataques e resistir à ocupação é uma forma de defender-se a si mesmo, a sua família, a sua terra, seus direitos e sua liberdade), para ser detido, torturado e encarcerado por “atacar” ao sionista armado até os dentes, inclusive sem prova alguma.

Tudo o que se necessita é um palestino, qualquer palestino (até uma criança de 6 anos serve), um terrorista sionista que acabe de voltar de uma missão de matar alguns palestinos, demolir casas palestinas ou arrancar algumas árvores palestinas, e o terrorista sionista “testemunhará” que o pai palestino que acaba de trabalhar a terra para alimentar seus filhos, ou o irmão palestino que acaba de lecionar, ou o filho palestino que voltava da universidade, ou a criança palestina que estava brincando na rua com seus amigos acabava de “atacar” ou de planejar um “ataque” (já que os sionistas têm o poder de ler mentes) a um membro do terrorista exército sionista que ocupa um povo e o oprime.

Se, em uma entidade colonial ilegal que se estabeleceu sobre os corpos de palestinas e sobre as ruínas dos lares, orgulhoso do legado racista que afirma (em nome da inútil ONU) ser um “democracia” e um “Estado que acata a lei”, se detém aos palestinos há décadas baseando-se na falta de provas e nas chamadas “provas secretas”, isto é, falsos testemunhos criminais de investigação do exército de ocupação que, a pesar da tortura, não foram capazes de obrigar seqüestrados palestinos a admitir algo que não haviam cometido, assim estes “investigadores” escrevem contos de fadas e apresentam como provas. O tribunal do exército israelense sabe que são mentiras, os soldados sabem que são mentiras e os meios de comunicação israelenses sabem que são mentiras, mas não importa, desde que no final do dia outro palestino esteja preso por uma longa temporada. Sim,1.501 dias em “cativeiro” está muito longe do entendimento de um sionista.

Entre os mais de 7.200 presos palestinos que estão atualmente em prisões israelenses há:

– 308 “presos veteranos”, presos palestinos que estiveram em prisões israelenses desde antes do chamado acordo de paz entre a entidade sionista e a extinta OLP em maio de 1994;

– 118 presos há mais de duas décadas dentro de prisões israelenses;

– 21 “generais de paciência”, presos palestinos que estão há mais de 25 anos em prisões israelenses.

Os presos que sobreviveram aos brutais interrogatórios e torturas em centros de interrogação israelense estão privados dos direitos humanos mais elementares e estão sujeitos à brutalidade e ao assédio contínuos, aos ataques diários, à destruição e ao roubo durante todo o tempo que dura seu encarceramento. 70 presos palestinos foram assassinados durante os interrogatórios, outros 70 foram executados depois de sua detenção por forças da ocupação israelense ou pelas forças da prisão israelense e a negligencia médica levou 51 palestinos à morte.

A maioria dos presos que necessitam de tratamento médico não conseguem e, em caso de conseguir, o mais provável é que, como dizem muitos presos, aumente seu sofrimento e dor. Os presos que padecem de doenças malignas simplesmente recebem medicamentos para tirar a dor; quem padecia de doenças prévias observam se lhes amputam membros desnecessariamente enquanto outros perdem a visão ou a capacidade do movimento. Muitos presos palestinos estão sãos quando são detidos mas acabam com todo tipo de doenças devido à tortura (tanto física como psicológica), a falta de comida e de higiene. Com freqüência se trata de doenças que somente requerem um tratamento simples, mas devido à negligência médica, aos tratamentos errôneos ou aos experimentos médicos, evoluem a enfermidades graves, matando de forma lenta e dolorosa. Outras formas de tortura incluem o isolamento de presos em celas sujas durante meses e meses, e desconectar-los do mundo exterior. E enquanto a pequena, muito pequena, quantidade de terroristas israelenses que teatralmente são “condenados” e “encarcerados” por cometer massacres e assassinar a palestinos (aliás, tudo uma farsa para calar a crítica do feito de que Israel premie os terroristas sionistas e não os prenda antes que o presidente do Estado assassino os perdoe em silencio) se permite sair de licença, casar-se, ter filhos enquanto estão presos, as mesmas autoridades das prisões cancelam as visitas familiares a presos palestinos e os proíbem as ligações por telefone e as cartas entre os presos e seus seres queridos.

Na semana passada meu primo, que estava sentado atrás de mim, viu a foto de quatro palestinos presos na tela do meu computador. Olhou-me e sem que eu o pedisse disse o nome dos quatro. Na foto não havia nomes, nada. Isto é para a jovem geração de palestinos, de maneira que possam nunca esquecer os nomes, para que memorizem, repitam aos heróis esquecidos e ignorados, ponham nomes as cifras que citamos e ponham nomes às caras que estão por detrás das grades e lutem por eles até que o último preso palestino seja livre.

Na’il, Fakhri, Akram e todos vocês, camaradas; os chamam de “terroristas” quando seu único crime é sua sede de liberdade. Os chamam de “terroristas” quando seu única crime é levantar-se contra os soldados da ocupação que assassinaram suas famílias, destruíram suas casas e expulsaram seu povo. Os chamam de “terroristas” quando são suas escavadoras as que destróem nossas casas, nossos campos e nossas oliveiras. Os chamam de “terroristas” quando são eles que bloqueiam nossos povoados, cidades e campos de refugiados, nos fecham atrás de grades e nos privam dos nossos direitos legítimos.

Na’il, Fakhri, Akram e todos vocês, camaradas; são eles os terroristas e vocês os lutadores pela liberdade. Eles são os assassinos e vocês os heróis. Eles são os sionistas e vocês os palestinos.

Eu queria escrever cada um dos nomes, cada um de seus nomes, mas por desgraça não existem dados com todos os nomes; busquei durante semanas para completar estas três listas. Portanto, peço desculpas a cada um dos presos e das presas que não pude nomear, a suas famílias que leiam os nomes de outros presos que mencionei nesta ou naquela petição e neste ou naquele comunicado de imprensa e se perguntem: e meu filho ou minha filha? Peço desculpas porque cada um de vocês é meu herói. Nunca os esquecemos e nunca os esqueceremos, porque sua liberdade é nossa liberdade.

“Generais da paciência” que passaram mais de 25 anos nas masmorras israelenses:

1 Na’il Saleh Al Bargouhti, 52 años, Ramala, en la cárcel desde el 04.04.1978 (32 años, 4 meses, 7 días – total de días: 11.817) y por lo tanto es el preso político que más tiempo lleva en la cárcel del mundo.

2 Fakhri (Asfour) Abdallah Al Bargouthi, 55 años, Ramala, en la cárcel desde el 23.06.1978 (32 años, 1 mes, 17 días – total de días: 11.737).

3 Akram Abdel Aziz Mansour, 47 años, Qalqilya, en la cárcel desde el 02.08.1979 (31 años, 9 días – total de días: 11.332).

4 Fouad Qasem Arafat Al-Razem, 51 años, Jerusalén, en la cárcel desde el 30.01.1981 (29 años, 6 meses, 10 días – total de días: 10.785).

5 Ibrahim Fadel Jaber, 55 años, Hebrón, en la cárcel desde 08.01.1982 (28 años, 7 meses, 3 días – total de días: 10.442)

6 Hasan Nimir Ali Salma, 51 años, Ramala, en la cárcel desde el 08.08.1982 (28 años, 3 días – total de días: 10.230).

7 Othman Ali Misleh, 57 años, Nablus, en la cárcel desde el 15.10.1982 (27 años, 9 meses, 24 días – total de días: 10.162).

8 Sami Khaled Salameh Younis, 77 años, de ‘Ara, en la cárcel desde el 05.01.1983 (27 años, 7 meses, 6 días – total de días: 10.080).

9 Karim Yousif Fadil Younis, 51 años, de ‘Ara, en la cárcel desde el 06.01.1983 (27 años, 7 meses, 5 días – total de días: 10.079).

10 Maher Abdel Latif Younis, 52 años, de ‘Ara, en la cárcel desde el 20.01.1983 (27 años, 6 meses, 20 días – total de días: 10.065).

11 Salim Ali Ibrahim Al-Kayyal, 56 años, de Gaza, en la cárcel desde el 30.05.1983 (27 años, 2 meses, 9 días – total de días: 9.935).

12 Hafith Qundus, 46 años, de Yafa, en la cárcel desde el 15.05.1984 (26 años, 2 meses, 24 días – total de días: 9584).

13 Issa Abed Rabbo, 46 años, del campo de refugiados de Dheisheh, en la cárcel desde el 20.10.1984 (25 años, 9 meses, 19 días – total de días: 9.426).

14 Ahmad Farid Shehadeh, de Ramallah, en la cárcel desde el 16.02.1985 (25 años, 5 meses, 24 días – total de días: 9.307).

15 Mohammad Ibrahim Mohammad Nasr, 55 años, de Ramala, en la cárcel desde el 11.05.1985 (25 años, 3 meses – total de días: 9.223).

16 Rafi’ Farhoud Mohammad Karaja, 49 años, de Ramala, en la cárcel desde el 20.05.1985 (25 años, 2 meses, 19 días – total de días: 9.214).

17 Talal Yousif Ahmad Abu Al-Kabbash, 55 años, de As-Samou’, en la cárcel desde el 23.06.1985 (25 años, 1 mes, 17 días – total de días: 9.180).

18 Mustafa ‘Amer Mohammad Ighnemat, 45 años, de Sourif, en la cárcel desde el 27.06.1985 (25 años, 1 mes, 13 días – total de días: 9.176).

19 Ziyad Mahmoud Mohammad Ighnemat, 46 años, de Sourif, en la cárcel desde el 27.06.1985 (25 años, 1 mes, 13 días – total de días: 9.176).

20 Haza’ Mohammad Haza’ As-Sa’di, 44 años, del campo de refugiados de Jenin, en la cárcel desde el 27.07.1985 (25 años, 12 días – total de días: 9.146).

21 Othman Abdallah Mahmoud Bani Hassan, 43 años, de ‘Arbona, en la cárcel desde el 27.07.1985 (25 años, 12 días – total de días: 9.146).

Presos que passaram mais de 20 anos nas masmorras de Israel (a data é do inicio da sua detenção):

Sidqi Sleiman Ahmad Al-Maqt, Majdal Shams, 23.8.1985

Hani Badawi Mohammad Said Jabir, Jerusalén, 03.09.1985

Mohammad Hasan Abdel Jawad Abu Wahdan, Jerusalén, 03.10.1985

Mohammad Ahmad Abdel Hamid At-Tous, Hebrón, 06.10.1985

Nafith Ahmad Talib Hirz, Gaza, 25.11.1985

Faiz Mtawi’ Hammad Al-Khour, Gaza, 29.11.1985

Ghazi Jum’a Mohammad An-Nims, Gaza, 30.11.1985

Hamza Nayif Hasan Zayid, Jenin, 22.01.1986

Mahmoud Adam Said Nourin, Jerusalén, 31.01.1986

Ahmad Abdel Rahman Hussein Abu Hasirah, Gaza, 18.02.1986

Mohammad Misbah Khalil ‘Ashour, Ramala, 18.02.1986

Wasfi Ahmad Abdel Qader Mansour, Tirah, 15.05.1986

Walid Nimir As’ad Duqqah, Baqa Al-Gharbieh, 25.02.1986

Mohammad Abdel Hadi Mohammad Al-Hasna, Gaza, 04.03.1986

Tawfiq Ibrahim Mohammad Abdallah, Salfit, 07.03.1986

Mustafa Mahmoud Mousa Qar’oush, Salfit, 10.03.1986

Rushdi Hamdan Mohammad Abu Mukh, Baqa Al-Gharbiyeh, 24.03.1986

Ibrahim Nayef Hamdan Abu Mukh, Baqa Al-Gharbiyeh, 24.03.1986

Ibrahim Abdel Raziq Ahmad Bayadsah, Baqa Al-Gharbiyah, 26.03.1986

Ibrahim Mustafa Ahmad Baroud, Jabalia, 09.04.1986

Ala’ Iddin Ahmad Rida Al-Bazian, Jerusalén, 20.04.1986

Ali Badir Raghib Maslamani, Jerusalén, 27.04.1986

Fawwaz Kathim Rushdi Bakhtian, Jerusalén, 29.04.1986

Isam Salih Ali Jandal, Jerusalén, 30.04.1986

Khalid Ahmad Daoud Mheisin, Jerusalén, 30.04.1986

Ahmad Ali Hussein Abu Jabir, Kufr Qasem, 08.07.1986

Abdel Latif Ismail Ibrahim Shqeir, Nablus, 23.07.1986

‘Afu Misbah Noufal Shqier, Nablus, 24.07.1986

Salih Mohammad Yousif Al-‘Abid, Ramala, 22.08.1986

Abdel Nasir, Daoud Mustafa Alhelsi (Halaseh), Jerusalén, 16.10.1986

Tariq Daoud Mustafa Alhelsi (Halaseh), Jerusalén, 16.10.1986

Ibrahim Hussein Ali I’lian, Jerusalén, 19.10.1986

Samir Ibrahim Mahmoud Abu Ni’mah, Ramala, 20.10.1986

Hazim Mohammad Sabri I‘seileh, Jerusalén, 21.10.1986

Samir Isam Salim Al-Mahroum, Jenin, 15.11.1986

Abdel Rahman Fadil Abdel Rahman Al-Qeeq, Rafah, 18.12.1986

Khalid Mtawi‘ Msalam Al-J‘eidi, Rafah, 24.12.1986

Ahmad Abu Isu’ud Abdel Raziq Hanni, Nablus, 23.05.1987

Lutfi Mohammad Ibrahim Hijazi, 05.06.1987

Moayad Abdel Rahim Sa’d Abdel Samad, Tulkarim, 14.06.1987

Mohammad Mansour Abdel Majid Ziadeh, Al-Lidd, 10.09.1987

Mukhlis Ahmad Mohammad Burghal, Al-Lidd, 11.09.1987

Omar Mahmoud Jabir Al-Ghoul, Gaza, 13.10.1987

Mohammad Mohammad Shehadeh Hassan, Gaza, 13.10.1987

Mohammad Adel Hasan Daoud, Qalqilia, 08.12.1987

Yassin Mohammad Yasin Abu Khdeir, Jerusalén1.01.1988

Khalid Mohammad Shafiq Taha, Jerusalén, 18.01.1988

Amer Ahmad Mahmoud Al-Qawasmi, Hebrón, 22.01.1988

Jihad Ahmad Mustafa ‘Ibeidi, Jerusalén, 22.01.1988

Nasir Mousa Ahmad Abed Rabbo, Jerusalén, 09.02.1988

Rauwhi Jamal Mushtaha, Gaza, 13.02.1988

Usama Sliman Abu Al-Jidian, Gaza, 17.02.1988

Jamal Hamad Hussein Abu Saleh, Jerusalén, 21.02.1988

Samir Ibrahim Daoud Abu Ser, Jerusalén, 22.02.1988

Mahmoud Salim Sliman Abu Al-Kharabish, Jericó, 11.03.1988

Yasir Mahmoud Mohammad Al-Khawaja, Rafah, 08.07.1988

Tha’ir Mohammad Jamil Al-Kurd, Jabalia, 08.08.1988

Hasan Mahmoud Abdel Rahim Nofal, Jabalia, 09.08.1988

Jihad Jamil Mahmoud Abu Ghaban, Jabalia, 10.08.1988

Mohammad Ahmad Mohammad Jabbarin, Um Il-Fahim, 06.10.1988

Mahmoud Othman Ibrahim Jabbarin, Um Il-Fahim, 08.10.1988

I‘weidah Mohammad Sliman Kallab, Gaza, 10.10.1988

Ahmad Rabah Ahmad ‘Amirah, Jerusalén, 25.10.1988

Ahmad Jibril Othman At-Takruri, Ramala, 31.10.1988

Jum’a Ibrahim Jum’a Adam, Jericó, 31.10.1988

Ali Abdallah Salim ‘Amriyah, Haifa, 24.11.1988

Samir Saleh Taha Sirsawi, Haifa, 24.11.1988

Abdel Rahman Rabi’ Abdel Rahman Shihab, Jabalia, 16.12.1988

Bilal Ahmad Yousif Abu Hussein, Jerusalén, 20.12.1988

Mohammad Abdel Rahman Mohammad Zaqqout, Jabalia, 23.01.1989

Ibrahim Lutfi Hilmi Taqtouq, Nablús, 03.03.1989

Samir Nayif Abdel Ghaffar An-Na’nish, Nablús, 05.03.1989

Iyad Ahmad Mustafa Abu Hasna, Rafah, 15.03.1989

Nidal Abdel Raziq Izzat Zalloum, Ramala, 03.05.1989

Mohammad Yousif Hasan Ash-Sharat-ha, Jabalia, 09.05.1989

Yahia Ibrahim Hasan As-Sinwar, Khan Younis, 14.05.1989

Tawfiq Abdallah Salman Abu Na’iim, Deir Al-Balah, 14.05.1989

Hasan Ahmad Khalid Al-Maqadma, Deir Al-Balah, 18.05.1989

Imad Mohammad Jamil Shihadah, Gaza, 07.06.1989

Bilal Ibrahim Mustafa Damrah, Salfit, 19.06.1989

Mustafa Othman Omar Al-Haj, Salfit, 20.06.1989

Fahim Ramadan Sarhan Ibrahim, Salfit, 20.06.1989

Abdel Hadi Salman Rafi’ Ghneim, Deir Al-Balah, 06.07.1989

Mohammad Mahmoud Awad Hamdiyeh, Gaza, 14.07.1989

Nihad Yousif Radwan Jundiyeh, Gaza, 14.07.1989

Raid Mohammad Sharif As-Sa’di, Jenin, 28.08.1989

Ahmad Hussein Mahmoud Shukri, Ramala, 09.09.1989

‘Aayid Mahmoud Mohammad Khalil, Tulkarim, 06.10.1989

Mahmoud Said Ahmad Jradat, Jenin, 17.10.1989

Majdi Atiyah Sliman ‘Ajouli, Tulkarim, 17.10.1989

Abdel Min’im Othman Mohammad Tu’mah, Tulkarim, 28.10.1989

Wa’il Makin Abdallah Abu Fanounah, Gaza, 12.12.1989

Jamal Omar Mohammad Irqeeq, Gaza, 22.12.1989

Sha’ban Salim Abed Hassounah, Gaza, 05.1.1990

Hasan Yousif Mahmoud Al-Ghafri, Ramala, 03.02.1990

Ashraf Bal’ouji, Gaza, 08.02.1990

Thahir Salman Salim Ayyad, Rafah, 15.02.1990

Ibrahim Abdel Raziq Ahmad Mish’al, Jerusalén, 28.03.1990

Adnan Mohammad Ata Maragha, Jerusalén, 22.05.1990

Ayman Mustafa Khalil Al-Far, Gaza, 02.06.1990

Najih Mohammad Badawi Miqbil, Hebrón, 10.07.1990

Hafith Mahmoud Abed Ad-Dibil, Deir Al-Balah, 20.09.1990

Mohammad Jabir Yousif Nashbat, Deir Al-Balah, 20.09.1990

Zuheir Salah Anis Ash-Shashniyeh, Deir Al-Balah, 22.09.1990

Ahmad Said Mohammad Ad-Damouni, Deir Al-Balah, 24.09.1990

Suheil Said Salamah Al-Jdeili, Deir Al-Balah, 26.09.1990

Amir Su‘ud Salih Abu Sarhan, Beén, 21.10.1990

Yasir Abdel Qadir Ibrahim Hjazi, Ramala, 02.11.1990

Nasr Omar Mohammad An-Namleh, Gaza, 21.11.1990

Mohammad Abdel Majid Mohammad Sawalhah, Nablús, 02.12.1990

Husni Farigh Ahmad Sawalhah, Nablús, 02.12.1990

Abdel Halim Mahmoud Hasan Abdallah, Jabalia, 05.12.1990

“Presos veteranos”, presos palestinos que estiveram em prisões israelenses desde antes de que assinaram o chamado acordo de paz entre a entidade sionista e a extinta OLP em maio de 1994 (a data é do inicio da sua detenção):

Mohammad Ahmad Mahmoud Sabbagh, Jenin, 23.01.1991

Khalid Saoud Ahmad Azraq, Belén, 12.02.1991

Abdallah Joudeh Mohammad Abu Shalbak, Ramala, 14.02.1991

Jihad Mohammad Abdel Hadi Bani Jami’, Nablus, 14.02.1991

Imad Hamad Ahmad Al-Masri, Jenin, 05.03.1991

Mukhlis Sidqi Abdel Raziq Sawaftah, Jenin, 09.03.1991

Mohammad Mustafa Hasan Abu Jalalah, Jabalia, 11.03.1991

Faris Ahmad Mohammad Baroud, Gaza, 23.03.1991

Imad Ali Abdallah Abu Rayan, Jabalia, 24.03.1991

Khalid Mohammad Ahmad Asakrah, Belé, 01.05.1991

Yasir Tayseer Mohammad Daoud, Jerusalén, 18.05.1991

Jamil Ismail Abdel Qader Al-Baz, Deir Al-Balah, 18.08.1991

Yousif Mousa Mahmoud Al-Khalis, Jerusalén, 19.08.1991

Mazin Mustafa Yousif Alawi, Jerusalén, 23.08.1991

Sleiman Nayif Hasan Abu Tyour, Ramala, 02.09.1991

Faysal Mustafa Mahmoud Abu Al-Rub, Jenin, 25.09.1991

Iyad Thiab Ahmad Abu Kheizaran, Toubas, 03.10.1991

Jamal Khalid Ibrahim Abu Muhsin, Jenin, 04.10.1991

Ratib Abdallah Zeidan Msalam, Ramala, 12.10.1991

Hazim Ali Salim Al-Aydi, Deir Al-Balah, 28.10.1991

Majdi Ahmad Mohammad Hammad, Gaza, 26.12.1991

Nasir Ghazi Mohammad Dweidar, Deir Al-Balah, 19.01.1992

Walid Zakariya Abdel Hadi Aqil, Deir Al-Balah, 19.01.1992

Ahmad Ismail Husein Abu Al-Kas, Deir Al-Balah, 30.01.1992

Eid Abdallah Abdel Hadi Misleh, Deir Al-Balah, 12.02.1992

Basim Mohammad Iqab Nazzal, Jenin, 15.02.1992

Abdel Rahman Yousif Mahmoud Al-Haj, Qalqilia, 21.02.1992

Ibrahim Khalil Ahmad Salah, Belén, 24.02.1992

Mahmoud Ata Mahmoud Muammar, Battir, 24.02.1992

Mohammad Said Hasan Ighbariyyeh, Um Il-Fahim, 26.02.1992

Ibrahim Hasan Mahmoud Ighbariyyeh, Um Il-Fahim, 26.02.1992

Yahya Mustafa Mohammad Ighbariyyeh, Um Il-Fahim, 04.03.1992

Mohammad Tawfiq Sleiman Jabbarin, Um Il-Fahim, 01.04.1992

Jalal Lutif Abdel Nabi Saqir, Deir Al-Balah, 08.04.1992

Abdel Rahman Omar Sadiq Assaf, Jenin, 29.04.1992

Nu’man Yousif Ahmad Shalabi, Jenin, 07.05.1992

Adnan Mohammad Yousif Al-Afandi, Bethlehem, 13.05.1992

Sharif Hasan Atiq Abu Dheileh, Nablus, 19.05.1992

Ahmad Ibrahim Ahmad Al-Falet, Deir Al-Balah, 27.05.1992

Mouayyad Salim Mahmoud Hijja, Nablus, 31.05.1992

Khamis Zaki Abdel Hadi Aqel, Deir Al-Balah, 18.06.1992

Mazin Moahmmad Sliman An-Nahhal, Rafah, 09.07.1992

Faraj Salih Abdallah Al-Rimahi, Jabalia, 14.07.1992

Mohammad Abdel Karim Salih Abu Ataya, Gaza, 30.07.1992

Mohammad Ali Mohammad Hirz, Gaza, 30.07.1992

Mohammad Jmei’an Jum’a Abu Ayyash, Gaza, 30.07.1992

Nasim Mohammad Shreirih Al-Kurd, Jabalia, 30.07.1992

Asrar Mustafa Kleib Samrin, Ramala, 04.08.1992

Khalid Salih Jabir Al-Mighbir, Rafah, 12.08.1992

Khalid Zaki Yousif Abu Rayaleh, Gaza, 12.08.1992

Mahmoud Mustafa Salih Mardawi, Qalqilia, 28.08.1992

Khalid Yousif Abdel Rahman Mardawi, Qalqilia, 28.08.1992

Mohammad Arif Mohammad Bsharat, Jenin, 22.09.1992

Fahid Subhi Ms’ad Zaqzouq, Jabalia, 30.09.1992

Diya’ Zakariya Shakir Al-Falouji, Khan Younis, 12.10.1992

Mohammad Yousif Sliman Turkman, Jenin, 28.10.1992

Usama Zakariya Wadi’ Abu Hanani, Jenin, 28.10.1992

Ahmad Hasan Ahmad Hassan, Salfit, 05.11.1992

Imad Abdel Rahman Abdel Hafith Husein Ali, Salfit, 21.11.1992

Ahmad Jum’a Mustafa Khalaf, Jerusalén, 25.11.1992

Iyad Jamil Abdel Salam Abu Taqiyeh, Deir Al-Balah, 26.11.1992

Ata Mahmoud Abdel Rahman Falna, Ramallah, 28.11.1992

Mohammad Fawzi Salamah Falnah, Ramallah, 29.11.1992

Taha Adel Sa’adah Shakhshir, Nablus, 01.12.1992

Haroun Mansour Yacoub Nasir Iddin, Hebron, 15.12.1992

Jamil Abdel Wahab Jamal An-Natsheh, Hebron, 16.12.1992

Mousa Mohammad Salim Doudin, Hebron, 20.12.1992

Abas Abdallah Abdel Wadoud Shabaneh, Hebron, 27.12.1992

Mustafa Ali Hussein Ramadan, Khan Younis, 31.12.1992

Nasir Hasan Abdel Hamid Abu Srour, Bethlehem 04.01.1993

Ahmad Abdallah Ali Ardah, Jenin, 04.01.1993

Mahmoud Jamil Hasan Abu Srour, Bethlehem, 05.01.1993

Ahmad Mohammad Awlad Mohammad, Hebron, 13.01.1993

Said Ahmad Mohammad Awlad Mohammad, Hebron, 13.01.1993

Tahir Mohammad Tahir Zyoud, Jenin, 06.02.1993

Ahmad Said Qasim Abdel Aziz, Jenin, 10.02.1993

Osama Khalid Kamil Silawi, Jenin, 16.02.1993

Mahmoud Adib Mahmoud Maslamani, Jenin, 27.02.1993

Ziyad Salim Husni Salma, Gaza, 01.03.1993

Ayman Ibrahim Mohammad Sha’ath, Rafah, 02.03.1993

Yahya Mohammad Yacoub Al-Malhi, Jerusalén, 02.03.1993

Nasr Hmeidan Ali Shqeirat, Jerusalem, 02.03.1993

Nabil Hasan Mohammad ‘leiwah, Jenin, 02.03.1993

Yousif Abdel Hamid Yousif Irshid, Jenin, 04.03.1993

Majdi Abdel Hadi Nasrallah Al-Bardini, Rafah, 08.03.1993

Ayman As’ad Sha’ban Ash-Shawwa, Gaza, 09.03.1993

Said Mohammad Ashour Skiek, Gaza, 10.03.1993

Atef Sliman Daoud Al-Masri, Gaza, 10.03.1993

Anwar Msallam Nasrallah Al-Akhras, Khan Younis, 15.03.1993

Atef Izzat Sha’ban Sha’ath, Khan Younis, 16.03.1993

Mahmoud Nofal Mohammad Da’ajnah, Jerusalén, 16.03.1993

Zahir Ali Mousa Jibrin, Salfit, 01.04.1993

Mohammad Mustafa Ahmad Afanah, Ramala, 01.04.1993

Jum’a Ismail Mohammad Mousa, Jerusalem, 02.04.1993

Abdel Aziz Mohammad Abdel Aziz Al-Masri, Khan Younis, 03.04.1993

Mohammad Abdel Fattah Hasan Dukhan, Deir Al- Balah, 11.04.1993

Ismail Mousa Hasan Bakhit, Khan Younis, 11.04.1993

Imad Iddin Ata Qasim Zu’rub, Khan Younis, 11.04.1993

Salamah Aziz Mohammad Mir’I, Salfit, 11.04.1993

Salah Iddin Talib Jabir Al-‘Awawdah, Hebron, 14.04.1993

Ramadan Mohammad Odeh Yacoub, Ramala, 19.04.1993

Mahir Huseein Mohammad Abu Karsh, Gaza, 20.04.1993

Salim Hussein Khalil Abu Shab, Khan Younis, 20.04.1993

Ayman Mohammad Anis Jradat, Jenin, 24.04.1993

Abdel Hakim Aziz Abed Hneini, Nablus, 28.04.1993

Mazin Mohammad Ismail Jarad, Jabalia, 30.04.1993

Mohammad Odeh Mohammad As-Sakran, Deir Al-Balah 10.05.1993

Hamdi Amin Mohammad Az-Zweidi, Jabalia, 12.05.1993

Omar Isa Rajab Masoud, Gaza, 18.05.1993

Talib Ismail Ibrahim Abu Mustafa, Khan Younis, 18.05.1993

Ra’fat Ali Mohammad Al-I’ruqi, Gaza, 18.05.1993

Walid Khamis Mansour Sha’ath, Khan Younis, 19.05.1993

Yousif Awwad Mohammad Masalha, Deir Al-Balah, 24.05.1993

Raid Ahmad Salim Al-Hallaq, Gaza, 30.05.1993

Mahmoud Mohammad Ahmad ‘Atoun, Jerusalén, 03.06.1993

Mahmoud Mousa Isa Isa, Ramallah, 03.06.1993

Majid Hasan Rajab Abu Qteish, Jerusalén, 05.06.1993

Mousa Mohammad Daoud ‘Akkari, Jerusalén, 05.06.1993

Riziq Ali Khadir Salah, Bethlehem, 07.06.1993

Nasir Yousif Mahmoud Al-Qadi, Khan Younis, 09.06.1993

Riyad Said Abdel Aziz Isa, Rafah, 10.06.1993

Jamil Khamis Mohammad Turkahn, Jabalia, 18.06.1993

Salah Mahmoud Zayid Miqlid, Khan Younis, 14.07.1993

Mohammad Afif Ashour Al-Far, Gaza, 16.08.1993

Ashraf Ghazi, Mahmoud Wadi, Tulkarim, 11.09.1993

Mohammad Mousa Mohammad Taqatqa, Belén, 20.09.1993

Walid Ibrahim Mohammad Abu Nassar, Belén, 21.09.1993

Tayseer Hamdan Mohammad Sliman, Jerusalén, 25.09.1993

Mazin Hussein Abed Al-Kahlout, Jabalia, 27.09.1993

Na’il Rafiq Ibrahim Salhab, Jerusalén, 27.09.1993

Fahid Sabri Burhan Ash-Shaludi, Jerusalén, 29.09.1993

Ahmad Awad Ali Kmeil, Jenin, 29.09.1993

Marwan Mohammad Ayyoub Abu Rmeileh, Jerusalén, 30.09.1993

Marwan Mohammad Mustafa Az-Zard, Gaza, 02.10.1993

Salameh Abdallah Salameh Misleh, Khan Younis, 09.10.1993

Atef Ata Mohammad Hassan, Deir Al-Balah, 25.10.1993

Miqdad Ibrahim Ahmad Salah, Nablus, 27.10.1993

Mahir Khamis Abdel Mu’ti Zaqout, Jabalia, 29.10.1993

Mohammad Mohammad Said Abu Hasirah, Gaza, 29.10.1993

Samir Hussein Ghanim Murtaja, Gaza, 29.10.1993

Sa’id Rushdi Mohammad At-Tamimi, Ramallah, 09.11.1993

Nizar Samir Mahmoud At-Tamimi, Ramallah, 09.11.1993

Nahid Abdel Hadi Sa’id As-Sawafiri, Gaza, 09.11.1993

Ahmad Ata Khalil Al-Hito, Gaza, 10.11.1993

Ahmad Yousif Mahmoud At-Tamimi, Ramala, 11.11.1993

Abdel Jawad Yousif Abdel Jawad Shamasneh, Jerusalén, 12.11.1993

Mohammad Yousif Abdel Jawad Shamasneh, Jerusalén, 12.11.1993

Ibrahim Salim Mahmoud Shamasneh, Jerusalén, 12.11.1993

Iyad Salim Hussein Al-‘Ar’er, Gaza, 17.11.1993

Hani Rasmi Abdel Rahem Jabir, Hebron, 22.11.1993

Tayseer Salim Mansour Al-Bardini, Rafah, 30.11.1993

Awad Ziyad Awad Salaymeh, Hebron, 17.12.1993

‘Ala’ Iddin Fahmi Fahid Al-Karaki, Hebron, 17.12.1993

Nasir Fawzi Mustafa Burhum, Tulkarim, 22.12.1993

Lutif Mohammad Hasan Ad-Darabee’, Hebron, 29.12.1993

Farid Mohammad Mahmoud Al-Qaisi, Khan Younis, 03.01.1994

Hilmi Hamad Ubeid Al-‘Ammawi, Deir Al-Balah, 03.01.1994

Ala’ Iddin Ahmad Said Abu Sitta, Khan Younis, 03.01.1994

Midhat Faiz Rajab Barbakh, Khan Younis, 21.01.1994

Hani Mohammad Salman Abu Sitta, Khan Younis, 21.01.1994

Ayman Talib Mohammad Abu Sitta, Deir Al-Balah, 24.01.1994

Atiya Salim Ali Abu Mousa, Khan Younis, 30.03.1994

Hazim Qasim Tahir Shubeir, Khan Younis, 30.03.1994

Ali Ibrahim Salim Ar-Ra’I, Deir Al-Balah, 09.04.1994

Sa’id Mohammad Yousif Badarneh, Jenin, 16.04.1994

Tawfiq Ali Mohammad I’weisat, Jerusalén, 27.04.1994

Fontes (dos dados do presos políticos palestinos):

www.palestinebehindbars.org

 

www.ppsmo.ps

 

www.sabiroon.org

 

www.ahrar-pal.info

 

www.waed.ps

 

www.alasra.ps

Solidariedade com Ahmad Sa’adat e respeito pelos seus direitos

A 22 de Outubro, será realizada uma audiência para contestar a manutenção numa prisão solitária, de Ahmad Sa’adat, Secretário-Geral da Frente Popular pela Libertação da Palestina (FPLP).

A advogada Leah Tsemel, que representa Sa’adat na contestação à prática de isolamento de que são vítimas diversos prisioneiros políticos palestinos, disse que a contestação ocorrerá no Tribunal Central de Bir Saba, contra a Administração Israelita das Prisões.

Sa’adat está preso em regime de completo isolamento na prisão de Ramon, no deserto de Naqab, desde há seis meses, quando foi transferido da prisão de Hadarim.

A situação prisional do líder da FPLP contraria os mais elementares direitos humanos. Por exemplo, a sua esposa e restante família, foram proibidas de visitá-lo por três meses e até mesmo os livros pessoais foram-lhe confiscados.

Saadat assumiu a direcção da FPLP em Outubro de 2001, sucedendo a Abu Ali Mustafa, assassinado por Israel no seu escritório, em Ramallah, na Cisjordânia.

Entretanto a FPLP assumiu, a 17 de Outubro de 2001, a responsabilidade pelo assassinato, do ministro do Turismo de Israel, Rehavam Zeevi. Sa’adat foi de imediato acusado por Israel de ter organizado o assassinato.

Para se proteger refugiou-se no quartel-general, Muqata’a, de Yasser Arafat, líder da Organização de Libertação da Palestina e do Fatah, que se recusou a entregá-lo a Israel. Por outro lado, Israel recusou voltar atrás na sua decisão de prendê-lo. Assim impôs um cerco à Muqata’a.

Após negociações envolvendo os EUA e o Reino Unido foi alcançado um acordo entre Israel e a ANP. Israel suspendeu o cerco à Muqata’a e Sa’adat foi preso (2002), levado a julgamento militar e colocado numa prisão palestina em Jericó, guardado por forças dos Estados Unidos e do Reino Unido.

Entretanto o Supremo Tribunal da Palestina declarou que a prisão de Sa’adat era inconstitucional e ordenou que ele fosse libertado, mas a ANP recusou obedecer.

A Amnistia Internacional declarou que face a esta decisão e ao facto de ele ter sido sujeito a um julgamento injusto, fazia com que a sua detenção fosse ilegal e assim ele deveria ser acusado, através de competente processo, ou libertado.

Em 14 de Março de 2006 os Estados Unidos e o Reino Unido retiraram os seus observadores da prisão de Jericó onde Sa’adat continuava detido. A prisão foi então cercada por tropas israelitas, que alegaram estarem ali para prevenir que Sa’adat fugisse. Com o cerco, os guardas palestinos deixaram a prisão, mas cerca de duzentos prisioneiros recusaram a rendição.

Ao anoitecer as forças militares israelitas atacaram a prisão de Jericó, sequestraram Sa’adat e mais cinco outros prisioneiros e levaram-nos sob custódia para Israel.

No dia 25 de Dezembro de 2008, Sa’adat foi sentenciado a trinta anos de prisão a serem cumpridos nas prisões da potência ocupante: Israel.

Sa’adat é membro do Conselho Legislativo Palestino (Parlamento) e é um dos principais líderes nacionais palestinos mantidos nos cárceres daotência ocupante: Israel.

Poderá manifestar a sua solidariedade a Ahmad Sa’adat, aos seus familiares e à FPLP, repudiando a atitude do governo de Israel e exigindo o respeito dos seus direitos humanos básicos, no contexto de uma prisão ilegal e arbitraria contra um destacado lutador da causa da independência da Palestina aqui:

Relatório sobre os palestinos presos

800 mil palestinos foram presos desde 1948 nos teritórios palestinos.

25% dos que permaneceram na Palestina foram presos, a maior porcentagem de prisão registrada na história da humanidade.

Durante a Intifada de Al Aqsa, deflagrada em 29 de setembro de 2000, 42 mil palestinos foram presos, além dos dezenas de milhares que detidos por curto prazo.

As prisões atingiram tambem as autoridades palestinas, entre ministros e deputados membros de Conselho Legislativo palestino, 24 deputados foram seqüestrados desde junho de 2006 e condenados junto com 4 ministros.

Do total de 132 membros do CLP, entre os presos esta o presidente do CLP, além dos 10 deputados que já se encontravam presos.

Mais de 11.000 palestinos se encontram em mais de 30 cárceres israelenses em condições precárias, violando os direitos humanos e os acordos e convenções internacionais.

553 palestinos ja estavam presos antes do inicio da Intifada de Al-Aqsa. Entre eles também estão 367 palestinos que foram presos antes do acordo de Oslo.

Mais de 600 mulheres palestinas foram presas, destas … ainda se encontram em cárceres israelenses, muitas tiveram filhos na prisão.

Mais de 6000 criança palestina foram presas durante a Intifada de Al-Aqsa, e 330 delas continuam ate hoje em condições precária dentro dos cárceres Israelenses.
Número dos presioneiros distribuídos conforme a região
Mais de 11000 prisioneiros palestinos continuam nos cárceres israelenses

Região Número de Prisioneiros
Cisjordânia 9428
Faixa de Gaza 850
Jerusalém 525
Palestinos de territórios 1948 142
Árabes 55
Total 11000

Presos de Faixa de Gaza
Distrito Em Números % de Total Estado Civil Prisioneiros
Solteiro Casado Acusado Condenado
Norte de F. de Gaza 152 1.5% 96 56 39 113
Cidade de Gaza 194 1.9% 132 62 42 152
Distrito Central 155 1.5% 101 54 26 129
Khan Younes 176 1.7% 111 65 66 110
Rafah 173 1.5% 114 59 65 108
Total 850 8.20 554 296 238 612
65.2% 34.8% 28% 72%

Os prisioneiros de Cisjordânia
Distrito Número dos Prisioneiros Por Centagem de Total
Jericho 117 1,10%
Al-Khalil ( Hebron) 1550 14,90%
Beitlahem ( Belém) 1135 10%
Jenin 1722 15,60%
Ramallah e Albirah 1356 12,10%
Silfit 128 1,20%
Tubas 170 1,60%
Tulkarem 975 9,40%
Qalqilia 570 4,50%
Nablus 1705 14,50%
Total 9428 84,90%

Estado civil dos Prisioneiros
Estado Civil Números %
Soteiro 7582 69,10%
Casado 3418 30,9%
Total 11000 100%

Os prisioneiros e tipo de julgamento
Prisioneiros Total %
Julgados 5216 49,20%
Acusado esperando julgamento 4884 7,70%
Prisão administrativo sem acusação 900 43,10%
Total 110000 100%

Os antigos prisioneiros
367 prisioneiros políticos antes dos acordos de Oslo assinados entre OLP e Israel em 4 de Maio de 1994 e continuam presos

Região Em números
Jerusalém 51
Cisjordânia 144
Faixa de Gaza 141
Palestinos de 1948 22

Países árabes
Jordânia 4
Colinas do Golã 4
Líbano 1
Total 367

Mais de 600 mulheres palestinas foram presas durante a Intifada al-Aqsa; 118 delas continuam em cárceres israelenses.

Tipo de julgamento Em números Porcentagem
Julgada 62 53,30%
Acusada 50 41,70%
Prisão administrativa sem acusação 6 5%
Total 118 100%

Crianças Palestinas: Mais de seis mil menores palestinos foram presos desde o inicio da Intifada em 28/09/2000.
– 330 menores continuam em cárceres Israelenses, 3,5% de total dos prisioneiros palestinos.
Os menores prisioneiros, 16 de Jerusalém, 5 de Faixa de Gaza, 309 de Cisjordânia
– 70 crianças, 21,20% de total dos menores prisioneiros detidos em cárceres e centros de detenções Israelenses sofrem um tipo de doença por mal-trato, condições precárias e descuido medical.
– 99% dos menores sofreram um tipo de tortura,
– mais de 500 menores completaram 18 anos dentro dos cárceres e continuam presos.
Tipo de julgamento Em números Porcentagem
Julgada 129 39.10%
Acusada s/ julgamento 193 58.50%
Prisão administrativa sem acusação 8 2.40%
Total 330 100%

Tempo da permanência dos prisioneiros palestinos em cárceres e centro de detenção israelenses
Tempo de prisão Número dos prisioneiros
A mais de 25 anos 7
Entre 20-25 38
Entre 15-20 124
Entre 10-15 252
Total 421

Tipo de Tortura %
Bater com cassetete 98
Colocados na Geladeira 60
Sofrimento com baú de arara 89
Parados de pé durante muito tempo 94
Impedidos de dormir 95

Total dos prisioneiros políticos assassinados desde 1967

Motivos da morte Total
Tortura 69 36,9%
Descuido médico 43 23%
Assassinar durante a prisão 75 40,10%
Total 187 100%

Centenas de prisioneiros morreram após saírem da prisão em dias ou meses, devido a doenças ou tortura durante o cárcere.

Fonte: www.mod.gov.ps/detainees_day/ststitics.htm

El 25% de la población palestina ha pasado por las cárceles Israelíes

A Abla Rimawi se la suele presentar como la mujer de Saadat el Secretario General del Frente Popular para la Liberación de Palestina (FPLP), parlamentario palestino secuestrado por Israel de la cárcel de Jericó en donde estaba custodiado por fuerzas americanas y británicas. Sin embargo, Abla Rimawi tiene por si misma méritos suficientes para ser presentada con nombre propio. Estuvo en Madrid hace unas semanas en su gira para difundir la situación de los presos palestinos. Lo que sigue a continuación es una crónica de la rueda de prensa, su intervención en el acto organizado por la Asociación Haydeé Santamaría de Madrid y la entrevista concedida a Rebelión.

Abla fundó los comités de mujeres del Frente Popular para organizar, desde la realidad concreta de las mujeres palestinas, la lucha contra la ocupación. Cuando se la pregunta por su militancia, la suya, no la de su marido, ríe, se ilumina el rostro, se reacomoda en el asiento, pone uno de sus pies descalzos bajo el muslo, en una postura propia de mujeres que se arremangan y se disponen a contar a otras mujeres- y dice que, no le gusta hablar de sí misma sino de la causa palestina.

Su historia es extraordinaria y a la vez no lo es, se entreteje entre las cientos de historias de mujeres palestinas que han sufrido la cárcel, que han sido torturadas, y sin embargo, cada día, se levantan como columnas de acero sosteniendo el peso de la cotidianeidad palestina. En estos momentos hay 700 mujeres detenidas, alguna de ellas a cadena perpetua, otras tienen también a sus maridos en la cárcel, incluso a sus hijos. Hay 350 niños en las cárceles israelíes que tienen entre 12 y 18 años, pero nunca encontraremos en los medios de comunicación referencias a los niños palestinos detenidos.

Los datos son apenas un pálido reflejo de la tragedia palestina, y en el caso de los presos, nos dice Abla, siempre son relativos ya que fluctúan cada día. En estos momentos hay aproximadamente 11000 presos palestinos en las cárceles israelíes, pero esta tarde pueden ser 11.025, mañana 10.930, dentro de una semana 12.000. Desde 1967 Israel más de 700.000 palestinos han pasado por las cárceles israelíes. Abla me mira – “¿sabes lo que significa eso?”, bueno… no del todo –tartamudeo -; “significa que el 25% de la población palestina ha pasado por las cárceles israelíes, significa que no hay prácticamente ninguna familia palestina ni ningún sector social que no comprenda el significado de la ocupación israelí; significa que Israel practica todas las formas posibles de terrorismo encaminado a vaciar la tierra, a quebrarnos destruyendo el tejido social palestino. Israel utiliza las cárceles como una herramienta para acorralar a los palestinos, para dejarnos sin salida, para desesperarnos. Las detenciones masivas son una más de las medidas represivas que ejerce Israel contra nuestro pueblo, como la confiscación de la tierra, la construcción de asentamientos, el muro etc…, una más. Es una política encaminada a vaciar la tierra de su pueblo y desterrarlo a hacer desaparecer su legado. Esta es la síntesis de la política Israelí”.

“Por eso, nuestro pueblo libra una batalla singular para aferrarse a su tierra y evitar ser desterrado. Se trata de un pueblo milenario que no se dejará intimidar a pesar de todas las atrocidades que le puedan infringir. Lógicamente Israel, en su política de vaciar la tierra, no reconoce a nuestro pueblo y considera nuestros actos como actos de sabotaje y con todos sus medios, que son muchos, trata de proyectar esta imagen hacia el exterior. Considera a nuestros luchadores como criminales que merecen ser eliminados y liquidados, sin embargo, para nosotros son luchadores por su libertad y la emancipación de su pueblo. Son la vanguardia y merecen ser tratados con dignidad y reconocimiento como representantes de un pueblo que está sometido a ocupación”.

Mientras conversamos suena su teléfono, parte de esa cotidianeidad que describe irrumpe con el sonido taladrante del teléfono móvil; se sobresalta al mirar el número de la pantalla, se levanta rápido, con la mirada preocupada, algo pasa; sale hacia el pasillo y la oímos hablar, luego un silencio tenso. Entra de nuevo en el salón, su cara está alegre, se acomoda de nuevo y me explica que la llamada era desde Ramala, de su hijo, que los israelíes le habían llevado a comisaría, que había estado detenido toda la mañana pero que ya estaba en casa, que sólo querían asustarle aprovechando que ella estaba fuera. La preocupación de su mirada ha dado paso a una sonrisa orgullosa.

Abla tiene cuatro hijos, uno de ellos – el que llamó-, es músico, trabaja en la orquesta de Buramboy pero, a diferencia de los israelíes contratados, cobra menos y a veces no le conceden permiso para viajar. No es la primera vez que le retienen los israelíes. Le preguntan por su padre, por los viajes de su madre, luego le advierten que tiene que ser un buen chico, que no debe seguir los pasos de sus padres que tiene que alejarse de la política o de lo contrario le retirarán los permisos para moverse.

La tortura es una práctica sistemática en Israel”

Solo desde el año 2000, segunda intifada, han sido detenidos y encarcelados más de 60.000 palestinos bajo la acusación de resistir al ocupante. Abla fue detenida en varias ocasiones. Le pido de nuevo que nos cuente su historia, se resiste, pero se da cuenta de que su propia historia llena de imágenes y sentimientos nos permite una mayor cercanía a la realidad de los presos palestinos.

“En el 85 cuando estaba embarazada de mi tercera hija me detuvieron como forma de presión a Ahmad, él estaba en la cárcel y yo intuía más o menos que estaba en una celda próxima. Me detuvieron cinco horas, me interrogaron y luego me soltaron, cuando caminaba por el pasillo me puse a gritar como una loca “Ahmad no te preocupes ya me sueltan”, para que me oyera y no se preocupara. Todavía él se acuerda.

En el 87 me detuvieron de nuevo. Mi hija pequeña tenía un año y dos meses. Casualmente una prima mía vivía en la casa. La noche que iban a detenerme, yo ya sabía que iban a por mí porque habían detenido a una compañera de mi célula. Por la mañana limpié la casa, llené la nevera de comida, y le dije a mi prima que cuidara de mis hijos y de mi suegra. Efectivamente, a las dos de la madrugada vinieron a por mí. Fue una de las peores detenciones porque la compañera que había caído antes había confesado y nos trataron igual que a los hombres, nos torturaron. Me tuvieron durante días atada de pies y manos a una silla sin respaldo; había hierro que se me clavaba en la espalda, tenía las manos atadas hacia atrás, encima de la cabeza me pusieron una bolsa de basura; el hedor era insoportable, el sudor, la basura y el dolor de los brazos…. En algunas celdas había un pequeño agujero pero en otras ni siquiera eso, estaban llenas de humedad, eran celdas construidas en el tiempo de los otomanos. Mi celda era de unos dos metros de larga y uno, o uno y medio, de ancha, con una especie de water al lado. Otras ni siquiera tenían esto. No había ducha ni agua corriente. Ellos se concentraban mucho en el factor sicológico. Ejercían el papel del policía bueno y del policía malo. Había uno que nos amenazaba con violarnos, y el otro era amable, vestido con traje, parecía hacer el papel de padre, que se interesaba por nosotras, por nuestra suerte; teniendo en cuenta nuestra situación dramática, sucias, doloridas…era casi peor. Fui condenada a un año pero tuve una abogada muy inteligente y sólo estuve dos meses. Consiguió que me soltaran porque se presentó ante el juez con mi madre, mi suegra y mis hijos, y le decía al juez: “¿Cuál es la culpa de esta mujer, que tiene a su cargo a estas señoras, sus hijos pequeños y encarcelado su marido? ¿Cuál es su culpa haber leído libros? Por eso no se puede meter en la cárcel a una señora”. Evidentemente la acusación era pertenecer al FP pero eso no lo iban a reconocer.

Fui castigada durante dos meses en la cárcel sin que me permitieran ver a mis hijos ni a mi familia. Sabía que estaban fuera pero no les dejaban entrar. Uno de los recuerdos más duros que tengo se refiere a una de mis detenciones. Ya había formado, en nombre de los comités de mujeres del Frente, una guardería que estaba funcionando muy bien. Al ser detenida había dejado a mi hija pequeña en la guardería al cuidado de la directora que era una buena amiga. La primera vez que me la trajeron para verla, yo estaba en un estado lamentable, esposada, sucia, mi hija no quería verme, se aferraba a la otra mujer, yo quería abrazarla y besarla pero ella no paraba de llorar. El carcelero me vio llorando y me dijo en vez de llorar tenía que haber pensado antes de meterte en política. Me dio tanta rabia que le insulté. Aun así nunca he dejado de trabajar por la causa. Mi hija se llama Resistencia”.

En el 2003 Abla estaba detenida de nuevo. Había una mujer próxima a su celda que iba a dar a luz, estaba atada y lloraba, desde su celda Abla no paraba de hablarle y decirle lo que tenía que hacer. Tuvo su hijo atada. Esto pasa a diario en las cárceles –nos dice-.

Desde hace años, Abla tiene constantemente las piernas hinchadas, dolores en la espalda y las cervicales y secuelas de sus detenciones que no confiesa. Durante su estancia en Madrid, un compañero del Frente que es médico la examina para ver si puede aliviarla.

Le pregunto por los convenios internacionales que prohíben la tortura. Me sonríe. “A pesar de todas las leyes y convenios internacionales, de la Comisión contra la tortura que se creó en 1987, del convenio de Ginebra sobre los derechos civiles y políticos de los pueblos de 1966, en donde Israel es uno de los firmantes, a pesar de todo eso, la tortura es una práctica sistemática por parte de Israel. Todos los organismos consideran que prácticas como colgar al preso, privarle de dormir, utilizar la corriente fría y caliente, la detención y represalia contra los familiares … son torturas, sin embargo son métodos habituales de los israelíes en las cárceles y contra los palestinos. Miles de presos carecen de las condiciones mínimas de asistencia sanitaria e higiénicas. El año pasado 7 presos palestinos murieron debido a estas carencias médicas. Hay 35 presos que están en los centros de salud de las cárceles en estado terminal, se les ofrece comida para mantenerles vivos, nada más. La comida de las cárceles es elaborada por presos comunes israelíes, te puedes imaginar lo que significa eso. Los presos palestinos reivindican que se les deje preparar a ellos la comida pero no se les autoriza. La comida es muy pobre en cantidad y calidad, lo que obliga a los presos a comprar comida en los bares de las cárceles lo que supone un gravamen más sobre los familiares y una vía más de presión. Otra de las medidas que más utilizan los israelíes es privar a los presos de las visitas de sus familiares y encerrarles en cárceles individuales. También se les imponen multas económicas y a veces se les prohíbe comprar en las tiendas. En general, se les priva de los derechos fundamentales reconocidos por la Convención de Ginebra de 1949.

La privación de la visita de los familiares es uno de los sufrimientos más atroces contra los detenidos. Son centenares a los que no se les permiten las visitas. Hay 900 presos de Gaza que no ven a sus familiares desde hace 2 años. Una de las condiciones que pone Israel a los familiares es que no hayan sido detenidos alguna vez, imagínate, habiendo un 25% de la población que han pasado por las cárceles pues es prácticamente ninguno… Nuestros presos libran muchas batallas, no solo se limitan a mejorar las condiciones de su encarcelamiento sino que reivindican el derecho a ser reconocidos como presos políticos y presos de guerra que fueron expoliados de su tierra y de sus derechos”

Cómo es posible, -le pregunto-, que Israel siga mostrando hacia el exterior la cara de un Estado de Derecho que tiene leyes a las que se somete.

“La tortura la ejerce Israel en todos los órdenes: en el político, en el social, en el económico, en el ético-moral y en el físico. La tortura física que es la más explícitamente rechazada y se aplica en Israel bajo la cobertura de las “leyes inglesas”. Cuando Israel tortura a un detenido le aplica las leyes del mandato británico, las leyes de la época colonial, de cuando los ingleses torturaban y ahorcaban a nuestros combatientes”.

Después de la segunda Intifada, los presos palestinos aumentaron y se endureció el tratamiento. “Antes de la segunda Intifada -continua Abla-, los presos eran unos 4.000, pero a partir de la segunda Intifada los encarcelados y detenidos se multiplican y las condenas se endurecen. Si antes una condena por pertenecer a un partido o una organización era de seis meses ahora es de tres o cuatro años. De ahí viene el aumento del número de presos, no solo de las nuevas detenciones sino del aumento de las condenas. El sionismo que sostiene a Israel tiene una política que consiste en la eliminación física de los luchadores o las largas condenas para impedir su continuación en la lucha por eso se focaliza especialmente hacia los cuadros y dirigentes de las organizaciones”.

“Además de la detención de líderes y cuadros, está el fenómeno de las acciones suicidas. Este tipo de acciones se multiplicó e Israel endureció las persecuciones y las penas. Ocurre que ante la detención masiva de cuadros, aumentan las detenciones de militantes que tienen menor madurez política y capacidad de resistencia, aumentan las confesiones ante la tortura y éstas conducen a nuevas detenciones, muchas veces de gente sin implicación. Pero se establecen diferencias en el trato por parte de Israel según sean de una u otra organización. Hay que marcar diferencias entre unos tipos de militancia u otras. En el caso de Fatah y en el de Hamás, son movimientos genéricos, que no tienen una organización tan estructurada como el Frente, cualquiera que quiera luchar es reclutado como miembro de una u otra organización. En cambio, la nuestra, es una organización más piramidal en donde la militancia está articulada, Israel endurece mucho más las atenciones para descabezar al Frente bien asesinando o deteniendo a las primeras, las segundas filas…. En el caso de Fatah y Hamás, que tienen más miembros, no son tratados igual porque saben que en realidad no pertenecen a la estructura más organizada.

La mayoría de los detenidos palestinos tienen entre 14 y 18 años.

En los últimos años ha aumentado el número de mujeres palestinas en las cárceles israelíes, hasta hace poco apenas había 25 o 30 mujeres encarceladas, ahora son más de 160 mujeres. Abla nos dice que las mujeres se han vuelto más activas, que en los últimos años han empezado a participar incluso en la lucha armada, que en un principio se ocupaban de acciones de carácter más logístico pero que ahora participan también en acciones suicidas. Le pregunto por las razones que llevan a las mujeres palestinas a romper con tantos condicionantes culturales y psicológicos.

“Podemos decir que hay dos tipos de mujeres. Hay un sector de mujeres que siempre fueron militantes activas y conscientes, en ellas ha variado el tipo de participación por las circunstancias concretas de la actividad política. Sin embargo, hay otro tipo de mujeres cuya mayor participación obedece a crisis emocionales, sicológicas, como si fuera una evasión hacia delante; incluso participan en acciones suicidas como una forma de salir de la crisis. Hay 15 mujeres aproximadamente condenadas a cadenas perpetuas. Hay otras 9 mujeres detenidas por causas administrativas, son detenciones sin causa que pueden durar mucho tiempo”.

El más alto número de detenidos palestinos está entre los 14 y los 18 años, “Israel -nos dice Abla-, sabe que son los futuros dirigentes y cuadros y se concentra en ellos aplicándoles condenas de 20 y 30 años. Ejerce lo que se llama el castigo colectivo. Utiliza a las familias como chantaje para las detenciones, por ejemplo, cuando el marido está escondido, detienen a la mujer administrativamente para forzar a los maridos o a los hijos a que se entreguen. El 30% de las familias sufren las consecuencias de las detenciones en todos los órdenes; en muchas de ellas está el marido y los hijos detenidos al mismo tiempo y los recursos que pueden aportar a la casa desaparecen. Es una forma más de extorsionar a las familias. Los visitantes que a veces llegan a los territorios ocupados, las delegaciones que pueden llegar, notan la tristeza en los rostros de la gente, la tensión que se vive en lo cotidiano, la desesperación. Estas son consecuencias de una larga política bien planificada para conducir a la sociedad a una situación de desesperación y pérdida de esperanza”.

“Lo que le ha ocurrido a mi hijo hoy –dice -, forma parte de esta política: le han detenido varias horas, le han interrogado sobre un viaje que hicimos en verano, sólo es un muchacho pero tratan de asustarle y le aconsejan (entre comillas) que no siga el camino de su padre que es el responsable de su situación, que se aparte de los problemas, de la política…”

A los palestinos se les aplican tribunales militares

“Todos los tribunales para los palestinos son militares, no hay tribunales penales por delincuencia. A los únicos presos palestinos que se les está aplicando el derecho penal civil, son a los cuatro acusados de haber ejecutado al ministro israelí de turismo, a estos sí les ha metido en la categoría de delincuentes, ya que al haber ejecutado a un alto cargo las penas son mayores que por lo militar y además, de esta forma les apartan de cualquier posibilidad de intercambio de presos”.

Abla insiste en sus intervenciones en la falta de garantías para los presos palestinos y en la necesidad de que haya observadores internacionales.

“Todos los juicios para los palestinos son sumarísimos, formalmente hay abogado defensor, fiscal… pero hay una lista fijada de acusación y la sentencia está prefijada al margen de cualquier proceso o enjuiciamiento. Hay, además, una comercialización desde la abogacía para sacarle dinero a los presos palestino. Por ejemplo, hay un acuerdo previo entre el abogado y el juez togado militar, en el que por el tipo de acusación te pueden caer cuatro años en juicio normal, entonces, el abogado pacta con el juez para que la condena sea mayor (y cobran un montón de dinero) y le hacen creer al preso que la condena podría haber sido perpetua y que tiene que estar agradecido por que no lo haya sido. También se valen de conseguir condenas inferiores pero con multas muy altas, o poner en libertad con fianza, etc. Todo esto es la ruina de montones de familias que no pueden pagar tales fianzas y tienen que aguantar tales condenas”.

Ahmad Saadat es uno del los 40 parlamentarios palestinos detenidos por Israel

Es el momento de hablar de Saadat, de su situación, y de la de los 40 parlamentarios palestinos que están encarcelados por Israel. Sin duda un hecho insólito por varias razones, entre ellas el consentimiento de la comunidad internacional, pues a pesar de que el Parlamento europeo emitió una declaración firme de condena cuando los Israelíes secuestraron a Saadat, luego no ha dado continuidad a esta declaración; además está el silenciamiento, la aceptación de los hechos consumados y la falta de capacidad para desarrollar una política propia al margen de los intereses estadounidenses e Israelíes. Todo ello se une a las buenas relaciones de Europa con Israel, obviando el incumplimiento sistemático de las resoluciones de NNUU, los tratados internacionales, etc.

“Saadat tiene 55 años, ha sido detenido en 12 ocasiones –comienza Abla-, y padece varias enfermedades, algunas de ellas relacionadas con las torturas físicas que ha sufrido, pero su situación física no afecta a su estado de ánimo, tiene la moral alta. Lee bastante bien el futuro, conoce el trabajo de los amigos de la causa palestina y es él quien muchas veces me da ánimos. Está convencido de que defiende el derecho de su pueblo. No reconoce al tribunal que lo juzga y se niega a responder a los jueces, sin embargo, hace apelaciones a través de sus abogados, él dice: “me siento orgulloso de ser luchador para acabar con la ocupación israelí, alcanzar la independencia de nuestro pueblo, garantizar su derecho al retorno y crear las condiciones propicias para que haya una solución democrática e integral. Para alcanzar una paz justa y duradera que garantice la convivencia a todos los habitantes de esta tierra ya sean árabes ya sean judíos. Una solución que garantice la igualdad y la convivencia pacífica entre todos y hacer la reconciliación histórica sobre esta tierra.

Crear una sociedad exenta de todo tipo de discriminación ya sea por raza, región o sexo”.

Le pregunto a Abla sobre su llamamiento a juristas y observadores internacionales en el Juicio a su marido y me dice que quedan dos sesiones, una para las conclusiones y otra para la sentencia. La presencia de observadores sería la forma en que éstos pudieran dar cuenta de la doble cara de Israel. El Tribunal Supremo palestino ya declaró inocente a Saadat hace tiempo, pero fue el propio Arafat quien se negó a liberarle, supuestamente para garantizar su protección e impedir que le asesinaran. Estaba en la cárcel de Jericó protegido por fuerzas internacionales, británicas y norteamericanas, y “sorprendentemente” no pudieron evitar que los Israelíes le secuestraran.

“Cuando interrogan a Ahmad, él siempre se niega a contestar, dice que se trata de un tribunal emanado de la fuerza, un tribunal de ocupación que no tiene autoridad ni legal ni moral para juzgarle, que los que tendrían que ser juzgados son ellos y no él.

Te voy a poner un ejemplo del deterioro actual de la situación de los presos. Cuando estuve detenida durante la primera intifada todavía existían ciertas garantías procesales, había menos detenciones, como ya te dije, las condenas eran menores, había menos confesiones, y los abogados podías conseguir con mayor facilidad garantías. El carácter político de las detenciones era más marcado. A Israel desde el punto de vista económico y político le constaba mucho más encarcelar a los palestinos. No había tiendas en las cárceles, no había necesidad de que los presos compraran ya que era la obligación de Israel el mantenimiento de los presos. Las visitas familiares a penas se prohibían, a través de huelgas y reivindicaciones los propios presos consiguieron muchos objetivos como mejorar su situación carcelaria, de trato, de visitas, de higiene. Actualmente Israel ha convertido las cárceles en un negocio, en una industria para desangrar a los palestinos. Hay mayores confesiones, más condenas y más largas, el desgaste económico de la familia es mayor, no hay garantías de ningún tipo. Lo peor es que esto ocurre existiendo la Autoridad Nacional Palestina. Israel quiere liquidar todos aquellos logros de los presos en el sentido político y moral logrados en la etapa anterior”.

La izquierda palestina se está reagrupando en un Frente de lucha amplio

Para Abla, el ascenso del islamismo ha contribuido al deterioro de la situación y mientras nos cuenta su visión se queda pensando en los “beneficiarios” del aumento de la religiosidad.

“Es cierto que hay causas objetivas que explican el avance de la islamización de la sociedad al margen de Hamás.- El pueblo palestino, culturalmente, es creyente, mayoritariamente musulmán, se dan otras creencias como el cristianismo pero lo importante es que, en general, estamos hablando de un pueblo creyente. Como tal, las circunstancias históricas que lo han rodeado, desde lo de Irán, el tema de Afganistán, el de Arabia Saudí frente a Irán, todo esto, aumentó el refugio en la religión. El pueblo es receptivo inicialmente porque es musulmán. Además, está el fracaso de las fuerzas laicas, su debilidad, por desgaste, por no alcanzar los objetivos; también la izquierda empieza a sufrir toda una serie de retrocesos, algunos debido a la caída de la URRS, pero también por el aumento de los encarcelamientos, los asesinatos de cuadros, la debilidad económica… y sin duda, los propios errores: la división de la izquierda. Después de los acuerdos de Oslo desaparece la izquierda, quitando el Frente los demás grupos se disolvieron en la Autoridad Nacional Palestina (ANP). El frente permaneció como único referente de la izquierda de entonces. Durante la primera intifada, se trabajó en la dirección de ser la primera fuerza de la resistencia palestina, (esto es reconocido por casi todos los grupos). Israel, consciente de ello, ejerció una presión extraordinaria sobre el Frente, deteniendo a todo sospechoso de tener relación con él. Al mismo tiempo que practicaba detenciones administrativas de larga duración hacía la vista gorda con Hamas, que ya en aquel periodo empieza a prosperar. Las acciones suicidas en la segunda intifada, generaron un gran apoyo y admiración hacia Hamás, lo que coincidía con un fuerte deterioro de la ANP y un sin fin de razones más como el fatalismo, la desesperación.

Mientras hablo estoy pensando ¿cómo es posible que haya a la par debilitamiento de la izquierda y un incremento de Hamas que hacia el 88 era inexistente, y con la Autoridad Palestina operando, Hamás con acciones … como si, en el fondo, hubiera una mano detrás que estuviera favoreciendo la ascensión de Hamas. Es verdad que es la rama palestina de los Hermanos Musulmanes, pero hay algo que no encaja, que no corresponde a la lógica de la resistencia sin más. A juzgar por el tipo de personal que se utiliza en las acciones suicidas, la mayoría jóvenes, más bien adolescentes, no se trata de una militancia ideológica sólida. Hamas incita al suicidio a la juventud a veces con pago de dinero a la familia, es como si se comercializara el suicidio, se aprovecha el entusiasmo de los jóvenes para llevarlos a la muerte. Muchas veces son acciones filmadas con nombres y apellidos del suicida, con todo lo que esto acarrea para la familia, es desastroso para la economía, para la vivienda, para todos. El resultado es nefasto desde el punto de vista político, anímico y desde el punto de vista mediático porque la imagen que se vende de nosotros al exterior se deteriora”.

A pesar de la realidad de la resistencia que describe Abla, parece que en los últimos tiempos se está produciendo una reacción por parte de las fuerzas laicas, un intento de reconstruir la unidad perdida, conscientes de que es una de las causas del retroceso de la resistencia y de que la población palestina intuye que por la vía de Hamas no hay una salida posible.

“Efectivamente después de la experiencia de Hamás, amplios sectores de la población se están percatando de que es un proyecto, igual que FATAH de derechas, que lo que buscan es el poder, crear un estado mesiánico, a su manera. La gente está decepcionada tanto con la Autoridad Nacional Palestina que está fragmentada y muy desprestigiada, aferrándose a sus fueros, a sus propios intereses a expensas de la causa palestina, como con Hamás que quiere arrebatarle estas prebendas. La gente de a pie, primero reacciona distanciándose de todo el mundo, pero hay un sector que se percata de la necesidad de reagruparse, de crear una nueva unidad; hay mucha gente de izquierdas desencantada con sus partidos y con la autoridad palestina; se están agrupando en un frente de lucha amplio. Se trata de intelectuales y cuadros que se agrupan a título individual, pero también las propias organizaciones están planteando esta reagrupación.

El precursor de la idea fue nuestro secretario general Abu ali Mustafá que fue asesinado. Precisamente fue asesinado por esto, porque empezó a aglutinar gente en torno a una alternativa seria a Arafat, y además era el líder más carismático del momento y con posibilidades serias de aglutinar a gente a su alrededor. El proceso se interrumpió con su asesinato pero ahora hay una vuelta de nuevo a esa iniciativa. Está promovida por gente del frente y se cree de veras en esta idea de unidad, es como una bola de nieve que cada día va recogiendo a más gente”.

Le pregunto a Abla en dónde se da esta iniciativa, si es sólo en los territorios ocupados o se extiende a los campos de refugiados en el exterior.

“Tiene presencia en los territorios ocupados, en Gaza y Cisjordania, con un núcleo duro de tres organizaciones, y también en los territorios del 48. Aún no se ha trasladado fuera de Palestina, aunque se está extendiendo desde hace un mes o mes y medio. Como se procede de distintos partidos y sensibilidades el proceso es lento y desde el punto de vista económico y logístico las dificultades son muchas para reunirnos pero avanzamos.

Abla Rimawi recaba apoyo para la liberación de los presos palestinos

Para terminar, me gustaría que Abla me diera algunos detalles de su militancia. Ella se resiste de nuevo a hablar de sí misma y le explico que, no sólo para los árabes, sino para muchas mujeres comprometidas con la lucha palestina es importante oír a otras mujeres.

“Te confieso que me molesta que se refieran a mi como la mujer de Saadat, pero en esta situación excepcional de mi marido es normal. Antes de casarme yo no estaba en la política, nos conocimos en el 69 porque había una relación social entre las dos familias, crecimos juntos. Comencé a seguir su andadura política y a interesarme por él precisamente en el 69 que fue la primera vez que lo metieron en la cárcel. Los dos éramos muy buenos estudiantes, Ahmad sobre todo en matemáticas, me fijé en él y llamó mi atención como estudiante.

En el 76 fue encarcelado y condenado a 4 años y fue en ese momento cuando iniciamos un contacto serio, sentíamos una atracción recíproca y empezamos a hablar de matrimonio. Cuando Ahmad salió de la cárcel en el 80 yo estaba en la universidad de Belén, él había hecho la maestría y luego se matriculó en matemáticas en la universidad. Nos casamos en el año 81. Antes de casarme yo sabía todo de su vida, él me advirtió que era un hombre político y ésta era su prioridad, no intervino directamente en mi reclutamiento pero sí otros compañeros del Frente, al que me uní en 1980”.

“En la universidad creé con otras 6 mujeres la Unión de los comités de la mujer palestina; se trataba de una cobertura social para llevar a cabo el trabajo político del Frente. A través de este marco genérico se reclutábamos a más mujeres, éramos como las 6 magníficas. El Frente de Acción Estudiantil nos mandaba también simpatizantes para que se incorporaran a la vida política. Yo soy muy comunicativa y en seguida entraba en contacto y sintonía con la gente. En este momento yo recibía directrices de los hombres, viajaba de un sitio a otro, a Gaza, a Nablus…para la fundación de comités de mujeres hasta que se consolidaban. Mi suegra vivía con nosotros y esto me dio un importante margen para hacer lo que yo necesitaba; ella cuidaba de la casa, de los hijos; y los dos estábamos como vagabundos, de un lado a otro, tratando de organizar la lucha. A mi no me preocupaba si detenían o no a Ahmad, no es que no me importara, quiero decir en el sentido de mi militancia, ya que mi actividad era independiente de la lucha de Ahmad. Pero al mismo tiempo sabía que podía ser detenida en cualquier momento y por eso quise tener hijos enseguida, de golpe.

Efectivamente en el 85 cuando estaba embarazada de mi tercera hija, como te he contado, me detuvieron. En un momento dado todas las mujeres de los camaradas estaban fuera y todos los maridos dentro. Pero las visitas a la cárcel nunca fueron algo terrible, todo lo contrario eran un aliento para nosotras. La madre de uno de los camaradas hacía las comidas típicas, hojas de parra, o baklube, íbamos todas a la cárcel como si fuéramos de excursión, después nos íbamos a comer juntas.

En ese momento el Frente era la primera fuerza política. Nosotras nos organizábamos a nivel de barrio no solo de células, veíamos que podía haber bloqueo por parte del ejército y queríamos que cada mujer tuviera la independencia de trabajar por su cuenta, esto fue sobre el 87 hasta que Arafat firmó los acuerdos de Oslo ¡y nos jodió!

Trabajábamos en la educación popular, había muchos profesores participando, durante el bloqueo, cuando las escuelas se cerraron, organizamos a los profesores para asignarles barrios y que siguieran atendiendo a todos los alumnos, en todas las ciudades, Nablus, Ramala…. Incluso en las casas teníamos atención, habilitamos una clínica y los médicos atendían a los heridos, almacenábamos víveres, teníamos censadas todas las casas y familias que necesitaban alimentación…. Si había que escribir eslóganes por las paredes salíamos por las noches a pintar eslóganes… los comunicados de las intifadas. Salíamos hombres y mujeres juntos, cuando nos veían juntos salir por la noche, los vecinos sabían a qué íbamos. Esto fue entre el 87 y el 93.

Una vez a las 12 de la noche, me tocó la puerta un vecino para decirme que había un chico que acababa de salir de la cárcel y que vivía en una zona a la que no podía llegar. Me puse un albornoz encima del pijama, cogí el coche y me fui con el vecino a recogerle, le llevamos a su casa sin que nadie en ese momento pudiera pensar mal de nada; así era nuestra vida entonces”.

Abla trabaja en la administración pública palestina, está encargada de recursos humanos del ministerio, responsable de los Consejos de los municipios; y desde su cargo le da continuidad a su militancia en los comités de mujeres. Su presencia en Madrid tiene que ver con las tareas del FPLP, con la búsqueda de apoyos para la campaña por la liberación de los presos palestinos.

“Estuve hace dos años por los mismos motivos y ahora continuo con la campaña. Hace un año recogimos casi un millón de firmas y ahora se trata de afianzar esta campaña”.

No te parece Abla ¿que habría que iniciar una campaña en paralelo por la democratización de Israel?- Abla se ríe: “sí, claro, habría que hacerlo”

Interpretación: Majed Dibsi

Fonte: http://www.rebelion.org/noticia.php?id=74937

Campaña de solidaridad con Ahmad Saadat, Secretario General del Frente Popular para la Liberación de Palestina (FPLP)

Se inicia una campaña de solidaridad con Ahmad  Saadat, Secretario General del Frente Popular para la Liberación de Palestina (FPLP), con motivo de la próxima celebración en Israel, el 25 de noviembre, del juicio contra él tras su secuestro ilegal por el sionismo en la cárcel de la Autoridad Nacional Palestina en Jericó, donde estaba prisionero. Ello fue posible con el beneplácito de los guardianes británico-usamericanos que custodiaban dicha cárcel y permitieron, con su retirada, que los tanques israelíes entrasen en la prisión para secuestrar a los presos del FPLP, en  flagrante violación del Derecho internacional.

Convirtamos ese día en un día internacional para reclamar un juicio contra los criminales de guerra que ostentan el poder en el Estado sionista de Israel. A través de diversos actos de protesta, y a lo largo y ancho del mundo, convirtamos este día en un día contra la impunidad, contra el terrorismo de Estado, contra la ocupación y la violación de los derechos humanos. Y también en un día a favor de la liberación de todos los presos palestinos y de la puesta en marcha de un plan internacional para acabar con la ocupación y la violencia criminal que ejerce Israel contra la población civil palestina.

حملة تضامنية إعلامية مع الأمين العام  للجبهة الشعبية لتحرير فلسطين الرفيق احمد سعدات وذلك في يوم محاكمته اللاشرعية والتي ستكون يوم 25 نوفمبر القادم. ليكن يوم 25 نوفمبر يوماً وطنياً تضامنياً للنضال من أجل إطلاق سراحه وسراح كافة الأسرى والمعتقلين في سجون الاحتلال الصهيوني

A prisão de Ahmad Saadat

Em 27 de Agosto de 2001 o exercito israelense, por ordem de Ariel Sharom, ex- primeiro ministro israelense, ordenou o assassinato extra-judicial do Secretario Geral da Frente Popular para a Libertação da Palestina (FPLP) Abu Ali Mustafá, e em 17 de outubro do mesmo ano, a FPLP respondeu matando o Ministro de Turismo israelense, Rabaam Zahivi, que havia declarado que todos os palestinos deveriam ser expulsos da Palestina e havia rompido com Ariel Sharon por considerar o sanguinário Ariel “moderado”.

Imediatamente o exercito israelenses iniciou uma ofensiva militar em todo território palestino, prendendo vários lideres da FPLP, entre eles o Vice-secretario Geral e membro do Comitê Executivo da OLP, Abdel Rahim Malouh; por outro lado, a própria Autoridade Nacional Palestina prendeu o novo Secretario Geral da FPLP, Ahmad Saadat, indicado após o assassino de Abu Ali Mustafá, e prendeu também os membros do comando palestino que executaram o ministro de turismo israelense.

No dia 1º de maio de 2002, a Autoridade Palestina negociou com o governo israelense a transferência dos presos políticos palestinos detidos na sede da Autoridade Nacional Palestina, em Ramallah, para uma prisão especial em Jericho, sob o controle de observadores britânicos e americanos, em troca do fim do bloqueio à sede da Autoridade Palestina, em Ramallah, onde esteve confinado o Líder Palestino, Yasser Arafat, ate à seu morte.

Em 14 de março de 2006, os observadores americanos e britânicos, de maneira incompreensível, retiraram-se definitivamente da prisão de Jerico, deixando espaço para o exercito de ocupação sionista, iniciar uma  ofensiva militar para prender o líder Ahmad Saadat e seus companheiros, violando os acordos assinados entre o governo de Israel e a Autoridade Nacional Palestina, e as leis internacionais, violadas sempre pelo estado sionista.

Relatorio Geral – Os prisioneiros Arabes e Palestinos dentro das prisões e centro de detenções israelenses.

Enquanto operações de uma violência inominavel são cometidas contra a população palestina; o mundo se mantem cego acreditando que  mudanças politicas são possiveis dentro da Palestina ocupada.

 

Uma vez que a administração Bush não cessa de lançar seus apelos por uma mudança de regime no seio da Autoridade Nacional Palestina, Israel prossegue em silêncio sua violenta estratégia de aprisionamento de todo individuo potencialmente incomodo em vistas as proximas eleições e das conversações de paz que se supõe que se seguirão.

 

Com mais de 20.000 atos de detenção e mais de 10.100 palestinos detidos que se eternizam nas celas israelenses, a fachada destas reformas cai num vazio politico. A maior parte dos lideres politicos e comunitarios e militantes de diversos setores estão ausentes, e não existe nenhuma duvida que apos sua libertação, eles contestarão todo acordo politico ocorrido ilegitimamente. Das reformas propostas por um sistema de partido unico, com lider unico, unico a tomar decisões esta condenado ao echec.

 

Antes de tudo, os Estado Unidos, entre todas nações, devera pedir a libbertação de todos prisioneiros palestinos afim de que eles possam participar deste acontecimento historico da luta palestina pela independência.

 

Que os palestinos sejam detidos  ilegalmente por Israel, uma força de ocupação estrangeira, não ha nada de novo. Alem dos 5.000 palestinos detidos nestes ultimos dois anos , não esqueçamos estes outros palestinos que apodrecem na prisão depois de 1967. Ahmed Ibrahim Djabara, Abu Sukker, com 65 anos e pai de seis filhos. Ele passou os ultimos 26 anos na prisão! Seu crimefoi o de lutar pelo fim da ocupação. Os detidos mais recentes são Haytham Hammouri que foi sequestrado em seu trabalho no escritorio  do YMCA (Youth Men Cristian Ass.), Associação de Jovens Cristãos de Jerusalem e Khaled Bakr  preso na  casa de seus sogros em Ramallah. Ele recebeu 6 meses de detenção administrativa, isto significa um aprisionamento sem acusação por um periodo desconhecido podendo ser prolongado ao infinito, com recursos legais limitados e uma defesa somente formal. As mulheres e crianças destes homens vivem agora, como milhares de outros antes deles, no mêdo constante e agonia.

Para cada palestino preso, a historia de uma vida é despedaçad a e uma familia inteira é quebrada. Por que a comunidade mundial continua ela silenciosa quando Israel detêm ilegalmente os palestinos e os tortura ?  O mundo é cego diante do fato de que não havera paz no Oriente Médio  enquanto os palestinos não usufruirem de seus Inalienaveis Direitos Fundamentais ? Sera que Bush ou o cidadão comum de Israel acredita que os filhos e filhas destes milhares de detidos palestinos esquecerão um dia o que eles sofreram quando seus entes queridos foram jogados atras das grades ?

 

As Convenções de Genebra, a Convenção Internacional pelos Direitos Civis e Politicos (I.C.C.P.R.) e a Convenção contra Tortura e tratamento cruel, desumano e degradante todo uso de tortura, os tratamentos desumanos e degradantes sem excessão. Israel não esta livre destas Leis Internacionais.  As condições de detenção inflingida por Israel  não estão também dentro das Regras Standards Minimas das Nações Unidas para o tratamento de Detidos, nem dos Principios de Proteção de toda Pessoa sob não importa qual forma deDetenção ou Aprisionamento, nem os Principios de Base do tratamento de prisioneiros. Israel esta ligada a estes instrumentos legais na medida em que eles são uma extensão de todos os Tratados pelos Direitos Humanos. No lugar de aplicar as Leis da Comunidade das Nações, Israel não esconde sua politica historica e sistematica de tortura de prisioneiros palestinos. Ela é mesmo discutida abertamente no Knesset.

 

Em novembro de 2001, o Comite das Nações Unidas contra a Tortura lembrou à Israel que não existe nenhuma justificativa para o uso de tortura, em nenhuma circunstancia. O uso de tortura é uma infração grave à IV Convenção de Genebra (artigos 31,32,146 e 147). Além do mais, a IV Convenção de Genebra proibe a transferencia dos detidos para fora dos Territorios Palestinos Ocupados por Israel. O artigo 76 declara ” as pessoas protegidas acusadas de um delito devem ser detidas no pais ocupados e se elas forem condenadas deverão purgar sua pena no local”. ‘E  um fato conhecido que os prisioneiros palestinos são levados a prisões lotadas em Israel(1), longe de suas familias que não obterão jamais a permissão necessaria para deixar os Territorios Ocupados que se tornaram eles também uma prisão gigante.

 

Os Tribunais militares  com competencia sobre os Territorios Ocupados segundo a Legislação em vigor em Israel, são dirigidos por juizes-soldados e não requerem mesmo uma formção juridica para seus assistentes.

 

Estes milhares de Palestinos, homens, mulheres e crianças atualmente mantidos atras das grades, porque eles tomaram a posição de acabar com a ocupação, devem imediatamente ser liberados, e autorizados à reencontrar suas familias e a reintegrar sua vida politica e social no Estado Palestino emergente.

 

Toda pessoa que acredita que as “reformas”, e sobretudo, a reconciliação politica entre palestinos e israelenses tem um futuro se elas não incluem todos os setores da sociedade e continuam a ignorar as cores e afiliações politicas,  não duvide que ela mesma perdeuuma oportunidade historica para permitir verdadeiras reformas na vida politica palestina. ‘E suficientemente grave que tantos lieres politicos palestinos tenham sido assassinados extra-judicialmente por Israel, nestes dois ultimos anos. E é tempo agora de abrir as portas das prisões….

 

 

 

AS CONDIÇÕES DE VIDA DOS PRISIONEIROS ‘ARABES E PALESTINOS DENTRO DAS PRISÕES E CENTROS DE DETENÇÕES ISRAELENSES

 

 

As prisões :

 

As campanhas de prisões colocadas em obra pelo I.D.F. (Israeli Defense Force), em alguns meses alcançaram mais de 15.000 pessoas, principalmente homens, mas não somente estes. Cidades inteiras se encontraram vazias de homens de mais de 15 anos; o toque-de-recolher impedindo também que as pessoas soltas reencontrassem suas familias depois de varios dias.

 

As prisões realizadas por soldados fortemente armados podem acontecer não importa aonde : no domicilio (acompanhadas de saques e por vezes com a destruição total da casa, e de ameaças contra a familia), as vezes num controle de estrada, em qualquer lugar publico durante um tiroteio, num controle (check-point),…

 

Os detidos são então algemados e seus olhos vendados. Eles não são informados ads razões de sua prisão nem do lugar para onde serão levados. Os espancamentos e humilhações são correntes : os detidos tem afirmado sob juramento terem sofrido tentativas de morte, de estupro, de terem sido jogados escada abaixo com os olhos vendados.

 

As pessoas presas, mulheres, homens e crianças são frequentemente forçados à se despirem publicamente antes de serem levados.

 

AS CONDIÇÕES DE DETENÇÃO :

 

O REGULAMENTO :

 

O regulamento das prisões (revisado em 1971) contém 114 clausulas. Nenhuma clausula ou sub-clausula não define os Direitos dos prisioneiros. Ele prescreve um conjunto de regras “contraignantes” pelo Ministro do Interior, mas é o proprio Ministro que formula estas regras por decreto administrativo. Nenhuma obrigação para as autoridades penitenciarias esta a‘i estipulado e nenhuma clausula garante aos prisioneiros as condições basicas minimas de vida.

 

É, por exemplo, legalmente autorizado em Israel prender 20 detentos dentro de uma cela de não maid de 5 metros de comprimento por 4 metros de largura, com 3 metros de altura. Este espaço inclui uma pia. Nas prisões americanas e européias, esta média é de 10,5 metros por prisioneiro. Os prisioneiros palestinos podem ser incarcerados indefinidamente dentro das tais celas 23 horas por dia.

 

O “Shabas” – serviço israelense das prisões – é encarregado de investigar em caso de abuso dentro das prisões, mas é dificil de determinar se sua intervenção ajuda ou agrava a situação.

 

AS INFRAESTRUTURAS :

Uns vinte locais de detenção onde são incarcerados os prisioneiros politicos palestinos estão espalhados em Israel e pelos Territorios Ocupados. Alguns são estabelecimentos, outros tendas levantadas nos corredores de campos militares. Antigas prisões coloniais  britanicas foram reabertas, como esta do deserto do Negev (Ketziot) . A‘i foram montadas tendas submetendo os detidos à condições extremas. Cabanas de zinco abrigam sanitarios rudimentares. Em Ofer, os hangares utilizados pelos veiculos miltares, sujos de ‘oleo, servem atualmente para detenção de centenas de prisioneiros palestinos. Negev, Ofer e Megido são infestados de moscas, de parasitas, de ratos e de outros bichos.

 

As barracas  e as celas estão todas com excessiva população. Os detidos dormen em tàbuas cobertas por um fino colchão de espuma. As cobertas são raras e frequentemente fornecidas pela familia e Associações quando elas conseguem lhes entregar. Eles não dispõe sempre de eletricidade e todo movimento é proibido assim que cai a noite.

 

A ALIMENTAÇÃO :

 

Os detidos são geralmente encarregados de preparar sua alimentação eles mesmos com poucos equipamentos. So as colheres de madeira e plastico são autorizadas. .A comida é de mà qualidade e fornecida em pequena quantidade. Até maio ultimo, em diferentes centros de detenção, os detidos recebiam alimentos congelados sem meios para degela-los senão o sol.. Os alimentos e bebidas quentes são raros. As matérias de base como o ‘oleo de oliva, café, e açucar são fornecidos pelas familias e organizações, quando isso é possivel. Fazer isso passar pelos check-point é a primeira dificuldade e são às vezes os advogados que se encarregam de transportar essas coisas.

 

Os menores e as mulheres recebem refeições preparadas por outros detidos. Isso faz com que ocorram numerosos protestos das mulheres que são incarceradas com detidas israelenses de direito comum.

 

Nada é previsto para os detidos que sofrem de doenças cronicas, tais como diabete ou hipertensão. São os outros detentos que partilham de sua reção a fim de auxiliar nas necessidades especificas.

 

A HIGIENE :

 

Nenhuma vestimenta de troca esta prevista. Os detidos feridos no momento de sua prisão são forçados a ficar com suas vestimentas manchadas de sangues por varios meses. Os detidos levados à força com roupa de baixo, não recebem também  nenhuma roupa na sua chegada. O sabão é racionado, os sanitarios pouco numerosos e rudimentares,senão insalubres; a agua quente é rara. Secções de 120 detidos recebem um pedaço de sabão por dia. Na sexta e no sabado, não recebem nada. Os colchões são usados, às vezes recuperados de segunda mão do exército e certos infestados de parasitas. Os acessorios fornecidos para limpeza, são insuficientes.

Os esgotos estão à ponto de romper. E o lixo é recolhido irregularmente.

 

AS CONDIÇÕES DE SAUDE :

 

Numerosos detidos são feridos ou doentes. Um grande numero de feridos por bala estão nas prisões militares, como Ofer. Os infermeiros penitenciarios são conhecidos por não fornecer senão aspirinas. Os médicos são soldados. O exame de um doente se faz em certos centros através de uma grade. As operações cirurgicas e a transferencia de doentes para hospitais, acontecem frequentemente. Os pedidos feitos pelas organizações israelenses afim de cuidar do detido, são sempre recusadas, mesmo as feitas pelo Comite da Cruz Vermelha.

Em vista das condições de detenção, os detidos liberados deixam as prisões com problemas cronicos : doenças de pele; deterioração da vista; dores nos rins e ulceras.

 

AS VISITAS FAMILIARES :

 

Por dois anos, nenhuma visita familiar para os detidos vindos dos Territorios Ocupados é permitida. Toda pessoa originaria dos Territorios Ocupados deve ter uma autorização especial para circular em Israel e estas não são expedidas senão apos dois anos. Muitos Recursos foram introduzidos na Corte Suprema israelense, mas sempre é rejeitada. A C.I.C.R.  , organiza as vezes visitas de grupos

 

ADDMEER  – Assoçiação de Informação e Direitos Humanos de Apoio aos Prisioneiros

Relatório sobre os prisioneiros palestinos e sua situação nas prisões israelense

Total dos palestinos presos em Israel e distribuídos conforme região:

 

10100 prisioneiros  palestinos nas prisões israelenses e são distribuídos da seguinte forma;

   – 8680 presos da Cisjordânia, o que equivale ao 86% do total

   – 750 presos da Faixa de Gaza  , o que equivale ao 7,4% do total.

   –  670 pesos de Jerusalém, dos territórios de 1984 e de outras cidades  palestinas o que      equivale ao 6,6% do total.

 

O  estado civil dos presos palestinos:

 

7565 são solteiros (74,9%)

2535 são casados (25,1%)

 

Tipo de julgamento:

 

4515 presos palestinos tem julgamento (44,7%)

950 presos palestinos ainda sem julgamento (9,4%)

4635 palestinos são detenidos sem defenir seu destino (45,9%)

 

Total pesos palestinos julgados e sua localização conforme o tempo:

 

Entre 1 mês e 10 anos tem 2742 presos (60,7%)

Entre 10 e 15 anos tem 445 presos (9,9%)

Entre 15 e 50 anos tem 717 presos (15,9%)

50 anos tem mais de 611 presos (13,5%)

 

Número dos presos detenidos  desde antes da Intifada:

 

553 presos (5,5%) antes da 2ª Intifada, uma grande parte deles esta presa desde antes do acordo Oslo em maio 1994  e antes da instalação da Autoridade Nacional Palestina, e são 369 presos e são os que se chamam ( presos antiguos). A outra parte foi presa após o acordo Oslo e antes da 2ª Intifada  e são 184 presos e estão distribuídos assim;

277 presos (50%) da Cisjordânia ( antes da 2ªIntifada)

166 presos (30%) da Faixa de Gaza ( antes da 2ªIntifada)

110 presos (20%) de Jerusalém e os territórios de 1948 e outras localidades (antes da 2ª Intifada).

 

1ª parte (369 presos):

Presos desde antes da chegada da Autoridade Nacional Palestina em maio de 1994 (3,6%) do total dos presos palestinos, 148 presos a Cssjordânia (40,1%) e 145 presos da Faixa de Gaza (39,3%) e 76 prisioneiros da Jerusalém e dos territórios de 1948 e outras localidades.

 

2ª parte (184 presos)

fora, presos após o acordo Oslo e antes da 2ª Intifada e continuam presos (1,8%).

As mulheres palestinas presas:

500 mulheres palestinas presas durante a 2ªÇ Intifaa, delas 104 presas continuam nas presões (1%), 96 presas palestinas da Cisjordâania, 5 presas de Jerusalém e 3 presas da Faixa de Gaza, e entre elas 4 presas são menores de 18 anos. Tem 3 presas passaram um tempo na prisão durante a 2ª Intifada. 74 presas tem julgamento (71,2%) e  25 presas detenidas (24%) e  5 presas sem julgamento ou acusação (4,8%).

 

As crianças palestinas prisioneiras:

 

Mais de 5000 criança palestina presa  desde o início da 2ª Intifada ( 28 Julho 2000) entre elas 335 crianças continuam presas (3,3%), 2 presas crianças tem menos e 13 anos de idade e  6 crianças tem menos de 14 anos de idade e 34 crianças tem menos de 15 anos de idade e 57 crianças tem menos de 16 anos de idade e 145 tem menos de 15 anos de iade e 91 criança presas tem menos e 18 anos de idade e  331 são do sexo masculino  e  4 crianças são do sexo feminino, 99 (29,5%) crianças presas são doentes  e 99 % das crianças foram submetidos á torturas de todo tipo e sofrimento psicológico.

 

As Crianças presas estão distribuídas da seguinte forma:

50,7% estão presas dentro do território ocupado e recebem  diariamente torturas,

647 crianças presas passaram os 18 anos de idade na prisão.

126 crianças presas tem julgamento (37,6%)

205 crianças presas são detenidas aguardam julgamento (61,2%) e tem 4 crianças presas sem julgamento ou acusação (2,1%).

Conforme os relatórios das entidades palestinas, as crianças presas nas prisões  israelenses recebem torturas de todo tipo, são mau tratados e não tem  direitos aa nada.

 4 parlamentares e 5 ministros palestinos nas prisões israelense:

 

25 parlamentar foram presos durante a última jornada de ataques e massacres ao povo palestino em Gaza após a captura do soldado israelense e 3 parlamentares foram presos durante o mês de agosto, e 8 ministros do Hamas.

13 parlamentares foram presos antes deste último massacre ao povo palestino deles 9 são do Hamas e 3 do Al FATAAH e o parlamentar palestino Ahmad Sadat da frente popular para  a libertação da Palestina.

Também tem 5 ministros palestinos que ainda estão presos na prisões israelenses que foram detenidos desde antes dom último ataque á Gaza.

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Relatorio dos prisioneiros – 17/04/2007

800 mil palestinos foram presos desde 1948 nos teritórios palestinos.

 

25% do povo palestino que permaneceu na palestina foram presos, a maior porcentagem de  prisão registrada na história da humanidade.

 

Durante a Intifada de Al Aqsa, deflagrada em 29 de setembro de 2000,  42 mil palestinos foram presos, além das dezenas de milhares que foram detidas por curto prazo.

 

As prisões atingiram tambem as autoridades palestinas. entre ministros e deputados membros de Conselho Legislativo palestino, 24 deputados  foram seqüestrados desde junho de 2006  e condenados junto com  4 ministros.

 

Do total de 132 membros do CLP, entre os presos esta o  presidente do CLP, além dos 10 deputados que já se encontravam presos.

 

Mais de 11.000 palestinos se encontram em mais de 30 cárceres israelenses em condições precárias, violando os direitos humanos e os acordos e convenções internacionais.

 

553 palestinos ja estavam presos antes do inicio da Intifada de Al-Aqsa. Entre eles também estão 367 palestinos que foram presos antes do acordo de Oslo.

 

Mais de 600 mulheres palestinas foram presas,  destas … ainda se encontram em  cárceres israelenses, muitas tiveram  filhos na prisão.

 

Mais de 6000 criança palestina foram presas durante a Intifada de Al-Aqsa, e 330 delas continuam ate hoje em condições precária dentro dos cárceres  Israelenses.

Número dos presioneiros distribuídos conforme a região

Mais de 11000 prisioneiros palestinos continuam nos cárceres israelenses

 

 

Região

Número de Prisioneiros

Cisjordânia

9428

Faixa de Gaza

850

Jerusalém

525

Palestinos de territórios 1948

142

Árabes

55

Total

11000

 

 

Presos de Faixa de Gaza

Distrito

Em Números

% de Total

Estado Civil

Prisioneiros

Solteiro

Casado

Acusado

Condenado

Norte de F. de Gaza

152

1.5%

96

56

39

113

Cidade de Gaza

194

1.9%

132

62

42

152

Distrito Central

155

1.5%

101

54

26

129

Khan Younes

176

1.7%

111

65

66

110

Rafah

173

1.5%

114

59

65

108

Total

850

8.20

554

296

238

612

65.2%

34.8%

28%

72%

 

Os prisioneiros de Cisjordânia

 

Distrito

Número dos Prisioneiros

Por Centagem de Total

Jericho 117 1,10%
Al-Khalil ( Hebron) 1550 14,90%
Beitlahem ( Belém) 1135 10%
Jenin 1722 15,60%
Ramallah e Albirah 1356 12,10%
Silfit 128 1,20%
Tubas 170 1,60%
Tulkarem 975 9,40%
Qalqilia 570 4,50%
Nablus 1705 14,50%
Total 9428 84,90%

 

 

Estado Civil dos Prisioneiros

 

Estado Civil

Números

%

Soteiro

7582

69,10%

Casado

3418

30,9%

Total

11000

100%

 


Os prisioneiros e tipo de julgamento

 

Prisioneiros

Total

%

Julgados

5216

49,20%

Acusado esperando julgamento

4884

7,70%

Prisão administrativo sem acusação

900

43,10%

Total

110000

100%

 

 

Os antigos  prisioneiros

367 prisioneiros políticos  antes dos acordos de Oslo assinados entre OLP e Israel em 4 de Maio de 1994 e continuam presos

 

 

Região

Em Números

Jerusalém

51

Cisjordânia

144

Faixa de Gaza

141

Palestinos de 1948

22

Paises Árabes

 

 

 

Jordânia

04

Colinas de Golã 

04

Líbano

01

Total

367

 

 

Mais de 600 mulheres  palestina ficaram presas durante Intifada al-Aqsa, e 118    delas continuam em cárceres Israelenses

 

 

Tipo de julgamento

Em números

Por centagem

Julgada

62

53,30%

Acusada

50

41,70%

Prisão Administrativa sem acusação

6

5%

Total

118

100%

 

Crianças Palestinas:Mais de seis mil menores palestinas foram presas desde o inicio da Intifada em 28/09/2000.
– 330 menores continuam em cárceres Israelenses, 3,5% de total dos prisioneiros palestinos.
Os menores prisioneiros, 16  de Jerusalém, 5 de Faixa de Gaza, 309 de CiSjordânia
– 70 crianças, 21,20% de total dos menores prisioneiros detidos em cárceres e centros de  detenções Israelenses sofrem um tipo de doença por mal-trato, condições precárias e descuido medical.
– 99% dos menores sofreram um tipo de tortura,
– mais de 500 menores completaram  18 anos dentro dos cárceres e continuam presos.

Tipo de julgamento

Em números

Por centagem

Julgada

129

39.10

Acusada  S/ Julgamento

193

58.50%

Prisão Administrativa sem acusação

8

2.40%

Total

330

100%

 

Tempo da permanência dos prisioneiros palestinos em cárceres e centro de detenção Israelenses

Tempo de prisão

Número dos prisioneiros

A mais de 25 anos

7

Entre 20-25

38

Entre 15-20

124

Entre 10-15

252

Total

421

 

 

Esta Tabela mostra o tipo de tortura e  total por centagem dos presos torturados por tipo

 

Tipo de Tortura

%

Bater com cassetete

98%

Colocados na Geladeira

60%

Sofrimento com baú de arara

89%

 Parados de pe durante muito tempo

94%

Impedidos de dormir

95%

Total dos prisioneiros políticos assassinados desde 1967

 

As motivos da morte

Total dos Mortos

%

Tortura

69

36,9%

Descuido medico

43

23%

Assassinar durante a prisão

75

40,10%

Total

187

100%

 

Centenas de prisioneiros  morreram depois de fim de prisão em dias ou meses, por motivas de doenças ou tortura durante seus prisões  .

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