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Por que Israel me persegue?

 

15/05/2007

De acordo a lei israelense, qualquer um pode ser definido como “agente estrangeiro”

Azmi Bishara

 Sou palestino de Nazaré, um cidadão de Israel e, até o mês passado, era membro do parlamento israelense.

No entanto, agora, em uma irônica mudança, fruto da reminiscência do assunto Dreyfuss na França –no qual um judeu francês foi acusado de deslealdade ao estado-, o governo de Israel está me acusando de haver ajudado o inimigo durante a fracassada guerra de Israel contra o Líbano no mês de julho do ano passado.

Ao que parece, a polícia israelense suspeita que eu tenha passado informações a um agente estrangeiro e que tenha recebido dinheiro em troca. Segundo a lei israelense, qualquer um –seja um jornalista ou um amigo pessoal – pode ser definido como “agente estrangeiro” pelo aparato de segurança israelense. Tais acusações podem condenar uma pessoa à cadeia perpétua e, inclusive, à pena de morte.

As alegações são ridículas. Nem o que dizer do Hizbollah –o inimigo israelense no Líbano- que reuniu de forma independente mais informações sobre a segurança Israel que nenhum membro árabe da Knesset poderia possivelmente ter conseguido. Além disso, à diferença dos que estão no parlamento israelense que se viram implicados em atos de violência, eu nunca usei a violência nem participei de guerras. Ao contrário, minhas ferramentas são a persuasão e o uso da palavra em livros, artigos e discursos.

Essas falsas acusações, que rechaço e nego com toda firmeza, constituem somente o último de uma série de intenções de silenciar a mim e a outros que estão implicados na luta dos cidadãos árabes palestinos de Israel para viver em um estado que acolha todos seus cidadãos, não em um que garanta direitos e privilégios aos judeus e os negue aos não judeus.

Em 1948, quando foi estabelecido o Estado de Israel, mais de 700.000 palestinos foram expulsos ou fugiram aterrorizados. Minha família estava entre a minoria que escapou desse destino, permanecendo sobre a terra onde haviam sempre vivido. O estado israelense, estabelecido exclusivamente para judeus, embarcou imediatamente na tarefa de nos transformar em estrangeiros em nosso próprio país.

Durante os primeiros dezoito anos de “estatalidade” israelense, nós, como cidadãos israelenses, vivemos sob leis militares com normas de trânsito que controlavam todos nossos movimentos. E tivemos que contemplar como surgiam as cidades israelenses judias sobre nossos destruídos povos palestinos.

Atualmente formamos 20% da população de Israel. Não bebemos água em fontes separadas nem nos sentamos na parte traseira dos ônibus. Votamos e podemos servir no parlamento. Entretanto, nos vemos obrigados a enfrentar discriminação legal, institucional e informal em todas as facetas de nossas vidas.

Mais de 20 leis israelenses privilegiam de forma explícita os judeus dos não judeus.A Lei do Retorno, por exemplo, garante a cidadania automática aos judeus de qualquer parte do mundo. No entanto, é negado aos refugiados palestinos o direito de regressar ao país de que foram forçados a mudar-se 1948. A Lei Básica da Dignidade e das Liberdades Humanas –a “Carta de Direitos” de Israel – define o estado como “judeu” ao invés de um estado para todos seus cidadãos. Dessa forma, Israel é mais um estado para os judeus que vivem em Los Angeles ou em Paris do que para seus palestinos nativos.

Israel se define como um estado de um grupo religioso particular. Qualquer um que esteja comprometido com a democracia admitirá facilmente que uma cidadania com igualdade não pode existir em tais condições.

A maior parte de nossas crianças não vão somente a colégios separados, mas também colégios desiguais. Segundo pesquisas recentes, dois terços dos judeus israelenses se negariam a viver perto de um árabe e quase a metade não permitiriam que um palestino entrasse nos seus lares.

É verdade que levantei suspeitas em Israel. Além de falar dos temas anteriores, também defendi o direito do povo libanês, e do povo palestino na Cisjordânia e da Faixa de Gaza a resistir à ocupação militar ilegal de Israel. Não considero inimigos aqueles que lutam por liberdade.

Isto pode incomodar aos judeus israelenses, mas não podem nos negar nossa história e identidade, da mesma forma que não podemos negar os laços que os unem ao mundo judeu. Além disso, não fomos nós, mas os judeus israelenses, que imigraram a esta terra. Pode-se pedir aos imigrantes que deixem sua identidade anterior em troca de uma cidadania em igualdade, mas nós não somos imigrantes.

Durante meus anos na Knesset, o fiscal geral me acusou de manifestar minhas opiniões políticas (as acusações foram desestimadas), pressionou para que minha imunidade parlamentar fosse revogada e buscou sem êxito desqualificar meu partido político para que eu não pudesse participar das eleições. Por tudo isso, acredito que Israel deveria ser um estado para todos seus cidadãos e porque isso falei contra a ocupação militar israelense. No ano passado, o membro do gabinete Avigdor Lieberman –um imigrante da Moldávia- declarou que os cidadãos palestinos de Israel “não têm lugar aqui”, que deveríamos “pegar nossas coisas e ir embora”. Depois de me reunir com um dirigente do Hamas da Autoridade Palestina, Lieberman pediu minha execução.

As autoridades israelenses estão tratando de intimidar não só a mim, mas todos os cidadãos palestinos de Israel. Mas não vão conseguir. Não nos farão inclinar a cabeça em vassalagem permanente na terra de nossos antepassados, nem vão amputar nossos vínculos naturais com o mundo árabe. Nossos dirigentes comunitários se reuniram recentemente para publicar um antiprojeto para um estado livre de discriminações étnicas e religiosas em todas as esferas. Se voltássemos atrás agora no nosso caminho rumo à liberdade, as futuras gerações teriam que enfrentar a mesma discriminação que enfrentamos durante seis décadas.

Os norte-americanos conhecem, por nossa própria história de discriminação institucional, as tácticas que se utilizaram contra os defensores dos direitos civis. Estas táticas incluem grampos telefônicos, vigilância policial, deslegitimação política e criminalização da dissensão mediante falsas acusações. Israel continua utilizando essas táticas em uma época em que o mundo não as tolera por serem incompatíveis com a democracia.

Por que então o governo dos Estados Unidos continua dando apoio total a um país cujas instituições e identidade se baseiam na discriminação étnica e religiosa que vitimiza seus próprios cidadãos?

Tradução Daneila Mateus

Link do texto original em inglês:

http://www.counterpunch.org/bishara05042007.html

Declaração de condenação da campanha contra os israelenses e palestinos intelectual nacional Figura Azmi Bishara

 

Petição on-line (com a versão árabe incluído) vê-lo: http://www.arabs48.com/ang/index.php
Every now and then we are reminded by the state of Israel and its institutions, that the Arab Palestinians constitute a strategic threat to Israel.De vez em quando nós somos alertados pelo Estado de Israel e das suas instituições, que os árabes palestinos constituem uma ameaça estratégica para Israel. Such a tendency has been always voiced in different degrees of frenzyness and nakedness, yet its current pitch is unprecedented. Essa tendência tem sido expressa em diferentes graus de nudez e frenzyness, mas ainda assim a sua altura atual não tem precedentes.At this point, the Palestinian Arabs face a trying phase in their relation with the State of Israel as a result of their legitimate and just demand that the state of Israel should be a ‘state of all its citizens.’ The fact that Israel continues to define itself as a ‘Jewish Democratic State,’ trying the impossible mission to be acknowledged as a model of a modern democracy, yet to the preserve the ‘Jewishness’ of its identity, is no doubt the root-cause of all forms of oppression and discrimination against the native Palestinians. Neste ponto, os árabes palestinos enfrentam buscando uma fase na sua relação com o Estado de Israel como um resultado da sua legítima e justa demanda que o Estado de Israel deveria ser um“estado de todos os seus cidadãos.” O fato de que Israel continua a definir-se como um «Estado judeu Democrática ‘, tentando a missão impossível de ser reconhecido como um modelo de uma democracia moderna, mas ainda assim a preservar a’ Jewishness’ da sua identidade, é sem dúvida a causa raiz de todas as formas de opressão e discriminação contra os nativos palestinos. The Palestinian citizens of the state of Israel have continuously and restlessly tried to put an end to the deformed relationship with the State and to right the wrongs by venturing the moral and democratic alternative of ‘the state of all its citizens.’ However, no results whatsoever were realized towards attaining the collective rights of the native Palestinians, nor lifting the barefaced discrimination against them. Os cidadãos palestinianos do Estado de Israel tem continuamente e restlessly tentou pôr fim à deformada relacionamento com o Estado e para corrigir os erros por aventurando a moral e alternativa democrática de que “o estado de todos os seus cidadãos.” No entanto, nenhum resultado que foram realizados no sentido da obtenção dos direitos colectivos dos nativos palestinos, sem barba nem a elevação da discriminação contra eles.

The state of Israel has been systematically keen in passing legislations that serve the persecution of the Arab political leadership of the Palestinian citizens. O estado de Israel tem sido sistematicamente empenhados em passar as leis que servem a perseguição da liderança política dos árabes palestinos cidadãos. Therefore, the state of Israel is to be blamed for the deterioration of the relationship with its Arab citizens who have been always wronged and discriminated against .The renewed persecution of the the intellectual and political nationalist Azmi Bishara and his Party—who has been challenging the ideological and political foundations of the contradictory Israeli democracy—is, indeed a persecution of the very existence of the Palestinian citizens of the State.Portanto, o Estado de Israel está a ser culpado pela deterioração das relações com os seus cidadãos árabes que semper foram injustiçados e discriminados. A renovação da perseguição a intelectuais e políticos nacionalistas Azmi Bishara e seu Partido-abala a quem tenha sido bases políticas e ideológicas do contraditório israelo-democracia é, na verdade uma perseguição da própria existência dos cidadãos do Estado palestiniano.

Acknowledging the rights of the Palestinians to their land, and other rights based on their aboriginality and citizenship that should never be compromised under any justification—we condemn all forms of oppression, threats, persecution and any restrictions on the freedom of speech. Reconhecendo os direitos dos palestinos a sua terra, e outros direitos com base em suas Aboriginality e de cidadania que nunca deve ser comprometida sob qualquer justificação, nós condenamos todas as formas de opressão, ameaças, perseguições e eventuais restrições à liberdade de expressão.

The campaign waged by state of Israel and led by the head of its Secret Services (the Shabak) constitute a real threat to democracy and the values of freedom and liberty that are supposed to be guarded by the state itself. A campanha travada pelo Estado de Israel e liderado pelo chefe de seus serviços secretos (o Shabak) constituem uma real ameaça para a democracia e os valores da liberdade e da liberdade que é suposto ser guardado pelo próprio Estado. The appalling and racist locutions such as describing the Arabs in Israel as a “strategic threat,” and stating that“anybody who tries to change the nature of the State, even via democratic means, would be persecuted” —voiced by the head of the Shabak, reflect the dangerous degree of the formal incitement against the Palestinians. As terríveis e expressões racistas, como descrevem os árabes em Israel como uma “ameaça estratégica”, e afirmando que “qualquer pessoa que tenta mudar a natureza do Estado, inclusive através de meios democráticos, seria perseguido”-expresso pelo chefe do Shabak, traduzem a perigosa formal do grau de incitamento contra os palestinianos. It is a moral obligation to resist this campaign promptly and firmly by all individuals, political parties, institutes, that believe in the human right of the Palestinians to live with dignity in their own homeland enjoying freedom and liberty. É uma obrigação moral de resistir a esta campanha prontamente e com firmeza por todos os indivíduos, os partidos políticos, instituições, que acreditam no Homem direito dos palestinianos a viver com dignidade na sua própria pátria livre e desfrutar da liberdade.

We, the signatories of this petition, based on what has been stated above, declare the following: Nós, os signatários desta petição, com base no que foi exposto acima, declaramos o seguinte:

1. We strongly condemn the frenzy campaign against the intellectual and nationalist Dr. Azmi Bishara, and call for an immediate cessation of this political persecution. 1. Condenamos veementemente a campanha contra o frenesi intelectual e nacionalista Dr. Azmi Bishara e apelam a uma cessação imediata dessa perseguição política.

2. We appeal to all political parties and the Arab leadership in Israel to face jointly and firmly this campaign which targets the collective Arab presence on their homeland. 2. Apelamos a todos os partidos políticos e os dirigentes árabes de Israel para enfrentar conjuntamente e firmemente esta campanha que visa o coletivo presença árabe em sua terra natal.

3. We call upon all Palestinians, friends, and supporters all over the world to unite in putting an end to this racist campaign and use it to persecute the proponents of discrimination and ethnic cleansing instead of persecuting the advocates of equality in “a state of all its citizens.” 3. Exortamos todos os palestinianos, os amigos e adeptos em todo o mundo se una em colocar um fim a esta campanha racista e utilizá-lo para perseguir os defensores da discriminação e da limpeza étnica, em vez de perseguir os defensores da igualdade em “um estado de todos os seus cidadãos. “

Signatories: Signatários:

Encore une fois, l’establishment israélien nous fait savoir que les habitants originaux de la Palestine constituent une menace pour Israël. Cela n’arrête pas de prendre de l’importance graduellement et progressivement même si les phrases employées à cette fin varient dans leur degré de clarté.Novamente, o estabelecimento de Israel informou-nos que os primeiros habitantes da Palestina é uma ameaça para Israel. Isto não ganham força gradualmente, e progressivamente, mesmo que as expressões utilizadas para esse efeito variam no seu grau clareza.Les arabes palestiniens traversent une nouvelle phase de relation avec les institutions israéliennes au pouvoir. Árabes palestinos estão em uma nova fase das relações com Israel instituições no poder.Le problème majeur de cette phase se résume dans la lutte légitime et juste des palestiniens vivants en Israël pour que cet état soit un état pour tous ses citoyens. O grande problema desta fase resultou na justa e legítima luta dos palestinianos que vivem em Israel, para que este estado é um estado de todos os seus cidadãos. Car le considérer uniquement en tant qu’état juif constitue la principale cause de toutes les formes de répression et de discrimination raciale et des injustices à l’égard des citoyens palestiniens du pays. Carro visto apenas como um Estado judeu é a principal causa de todas as formas de repressão e discriminação racial e as injustiças contra os palestinos cidadãos do país.

Les palestiniens ont essayé de nombreux moyens afin de casser la relation de maître – esclave en Israël sans toucher à la question de la nature de l’état. Palestinianos têm tentado diversas maneiras de quebrar a relação de mestre – slave em Israel sem tocar na questão da natureza do estado. Or, tous ces moyens n’ont abouti ni à finir la discrimination ni à obtenir des droits collectifs pour les habitants originaux de l’état. No entanto, todas estas deram origem quer terminar discriminação ou obter direitos ao original habitantes do estado.

Tout le monde sait que les autorités israéliennes n’ont cessé d’instaurer des lois et des mesures pour leur permettre de poursuivre les dirigeants politiques arabes. Todos sabem que as autoridades israelitas continuaram a introduzir leis e medidas que lhes permitam prosseguir os líderes políticos árabes. Cela indique que la nature de la relation entre l’état israélien et le citoyen palestinien est la cause des problèmes. Isso indica que a natureza da relação entre o Estado de Israel e da Palestina cidadão é a causar problemas. En ce moment, nous sommes témoins d’un exemple vivant de cette politique : la poursuite de leader politique Azmi Bichara. Neste momento, estamos a assistir a um exemplo vivo desta política: o exercício do líder político Azmi Bichara. Cette poursuite met Israël devant des enjeux intellectuels et politique sérieux. A ação coloca Israel antes de intelectuais e políticos questões a sério. Bichara n’est pas le seul à être poursuivit, c’est aussi le cas de tous les mouvements nationaux arabes et leurs dirigeants. Bichara não é o único a ser perseguido, que é também o caso de todos os movimentos nacionais árabes e dos seus dirigentes.

Les palestiniens savent bien ce que sont leurs droits, ils savent aussi qu’ils sont dans leurs terre et n’accepterons jamais des miettes dans leur propre pays. Palestinianos sabem quais são os seus direitos, eles sabem que estão na sua terra e nunca vai aceitar migalhas do seu próprio país. Pour tout cela, nous condamnons les menaces, les poursuites, la répression et l’atteinte à la liberté d’expression dont ils sont l’objet aujourd’hui. Por tudo isso, nós condenamos as ameaças, repressão, a repressão ea violação da liberdade de expressão, que são o tema de hoje. Ce que nous témoignons en ce moment n’est qu’une dangereuse escalade des politiques répressives sous des nominations et des pratiques diverses.Aquilo a que assistimos neste momento é uma perigosa escalada de políticas repressivas e nomeações ao abrigo das diferentes práticas.

Le palestinien a le droit de vivre en toute dignité et en liberté dans sa patrie. Os palestinos têm o direito de viver em liberdade e dignidade na sua pátria. Il a aussi le droit de préserver sa personnalité et de servir son peuple sans menace ni peur. Ele também tem o direito de preservar a sua personalidade e servir o seu povo sem medo ou ameaça. La poursuite politique et sécuritaire contre Azmi Bichara, sous prétexte d’accusations mensongères, conduira – en cas de silence de notre part- à ruiner notre existence réellement. A prossecução da política e de segurança contra Azmi Bichara, sob o pretexto de falsas acusações chumbo – em caso de silêncio da nossa parte para realmente estragar a nossa vida. Pour cette raison nous devons nous soulever contre les complots qui nous visent. Por essa razão, temos de se erguerem contra as conspirações que nos procuram.

Les déclarations du patron du Shabak (Service de Sécurité Général) ne font pas d’illusion : les arabes constituent une menace stratégique pour l’état israélien. As declarações do operador do Shabak (Serviço Geral de Segurança) não são ilusões: os árabes constituem uma ameaça estratégica para o Estado de Israel. Il a proliféré des menaces de poursuite et de châtiment contre tous ceux qui veulent faire changer la nature de l’état dans le cadre de la démocratie. Tem proliferado ameaças de repressão e punição contra aqueles que querem mudar a natureza do Estado no quadro da democracia. Ces déclarations constituent une menace réelle pour la démocratie et les valeurs de liberté qu’elle consacre. Estas declarações constituem uma real ameaça para a democracia e os valores da liberdade nele. Il faut faire face à cette campagne avec force et détermination de la part de chaque individu, force, organisation se souciant de l’humanité de l’être humain et de son droit de vivre en dignité et en liberté dans son propre pays. Temos de encarar este país com força e determinação por parte de cada indivíduo, força, organização cuidados a humanidade dos seres humanos e seu direito de viver com dignidade e liberdade no seu próprio país.

Nous soussignés, sur base de ce qui a été dit plus haut déclarons : Nós, abaixo assinados, com base no que foi dito acima declarar:

1. Nous condamnons fermement cette campagne féroce à l’égard de l’intellectuel arabe Azmi Bichara et nous demandons d’y mettre fin et de cesser les accusations non fondées dont il fait l’objet. 1. Condenamos veementemente este feroz campanha contra os árabes intelectual Azmi Bichara e nós lhes pedimos que deixem e infundadas acusações contra eles deixarem.

2. Nous appelons à tous les parties et mouvements et dirigeants politiques arabes de se soulever ensemble et avec détermination contre la campagne qui vise Azmi Bichara car elle vise notre existence arabe libre et digne. 2. Apelamos a todos os partidos e movimentos políticos e líderes árabes a se levantar em conjunto e com determinação contra a campanha que visa Azmi Bichara, porque é a nossa existência Árabes liberdade e dignidade.

3. Nous appelons à tous non concitoyens et à tous nos amis de s’unir pour faire échouer cette campagne. 3. Exortamos todos os não-cidadãos e todos os nossos amigos a unir para derrotar essa campanha. Nous vous appelons aussi à tirer profit de cette campagne afin de poursuivre les adeptes de la discrimination raciale et du nettoyage ethnique en justice au lieu que ça soit les adeptes de l’égalité dans un état pour tous ces citoyens.Solicitamos também que para aproveitar essa campanha para continuar os seguidores de discriminação racial e de justiça limpezas étnicas vez que ela é a seguidores em uma situação de igualdade para todos os seus cidadãos.

O Muro : Suas conseqüências e seus perigos.

 

por Azmi Bishara (deputado Árabe do Knesset israelense).Estes que quiserem demonstrar como é fácil jogar com a vida das pessoas só precisam olhar o que se passa hoje na Palestina, onde um muro segue seu caminho decidindo o destino de toda uma população. Enquanto que o muro psicológico entre o ocupante e o ocupado é perfeitamente evidente para todas crianças Palestinas, a construção do muro atual é uma marca registrada israelense que vai muito além das características do regime de apartheid da África do Sul.

O muro terá 148 km de comprimento na sua primeira etapa , e terá 8m de altura. Os trabalhos de construção começaram em 23 de julho de 2002, depois da aprovação no Conselho dos ministros após a invasão de Maio de 2001. Ele transformou a ocupação em um fato consumado absoluto. É um uma barreira absoluta, onde o impacto não será diminuido pela criação de um Estado Palestino.

Mesmo a trégua de 1949, que não permitiu o estabelecimento da paz, não foi motivo para se colocar no local um muro ou uma barreira. O muro mudará toda zona Palestina em bantustões, onde Israel poderá fechar a porta a todo momento. Especialistas em matéria de segurança consideram que o fechamento da área de Gaza constitue uma experiência securitária que poderá ser deslocada para Cisjordânia.

O muro vai desorganizar toda vida de 67 comunidades Palestinas, e terá um impacto direto sobre suas relações com suas terras agrícolas. Quinze vilarejos os quais as terras agriculturáveis ficarão do lado oeste do muro os proprietários perderão o acesso à elas. Os israelenses prometeram colocar no local “portas agrícolas”, para permitir aos agricultores Palestinos alcançar e cultivar suas terras. Mas este processo se tornará provavelmete uma experiência abominável porque o acesso à terra será objeto da permissão que os israelenses emitirão ou se recusarão emitir segundo sua vontade. A idéia de base é tornar difícil todo acesso Palestino às suas terras, e confiscá-las posteriormente.

O muro reterá 96.500 ares no lado oeste, os separando assim da Cisjordânia. Além disso, as curvas e as voltas reterão ainda 6550 a mais, enquanto que 11.400 ares serão absorvidos pela construção do próprio muro. Somando-se à isto, 18 centros populacionais Palestinos ficarão do lado oeste; mais 19 ficarão cercados nas curvas, restringindo totalmento o movimento de seus habitantes.

Contrariamente aos residentes de Jerusalém, eles não terão carteira de identidade israelense os autorizando à ir e vir livremente no interior da Linha Verde, assim como também não poderão ir à Cisjordânia. E se eles forem, não poderão voltar para casa.

Até agora, o muro desenraizou 83.000 árvores e demoliu 35.00 metros de encanamento de irrigação, e destruiu 11.400 ares de terra agrícola. Igualmente, o muro anexou à Israel 31 poços, negando assim aos Palestinos 4 milhões de metros cúbicos de água por ano. Construir o muro não é somente uma ação de segregação racial, mas também um crime de natureza política contra o povo Palestino. Ele demarca fronteiras políticas. E quando ele se cola à Linha Verde, uma nova camada do interior lhe é acrescentada, o que o protege no leste, e protege as colônias que estão no interior. Apesar de tudo, Israel prepara um muro no leste ao longo do Vale do rio Jordão. Este muro faz parte de um plano de criação de novas colônias, então estes que se regojizam do congelamento da colonização não estão informados. Se nós incluirmos as colônias que se expandem sobre seu lado oeste e leste, a implementação de um apartheid se torna totalmente evidente, mesmo se numerosos cidadãos da África do Sul consideram o apartheid mais indulgente.

Para o Likud, o muro é uma questão de segurança e não um caso político, e não porque o muro marcará a Linha Verde mas porque ele quer fronteiras tortuosas à leste, e acima de um muro que lhe será acrescentado a partir do oeste e constituindo uma camada securitária. A esquerda israelense, e mais particularmente o Partido Trabalhista, não somente defende o muro mas têm um grupo de pressão no seio do Knesset para apoiá-lo.

O cessar-fogo Palestino oferece a oportunidade de tratar esta importante questão para comunidade Palestina e para suas futuras relações com Israel, após ela ter sido negligênciada por políticos Palestinos e Árabes. Ele oferece igualmente a oportunidade de organizar protestos no interior das zonas ocupadas como no exterior destas, com o objetivo de impedir a construção do muro. É fácil dirigir a luta desta maneira, assim como é possível parar a construção do muro.

Nenhum Estado no mundo aceita o argumento de Israel para a construção de tal muro monstruoso, nenhum Estado estando em guerra ou em paz, porque nenhuma ciência política pode aceitar métodos tão brutais.

Azmi Bishara (deputado Árabe do Knesset israelense), publicado no Al Hayat de 03 de julho de 2003.

Fonte:

http://www.palestina1.com.br

 

“Enquanto Israel for um Estado judaico não é possível falar de igualdade”

A discriminação dos árabes dentro de Israel agravou-se, diz o deputado e filósofo Azmi Bishara. Menos fundos, menos projectos, mais desemprego. Em tempos de crise, o Estado judaico lidará sempre com eles como se fossem inimigos e não cidadãos. Por Alexandra Lucas Coelho, Jerusalém

Quase um quinto dos cidadãos de Israel – mais de um milhão – são árabes. Os palestinianos que ficaram em 1948, quando o Estado judaico foi criado. Azmi Bishara é o seu rosto mais conhecido. Líder do partido Balad, deputado no Knesset (Parlamento), doutorado em filosofia na Alemanha, colunista regular da imprensa árabe e internacional. Azmi Bishara, 49 anos, nascido em Nazaré, defende que a raiz da discriminação está na definição de Israel como Estado judaico.Como se define como cidadão? Quando tenho que preencher um formulário em que me perguntam o Estado, escrevo Israel. Em termos de identidade nacional sou um palestiniano árabe. Quais são as palavras do juramento que tem que fazer como deputado do Knesset?As palavras são ditas por alguém e nós só temos que dizer: “Juro.” É algo como: “Jura lealdade ao Estado de Israel e às suas leis?”E o que significa isso para isso? A que tem de ser leal?Acredito que a lealdade ao Estado é a lealdade às leis. A lealdade ao Estado, em si, como entidade, é uma ideia fascista. Somos leais a valores humanos, a amizades, a sociedades, não a Estados. Mas o dever de não infringir as leis é algo mínimo a que um membro do Parlamento está obrigado. Desde que possamos lutar contra as leis. A minha lealdade às leis do Estado não inclui o meu direito a estar contra leis que me parecem injustas. Estarei contra qualquer lei que descrimine os árabes, que anexe terra árabe, que use o Estado como uma ferramenta para beneficiar os judeus, como a Lei de Retorno [que permite a qualquer judeu do mundo vir para Israel, tornando-se automaticamente cidadão]. Digo explicitamente que estou contra ela.O seu compromisso é com a regra da lei.Sim, na atitude. Não vou pegar em armas contra o Estado. Vou lutar legalmente contra determinadas leis. Entra-se no Parlamento para trabalho político e não para luta armada. No começo da segunda Intifada, em 2000, muitos árabes israelitas protestaram contra Israel, 13 foram mortos a tiro, num processo que ainda hoje é uma ferida, sem qualquer polícia ter sido incriminado. Agora em Nazaré é difícil encontrar quem não se defina como palestiniano. Esta Intifada marca uma mudança, fez mais gente definir-se como palestiniana?Em todo o mundo, as pessoas mudam a expressão da sua identidade. Pergunte-se aos americanos, antes e depois do 11 de Setembro. Em Israel, em fases diferentes do país, houve acentuações distintas entre israelita judeu, judeu israelita, o que vem antes, etc. Da mesma forma, há altos e baixos na componente palestiniana da identidade nacional, mas ela nunca desaparece. A componente israelita existe no estatuto cívico das pessoas. Quando esse estatuto é sublinhado, quando há mais ilusões em relação aos direitos civis no país, a componente israelita aumenta na identidade. Mas há factos históricos e elementos de que as pessoas não se libertam. Por exemplo, o facto de os seus pais, os seus avós serem palestinianos. É um facto. Antes de 1948 não havia Israel. Este estatuto cívico israelita é novo. De onde veio? Da Naqba [a Catástrofe, quando centenas de milhares de palestinianos fugiram ou foram expulsos das suas casas]. De os árabes, que eram a maioria [na Palestina histórica], se terem tornado a minoria [em Israel]. Então a questão da identidade fica em aberto: quem são eles?, o que são eles?Penso que essa questão está directamente ligada à questão palestiniana. É por haver a questão palestiniana que há uma minoria árabe em Israel – a maioria passou a ser de refugiados. A ideologia oficial do país dizia que não havia povo palestiniano. E a tendência foi para os definir em religiões, em tribos.É isso que ainda acontece oficialmente: os árabes israelitas são divididos em muçulmanos, cristãos, drusos, etc. Não é mencionado o termo palestiniano.Claro que não. Chamam-lhes minorias, e não minoria. São cidadãos do Estado de Israel. Se Israel tendesse a tornar a cidadania em identidade era mais fácil. Eram israelitas. Mas para Israel não há israelitas, há judeus ou não judeus. A afinidade, o que distingue, é ser-se judeu, mesmo que não se seja israelita. O colectivo sobre o qual o país está construído é o judeu. Em Portugal é o português, em França é o francês, em Israel é o judeu, não israelita.Isto é fundamental porque abre a questão da crise de identidade.Agora, em momentos de confronto há de facto um aumento na consciência nacional dos palestinianos. Na primeira Intifada houve um aumento, e depois um declínio por volta de Oslo [1993], quando os árabes queriam ser parte do processo de igualdade…Houve esforços do Governo de Ytzhak Rabin nesse sentido, que as pessoas reconhecem.Houve esforços, mas o Estado de Israel continuou a ser um Estado judeu. A discriminação continuou em todas as esferas da vida. Houve uma ilusão de que o país teria chegado a uma suposta era pós-sionista depois de Rabin. E depois tudo colapsou com o assassinato de Rabin [1995], os governos de Benjamin Netanyahu [1996-1999] e Ehud Barak [1999-2000]. Toda essa ilusão se revelou como ilusão. Enquanto o Estado de Israel destacar a sua natureza judaica, sionista, não é possível falar de um verdadeiro, sólido, processo de igualdade [entre judeus e árabes em Israel]. Andará sempre aos altos e baixos, e em tempos de crise Israel ficará mais judeu e os árabes ficarão mais árabes em toda a parte, e Israel lidará com os palestinianos como se fossem inimigos e não cidadãos, como aconteceu no princípio desta Intifada. Muita gente fala da repressão policial de 2000, das 13 mortes como um momento de choque. A descoberta de que não eram verdadeiros cidadãos. É muito importante, claro, sou uma das pessoas acusadas de ter organizado os protestos. Foi muito significativo e construiu-se muito sobre isso, um levantamento da consciência das pessoas, politicamente. Mas não foi a primeira vez que as pessoas protestaram contra o Estado e não foi a primeira vez que a polícia abriu fogo. Em tempos de guerra, de crise política, os árabes em Israel são tratados como uma “quinta coluna”, como o inimigo. Muitas pessoas dirão que os acontecimentos de 2000 as desiludiram. Outras dirão que vieram para a rua quando já estavam desiludidas com as políticas discriminatórias de Barak. O importante para mim em 2000 é que as pessoas vieram para rua por causa da questão palestiniana. O elemento espontâneo foi maior que o organizado. E depois, o governo era trabalhista e não Likud. Ou seja, um primeiro-ministro no qual eles tinham votado e sobre o qual tinham ilusões. Barak, em nome de quem o senhor desistiu de se candidatar [para concentrar votos e impedir uma vitória de Netanyahu].Sim. A questão é que em governos trabalhistas há um esforço da polícia, mais ainda que nos governos Likud, de serem brutais com os árabes. Todos os casos que temos de árabes mortos a tiros são durante governos trabalhistas. Há uma tendência em mostrar ao público judeu que quando se trata de questões políticas nacionais são mais mais duros, não fazem concessões. Barak deu ordens muito claras para que as ruas fossem abertas e eles dispararam em todas as direcções. Depois disso, vimos outra vez um declínio na consciência árabe. Por causa da perda de elementos nacionalistas no mundo árabe, da tentativa internacional de aceitar Sharon, especialmente depois do 11 de Setembro. E agora novamente há um desespero.No fim de tudo, a fonte do que aconteceu em 2000 continua a existir, a discriminação, a violência, o racismo, um Estado que se vê essencialmente como um Estado de judeus e não de todos os seus cidadãos. Desde 2000, ou seja, no governo de Sharon, que avaliação faz em relação a novas leis, orçamentos para as populações árabes, etc?Em todos os aspectos da vida houve um agravamento da discriminação. Que se tornou pior por este ser também um governo de austeridade, de cortes nos orçamentos. E os cortes afectam, geralmente, as faixas mais fracas e pobres da população, que são sobretudo árabes. Menos construção, menos projectos, mais desemprego. As povoações árabes já não têm agricultura porque a terra foi confiscada. E não se tornaram burguesas, têm assalariados. Em algumas há 30/40 por cento de desemprego. Amanhã Reportagem na Galileia, com os palestinianos de Israel
Público 21OUT2005
FIM

Artigos Lições do Holocausto

O Holocausto nazista visava libertar a Europa do seu “judeu manchar”. Por isso foi significava bancário capital em oposição ao capital industrial e da degeneração moral, falta de patriotismo, desprezo por valores nacionais, do patrimônio e de outros males causados pelo “vírus” que comemos fora em tudo o que era nobre e puro no povo germânico . Este worm foi a tensão racial que nunca pertenceu, que foi intrinsecamente estrangeiro e que, no entanto, insistiu no restante, a fim de saciar a sua poluição; foi Jewry Europeia e as suas diversas manifestações, incluindo capitalismo, comunismo e liberalismo, ea sua simples presença, de acordo com este diabólico sistema de pensamento, de que eram um flagelo a pureza racial.

Capitalismo tardio, como forçar a centralização burocrática imposta pelo Estado, convergente com uma fanática e rabidly xenófobos e ideológico muito tardia do nacionalismo “vesrspaeteten Nações”, com uma história religiosa do anti-semitismo que remonta à Idade Média e as expedições que atacaram cruzado aldeias judias na Europa central, em rota para a Palestina, um religioso que exclusionism segmentada tanto muçulmanos e judeus na Espanha andaluza e que moldaram parte da identidade europeia, tanto em termos de um determinante externo – os muçulmanos – e uma interna determinante – os judeus .

Mas os nazistas “obsessão com a aniquilação dos judeus também foi despedido por uma ideologia totalitária que incorporou engenharia social, baseado no darwinismo social e assorted biológicas recentes descobertas que foram aplicadas aos seres humanos, juntamente com um socialismo populista romântico que era hostil ao comunismo , socialismo democrático e liberalismo, todos considerados alheios à “Volksgeist”, “o espírito do povo”.

Esta forma de pseudo-cientificamente justificadas e friamente realizado massa extermínio não teria sido possível sem uma forte capacidade para compartimentar burocráticos entre o funcionário eo dever de obedecer ordens, por um lado, e o indivíduo e seu moral esfera privada sobre a outro, um fenômeno que é uma das características do Estado moderno aparelho. Além disso, também não têm sido possíveis sem a toda a actividade de documentação, registo e arquivo, que é também uma característica do Estado moderno.

A ironia de toda esta pseudo-científicas e da taxonomia humana obsessivo documentação dos nomes, endereços, confiscou bens e detalhes físicos das pessoas que foram arredondados e carregados para os campos de concentração e de lá para as câmaras de gás é que este tem papelada tornou a mais importante fonte primária histórico para o Holocausto e o mais importante instrumento com o qual a refutar as afirmações daqueles que negam que ocorreu ou apequenar sua magnitude.

Não é tanto o elevado número de vítimas que distingue o Holocausto. Como única como era no século 20, milhões de habitantes nativos foram exterminados maciçamente nas Américas ao longo de séculos anteriores. Também não é apenas uma questão de escala: muitos mais milhões faleceram no decurso da II Guerra Mundial, por si só, do que nas câmaras de gás nazistas e, desses, russos, alemães, poloneses, franceses, italianos e de muitas outras nacionalidades. O verdadeiro horror do Holocausto não reside apenas no deliberada singularização dos povos inteiros – judeus e ciganos – para o extermínio e na escala deste crime, mas também no conjunto do objectivo e do “racional” no qual caminho ela foi realizada.

Judeus foram arrebatou de suas casas no meio do silêncio geral dos seus vizinhos, intercaladas por um silêncio hatemongering por grupos anti-semitas e pela cumplicidade activa de informadores. A maioria dos judeus que morreram nos campos de concentração não eram sionistas, de fato, muitos podem não ter sequer ouvido falar do sionismo. Além disso, o papel do movimento sionista em salvar os judeus, ou em conspirar com os nazistas, era muito marginal, independentemente do número de estudos que tenham sido produzidos em ambos os casos, e independentemente do facto de a maior parte de suas conclusões foram corroboradas. Sionismo fez, na verdade, tem duas faces, sendo as perspectivas e os objectivos dos investigadores que foram e continuam em desacordo.

O movimento sionista começou, e que tinha fixado a sua mira na Palestina, muito antes do Holocausto. Sionistas só utilizou o Holocausto para justificar seu projeto nacional, em retrospectiva, mesmo que a justificação é o que conduziu alguns árabes para negar a existência do Holocausto. No entanto, enquanto há pessoas que se sentiram que através da minimização ou mesmo refutar o Holocausto que minam créditos para um estado judeu na Palestina, a maioria dos formados e informados Árabes parecer nunca negou a existência do Holocausto e do anti-semitismo na Europa. Pelo contrário, elas têm argumentado – corretamente – que, uma vez que este horror teve lugar na Europa os palestinos não deveriam ter que pagar o preço.

Embora tenha existido vagamente como uma mistura entre o resíduo de uma cultura religiosa e extremistas nacionalistas idéias importadas da Europa, mesmo em fases iniciais, o anti-semitismo, no sentido de hostilidade contra os judeus só começou a espalhar-se significativamente no mundo árabe, sob a forma de cultural e intelectual de saída após 1967. Claramente, o aumento deste fenómeno coincidiu com a ascensão de uma atitude metafísica que tentou explicar a derrota esmagadora árabes desse ano em termos do confronto com um mal absoluto curvados sobre uma conspiração mundial da natureza dos “Protocolos dos Idosos de Sião “, que tem sido demonstrado ser uma invenção dos serviços secretos russos no final do século 19, mas que, no entanto, encontrou muitas crédulo orelhas no mundo árabe, na sequência da derrota de 1967. Holocausto negação similarmente surgiram durante este período e no mesmo espírito de uma fantástica teoria conspiratória que atribuía a uma cabala judaica internacional o poder de inventar e enganar todo o mundo a crer que um estupendo conjunto de mentiras.

Gostaria de sugerir que existem dois tipos de negação Holocausto. Uma, defendida por elementos da direita tradicional europeia e neo-ultra-direita, é a de negar que aconteceu. Este formulário não tem raízes adquirido suficiente para se tornar um determinante do comportamento das nações e das sociedades. A outra forma de negação é a ignorar que o Holocausto ocorreu dentro de um determinado contexto histórico e, por conseguinte, para lidar com ele como alguns satânico aberração que alguma ocorrido fora dos limites de tempo e lugar. Uma consequência importante desta abordagem é que ela inibe o estudo do Holocausto como um fenômeno histórico e sóbria como uma cartilha sobre os perigos do racismo, machismo e nacionalistas extremistas totalitários engenharia social em massa sociedades modernas.

Mas Holocausto negação pode assumir uma outra face, que é o de reduzi-la a um instrumento para realizar fins políticos. The Zionist movement has excelled in this, its rituals and rhetoric in commemoration of Holocaust victims far outstripping its concern for the victims and its activities to combat the phenomenon when it occurred. Na verdade, o assunto não foi sequer na agenda da comunidade judaica organizada, o “Yeshov”, no mandato Palestina durante a guerra sionistas muitos anos e no momento em que achou embaraçoso ouvir judeus de serem arrastados para fora sem ser abatidos uma resistência, que estão em conflito com o espírito nacionalista e de combate a imagem do novo homem que estavam tentando inculcar. Não foi até o julgamento Eichmann que o silêncio foi quebrado envergonhado e emoções subitamente gushed fora.

No decurso do sionismo’s tenta retratar a história de todo o povo judeu como um fluxo ininterrupto de opressão e perseguição que inevitavelmente culminaram no Holocausto, Holocausto história foi transformada em uma propriedade exclusivamente israelita. Vítimas das câmaras de gás nazistas foram nacionalizados e convertida, a despeito de si próprios, quer em um episódio sionista na luta para criar um estado ou em um instrumento de chantagem em apoiar outros objectivos ou sionista para justificar os crimes do Estado sionista contra perpetrates outros. É como se a magnitude do crime Israel dá para jogar a vítima por excelência ou das vítimas único proxy, colocá-la para além acusações de irregularidades, porque é a vítima, por definição.

Sionista O vazamento de todos os judeus como vítimas de atrocidades nazis tem dado origem a dois fenômenos curiosos. A primeira é que qualquer israelita pode falar e agir como a vítima, mesmo que ele tem mais em comum ideologicamente e psicologicamente com o autor ou o “Capo” – os judeus que colaboraram com os nazis em campos de concentração. Em outras palavras, o simples fato de ter nascido de uma mãe judia alguma dá licença para representar todas as vítimas, inclusive na frente de todos aqueles que realmente são mais vítimas do que ele é, e aqueles que são mais hostis ao nazismo, racismo e seus filhotes. O segundo fenómeno é o monopólio alegado pela decisão israelita estabelecimento de falar em nome dos judeus e história judaica em geral, que em grande medida se traduz em solicitar, e para pressionar, o apoio político e financeiro para Israel.

Em primeira instância, o desafio da compreensão e aprendizagem verdadeiramente lições do fenómeno nazi é reduzido a algo semelhante a uma sessão de terapia que aqueles no papel de vítima em ajudar aqueles que o papel do autor purgar sua culpa pelo que satisfaça o psicológico e material exigências do primeiro. Há algo moralmente repugnante nesta passagem dos pecados, ou inocência, dos pais aos filhos, em oposição ao engajamento em um processo objetivo da investigação histórica, com o objectivo de combater o racismo em todas as suas formas e em todas as sociedades. Afinal, as principais vítimas do racismo europeu hoje não são os judeus, e na Palestina sionismo não é a vítima, mas o autor do crime. Infelizmente, o conflito israelo-alemão terapia stark sessões ignorar tais realidades e, desta forma, oferecer tanto os israelitas e os alemães carta branca para libertar seu racismo em outros, como se o Holocausto foi uma preocupação puramente alemão-israelense ea maior fenômeno da racismo outra coisa completamente. É como se através da sua catarse mútuo no que diz respeito ao antigo eles exonerar-se da responsabilidade por este último.

Entretanto, sionismo é injustificado, ilógico e historicamente infundadas monopólio sobre o papel das vítimas do Holocausto “se sente bem com o porta-voz da Europa. A maior parte dos objectivos do sionismo e demandas não exigem a Europa para participar em um sério processo de introspecção, a fim de erradicar as causas mais profundas que deram origem ao Holocausto. Contrariamente ao que se pode esperar logicamente, este fatos efeitos do sionismo, pois mantém o discreteness monolítico do Holocausto intacta e diminui, em comparação, o significado da Europa, outros crimes. O resultado é a de atirar toda a questão judaica fora da Europa e despejo é no Médio Oriente. Pode vir como um alívio para os funcionários europeus para poder exonerar-se para o Holocausto por placating Israel com anti-palestiniano, o anti-árabes e até mesmo anti-muçulmana simpatias. Se alguma coisa, no entanto, esta forma de comportamento confirma a continuação da síndrome subjacente, uma síndrome que é, no entanto, glossed acabar com um novo projeto de saúde moral, autorizada e carimbadas por Israel após cada visita de um líder europeu faz expiação para o “Yad Vashim “Museu em Jerusalém.

É por esta razão que todas as vítimas de racismo em todo o mundo devem interromper a campanha para deter sionista sobre o papel de porta-voz para as vítimas do Holocausto. Inversamente, os árabes e palestinianos, que negam o Holocausto oferta europeia e racismo sionista não maior do que esse dom negação da ocorrência do Holocausto. O possível interesse árabe ou islâmico é que pode mesmo servir para oferecer à Europa, de uma dispensa do blackest páginas da sua história? Para fazer isso não é só a Europa absolver de um crime que foi, de fato, comprometida, mas também para ganhar o seu desprezo e para despertar um dia para a Europa e Israel a unir forças contra o árabe ou muçulmana Holocausto desmentidores com esse veneno que um poderia imaginar que o Holocausto tenha ocorrido no Egipto ou o Irão e que o Holocausto é uma negação longe burilador criminalidade do que a perpetração do Holocausto em si. Holocausto negação é simplesmente estúpido, também como um argumento político. Mas Israel não será menos oportunos em transformar a provocação contra os seus adversários regionais, que não tinha nada a ver com o Holocausto.

Por outro lado, o Holocausto é um fenómeno que merece bom escolar estudo, cujo objectivo é a espécie de fato ficção, realidade e mito formulário. Não incidente na história se situa fora do domínio da investigação histórica. Dito isto, Teerão dificilmente pode-se dizer que têm uma tradição de estudos Holocausto, o assunto não é muito elevado na taxa iraniano acadêmico prioridades. E uma conferência em Teerão, que foi seguida por um discurso político que nega o Holocausto não pode ser considerada uma conferência acadêmica, foi uma manifestação política, um que prejudique os árabes e muçulmanos e serve apenas os ultra-direita e neo-nazis em forças Europa e do movimento sionista.

Durante a II Guerra Mundial, quando alguns árabes e outros povos do Terceiro Mundo foram enraizamento para a Alemanha porque ele estava lutando as potências coloniais França e Grã-Bretanha, o terceiro mundo árabe e à esquerda, que tinha aliada com a União Soviética, argumentou que era errado para o vítimas de racismo ao lado com o regime nazi racista. A sua posição foi correta. Hoje, não existe sequer uma pragmática imoral justificação alguma para o lado com o racismo. Holocausto negação não põe em causa a moral justificativas para a existência do Estado de Israel, como alguns imaginam. O que ela faz, porém, é a mão direita europeia e Israel um inimigo convenientes sobre os quais a descarregar os seus problemas. Este inimigo compreende palestinos e árabes, especialmente os muçulmanos fundamentalistas, os Bush é gostava de chamar “fascistas islâmicos”.

A reação inicial árabe para o Holocausto foi simples e clara e muito mais racional. O Holocausto ocorreu, mas foi uma tragédia para que os europeus, não os árabes, devem assumir a responsabilidade. Esta é a opinião que prevaleceu durante toda a década de 1940 e 1950, o senso de normalidade que sobreviveram em todos nós continua a segurá-la.

Azmi Bishara escreve para Al-Ahram, se este ensaio apareceu originalmente.

Análises Azmi Bishara a direção da ofensiva diplomática de Washington em toda a região

Pensávamos que o trem de eventos desde a invasão israelense do Líbano para a invasão da Faixa de Gaza, a impressão que estes acontecimentos criados nas mentes das pessoas e da crescente desilusão com as forças que favorecem o processo de liquidação em curso oferecido inspiração e ímpeto suficiente para rever abordagens oficiais árabes esse processo. No entanto, continua a ser obrigado a um saber apenas como preparou as forças de oposição a essa abordagem estão a aproveitar a oportunidade histórica para pôr fim a esse processo, em vez de sucumbir à atual unidade para contê-los. Afinal, os E.U. e seus aliados no Oriente e no Ocidente são assombrados por esse fantasma muito – o medo de perder a herança de liquidação – razão pela qual têm vindo a empreender um ataque sustentado diplomática na região desde a Sharm El-Sheikh conferência sobre a reconstrução de Gaza. 

A administração E.U. anterior tinha chegado à conclusão de que a liderança palestina, sozinha, era incapaz de chegar a um acordo permanente com Israel sobre as condições de Israel, ou de manter a situação interna palestina sob controle. Por conseguinte, encorajou seus aliados árabes a desempenhar um papel mais activo e determinado papel no apoio ao processo de negociação em curso, o fortalecimento dos organismos de segurança da Autoridade Palestina e de luta contra a resistência na Palestina e em outros lugares. Embora os aliados fizeram como pediu, em Annapolis e depois, Washington não tomou em conta os seus interesses. Em vez disso, levou-os a um estado de permanente auto-defesa em face da sua própria opinião pública.Tomemos, por exemplo, a sua postura durante a guerra no Líbano em 2006, o boicote incompreensível, da Cimeira de Damasco, em março de 2008, a sua cumplicidade no cerco a Gaza, e sua posição durante a cimeira em Gaza, em Doha. Para cada época os seus homens e seus governos: nestes regimes surgiu políticos, intelectuais e personalidades da mídia, do tipo que estão prontos para participar da “luta” para resistir à resistência, ao lado de Israel e os E.U.. Naturalmente, a estrutura ea cultura desses regimes e seus seguidores está totalmente em desacordo com o conceito de resistência e seus corolários de auto-sacrifício e risco. Eles não são construídos para a luta, seja para si ou para os E.U. e Israel. Esta afirmação é corroborada pelo fracasso do golpe contra o governo de unidade nacional e da maioria legislativa eleitos em Gaza e em Beirute, em março de 2008. É esta diferença que os distingue, por exemplo, de direita forças libanesas do passado. Estas foram as forças fascistas engajados em uma “luta” contra a resistência palestina, milícias sectárias preparado não só para lutar e cometem massacres, como o anti-forças de resistência, mas também para morrer em prol de uma causa sectária, como o fizeram as forças fascistas na Itália e na Espanha durante a guerra civil espanhola na década de 1930. Essa dedicação não existe mais. Ela foi substituída por um tipo de compromisso que não tem escrúpulos quando se trata de cometer crimes, mas fala a linguagem de renda e respeito ao dinheiro e ao ganho material.Na mais recente fase de diálogo e de confinamento em que a administração de Obama lançou essas forças, também, encontrar-se em crise.
***
A administração E.U. novo tem repetidamente afirmado que considera a região a partir de uma perspectiva de segurança de Israel quando se trata de Irã e de enriquecimento de urânio, bem como a resistência contra a ocupação israelense. Ele acredita que o direito de Israel à segurança não está relacionada com o fim da ocupação, que tem o direito de ser uma potência ocupante e, ao mesmo tempo ser seguro e que é que os árabes “dever de sentar-se calmamente em seus campos, nas condições da ocupação e do boicote econômico, assistir os noticiários sobre as negociações e se alegrar com a nomeação Mitchell.
A nova administração também decidiu que a PA mostrou-se por manter a situação de segurança na Cisjordânia, sob controle durante a crise de Gaza. Israel pensa da mesma forma, em relação a este como a sua primeira colheita real do processo de Oslo, uma demonstração de suas alegações anteriores de que Arafat nunca foi sério sobre a coordenação de segurança. A natureza da liderança palestina tem, de fato, mudou desde o assassinato de Arafat. A natureza eo credo da PA e do nível de coordenação de suas agências mudou desde que Israel deixou de ser o inimigo e se tornou um verdadeiro parceiro. Em E.U. israelenses e os olhos, este tipo de apoio PA méritos. No entanto, esse apoio pára aquém de atender às demandas do povo palestino e permanece confinado a recursos financeiros e suporte de segurança, que é o que se entende pelo termo “capacitação”.
A nova administração em Washington afirma que o apoio à liderança PA anda de mãos dadas com o enfraquecimento do eixo de resistência. Isso tem condições:
– Atenda aos interesses dos subordinados estados árabes em conta.
Palestras – Holding com o Irã para convencê-lo a suspender as atividades de refinamento de urânio, enquanto a sério insinuando sanções antes de recorrer à opção militar. Isto exige a construção de uma frente árabe-israelense contra o Irã que, por sua vez, exige falar com os países árabes que “cair sob a influência iraniana” e, talvez, tendo os interesses desses países em consideração a um nível elaborado de antemão.
– A fim de identificar os interesses desses países no âmbito de um acordo de cooperação contra o Irã por causa de Israel e para resolver o problema palestiniano de forma abrangente um novo roteiro regional deve ser elaborada.
– Este roteiro regional iria apoiar e fortalecer os já existentes “roteiro” palestino “, mas seria muito mais ampla e abrangente, tendo em conta os interesses de países como Egito, Arábia Saudita e Síria, em troca, obviamente, para abandonar o Irão, e os movimentos de resistência na Palestina, Líbano e Iraque (com especial atenção à realidade existente no Líbano).
A região pode, portanto, esperar um roteiro “novo” para os próximos anos, se é ou não aparece na forma de texto ou sob este título. Isto é onde as ações de Washington são destinadas a levar-nos, não para uma solução permanente, ou de outra, ou para uma retirada das Colinas de Golã. Isto é o que nos manterá ocupados por muito tempo a menos que intervém algo memorável, como um ressurgimento da resistência ou de outra guerra.
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A fim de aprofundar a hipótese descrita acima, eu ficarei para uma discussão crítica da palestra proferida pelo Comitê de Relações Exteriores Presidente John Kerry no Centro Saban, do Instituto Brookings, em 4 de março de 2009. O senador Kerry é um ex-candidato presidencial e líder do Partido Democrata figura que saiu cedo a favor de Barack Obama. Sua palestra seguiu uma recente visita à região, que abrange o Egipto, Jordânia, Síria, Líbano, Israel, Cisjordânia e Gaza. Em jeito de introdução, direi que a nova administração em Washington levou em conta as conclusões da comissão Baker-Hamilton, apoiado pelo secretário de Defesa, Bill Gates, que é precisamente por isso o governo Obama manteve a este cargo. O estabelecimento E.U. absorveu tudo o que precisava ser deduzida a partir do fracasso da política de guerra que a administração Bush-Cheney perseguido ao longo de dois mandatos de Bush, e é por isso que o estabelecimento apóiam Obama. Passemos agora às conclusões de Kerry na sequência da sua visita à região.
Em seu discurso de abertura Kerry saudou a eleição de Obama como uma oportunidade extraordinária para sinalizar uma nova abordagem para a região devido ao seu pragmatismo e “disponibilidade para ouvir e liderar”. Ele faz uma pausa para contar o “impacto emocional” da visita, que os efeitos são apresentados com seletividade cuidadosamente calculado. Ele sentiu compaixão pelo sofrimento da aldeia de liquidação de Sderot nos últimos oito anos e também “profundamente comovido” pela visão de “little girls palestino jogando nos escombros”, onde uma vez uma escola americana estava. (Devo confessar que tenho um problema com os liberais que querem mostrar como justo e imparcial que são. Eles fazem as vítimas bonito quando querem apoiar alguns deles e uma menina jogando nas ruínas de uma escola americana bombardeou serve o propósito admirável. Quanto à potência ocupante, é tida como certa no seu campo que é a verdadeira vítima de sempre.). Ele então começa a enumerar as quatro causas para a esperança, apesar da eleição de Netanyahu e todas as guerras. Como veremos, ele não espera por uma solução, mas ele está muito otimista sobre o alcance de um roteiro “novo”.
A primeira causa é uma “mudança tectônica na geopolítica do Oriente Médio”.
“A ascensão do Irã criou uma vontade sem precedentes entre as nações árabes moderados para trabalhar com Israel. Este re-alinhamento pode ajudar a estabelecer as bases para o progresso da paz.”
Caso contrário, leia, a cooperação estratégica entre os árabes e Israel, antecede a paz, o que suscita a questão de saber por que Israel precisa de trabalhar para uma solução com os árabes quando ele já está estrategicamente cooperando com eles contra um inimigo comum.
Em segundo lugar, diz ele, “a Iniciativa Árabe de Paz surgiu como a base para construir um mapa de estrada regional que alista as nações árabes moderados a desempenhar um papel mais activo no processo de paz”.
Em terceiro lugar, reiterando o que cada nível médio activista do Partido Trabalhista israelita tem dito e Olmert se declarou em sua entrevista de despedida com Yediot Aharonot, de 13 de Outubro de 2008, Kerry afirma que “os contornos de um acordo de status final são na verdade mais clara do que nunca”. Na sua opinião, o desafio é como chegar lá e sua resposta é “para movimentar simultaneamente em capacitação na Cisjordânia e conversações sobre o estatuto final”. Um pode deixar de notar que tão claro como os contornos de um acordo de status final estão a ser dito, Kerry não se aventura a explicitá-los. Isso porque para ele o caminho para chegar lá é o que conta. Voltar para o processo é tudo, nada a meta. A vida é uma interminável negociação.
A quarta causa foi a eleição de Obama. Sua administração apresenta uma oportunidade para “traçar um novo caminho que irá capacitar os moderados em todos os lados que tenham faltado cobertura política e perdendo terreno político”. Este foi concebido como uma crítica à administração Bush, que não mostrou nenhum apreço pelas circunstâncias particulares e os interesses dos árabes “moderados” e falhou em fornecer-lhes apoio suficiente, assim, mantê-los sob pressão constante e em perpétuo conflito com o ambiente político.
De alguma forma, a posição árabe fez uma volta de 360 graus.Houve um momento em que a posição nacionalista árabe considerou que separar a causa palestina árabe a partir do seu interior foi conivente com os projetos contra a causa. A causa foi, de fato, separada de sua dimensão maior nacionalista árabe em Camp David, e mais ainda em Oslo, no entanto, a liderança palestina foi incapaz de chegar a uma solução com Israel. Então, de repente percebeu-se que a causa teria de ser restaurada a sua dimensão regional, não por causa das pressões do nacionalismo árabe, mas porque o nacionalismo árabe já não apresentava uma ameaça, e também porque o fim oficial árabe tinha há muito abandonada qualquer dimensão nacionalista árabeà causa palestina. Agora que é uma inversão completa. É por isso que Kerry pode ser tão confiante na sua afirmação de que a causa palestina é um problema regional que precisavam ser tratadas em um plano que abrangeu outras questões regionais influentes, ao contrário da tática habitual de lidar com estas questões separadamente. A abordagem é possível tendo em Kerry porque, “Considerando que, uma vez que o mundo árabe, votou por unanimidade para os três nãos – O diálogo com Israel, não reconhecimento de Israel, e não haverá paz com Israel – agora existem três muito diferentes, que não dominam muitas discussões em da região: não ao nuclear iraniano, sem intromissão iraniana, e não a hegemonia iraniana “. Em seguida, ele acrescenta, muito explicitamente, que por causa dessa percepção ameaça comum, os Estados árabes moderados e Israel “são colaboraram nas maneiras que eram inimagináveis apenas alguns anos atrás”.
Kerry continua a dizer que a administração Bush chamou muitas linhas vermelhas que não poderia valer (ele estava se referindo a que as proibições contra a administração de conversar com o Irã ea Síria, entre outros). A administração Obama poderia mudar isso. Seria se concentrar no que pode ser feito e deixar as questões do lado só. O objectivo regional é impedir o Irão de obter armas nucleares. Portanto, sem precedentes a opção militar, é preciso ir além das linhas velho vermelho. Segundo o senador por isso implica a falar com o Irã sobre interesses mútuos, no Afeganistão e em outros lugares, e trazendo o Irã de volta para o cenário internacional com o reconhecimento do seu papel regional, em troca de suspender as atividades de refinamento de urânio. Haveria também conversações com a Síria, com o objetivo de isolar e enfraquecer o Irão e os seus instrumentos, como o Hezbollah. China e Rússia seria naturalmente pediu para ajudar, mas Kerry não especifica como e que os E.U. teria que pagar em troca. A Rússia tem demandas e interesses que se estende do Báltico, no norte da Sérvia, no sul, e em torno do Mar Cáspio eo Mar Negro. A China tem um alcance tão vasta de interesses. Será que os E.U. alienar e sacrifício dos interesses dos seus outros aliados no mundo para agradar a Rússia ea China, e tudo isso a fim de isolar o Irã e levar o calcanhar para o bem de Israel? Kerry não se preocupou em seguir com as perguntas suas propostas mendigar.
***
Kerry apoia o diálogo com a Síria e acredita que suas metas realistas. A Síria tem negociado com Israel antes, em face de acusações de Teerã, ele observa. É claro que a Síria vai tentar “jogar nos dois lados da cerca, enquanto pode”, mas, em última instância “Eu acho que o presidente Assad entende que, como um país árabe secular com uma população de maioria sunita, da Síria interesses de longo prazo não se deitar com Irã, mas com os seus vizinhos sunitas e do Ocidente “.
Mas se este é o lugar onde os interesses sírios leigos que tem sido mantê-lo a partir desta realização por tanto tempo? Será que Kerry não tinha feito isso como planície de Damasco, como a sua lição a ele sobre a composição demográfica da Síria? Ou será que há uma reunião entre a segurança nacional da Síria e do conceito de segurança nacional árabe que as políticas de os E.U., Israel e seus aliados árabes ajudaram a melhorar? Essa questão também é deixado sem resposta. Mas é por isso que os E.U. não se opôs à tentativa por parte de seus aliados árabes, a Síria e evitar irritando-o.
No entanto, isso não é suficiente. Existem demandas sírio e árabe e os interesses que os E.U. e Israel não têm a flexibilidade para responder. Mas a Síria, aparentemente, será feliz apenas para conversar. Ele vai jogar The Game porque ele tem um interesse político e econômico para romper o bloqueio contra ele.Claro, pode haver alguns entre a elite dominante da Síria, embora ainda não no mais alto escalão a tomada de decisões, que têm mais a ganhar com o diálogo. Kerry está ciente disso, é por isso que ele ressaltou que liga a Síria para a economia ocidental.
“Como é que vamos começar?” Kerry pede a meio o seu discurso. O ponto de partida é incentivar os árabes a aderir à Iniciativa Árabe de Paz que “passo ousado nunca recebeu a atenção que merecia, quando o rei saudita Abdallah propôs em 2002”.
Ele resume esta iniciativa como sendo essencialmente baseado na fórmula de terra em troca do reconhecimento árabe e normalização com Israel. No entanto, como Israel, ele ainda dá precedência sobre a normalização de paz. Por exemplo, embora haja o Quarteto já existentes “roteiro” para a faixa palestina, há a necessidade de um roteiro regional “, que” exigem um esforço sustentado multilaterais como a que se seguiu à primeira Conferência de Madrid, em 1991 “.
É estranho como toda a gente gosta de lembrar que o estouro da atividade, mesmo que trouxe os árabes não mais para a solução de suas demandas. Os “moderados” será também, segundo a visão de Kerry, se esperar para pressionar o Hamas a interromper o fogo de mísseis de Gaza e concordando com um governo de unidade nacional em conformidade com as condições do Quarteto fixados. Além disso, o Egito tem a tarefa de impedir o contrabando de armas através de suas fronteiras, enquanto a Jordânia continuará a treinar as agências de segurança PA.
A única medida que Kerry oferece os aliados árabes em troca de tudo o que eles devem fazer é demonstrar “com ações em vez de palavras, que são sérios sobre a atividade de assentamento de congelamento Israel na Cisjordânia”. Pelo menos, por uma vez, há algum reconhecimento de que todas as administrações anteriores E.U. a posição de que a atividade de liquidação é um obstáculo para a paz foi, na verdade, meras palavras.
Talvez a visão de Kerry, que apresentou em sua palestra Centro Saban, oferece alguns insights sobre a actual ofensiva diplomática americana na região e alguns dos actuais movimentos de reconciliação árabe. No entanto, isso nos leva de volta para a pergunta que nós fizemos no início deste artigo.Quais são os partidários de uma reconsideração do processo de liquidação inteira fazendo neste momento? Será que eles têm uma estratégia para combater a ofensiva diplomática E.U.? Até muito recentemente as condições fossem favoráveis a eles, em vez de as forças pró-processo de liquidação.
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O que a perseguição de Azmi Bishara meios para a Palestina

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O estado de Israel eo movimento sionista ter começado seu último assalto em sua luta secular para libertar a Palestina das suas populações indígenas e transformar seu país em um enclave da supremacia judaica: a perseguição de Azmi Bishara, um dos mais importantes líderes nacionais e palestinos pensadores que trabalham hoje. Este caso tem um significado enorme para o movimento de solidariedade palestina.
Bishara é um cidadão palestino de Israel, um de mais de um milhão de pessoas que vivem no interior do estado judeu, que são sobreviventes ou seus descendentes da limpeza étnica sionista, que forçou a maioria dos palestinos a deixar em 1947-48. Eleito para o Knesset em 1996, Bishara é um dos fundadores do Partido Democrático da Assembléia Nacional, um partido que apela a Israel para ser transformado em um ethnocracy sectária em um estado democrático de todos os seus cidadãos.
No domingo, Bishara apareceu na Al-Jazeera, depois de semanas de especulação da imprensa que ele tinha ido para o exílio e iria demitir-se do Knesset. Ele revelou que na verdade ele é o alvo de uma sonda de nível muito alto pelos serviços do Estado de Israel que, aparentemente, plano de segurança para que a segurança “graves” relacionadas com as acusações contra ele. Censura sobre este assunto é tão apertado no “democrático” Israel, que até poucos dias atrás os jornais israelenses foram proibidos de sequer mencionar a existência da sonda. Elas ainda são proibidas de relatar nada sobre o conteúdo da investigação, e Ha’aretz admitiu que, devido à censura oficial, não poderia mesmo reimpressão muito do que Bishara disse para milhões de telespectadores na televisão.
Bishara mesmo foi vago sobre as alegações. Se ele mesmo sabe todos os detalhes, ele poderia colocar-se em maior risco de falar sobre eles.Ele disse que ainda está pensando sobre suas opções, incluindo quando retornar a Israel. Enquanto ele questionou o valor de passar anos para provar a sua inocência das coisas que ele não considera ilegais, como a manutenção de contactos amplo com o mundo árabe de que ele se sente uma peça, ele refletiu incisivamente que finalmente ele enfrentou uma escolha entre a prisão, exílio ou martírio . Estas são certamente as únicas escolhas Israel tem sempre colocado antes de palestinos que se recusam a submeter-se a regra racista de sionismo.
O que ele foi claro sobre o que foi que ele é o alvo de uma campanha, coordenada ao mais alto nível do Estado de Israel para destruí-lo e seu movimento político. Ele é, sem dúvida certo sobre isso e não há precedente de comprimento. Em 2001, o procurador-geral de Israel Eliaquim Rubinstein cobrado Bishara com “o estado de perigo” por causa de comentários feitos por ele durante uma visita à Síria e ao Knesset votou pela primeira vez em sua história a levantar a imunidade de um dos seus membros para Bishara poderia ser processado. Em 2003, as eleições israelitas Comitê Central tentou desqualificar Bishara e seu partido de pé nas eleições nacionais, com o fundamento de que o partido não aderiu ao dogma de que Israel deve continuar a ser um “Estado judeu”. Pela lei israelense todos os partidos são obrigados a abraçar o dogma de que Israel sempre deve conceder especial e melhores direitos para os judeus, o que significa verdadeiramente partidos democráticos são sempre flertando com a ilegalidade. Essa decisão acabou por ser anulada pelos tribunais. (Apesar de salientar que a proibição foi apoiada pelo ex-procurador-geral Rubinstein, que agora é um juiz da Suprema Corte!). Essa perseguição contra os palestinos em Israel, tem sido a regra desde que o estado foi fundado.Até 1966, eles viveram sob o título “governo militar”, uma forma de ocupação militar interna semelhante à vivida pelos palestinos na Cisjordânia e Faixa de Gaza hoje. Leis, práticas e políticas que continuam a negar seus direitos humanos fundamentais estão bem descritas no recente livro de Jonathan Cook’s Blood and Religion: Desvendando o Estado judeu e democrático. Nos últimos anos as pesquisas de opinião mostram que a maioria dos judeus israelenses consistentemente apoiar os esforços do governo para forçar os cidadãos palestinianos para fora do país. (Nas últimas semanas, ex-primeiro-ministro israelense e atual líder do Likud Benjamin Netanyahu declarou que seria melhor se nunca Bishara retornado).
Bishara vê mais recente jogada de Israel como uma sinalização de mudança nas regras “do The Game”. Se ele, um oficial eleito, uma figura bem conhecida do público pode enfrentar tais táticas, o que o resto do rosto da comunidade? Com efeito, a recente publicação pela líder palestinos em Israel, de um relatório que pedia reformas suave para o Estado de Israel levou a polícia secreta de Israel, o Shin Bet (que opera a tortura e os esquadrões da morte nos territórios ocupados) para avisar que iria “perturbar as actividades de grupos que tentam mudar o caráter judaico e democrático de Israel, mesmo se usarem meios democráticos “(” Os líderes árabes ar campanha de relações públicas contra o Shin Bet, “Ha’aretz, 6 de Abril de 2007). (Não há precedente para ruptura, não apenas contra os palestinos, mas até mesmo contra Mizrahi de Israel, judeus, cujas tentativas de organizar contra a discriminação Ashkenazi foram destruídas pelo Shin Bet – veja o livro de Joseph Massad é a persistência da questão palestina.)
Solidariedade ativistas palestinos devem entender e agir sobre o sinal de Israel está enviando, perseguindo Bishara. Durante anos, o movimento do grosso da população palestina e seus aliados têm a cabeça enterrada no slogan “Fim à ocupação”. Se ele nunca foi, esta visão não é mais ampla o suficiente. Devemos reconhecer que a guerra de Israel contra os palestinianos não discrimina entre os palestinos, poupando alguns e condenando outros. Isto, contudo, assumir diferentes formas, dependendo de onde os palestinos são. Aqueles em Jerusalém Oriental, a Cisjordânia ea Faixa de Gaza vivem sob uma forma extrema de tirania militar agora, muitas vezes chamado de “apartheid”, embora seja cada vez mais evidente que é algo ainda pior.1948 palestinianos dentro das fronteiras de Israel viver sob um sistema de leis, políticas e práticas que excluí-los politicamente e oprimi-los economicamente e socialmente. Milhões de palestinos fora do país são vitimados pelas leis racistas que proibir o seu retorno para a única razão que eles não são judeus.
Na prática, isso significa que o movimento de solidariedade palestina precisa para formar uma nova mensagem que rompe com a fantasia não de separação hermética nos estados nacionalistas. Significa que temos de nos concentrar na luta contra o racismo eo colonialismo israelense em todas as suas formas contra aqueles sob a ocupação, contra os de dentro, e contra aqueles em exílio. Temos de nos educar sobre o que está acontecendo em toda a Palestina, não apenas na Cisjordânia e na Faixa de Gaza. Temos de estar e agir em solidariedade com Azmi Bishara e todos os palestinos dentro de 1948 linhas que têm sido durante muito tempo marginalizados e abandonados por integrar a política palestina. Apoio para a chamada sociedade civil palestina de boicote, desinvestimento e sanções é particularmente urgente (ver http://www.pacbi.org/). Na prática, precisamos começar a construir uma visão da vida depois do apartheid israelense, uma vida inclusiva, em que israelenses e palestinos possam viver em igualdade de partilha de todo o país. Se o Sinn Fein, Gerry Adams e linha-dura Irlanda do Norte líder unionista Ian Paisley pode sentar-se para formar um governo conjunto, como são, e se Nelson Mandela eo apartheid do Partido Nacional poderia fazer o mesmo, nada está além da esfera da possibilidade na Palestina se imaginá-la e trabalhar para ele.
Azmi Bishara é o único líder palestino de estatura internacional expressar uma visão e estratégia que é relevante para todos os palestinos e pode contestar o sionismo. É por isso que ele está com medo por sua vida, segurança e futuro, enquanto o traidor “presidente”, Mahmoud Abbas, em Ramallah, recebe o dinheiro e armas dos Estados Unidos e chá e bolos de Ehud Olmert.
Ali Abunimah é co-fundador da Electronic Intifada e autor de One Country: A ousada proposta para acabar com o conflito israelo-palestiniano Impasse (Metropolitan Books,

Al-Ahram Weekly

Se as facções da resistência palestina são a concordar com o acordo de reconciliação egípcia, mediado pelo Quarteto (os E.U., Rússia, UE e ONU) deve comprometemos a respeitar os resultados das eleições, independentemente de quem ganha e não a submeter o povo palestino a um outro bloqueio Se o vencedor é o Hamas. Esta condição não é dirigida contra o Egito. Também não sugere que o acordo proposto deve ser reaberta a discussão. Significa simplesmente que, se as partes relevantes internacionais cumprir o acordo que deverá ascender a nada mais do que uma tentativa de eliminar a resistência com a sua própria aprovação.
Mesmo que o povo palestino negligenciado a questão das eleições sendo realizada sob a ocupação como uma forma de marginalizar a luta pela independência e desviar energias em uma batalha interna, ele ainda é o seu direito de exigir um compromisso internacional para a referida condição. Afinal, eles têm mantido sob supervisão internacional das eleições antes e foram punidos em bloco para os resultados. Além de tudo isso, as próximas eleições serão realizadas sob as condições de um bloqueio econômico e uma recusa de reconstruir o que foi danificado durante a guerra israelense em Gaza, o que seja, sob ameaça . sef Quarteto, que é responsável pelo bloqueio, não se compromete com a condição acima, será transmitir o seguinte para o povo palestiniano: “Você deve votar a favor da equipe de Oslo e conceder-lhe a confiança para negociar em seu nome. Isto não é porque ele merece a sua confiança, por razões políticas, morais e nacionais, ou porque você medidas de segurança a favor de coordenação com Israel, ou porque você aprova a equipe de Oslo, de qualquer maneira em tudo. Você vai votar para eles, porque se não o fizer, será submetida a um bloqueio cruel e impiedoso que a ordem oficial árabe não fará nada para impedir e, de fato, provavelmente contribuem para perpetuar. Deixe o bloqueio que foi estrangulado Gaza há vários anos é o seu guia. ”
Não esperamos que aqueles que jogam The Game eleitoral, enquanto as espadas dos inimigos da Palestina pairam sobre as cabeças dos eleitores palestinos a se sentir estranho ou vergonha. Isso seria pedir muito neste momento. No entanto, pedimos-lhes para não pregar muito para nós sobre a democracia. Estas não são as eleições. Eles são uma forma de uma promessa de fidelidade exata na mira da arma, que visa não apenas os eleitores, mas também a seus filhos que são totalmente isentos de culpa. É por isso que os movimentos de resistência não são postas à votação antes da independência, ou antes da derrota da ocupação é imanente. Porque as pessoas depositaram seus votos em um movimento de independência, enquanto uma ocupação estrangeira está apontando uma arma para suas cabeças? Resistência exige sacrifícios de combatentes da resistência, mas não exigem geralmente pessoas comuns que escolher, em um processo eleitoral, entre resistência e comida para suas famílias.
O acordo de reconciliação proposto contém um outro ponto principal que é repetido em cada seção, que é o presidente da Autoridade Palestiniana (AP), deve ser a autoridade suprema indiscutível. Segundo a proposta, esta faz-lhe autoridade sobre a comissão eleitoral, sobre a comissão de reconciliação nacional e ao conselho de segurança suprema. O presidente da PA é um dos símbolos primordiais da brecha que tem abalado o povo palestino. Figuras Na verdade, ele é ainda mais evidente dentro desse punhado das mais impopulares e mais provocante na política palestina. Simbolicamente, pelo menos, a disposição que prevê a sua autoridade é inapropriado neste momento a seguir o seu comportamento escandaloso, em Genebra.
Líderes PA provavelmente aprovar a visão proposta egípcia de reconciliação invisíveis, mesmo que se tome uma 1.000-página, em vez de um documento de 28 páginas e mesmo comprimento detalhadas as formas e meios para libertar a Palestina. Para esses líderes, o acordo é apenas um preâmbulo de uma coisa: eleições. Estes têm sido dissolvido em um xarope de frases sacarina, que não incluem “unidade nacional apenas” mas também “a preservação do braço de resistência”. Mas não é um acordo de reconciliação. Um clima de reconciliação com o emirado “mal”, como o presidente PA iluminado colocá-lo, não existe para começar. O que se propõe é um instrumento para colher os frutos do bloqueio e da guerra contra a Faixa de Gaza. O presidente PA abertamente se recusou a se reconciliar com o Hamas. Mas ele vai concordar com o acordo de reconciliação, porque vai dar-lhe os instrumentos para eliminar o Hamas de outra maneira.
A razão que o PA vai aprovar o acordo sem uma discussão séria, mesmo que desaprova a uma grande parte dela, é por causa de duas disposições, após o qual tudo o resto são palavras. A primeira é a reconstituição dos órgãos de segurança em Gaza como eles estavam antes das últimas eleições. A segunda é a realização de novas eleições antes do levantamento do bloqueio a Gaza e reparar a destruição causada pela guerra de Israel. A propósito das eleições em tais condições, não é a reconciliação e concórdia, mas a “eliminação dos efeitos do golpe perverso”, desencadeada pelo Hamas.
Naturalmente, a equipe de Oslo não será feliz se as próximas eleições são realizadas nas mesmas condições que rege as eleições em 2006.Estas são pessoas que se recusaram a realizar novas eleições presidenciais, após o termo do incumbente chegou ao fim, e cujo pedido de adiamento das eleições presidenciais foi confirmada por uma resolução da Liga Árabe. Ainda assim, eles estão ansiosos para as eleições, não porque eles favorecem o processo eleitoral, em princípio, mas porque eles estão contando com dois fatores críticos. O primeiro é os efeitos do bloqueio ao Hamas e ao governo de unidade nacional, agravado pelos efeitos da guerra de Israel. A segunda é a existência de um governo em Ramallah que não tenha sido sujeita ao atrito do cerco econômico e que, ao contrário, está recebendo apoio financeiro os E.U. e na Europa, apesar do fato de que o governo não foi eleito pelo povo e é ilegítimo. Esses dois fatores combinados, eles acreditam, deve ser suficiente para informar os eleitores palestinos que para depositar seus votos.
As eleições propostas são nada mais do que uma oferta enorme de falsificar a vontade do povo palestino. Na verdade, só há uma maneira que as facções da resistência pode enfrentar esse e que está a insistir compromisso internacional para honrar e defender os resultados das eleições e, simultaneamente, aderir aos princípios nacionais e do direito de resistir ao mesmo tempo que apresentam um comportamento democrático adequado . Isso, no entanto, vai exigir algumas mudanças fundamentais no comportamento que tem prevalecido na decisão da autoridade em Gaza. Por outro lado, se o Hamas se recusa a assinar o acordo de reconciliação e de eleições vá em frente “unilateralmente”, como a equipe de Oslo, ameaçou, esta vai conseguir nada além de consolidar ainda mais a divisão entre a Cisjordânia e Gaza, Ramallah desde que não pode obrigar os resultados dessas eleições em Gaza.Eleições unilateral só vai confirmar que o objectivo da equipa de Oslo não é a reconciliação.
Os E.U. Europa e, naturalmente, saber o que o “normal” eleições média e temem que o seu silêncio sobre a proposta egípcia será considerado favorável. George Mitchell, portanto, ser franco. Os E.U. não aprovou a proposta egípcia e insiste sobre o Quarteto de três condições: uma parada para a violência, o compromisso com os acordos assinados anteriormente, eo reconhecimento de Israel. Isto significa que as condições do bloqueio ainda prevalecem, e que os E.U., através da declaração de um alto funcionário, advertiu o eleitorado palestino. Pelo menos eles emitiram um aviso.
Agora, se fosse permitido para algumas boas intenções, poderíamos argumentar que talvez os E.U. não compreende os truques de oratória política árabe. Talvez ele não perceber que o que políticos árabes dizem uns aos outros, não significa muito, ou, mais precisamente, que as suas palavras significam tanto como instrumentos de influência e de manobra, mas muito pouco como textos de ligação. Eles podem caneta de um acordo de unidade de vedação e acordar no dia seguinte, como se ela nunca tivesse existido, como Nuri Al-Maliki, manifestou-se recentemente com relação ao acordo de cooperação estratégica com a Síria. Claro, é uma questão diferente, quando as potências estrangeiras, até mesmo hostis, estão em causa. Aqui, os árabes são tão fervorosos na sua dedicação aos seus compromissos como eles são negligentes em sua dedicação aos seus compromissos para com os outros, como é o caso de muitos outros assuntos relacionados ao respeito pelos direitos humanos, outras culturas, e as interações internas entre clãs e seitas. É um mundo diferente quando seitas, clãs, tribos e pequenos reis tear em segundo plano por trás das fachadas dos estados e dos tratados formais; diferentes conjuntos de leis entram em jogo.
Pode-se imaginar uma autoridade norte-americana pedindo o seu homólogo palestino ou árabe, “Como você pode assinar um papel como esse, que contém expressões como” a preservação do braço de resistência “e” o dever das forças de segurança é resistir [que , é lícito perguntar] ‘ainda nenhuma referência a honrar os acordos com Israel atingiu ou renunciar à violência, muito menos disse que reconhece o estado? “Então, podemos imaginar o smirking árabes ou palestinos na ignorância do norte-americano. “Tudo que é apenas palavras e as fórmulas que nós tivemos que afinar em longas conversações para que pudéssemos chegar a um documento para assinar”, diz ele. “O que conta é a reconstrução de nossas agências de segurança e ficar com o dia das eleições. Então, vamos venha o que vier. Olhe o que está acontecendo com o Hamas na Cisjordânia, em qualquer um que tem a audácia de questionar a PA e os seus acordos com Israel “.
A Autoridade Palestina em Ramallah, fundou um regime de auto-serviço, que prospera sob a perpetuação da ocupação, o Judaisation de Jerusalém, a marginalização da causa dos refugiados palestinos e coordenação de segurança com Israel. É também um regime de terror, ao contrário de qualquer regime que os palestinos têm conhecido, mesmo sob ocupação direta. Este regime de papagaios o adágio liberal ocidental sobre a forma como os comunistas e os nazistas usaram os processos democráticos, para chegar ao poder e, em seguida, aboliu-los. O ditado foi usada contra movimentos islâmicos várias vezes no final do século 20. Para além do caso do Sudão (que, aliás, demonstrou as tendências mais perigosas do movimento islâmico, e que foi oportunista na forma como exerceu o seu poder e alcançou), exatamente o contrário do clichê de alerta tem sido a regra até agora em árabe países: os adversários dos movimentos islâmicos se recusou a reconhecer os resultados de enquetes ou eleições impedido de ser realizado se eles achavam que esses movimentos tiveram uma chance de ganhar.
O caso palestino oferece um exemplo clássico de uma vitória eleitoral, vencida por um movimento islâmico e do perdedor se recusar a reconhecer que a vitória. Neste caso, os poderes fora interveio para derrubar o vencedor e para impedi-lo de subir. Enquanto isso, o governo em Ramallah, que goza de reconhecimento árabe e internacional, não é um governo eleito. É uma aprovação nomeado um, com E.U. e israelenses e facilitação. As pessoas em que o governo tenha um pouco de descaramento de dizer que a resistência islâmica irá utilizar as eleições para chegar ao poder, em seguida, derrubar o processo eleitoral, quando nenhum deles foi votado ainda no poder, para começar. Em vez disso, eles assumiram o poder com o auxílio de uma intervenção estrangeira, após um processo eleitoral que foi reconhecido internacionalmente como livres e justas, mas cujos resultados não eram do seu agrado.

O ESCANDALO DO RELATORIO GOLDISTINE

A decisão de se comportar, em Genebra, como o fez em Oslo Autoridade Palestiniana (PA) foi apenas uma extensão da ocupação israelense foi o último prego no caixão da solidariedade internacional para com a causa palestina, em seu sentido habitual. Aqueles que tomaram esta decisão sabia disso. A solidariedade internacional foi confundido por questões agitado pelos Acordos de Oslo, um acordo alcançado com o poder de ocupação antes de uma solução à vista. Foi a luta de libertação ainda em andamento como a ocupação ainda estava no lugar? Ou será que o processo de Oslo significa que importa agora descansado com a capacidade de “os dois lados” para chegar a um acordo? Embora o movimento de solidariedade reviveu um pouco com a segunda Intifada, a fenda palestino eo comportamento da AP para a guerra em Gaza atirou-a em confusão novamente. Mesmo assim, fragmentadas e desordenadas como eram, todas as bases e semi-organizações de base e movimentos registrava que espírito eles podem estar atrás dos palestinos, tão divididos como eles são, na sequência do ataque israelita em Gaza. O Relatório de Goldstone foi o produto desta unidade. Mas agora, depois de 2 de Outubro, em Genebra, que está indo para demonstrar solidariedade com os palestinos, como é que eles fazem isso, e por que devem?

O partido palestino que declarou, em Genebra, que iria retirar seu apoio ao relatório Goldstone não se comportou como se os palestinos necessário o máximo de apoio que poderiam começar, mas como se isso fosse parte da ordem internacional. Solidariedade Grassroots constrange esses funcionários. Não malha com sua auto-imagem. Eles estão lá em cima com os da Casa Branca, e quem precisa de solidariedade popular, uma vez que você é um convidado do presidente E.U.? Além disso, esse movimento de solidariedade pode ser mais de um inimigo do que um amigo, às vezes. Que o movimento apóia o povo na Faixa de Gaza, por exemplo, ao passo que as autoridades palestinas em stand pergunta do outro lado do bloqueio, que trabalham para obstruir os esforços que possam dar uma vantagem a seus adversários políticos palestinos. Esses funcionários despedir-me do movimento de libertação há algum tempo. “Enquanto movimento de libertação”, eles disseram, bem antes da libertação foi mesmo um vislumbre no horizonte. Isso foi dolorosamente óbvio para aqueles que tinham olhos e ouvidos. No entanto, seu comportamento, em Genebra, veio como o definitivo e impossível de perder adeus ao espírito e à lógica da libertação e movimentos de solidariedade.
A totalidade ea essência da causa palestina foram perdidos em meio a detalhes das manobras políticas e os pontos de multa do processo de liquidação que predominam as notícias. Este é precisamente o problema que a mídia responsável, comprometida com a objetividade deve superar.
O cenário internacional na era Obama tem fervilhava com ações políticas visando mais a pontapé inicial do processo de paz do que alcançar uma paz justa. Concedido, bem podemos ver uma conferência de paz no prazo de três meses, de acordo com alguns funcionários árabes, que vai trazer de volta as glórias “de Camp David II, embora sem Arafat e com Netanyahu. Mas, então, podemos confiar no segundo turno para as propostas muito que Arafat rejeitou e, mais ainda, pois ele é muito patriota israelense. Também não devemos esperar que a atual administração em Washington, para afastar as regras estabelecidas por seus antecessores para o processo de paz chamado. A administração Obama pode ser o produto do fracasso das políticas neo-conservadores “, até ela ter de abandonar a exportação da democracia e para reconhecer o fracasso da expedição do Iraque.No entanto, a situação dos estados árabes é tal que não poderiam explorar a fragilidade da administração Bush em política externa.Mesmo se eles eram capazes, os governos do eixo “moderados” não estão interessados em entrar numa briga sobre a Palestina, de modo que eles estão felizes com a chegada de um governo que abandonou a retórica da disseminação da democracia e dos direitos humanos.
Aparentemente, alguns funcionários árabes viram isso como a oportunidade de “pressão” em Washington recuar na sua insistência de que Israel congele a expansão dos assentamentos e se concentrar no novo impulso às negociações para uma solução duradoura, com o argumento falacioso de que a questão da liquidação seria resolvido neste quadro de qualquer forma. Mas mesmo no Iraque, onde a política externa norte-americana é a mais fraca, a ordem oficial árabe não poderia traduzir esta fraqueza, que é o produto das realizações marcados pela resistência árabe, em uma política árabe que seria assegurar que os interesses árabes e seriam as causas no topo da agenda das negociações entre os E.U., Irã e Turquia. Assim, com relação ao que os voos árabe de “imaginação oriental” se referem como E.U. pressões sobre Israel, Washington preso à velha rotina. O negócio da diplomacia Mitchell shuttle pode ser resumido em três pontos: convencer os árabes a tomar iniciativas de boa vontade no sentido de normalizar as relações com Israel; garantir assistência árabe na financiamento da PA, que é financiado principalmente pela Europa, garantindo que os árabes são oficialmente e solidamente contra quem está no poder em Gaza.
Através de tais movimentos, a administração de Obama espera terminar onde Bush e Clinton saiu fora na tentativa de convencer Israel eo mundo árabe para traduzir o estado palestino proposto em um “pacote completo”. O “pacote” aqui é o estabelecimento de um Estado palestino em troca de renunciar aos árabes o direito de retorno dos refugiados palestinos e pede que Israel se retire de todos os territórios ocupados em Junho de 1967, incluindo Jerusalém Oriental. Para os árabes, para concluir este negócio seria não só a abandonar a causa palestina como é entendido historicamente, mas também a linha de base da iniciativa de paz árabe. Israel, por seu lado, tem defendido esta fórmula desde que Sharon. Desde então, concentrou os seus esforços em apertar o estado como proposto em um pequeno pedaço de terra que possível, com tão poucos direitos de soberania que possível. Para esse fim, ele está se aproveitando do abandono por parte da AP e da ordem oficial árabe de todos os instrumentos de gestão de conflitos para além do seu formato para as negociações a fim de impor uma “paz de facto” no chão (onde o normas e condições de vida das pessoas, incluindo os bloqueios de estradas e outros, tornam-se as considerações acima de tudo), e ele está explorando o conceito da solução de dois Estados, a fim de pressionar para o reconhecimento árabe do judaísmo de Israel, o que implicitamente implicar a renúncia do direito de regresso, um reconhecimento retroativo do sionismo, e um reconhecimento retroativo de que Israel tem sido historicamente e moralmente correto e que os árabes foram historicamente e moralmente errado.
Entretanto, a administração E.U. novo atingiu a quantia de exigir a suspensão de assentamentos israelenses. Os árabes, incluindo os palestinos, repetiu o refrão. É útil recordar aqui que, na história da construção de assentamentos, as estações em que a construção foi mais prolíficos foram as estações do ano, quando um congelamento dos assentamentos foi proclamada. Qualquer pessoa familiarizada com Israel e com a maneira que trabalha sabe que o planejamento e construção é uma actividade central do estado, que foi fundada no planejamento e construção. Ela planeja há mais de 20 anos de antecedência. Qualquer congelar os projectos de construção para que isenta os planos tinham sido elaborado antes do congelamento de licenças de construção para continuar por mais 20 anos.  Em todo o caso, o atual governo de Israel não poderia mesmo levar-se a um congelamento formal, porque este governo, ao contrário de seu antecessor, depende de forças políticas que sustentam que a mera declaração de um congelamento, como fraudulentas como poderia ser, é um compromisso moral . Israel, na opinião da ultra-direita, deve proclamar o seu direito legal de expandir seus assentamentos, em vez de o fazer às escondidas. O debate em Israel não tem sido cerca de um congelamento (já que nunca houve ou seria um efeito), mas sobre se deve ou não declarar um congelamento. Para a mídia árabe a jogar junto com o presente e, por sua vez manter o público árabe centrou-se sobre os pormenores do tema congelamento dos assentamentos é verdadeiramente lamentável e desastroso, pois obscurece o fato de que a construção de liquidação é processo todo vapor, especialmente em Jerusalém agora , e que o bloqueio de Gaza continua tão apertado como nunca, e é pouco mais que uma continuação da dezembro / janeiro de guerra por outros meios.
Voltando ao cerne da questão, a implementação do que se choca com as ambições de Israel, que sobre o direito de retorno? Acima de tudo, devemos salientar que o direito de retorno não emanam de uma resolução internacional e que os povos árabes e palestinos comprometeram-se a este direito, mesmo sem uma resolução para lhe dar sanção oficial, embora essa resolução existe. É impossível obter o direito de retorno através de um acordo com Israel. Ela só pode ser realizado através de uma derrota de Israel venceu no contexto da luta árabe-sionista. Portanto, se os árabes desistir da luta, e mesmo a estratégia de luta, então eles estão efetivamente renunciar ao direito de regresso. Mesmo que a Organização de Libertação da Palestina ainda existia como uma organização militante, e mesmo se a PA era uma autoridade que operava de acordo com a lógica da libertação, que não poderiam obter o direito de regresso sobre a mesa de negociação com Israel, pela simples razão de que Israel considera este direito como uma negação de si mesmo. Talvez por essa razão, muitos árabes afastaram-se da retórica de ganhar o direito de retorno através de uma vitória sobre Israel e à retórica da recusa de naturalizar os refugiados palestinos no contexto do processo de negociação. Além disso, como as coisas transpareceu na prática, a rejeição da naturalização mais frequentemente do que não veio a significar “Não à naturalização no país, mas se outros países querem dar-lhes cidadania que é o seu negócio.”
Na verdade, a posição é um racista que, como o sectarismo e facciosismo, voa na cara de filiação a uma única identidade árabe. A rejeição do conceito de naturalização nos países que fizeram a paz com Israel sem incluir o princípio do direito de regresso no acordo de paz, e em países que estão contando com um eventual acordo de paz a fim de recuperar as terras ocupadas por Israel em 1967 e depois, não vai trazer o direito de regresso. Será que esses países pensam que a questão deve ser deixada para o governo de Abbas Fayyad?Certamente não, pois em termos práticos, a PA renunciou ao direito de retorno há muito tempo, e mesmo não se tivesse, não poderia impor-la no contexto das suas relações com Israel. Então deve ser que estes países vêem o direito de regresso como uma questão a ser tomada não entre si, e Israel, mas sim entre os palestinos residentes nesses países e em Israel. O único resultado lógico seria incitamento racista contra os refugiados palestinos nesses países, que seguem bem para a disseminação da mentalidade sectária, estaduais e tribais na cultura política das sociedades árabes e seus regimes no poder.
Como é possível a criação de um Estado palestino é um pacote? Aqui temos claramente entrar no reino árabe-americana de imaginação, independentemente do que a posição israelense é. Na imaginação de Washington, aos ditames do realismo conduzirá os árabes a aceitar uma troca de terras em vez de voltar de Israel para as fronteiras de 1967.Além disso, acredita que “soluções criativas” para os lugares santos vai resolver o problema de Jerusalém, Israel, sem ter de retirar-se do lado árabe da cidade. Quanto à questão dos refugiados, isto resolve-se automaticamente através da existência de um estado, que irá transformar os refugiados palestinos em indivíduos residentes no estrangeiro e tendo passaporte palestino. Embora, de acordo com esta imaginação pragmática, muitos problemas serão deixadas pendentes, o estatuto dos refugiados legais terão sido resolvidos sem a necessidade de o direito de regresso ou naturalização.
Este é o desafio agora. A sordidez que se desdobra em Genebra e em Nova York tem funcionários ávidos para quem os fins justificam os meios como nunca antes. Estes agentes gosto de pensar em si como uma parte integrante da ordem internacional. Eles não são mais do lado de fora, assim como militantes revolucionários. Nem eles ou na periferia, como Arafat durante as Intifadas eo período pós-Oslo. E através de sua filiação simples na ordem internacional, que imaginam, eles vão ter sucesso na sua busca de um estado. Aqui encontramos a fonte do desdém para o que os movimentos de libertação em geral, como o coração da sua missão, como mobilizar o mundo contra os crimes da ocupação estrangeira, na esperança de conter a mão do ocupante a muito menos. Aqui, também, encontramos motivo para abandonar a idéia de conflito com o Estado colonialista. Eles se consideram os pares hipotético de que o estado, o que lhes dá direito a usar os mesmos termos e a mesma linguagem pragmática, e para diminuir apela para a justiça eo respeito pelos direitos humanos, como o fizeram de forma tão flagrante na votação do relatório em Genebra Goldstone .
Eles são financeiramente corrupto, que coordenam com a força de ocupação sobre a segurança, eles montaram uma entidade repressiva governar com uma milícia de vencer a própria noção de “solidariedade” para fora da cabeça das pessoas, e participar de um cruel bloqueio econômico contra um enorme parcela de seus irmãos palestinos. Eles são, na verdade, atuando na natureza e no espírito de uma ordem internacional que se encontra sobre crimes de guerra. Não há nenhum uso, mesmo tentando passar para as pessoas que gosto, porque eles vão te dizer que eles estavam lá e eles se vêem como tendo amadurecido e eles vêem como ingênuo. Eles pertencem a uma geração que teve um movimento de libertação, mas infectados com a sua própria decadência antes que pudesse levar a um estado. Neste provaram inigualável.
* Dr. Azmi Bishara é um político palestino cristão. Um membro do Knesset israelita que representa o partido Balad, de 1996, renunciando ao cargo em abril de 2007, Bishara ainda é o líder desse partido. Autor dos árabes em Israel.

A Autoridade Palestiniana contra a libertação da Palestina e contra a solidariedade internacional

A forma como a Autoridade Palestiniana (AP) se comportou em Genebra foi como o último prego no caixão da solidariedade internacional para com a causa palestiniana, no seu sentido mais usual.
3 de Novembro de 2009

Aqueles que tomaram esta decisão sabiam-no bem. A solidariedade internacional ficou confundida com as questões instigadas pelos Acordos de Oslo, um tratado firmado com a potência que exercia a ocupação antes mesmo de se avistar uma solução. Será que a luta pela libertação estava em progresso quando a ocupação estava ainda no terreno? Ou o processo de Oslo significou que a questão residia agora na capacidade dos “dois lados” chegarem a um acordo? Embora o movimento de solidariedade tenha feito lembrar um pouco a segunda Intifada, o desacordo dos palestinianos e o comportamento da AP em relação à guerra em Gaza lançou o acordo novamente para o meio da confusão. Mesmo assim, por mais fragmentadas e desordenadas que fossem, as organizações e movimentos militantes ou semi-militantes reuniram toda a energia que puderam para apoiar os palestinianos, mesmo divididos, no seguimento do ataque israelense a Gaza. O Relatório Goldstone foi o resultado deste dinamismo. Mas actualmente, após o dia 2 de Outubro em Genebra, quem vai mostrar solidariedade para com os palestinianos, como e por que razão o fariam?

O partido palestiniano que declarou em Genebra a retirada do seu apoio ao Relatório Goldstone agiu não como se os palestinianos precisassem de todo o apoio que pudessem reunir, mas como se fizesse parte da ordem internacional. Estavam junto com os da Casa Branca; por isso, quem precisa da solidariedade do povo quando é convidado do presidente dos EUA? Por outro lado, esse movimento de solidariedade pode, por vezes, ter efeitos negativos. O movimento apoia o povo de Gaza, por exemplo, enquanto as autoridades palestinianas em questão se encontram do outro lado do bloqueio, agindo no sentido de impedir qualquer esforço que possa ser vantajoso aos seus adversários políticos palestinianos. Estas autoridades disseram adeus ao movimento de libertação há já algum tempo. “Adeus, movimento de libertação”, disseram, muito antes de este estar sequer nas previsões. Para quem tem olhos e ouvidos, esta é a dura realidade.Porém, o seu comportamento em Genebra foi um adeus definitivo e inequívoco ao espírito e à lógica da libertação e dos movimentos de solidariedade.

No meio das minudências das manobras políticas e dos rodeios em relação ao processo dos colonatos que dominavam os noticiários, perdeu-se não só o todo, mas também a essência da causa palestiniana. Este é precisamente o problema que os meios de comunicação social, que se pautam pela objectividade, deviam ultrapassar.

A arena internacional da era Obama fervilha em acções políticas mais direccionadas a dar o pontapé de saída no processo de paz do que em chegar a um acordo justo de paz. É provável que venhamos a assistir a uma conferência de paz no prazo de três meses, que trará de volta as “glórias” dos acordos de Camp David II, embora sem Arafat (que se recusou a abrir mão de Jerusalém), mas com Netanyahu. Mas nesse caso, poderemos confiar no segundo para recusar as mesmas propostas que Arafat rejeitou e, porque é um israelense extremamente patriótico, podemos até esperar mais do que isso. Também não devemos esperar que a administração actual em Washington se afaste das regras estabelecidas pelos seus antecessores para o suposto processo de paz. A administração Obama poderá ser o resultado do fracasso das políticas neoconservadoras, até ao ponto de se ver forçada a abandonar a exportação da democracia e reconhecer o fracasso da aventura no Iraque. Contudo, a situação dos estados árabes é tal que estes não podem tirar partido das fraquezas desta administração na área da política externa. Mesmo que fossem capazes, os governos do “eixo moderado” não estão interessados em entrar numa disputa por causa da Palestina, pois andam deliciados com a chegada de uma administração que abandonou a retórica da disseminação da democracia e dos direitos humanos.

Aparentemente, algumas autoridades árabes viram aqui uma oportunidade de “pressionar” Washington no sentido de não insistirem para que Israel pare a expansão dos colonatos e se concentre, pelo contrário, em reabrir as negociações para uma solução duradoura, com o pretexto de que a questão dos colonatos se resolveria, em todo o caso, nesta conjuntura. Mas mesmo no Iraque, onde a política externa dos EUA mais fraqueja, a ordem árabe instituída não conseguiu transformar esta debilidade (que é o produto dos empreendimentos alcançados pela resistência árabe) numa política que assegurasse a prioridade dos seus interesses e causas na agenda negocial entre os EUA, o Irão e a Turquia. Por isso, no que diz respeito à pressão norte-americana sobre Israel, Washington está aprisionada aos velhos hábitos. O cerne da mediação diplomática de George Mitchell, enviado norte-americano ao Médio Oriente, pode resumir-se em três pontos: convencer os árabes a adoptar iniciativas benevolentes na normalização das relações com Israel, assegurar a ajuda árabe no financiamento da AP, que é principalmente apoiada pela Europa; e garantir que os árabes estejam oficial e solidamente contra os que governam em Gaza.

Apesar de todas estas movimentações, a administração Obama espera terminar aquilo que as administrações de Clinton e Bush não conseguiram, na tentativa de convencer Israel e o mundo árabe a transformar o estado palestiniano proposto num “pacote negocial” completo. O “pacote”, neste caso, é a fundação de um estado palestiniano em troca da renúncia dos árabes, primeiro, ao direito de regresso dos refugiados palestinianos e, segundo, da abdicação do desejo de que Israel abandone todos os territórios que ocupou desde Junho de 1967, incluindo Jerusalém Oriental. Para os árabes, a conclusão deste acordo significaria não só abandonar a causa palestiniana tal qual a entendemos historicamente, mas também abandonar o ponto de partida das suas iniciativas de paz. Israel, por seu lado, tem abraçado esta causa desde Sharon. Tem concentrado esforços em reduzir o estado proposto à mais pequena faixa de território possível e com o mínimo de direitos de soberania. Para que tal aconteça, Israel está a tirar vantagem da renúncia por parte da AP e da ordem árabe oficial a todos os instrumentos de gestão de conflitos, para além do seu formato de negociações para impor uma paz ” de facto ” no terreno (onde o nível e condições de vida do povo, incluindo bloqueios nas estradas e coisas do género, são as prioridades), e está a tirar igualmente partido da ideia dos dois estados para forçar os árabes a reconhecer a natureza judaica de Israel, o que implicitamente envolve a renúncia ao direito de regressar, a aceitação retroactiva do sionismo e também do facto de que Israel tem estado histórica e moralmente certo, enquanto os árabes têm estado histórica e moralmente errados.

Entretanto, a nova administração norte-americana começou a exigir uma paragem na expansão dos colonatos israelenses. Os árabes, incluindo os palestinianos, reiteraram a exigência. Aqui seria talvez útil recordar que na história da construção dos colonatos, as épocas em que esta foi mais rápida foram aquelas em que foi anunciado publicamente uma paragem na construção. Qualquer pessoa que conheça Israel e a forma como opera, sabe que a planificação e a construção são uma actividade central deste estado, que foi fundado com base em planos e construções. Israel planeia com um avanço de 20 anos. Qualquer paragem que dispense projectos de construção, para os quais já existiam planos, dá azo a que a construção continue por mais 20 anos.

Seja como for, o actual governo israelense nem sequer teria coragem de parar oficialmente porque este governo, ao contrário do seu antecessor, confia nas forças políticas que afirmam que a mera proclamação de uma paragem, por mais fraudulenta que seja, é um compromisso moral. Israel, na opinião dos extremistas de direita, tem de declarar oficialmente a sua legitimidade em expandir os colonatos, em vez de o fazer de forma dissimulada. Em Israel, o debate não se tem centrado na paragem (uma vez que realmente nunca houve uma), mas sobre se o estado deve ou não proclamá-la. Mas é de lamentar que os meios de comunicação social árabes entrem no jogo e, consequentemente, mantenham os árabes concentrados nas particularidades deste debate, pois isto oculta o facto de que a construção prossegue actualmente a todo o gás, especialmente em Jerusalém, e que o bloqueio a Gaza continua tão apertado quanto antes, sendo apenas uma ligeira variação da guerra de Dezembro/Janeiro.

Regressemos à questão fundamental, cuja implementação colide com as ambições de Israel: e então, o que é feito do direito a regressar? Acima de tudo, convém realçar que esse direito não emana de uma resolução internacional e que o povo palestiniano e árabe não abdicam deste direito, mesmo sem uma resolução que lhes dê aprovação oficial, se bem que, na verdade, essa resolução exista. É impossível recuperar o direito a regressar através de um acordo com Israel. Isso só poderá acontecer pela derrota de Israel no contexto do conflito entre árabes e sionistas. Por isso, se os árabes desistirem do conflito ou da estratégia de luta, então, estarão efectivamente a renunciar ao direito de regressar. Mesmo que a Organização para a Libertação da Palestina existisse enquanto organização militante, e mesmo que a AP fosse uma autoridade que operasse em conformidade com a lógica de libertação, os árabes não conseguiriam recuperar o direito a regressar na mesa de negociações com Israel, pelo simples facto de que Israel considera este direito como uma negação do seu próprio estado. Talvez por isso, muitos árabes se tenham afastado da retórica de recuperar este direito pela vitória sobre Israel e da retórica da recusa em naturalizar os refugiados palestinianos no contexto do processo de negociação. Para além disso, como se viu na prática, a rejeição da naturalização significou, na maioria dos casos, um “não à naturalização neste país, embora se outros países lhes quiserem dar direito de cidadania, é lá com eles”.

De facto, esta posição é racista e, tal como o sectarismo e faccionismo, inserir-se na filiação numa única identidade árabe. A rejeição do conceito de naturalização em países que mantêm relações de paz com Israel e cujos acordos não incluem o princípio do direito a regressar, e nos países que contam com um eventual acordo de paz para recuperarem os territórios que Israel ocupou em 1967 e nos anos seguintes, não acarreta o direito de regresso. Será que estes países consideram que o assunto deve ser deixado para o governo de Abbas-Fayyad? Certamente que não, pois na prática a AP renunciou há muito tempo ao direito de regresso e mesmo que não o tivesse feito, não poderia impor esse direito no contexto da sua relação com Israel. Então, todos estes países encaram o direito de regresso como um assunto a ser abordado não entre eles e Israel, mas sim entre os palestinianos residentes nestes países e Israel. O único resultado lógico seria incentivar o racismo contra os refugiados palestinianos nestes países, o que estaria em conformidade com a disseminação de mentalidades sectárias, provincianas e tribais na cultura política das sociedades árabes e dos seus regimes vigentes.

Como é que a criação de um estado palestiniano poderá ser um pacote negocial? Chegados a este ponto, temos de entrar no reino da imaginação árabe e norte-americana, independentemente da posição israelense. Na imaginação de Washington, os ditames do realismo levarão os árabes a aceitar uma troca de território em vez de ser Israel a voltar às suas fronteiras de 1967. Acreditam ainda que “soluções criativas” para os locais sagrados resolverão o problema de Jerusalém sem que Israel tenha de se retirar da zona árabe da cidade. No que diz respeito à questão dos refugiados, esta resolver-se-á automaticamente por si só pela mera existência de um estado, que transformará os refugiados em cidadãos palestinianos residentes no estrangeiro com passaporte palestiniano. Segundo esta imaginação pragmática, embora muitos problemas fiquem pendentes, o estatuto legal dos refugiados resolver-se-á sem necessidade de regresso ou naturalização.

Este é actualmente o desafio. A indignidade que se desvenda em Genebra e Nova Iorque possui servos ávidos para os quais, mais do que nunca, os fins justificam os meios. Estes servos acreditam ser uma parte integrante da ordem internacional. Já não estão do lado de fora, como militantes revolucionários. Nem estão nas margens, como Arafat durante as Intifadas e no período após Oslo. E apesar da sua mera filiação na ordem internacional, eles imaginam que irão ter sucesso na sua busca por um estado. Encontramos aqui a fonte do desprezo por aquilo que os movimentos de libertação geralmente consideram como o centro da sua missão, ou seja, mobilizar o mundo contra os crimes da ocupação estrangeira na esperança de pelo menos refrear a mão do país que exerce a ocupação. Encontramos também um motivo para abandonar a própria ideia de conflito com a nação colonialista. Eles vêem-se a si próprios como pares hipotéticos desse estado, o que lhes dá o direito de usar os mesmos termos e a mesma linguagem pragmática, e de diminuir os apelos de justiça e respeito pelos direitos humanos, como fizeram escandalosamente quando votaram o Relatório Goldstone em Genebra.

Estão financeiramente corrompidos, colaboram em questões de segurança com a potência invasora, estabelecem uma entidade de governo repressivo com uma milícia para arrancar a própria noção de “solidariedade” da mente das pessoas e tomam parte num bloqueio económico cruel contra um grande número de concidadãos palestinianos. Estão, de facto, a agir de acordo com a natureza e espírito de uma ordem internacional que mente sobre crimes de guerra. Não vale sequer a pena tentarmos explicar as nossas razões a pessoas assim porque elas dir-nos-ão que estavam lá, que amadureceram e nós somos ingénuos. Pertencem a uma geração que teve um movimento de libertação, mas infectaram-no com a sua própria decadência antes que o movimento pudesse resultar num estado. Neste aspecto, deram provas de que não têm rivais.

Azmi Bishara
Al-Ahram Weekly, No. 968, 15-21/Outubro/2009