Ex-embaixador do Reino Unido na Síria acusa o Ministério das Relações Exteriores de mentir sobre a guerra civil do país

  1. Ex-embaixador do Reino Unido na Síria acusa o Ministério das Relações Exteriores de mentir sobre a guerra civil do país

Peter Ford disse que o departamento liderado por Boris Johnson julgou a Síria errado ‘a cada passo do caminho’

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O secretário do Exterior Boris Johnson Reuters

O embaixador ex-britânico a Síria acusou o Ministério das Relações Exteriores de mentir sobre a guerra civil do país e disse que a política britânica não tem “piorou a situação”.

Peter Ford disse que o departamento Whitehall liderado por Boris Johnson e Philip Hammond antes dele havia “chegado a Síria errado a cada passo do caminho”, e agora estava falsamente Bashar Assad não podia controlar o país quando ele está “no bom caminho para fazê-lo “.

Ele vem depois que o exército sírio informou que tinha tomado o controle total de Aleppo após semanas de bombardeios e combates pesados ​​dentro e ao redor da cidade.

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Exército sírio diz que retomou Aleppo

Ford, que foi embaixador da Grã-Bretanha na Síria de 1999 a 2003, afirmou que o Reino Unido tinha interpretado mal e deturpou a situação no país desde o início do conflito.

Ele disse: “O Ministério dos Negócios Estrangeiros britânico, ao qual eu pertencia, lamento dizer que a Síria ficou errada a cada passo do caminho.

“Eles nos disseram no começo que a morte de Assad era iminente.Eles nos disseram que ele teria ido embora no Natal.Eles não disseram que o Natal, então eles ainda poderiam ser provado correto.

“Mas então eles nos disseram que a oposição era dominada por esses chamados moderados, o que não foi o caso e agora eles estão nos dizendo outra grande mentira – que Assad não pode controlar o resto do país. Tem notícias para eles – ele está bem a caminho de fazê-lo. “

Ford disse que, quando o conflito começou, o Reino Unido deveria ter “posto tudo, incluindo as nossas próprias forças no campo de batalha, ou se a nosso juízo – como seria o meu julgamento – não era realista, abster-se de encorajar a oposição Para montar uma campanha condenada. “

Ele afirmou que a dura conversa do Reino Unido por um lado, seguida de pouca ação para apoiar os rebeldes na Síria, por outro, tinha precedido uma rebelião que “só levou a centenas de milhares de civis sendo mutilados e mortos”.

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Entrevista com mãe síria de crianças mortas

“Fizemos a situação piorar.”

Ele acrescentou: “Era eminentemente previsível para qualquer um que não estivesse embriagado de desejos.”

Em uma declaração ontem à noite, o exército sírio disse que “devolveu a segurança a Aleppo” e o chamou de “golpe de esmagamento” para os rebeldes.

O Comitê Internacional da Cruz Vermelha confirmou que “todos os civis que desejavam ser evacuados foram, assim como os feridos e combatentes”.

Sr. Johnson disse depois de uma reunião em Paris no início deste mês que não poderia haver solução militar para a guerra na Síria, enquanto o Reino Unido tem assumido a linha que Assad não pode ser uma parte do futuro da Síria.

Um porta-voz do Ministério das Relações Exteriores disse: “O Reino Unido continua a acreditar em um acordo político liderado pela Síria.Uma solução política e transição de Assad é a única maneira de acabar com o sofrimento do povo sírio.O regime de Assad tem o sangue de centenas de Milhares de pessoas em suas mãos.Não há nenhuma maneira que pode unir e trazer estabilidade à Síria.

“O Reino Unido prometeu mais de £ 2.3bn para apoiar aqueles afetados pelo conflito sírio e procurou reduzir o sofrimento com cada alavanca diplomática ao nosso comando.”

Entrevista a Ralph Schoenman, autor de “A História Secreta do Sionismo”. 12/11/2010

Entrevista a Ralph Schoenman, autor de “A História Secreta do Sionismo”.

12/11/2010

 

Ralph Schoenman

Ralph Schoenman

 

judeu norte-americano Ralph Schoenman(1) (Nova York, 1935), um conhecido analista político, antigo secretário pessoal de Bertrand Russell e implacável crítico da ideologia expansionista do seu país, é o autor de, entre outras obras, “The Hidden History of Zionism”, Veritas Press, Santa Barbara, Califórnia, 1988..

Essa obra apresenta-nos um relato detalhado e documentado da verdadeira história da ocupação da Palestina e do papel que jogou o sionismo. O autor pede o fim de toda a ajuda ao Estado de Israel e acusa “a liderança sionista de colaborar com os piores perseguidores dos judeus durante o século XIX e o século XX, incluindo os nazis“. O livro de Schoenman analisa as origens do movimento sionista, e denuncia seus crimes contra os palestinos e contra os próprios judeus; existe um capítulo exclusivamente dedicado à análise da colaboração entre o movimento sionista e a Alemanha Nazi, e à cumplicidade sionista no Holocausto.

A seguir se transcreve a entrevista que lhe realizou Stylianos Tsirakis (ST) (2), para a revista Teoria & Debate (Fundação Perseu Abramo, Brasil), nº 5 – Janeiro/Fevereiro/Março de 1989:

 

 

capa de história oculta do sionismo

Capa da edição em castelhano

 

Stylianos Tsirakis (ST) – Em “ The Hidden History of Zionism” (A História Oculta do Sionismo), você descreve quatro mitos sobre a história do sionismo. Gostaríamos que explicasse um pouco seu livro.

Ralph Schoenman (RS) – O meu trabalho na Fundação Bertrand Russell foi importante por me ter dado a possibilidade de documentar factos sobre a formação do Estado sionista de Israel. Em cursos e palestras que proferi em mais de uma centena de universidades americanas e europeias, pude constatar que as pessoas não sabiam, não tinham conhecimento da história do movimento sionista, dos seus objectivos e de outros factos. Nessas ocasiões deparei com concepções equivocadas sobre a natureza do Estado de Israel e foi isso que impulsionou o meu trabalho de escrever o livro, The Hidden History of Zionism, no qual abordo o que chamo de os quatro mitos que têm moldado a consciência nos Estados Unidos e na Europa sobre o sionismo e o Estado de Israel.

ST – Quais são esses quatro mitos?

RS – O primeiro mito é o da “terra sem povo para um povo sem terra”. Os primeiros teóricos sionistas, como Theodor Herzl e outros, apresentaram ao mundo a Palestina como uma terra vazia, visitada ocasionalmente por beduínos nómadas; simplesmente, uma terra vazia, esperando para ser tomada, ocupada. E os judeus eram um povo sem terra, que se originaram historicamente na Palestina; portanto, os judeus deveriam ocupar essa terra. Desde o começo, os primeiros núcleos de colonos, promovidos pelo movimento sionista, foram caracterizados pela remoção, pela expulsão armada da população palestina nativa do local onde essa população vivia e trabalhava.

ST – Quais os outros três mitos?

RS – O segundo mito que o livro pretende discutir é o mito da democracia israelíta. A propaganda sionista, desde o início da formação do Estado de Israel, tem insistido em caracterizar Israel como um Estado democrático ao estilo ocidental, cercado por países árabes feudais, atrasados e autoritários. Apresentam então Israel como um bastião dos direitos democráticos no Oriente Médio. Nada poderia estar mais longe da verdade.

Entre a divisão da Palestina e a formação do Estado de Israel, num período de seis meses, brigadas armadas israelitas ocuparam 75% da terra palestina e expulsaram mais de 800 mil palestinos, de um total de 950 mil. Eles os expulsaram através de sucessivos massacres. Várias cidades foram arrasadas, forçando assim a população palestina a refugiar-se nos países vizinhos, em campos de concentração e de refugiados. Naquele tempo, no período da formação do Estado de Israel, havia 475 cidades e vilas palestinas, que caíram sob o controle israelita. Dessas 475 cidades e vilas, 385 foram simplesmente arrasadas, deixadas em escombros, no chão, apagadas do mapa. Nas 90 cidades e vilas remanescentes, os judeus confiscaram toda a terra, sem qualquer tipo de indemnizarão. Hoje, o Estado de Israel e seus organismos governamentais, tais como o da Organização da Terra, controlam cerca de 95% da terra palestina.

De acordo com a legislação existente em Israel, é necessário provar, por critérios religiosos ortodoxos judeus, a ascendência judaica por linhagem materna até a quarta geração, para poder possuir terra, trabalhar na terra ou mesmo sublocar terra. Como eu digo sempre, nas palestras em que apresento meus pontos de vista, em qualquer país do mundo (seja Brasil, EUA, onde for), se fosse necessário preencher requisitos parecidos com esses, ninguém duvidaria do carácter racista de tal Estado; seria notória a existência de um regime fascista.

A Suprema Corte em Israel tem ratificado que Israel é o Estado do povo judeu e que, para participar da vida política israelita, organizar um partido político, por exemplo, ou ter uma organização política, ou mesmo um clube público, é necessário afirmar que se aceita o carácter exclusivamente judeu do Estado de Israel. É um Estado colonial racista, no qual os direitos são limitados à população colonizadora, na base de critérios raciais.capa história oculta do sionismo

O terceiro mito do qual falo em meu livro é aquele criado para justificativa da política de Israel, que se diz baseada em critérios de segurança nacional. A verdade é que Israel é a quarta potência militar do mundo. Desde 1948, os EUA deram a Israel US$ 92 bilhões em ajuda directa. A magnitude dessa soma pode ser avaliada quando observamos que a população israelita variou entre 2 a 3 milhões nesse período. Se o governo americano dá algum dinheiro para países como Taiwan, Brasil, Argentina, e a aplicação desse dinheiro tiver alguma relação com fins militares, a condição é que as compras desse material têm que ser feitas aos EUA. Mas há uma excepção: as compras de material bélico podem ser feitas também de Israel. Israel é tratado pelos EUA como parte de seu território, em todos os assuntos comerciais.

O que motivaria uma potência imperialista a subsidiar tanto um Estado colonial? A verdade é que Israel não pode mesmo existir sem a ajuda americana, sem os US$ 10 bilhões anuais. Israel é, portanto, a extensão do imperialismo na região do Oriente Médio. Israel é o instrumento através do qual a revolução árabe é mantida sob controlo. É, portanto, o instrumento através do qual as ricas reservas do Oriente Médio são mantidas sob o controle do imperialismo americano. É também um meio através do qual os regimes sanguinários dos países árabes são mantidos no governo, graças ao clima de tensão gerado por uma possível invasão israelita.

O quarto mito a que me refiro no livro, que tem influenciado a opinião pública mundial, refere-se à origem do sionismo, à origem do Estado de Israel. O sionismo tem sido apresentado como o legado moral do holocausto, das vítimas do holocausto. O movimento sionista tem como que se “alimentado” da mortandade colectiva dos 6 milhões de vítimas da exterminação nazi na Europa. Esta é uma terrível e selvagem ironia. A verdade é bem o oposto disso. A liderança sionista colaborou com os piores perseguidores dos judeus durante o século XIX e o século XX, incluindo os nazis.

Quando alguém tenta explicar isso para as pessoas, elas geralmente ficam chocadas, e perguntam: o que poderia motivar tal colaboração? Os judeus foram perseguidos e oprimidos por séculos na Europa e, como todo povo oprimido, foram empurrados, impelidos a desafiar o establishment, o status quo. Os judeus eram críticos, eram dissidentes. Eles foram impelidos a questionar a ordem que os perseguia. Então, o melhor das mentes da inteligência judia foi impelido para movimentos que lutavam por mudanças sociais, ameaçando os governos estabelecidos. Os sionistas exploraram esse fato a ponto de dizer para vários governos reaccionários que o movimento sionista iria ajudá-los a remover esses judeus de seus países. O movimento sionista fez o mesmo apelo ao Kaiser na Alemanha, obtendo dele dinheiro e armas. Eles se reivindicavam como a melhor garantia dos interesses imperialistas no Oriente Médio, inclusive para os fascistas e os nazis.

The Hidden History of Zionism coverST – Como se deu essa colaboração dos sionistas com os nazis?

RS – Em 1941, o partido político de Itzhak Shamir (conhecido hoje como Likud) concluiu um pacto militar com o 3º Reich alemão. O acordo consistia em lutar ao lado dos nazis e fundar um Estado autoritário colonial, sob a direcção do 3º Reich. Outro aspecto da colaboração entre os sionistas e governos e Estados perseguidores dos judeus é o fato de o movimento sionista ter lutado activamente para mudar as leis de imigração nos EUA, na Inglaterra e em outros países, tornando mais difícil a emigração de judeus perseguidos na Europa para esses países. Os sionistas sabiam que, podendo, os judeus perseguidos na Europa tentariam emigrar para os EUA, para a Grã-bretanha, para o Canadá. Eles não eram sionistas, não tinham interesse em emigrar para uma terra remota como a Palestina. Em 1944, o movimento sionista refez um novo acordo com Adolf Eichmann. David Ben Gurion, do movimento sionista, mandou um enviado, de nome Rudolph Kastner, para se encontrar com Eichmann na Hungria e concluir um acordo pelo qual os sionistas concordaram em manter silêncio sobre os planos de exterminação de 800 mil judeus húngaros e mesmo evitar resistências, em troca de ter 600 líderes sionistas libertados do controle nazi e enviados para a Palestina. Portanto, o mito de que o sionismo e o Estado de Israel são o legado moral do holocausto tem um particular aspecto irónico, porque o que o movimento sionista fez quando os judeus na Europa tinham a sua existência ameaçada foi fazer acordos, e colaborar com o nacional-socialismo.

(1) Ralph Schoenman foi director executivo da Fundação pela Paz Bertrand Russel, cargo mediante o qual conduziu negociações com inúmeros chefes de Estado.  Devido ao seu incansável labor, assegurou a libertação de prisioneiros políticos em muitos países e fundou o Tribunal Internacional dos Crimes de Guerra dos Estados Unidos na Indochina, organização da qual foi secretário-geral. Velho militante, fundou o Comité dos 100, que organizou a desobediência civil massiva contra as armas nucleares e as bases norte-americanas na Grã-Bretanha. Foi também fundador e director da Campanha de Solidariedade ao Vietname e director do Comité “Quem Matou Kennedy?”.  Líder do Comité pela Liberdade Artística e Intelectual no Irão e co-director do Comité em Defesa dos Povos Palestino e Libanês e do Movimento de Solidariedade de Trabalhadores e Artistas Americanos. Actualmente é director executivo da Campanha Palestina, que clama pelo fim de toda ajuda a Israel e por uma Palestina livre.

(2) Escritor e jornalista brasileiro, de origem grega.

Ler edição inglesa do livro (html).

Ler tradução ao castelhano (PDF)

Os mitos sobre o conflito entre Israel e Palestina

Os mitos sobre o conflito entre Israel e Palestina

SEX, 01/08/2014 – 08:47
ATUALIZADO EM 01/08/2014 – 12:21
Enviado por Antonio Ateu
Do Pravda
Jeremy R. Hammond, analista político independente que foi galardoado com o prêmio Projeto Censurado ao melhor jornalismo investigativo, explica um por um os mitos sionistas que ouvimos todos os dias na propaganda israelense.
Tradução do espanhol: Natália Forcat

Mito 1: Judeus e árabes sempre estiveram em conflito na região

Embora os árabes eram a maioria antes da criação do estado de Israel na Palestina, houve sempre judeus na região. Os palestinos judeus, em maior parte, conviviam bem com seus vizinhos árabes. Isso começou a mudar com o surgimento do movimento sionista, porque os sionistas rejeitaran o direito dos palestinos à autodeterminação e queriam que a Palestina fosse deles para criar um “Estado judeu”, em uma região onde os árabes eram maioria e possuíam a maior parte das terras.

Por exemplo, depois de uma série de conflitos em Yafa (Jaffa) em 1921, nos quais morreram 47 judeus e 48 árabes, os ocupantes britânicos realizaram uma investigação e concluiram que “não há nenhum antissemitismo no país, seja  racial ou religioso”. De fato, os ataques contra as comunidades judaicas foram o resultado do medo dos árabes do declarado objetivo sionista de apreensão de território. Quando a violência irrompeu de novo em 1929, o relatório da Comissão Shaw, britânica, observou que “em menos de dez anos, os árabes realizaram três ataques graves contra os judeus. Nos 80 anos anteriores a esses ataques, não houve nenhum caso registrado de incidentes semelhantes”. Representantes de todas as partes do conflito emergente testemunharam perante a comissão que, antes da Primeira Guerra Mundial, “judeus e árabes viviam juntos, se não de forma amigável, pelo menos com tolerância, uma qualidade que é quase desconhecida na Palestina atual.” O problema é que “o povo árabe da Palestina está unido, agora, em sua demanda por um governo representativo”, mas os sionistas e seus benfeitores britânicos negam a eles esse direito.

O relatório britânico Hope-Simpson de 1930 relatou, da forma semelhante, que os moradores das comunidades judaicas não-sionistas na Palestina tinha relações amistosas com seus vizinhos árabes. “É muito comum ver um árabe sentado na varanda de uma casa judaica”, disse o relatório. “A situação é completamente diferente nas colônias sionistas.”

Mito 2: As Nações Unidas criaram o Estado de Israel

A Organização das Nações Unidas foi envolvida quando o Mandato Britânico tentou lavar suas mãos da volátil situação que suas políticas ajudaram a criar e buscou se livrar do problema Palestina. Para isso, eles pediram que as Nações Unidas assumissem o problema.

Desta forma foi criada a Comissão Especial da ONU sobre a Palestina (UNSCOP) com a missão de analisar a questão e fornecer recomendações para resolver o conflito. A UNSCOP não tinha nenhum representante de qualquer país árabe e, ao final, publicou um relatório onde rejeitava explicitamente o direito dos palestinos à autodeterminação. Ao rejeitar a solução democrática do conflito, a UNSCOP propus que a Palestina fosse dividida em dois estados, um árabe e um judeu.

A Assembleia Geral da ONU apoiou a UNSCOP na Resolução 181. Muitas vezes se afirma que esta resolução “divididiu” a Palestina, o que forneceu um argumento legal aos líderes sionistas para a posterior declaração da criação do Estado de Israel, ou alguma variante destas reivindicações. Todas essas alegações são falsas!

A Resolução 181 apenas aprovou o relatório e as conclusões da UNSCOP enquanto recomendações. Não é preciso dizer que para que a Palestina fosse oficialmente dividida, esta recomendação deveria ter sido aceita por judeus e árabes, algo que não aconteceu.

Além disso, as resoluções da Assembléia Geral não são considerados juridicamente vinculativas (apenas as resoluções do Conselho de Segurança são). E, aliás, a ONU não tinha autoridade para tomar o território de um povo e entregar a outro, e qualquer resolução que estabelecesse essa divisão teria sido nula em qualquer caso.

Mito 3: Os árabes perderam uma oportunidade de ter seu próprio Estado em 1947

A recomendação da ONU de dividir a Palestina foi rejeitada pelos árabes. Hoje, muitos comentaristas dizem que essa rejeição foi uma “oportunidade” perdida pelos árabes de ter seu próprio estado. Mas, considerar aquilo como uma “oportunidade” para os árabes é evidentemente ridículo. O plano de partilha não foi de modo algum uma “oportunidade” para os árabes.

Em primeiro lugar, como já comentamos, os árabes eram a maioria na Palestina na época, enquanto os judeus constituíam cerca de um terço da população, e isso graças à imigração em massa da Europa (em 1922, o censo britânico mostrava que os judeus representavam apenas 11 % da população).

Além disso, as estatísticas de propriedade das terras de 1945 mostraram que os árabes possuíam mais terras do que os judeus em cada um dos distritos da Palestina, incluindo Jaffa, onde os árabes possuía 47 por cento da terra e judeus apenas 39 por cento (Yafa se gabava de ser o distrito com o maior percentual de terras pertencentes a judeus). Em outros distritos, os árabes possuiam uma parcela ainda maior da terra. O caso mais extremo era o de Ramallah, onde os árabes possuía 99 % da terra. Em toda a Palestina, os árabes possuíam 85 % da terra, enquanto os judeus eram proprietários apenas de um 7 %, uma situação que permaneceu inalterada até a criação do Estado de Israel.

Apesar destes fatos, a recomendação da partilha da ONU propôs a entrega de mais da metade do território palestino para os sionistas para a criação do seu “Estado judeu”. Não era razoável esperar que os árabes aceptassem tamanha proposta injusta.

Alguns comentaristas políticos dizem hoje que a recusa dos árabes em aceitar que parte do seu território lhes fosse tirado, em base à negação explícita do direito de auto-determinação, representou uma “oportunidade perdida”. Este julgamento demonstra uma ignorância espantosa das raízes do conflito ou falta de vontade de examinar honestamente a história.

Também é bom lembrar que o plano de partilha foi rejeitado por muitos líderes sionistas. Entre os que apoiaram a ideia, como foi o caso de David Ben-Gurion, o seu raciocínio era que se tratava de uma medida pragmática em direção ao seu objetivo, que era conquistar toda a Palestina para o “Estado judeu”, o que poderia, eventualmente, ser alcançado, pela força das armas.

Quando pela primeira vez levantou a idéia de partição, Ben-Gurion escreveu que “depois que nos tornemos uma força poderosa, como resultado da criação do estado, vamos abolir partição e nos expandir para toda a Palestina”. O Estado judeu “terá de preservar a ordem” (se os árabes não se submetem) “com metralhadoras, se necessário.”

Mito 4: “Direito à existência” de Israel

O fato de que este termo é usado somente em relação a Israel é instrutivo quanto à sua legitimidade, como é uma exigência que se dirige aos palestinos, que são os que devem reconhecer o “direito à existência” de Israel, enquanto ninguém exige que Israel reconheça o “direito à existência” de um Estado palestino.

As nações não têm direitos. As pessoas têm. O marco adequado para o debate é o direito dos povos à autodeterminação. A partir deste ponto de vista, é evidente que não são os árabes que têm negado esse direito judeus, mas os judeus que negaram esse direito aos árabes. A terminologia israelense sobre “direito de existir” é constantemente empregada para esconder esse fato.

Como já dissemos, Israel não foi criada pela ONU, senão que foi fundada em 14 de maio de 1948, quando os sionistas unilateralmente e sem autoridade legal, declararam a existência de Israel, sem especificar as fronteiras do novo Estado. Em um instante, os sionistas declararam que os árabes já não eram os donos da sua própria terra; agora pertencia aos judeus. Em outro instante, os sionistas declararam que a maioria árabe da Palestina era agora cidadãos de segunda classe no novo “Estado judeu”.

Não é necessário dizer que os árabes não aceitaram passivamente esses fatos no terreno. Os países árabes vizinhos declararam guerra ao regime sionista, com o objetivo de evitar esta injustiça tão grave contra a maioria dos habitantes da Palestina.

Deve-se ressaltar que os sionistas não tinham direito a maior parte das terras declaradas como parte de Israel. Esse direito era dos árabes. Portanto, esta guerra não foi, como se costuma dizer, um ato de agressão por parte dos Estados árabes contra Israel. Na verdade, os árabes interviram na defesa dos direitos da população árabe da Palestina, para impedir que os sionistas se apoderassem ilegal e injustamente das terras e privassem dos seus direitos à população árabe. O ato de agressão foi a declaração unilateral da criação de Israel pelos líderes sionistas e a violência exercida para impor esse objetivo, tanto antes como depois da declaração.

Durante a guerra que se seguiu, Israel implementou uma política de limpeza étnica. Cerca de 700 mil palestinos árabes foram expulsos ou fugiram de suas casas por medo de massacres, como o que tinha acontecido na aldeia de Deir Yassin, pouco antes da fundação do Estado de Israel. A estes palestinos não lhes foi permitido retornar aos seus lares e terras, apesar de seu “direito de retorno” ser reconhecido e codificada no direito internacional.

Os palestinos jamais aceitarão exigência de Israel e seu principal benfeitor, os Estados Unidos, de que reconheçam o “direito à existência” de Israel. Se o fizessem, isso significaria que Israel teria “direito” de roubar terras árabes, enquanto os palestinos não teriam nenhum direito a elas. Isso significaria, efetivamente, que Israel tinha o “direito” a realizar a limpeza étnica da Palestina, enquanto os árabes não tinham o direito à vida, à liberdade e à busca da felicidade em suas próprias casas e em suas terras.

O uso constante do termo “direito de existir” tem um propósito: esconder a realidade de que são os judeus que negaram aos árabes o seu direito à autodeterminação, e não vice-versa, e tentar legitimar os crimes israelenses contra os palestinos, tanto os do passado como os do presente.

Mito 5:  Os países árabes ameaçaram Israel com a aniquilação, em 1967 e 1973

A verdade é que foi Israel quem disparou o primeiro tiro na Guerra dos Seis Dias. Nas primeiras horas da manhã do 5 de junho de 1967, Israel lançou seus soldados para um ataque surpresa contra o Egito (na época, República Árabe Unida) e dizimou a força aérea egípcia, enquanto a maioria de seus aviões ainda estavam no chão.

É quase obrigatório que os comentaristas descrevam esse ataque como “preventivo”. Mas para que tivesse sido “preventivo”, deveria ter havido, por definição, uma ameaça iminente de agressão egípcia contra Israel. Mas não havia.

É comum afirmar que a retórica belicosa do presidente Nasser, o bloqueio do Estreito de Tiran, o movimento de tropas na Península do Sinai e a expulsão das forças de paz da ONU em seu lado da fronteira, constituíam em seu conjunto, esta ameaça iminente.

No entanto, os serviços de inteligência de os EUA e Israel avaliaram, naquele momento, que a probabilidade de que Nasser atacasse era realmente baixa. A CIA considerou que Israel tinha esmagadora superioridade militar e que, em caso de guerra, derrotaria as forças árabes no espaço de duas semanas; e, em uma semana, se Israel atacasse primeiro, que é o que realmente aconteceu.

Há que ter em mente que o Egito tinha sido vítima de uma agressão por parte de britânicos, franceses e israelenses na “Crise do Canal de Suez” em 1956, depois que o Egito nacionalizou o Canal de Suez. As três nações agressoras conspiraram para fazer a guerra contra o Egito que levou à ocupação israelense da Península do Sinai. Sob pressão dos EUA, Israel retirou-se do Sinai em 1957, mas o Egito não tinha esquecido da agressão.

Além disso, o Egito tinha formado uma aliança com a Síria e a Jordânia, um compromisso mútuo para ajudar uns aos outros em caso de guerra com Israel. Jordânia tinha criticado Nasser por não manter essa promessa após o ataque israelense à aldeia de Samu (na Cisjordânia) no ano anterior, e sua retórica era uma clara tentativa de recuperar sua posição no mundo árabe.

Nasser estava à defensiva e não tinha a menor intenção de lançar uma ofensiva contra Israel. Isto foi apontado por algumas personalidades israelenses. Abraham Sela, por exemplo, do Centro Shalem, observou: “A acumulação de forças egípcias no Sinai não era devido a um plano de ofensiva, e as instruções defensivas de Nasser assumiam explicitamente que Israel atacaria primeiro.”

O primeiro-ministro israelense Menachem Begin reconheceu que “em junho de 1967, tivemos uma chance. A concentração de tropas egípcias nas proximidades do Sinai não provam que Nasser estava realmente prestes a nos atacar. Temos de ser honestos com nós mesmos. Nós decidimos atacá-lo “.

Issac Rabin, que também seria mais tarde primeiro-ministro de Israel, admitiu em 1968 que “Eu não acho que Nasser queria guerra. As duas divisões que ele mandou para o Sinai não eram suficientes para lançar uma guerra ofensiva. Ele sabia disso e nós sabíamos disso. ”

Os israelenses também reconheceram que sua própria retórica, naquele momento, sobre a “ameaça” de “aniquilação” que representavam os estados árabes, era pura propaganda.

O Geral Chaim Herzog, comandante geral e primeiro governador militar da Cisjordânia ocupada após a guerra, admitiu que “não havia perigo de aniquilação, os quartéis gerais israelenses nunca acreditaram que havia esse perigo.”

O Geral Ezer Weizman, disse algo semelhante: “Nunca houve qualquer perigo de extermínio. Essa hipótese nunca foi considerada em uma reunião formal”.

O chefe de Estado-maior Haim Bar-Lev, admitiu: “Nós não estivemos ameaçados de genocídio na véspera da Guerra dos Seis Dias e nunca pensamos nessa possibilidade.”

O ministro israelense da Habitação, Mordechai Bentov, também reconheceu que “toda a história do perigo de extermínio foi inventada e se exagerou a posteriori para justificar a anexação de novos territórios árabes”.

Em 1973, no que os israelenses chamam de “Guerra do Yom Kippur”, Egito e Síria lançaram uma ofensiva surpresa para recuperar o Sinai e as Colinas de Golã, respectivamente. Esta ação combinada é popularmente descrita em relatos contemporâneos como uma “invasão”, ou um ato de “agressão” contra Israel.

No entanto, como já foi observado, após a guerra de junho de 1967, o Conselho de Segurança da ONU aprovou a Resolução 242, que pedia que Israel se retirasse dos territórios ocupados. Não é preciso dizer que Israel recusou-se a fazê-lo e continuou a violar o direito internacional de forma contínua desde então.

Durante a guerra de 1973, Egito e Síria “invadiram” seus próprios territórios, que estavam, então, ocupados ilegalmente por Israel. A idéia de que esta guerra foi um ato de agressão árabe pressupõe que a Península do Sinai, as Colinas de Golã, a Cisjordânia e a Faixa de Gaza eram territórios israelenses. Isto é, obviamente, uma suposição grosseiramente falsa que demonstra a natureza absolutamente prejudicial e tendenciosa das análises hegemônicas quando se trata do conflito árabe-israelense.

Essa falsa narrativa se encaixa com o relato mais amplo, igualmente falacioso, de Israel como uma “vítima” da intransigência e agressão árabes. Esta narrativa, quase nem questionada no Ocidente, deturpa completamente os fatos.

Mito 6: Resolução 242 do Conselho de Segurança da ONU pede retirada israelense apenas parcial

A Resolução 242 foi adotada depois da guerra de junho de 1967 e pedia a “retirada das forças armadas israelenses de territórios ocupados no recente conflito.” Embora a versão israelense goze de grande popularidade, não tem credibilidade.

A tese central deste argumento é que a ausência da palavra “os” antes “territórios ocupados”, nesta cláusula, significa que não fazia referência a “todos os territórios ocupados”. Basicamente, este argumento baseia-se na lógica ridícula que, uma vez que a palavra “os” foi omitida na cláusula, podemos entender que isso significa que se estava pensando em “alguns territórios ocupados”.

Gramaticalmente, a ausência da palavra “os” não tem efeito sobre o significado desta cláusula, que fala de “territórios”, no plural. Um teste decisivo é o seguinte: é um território que foi ocupado por Israel na guerra de 1967? Se a resposta for sim, então sob a lei internacional e da Resolução 242, Israel é obrigado a retirar-se desse território. Esses territórios incluem os Altos de Golã sírios, a Cisjordânia e a Faixa de Gaza.

A versão francesa da resolução, tão autêntica quanto a inglesa, contém o artigo definido e uma maioria dos membros do Conselho de Segurança deixou claro durante as deliberações que a sua compreensão da resolução era que se exigia a retirada completa de Israel de todos os territórios ocupados.

Além disso, é impossível conciliar [a versão israelense] com o princípio de direito internacional citado no preâmbulo da resolução sobre “a inadmissibilidade da aquisição de territórios pela guerra.” Dizer que a ONU pensava que Israel poderia manter alguns dos territórios ocupados durante a guerra seria ir contra esse princípio.

Poderiamos continuar abordando outras falácias lógicas associadas a este argumento frívolo, mas como é um absurdo à primeira vista, seria supérfluo.

Mito 7: A ação militar israelense contra os seus vizinhos só  pretende defender Israel do terrorismo

Os fatos dizem o contrário. Tomemos, por exemplo, a devastadora guerra israelense contra o Líbano, em 1982. Como foi fartamente documentado pelo analista político Noam Chomsky em sua épica análise “The Fateful Triangle”, esta ofensiva militar foi realizada sem nenhum pretexto.

Embora você possa ler relatos contemporâneos insistindo que esta guerra foi travada em resposta ao constante bombardeio no norte de Israel pela OLP, que estava então refugiada naquele país, o fato é que, apesar das provocações israelenses continuas, a OLP respeitou o cessar-fogo em vigor, com poucas exceções. Ademais, em cada um destes casos, foi Israel que desrespeitou o cessar-fogo primeiro.

Entre as provocações israelenses que ocorreram no início de 1982, temos os ataques e afundamentos de barcos de pesca libaneses e centenas de violações às águas territoriais libanesas. Israel também cometeu milhares de violações do espaço aéreo libanês, mas nunca conseguiu obter da OLP uma resposta que servisse como casus belli para a planejada invasão ao Líbano.

Em 9 de maio, Israel bombardeou o Líbano, o que provocou finalmente a resposta da OLP, que lançou foguetes e fogo de artilharia contra Israel.

Em seguida, um grupo terrorista liderado por Abu Nidal tentou assassinar o embaixador israelense em Londres, Shlomo Argov. Embora a mesma OLP havia estado em guerra com Abu Nidal, que tinha sido condenado à morte por um tribunal militar do Fatah em 1973, e apesar do fato de que Abu Nidal não tinha seu quartel geral no Líbano, Israel usou isso como uma desculpa para bombardear os campos de refugiados de Sabra e Shatila, matando 200 palestinos. A OLP respondeu atacando assentamentos no norte de Israel. Mas o Estado judeu não conseguiu obter o tipo de resposta de grande escala que estava esperando para usar como casus belli para a invasão planejada.

Como sugerido pelo estudioso israelense Yehoshua Porath, a decisão de Israel de invadir o Líbano, longe de ser uma resposta aos ataques da OLP, “veio do fato de que o cessar-fogo havia sido respeitado.” Porath escreveu no jornal israelense Haaretz que “a esperança do governo é que a debilitada OLP, sem uma base logística e territorial, retorne ao terrorismo anterior. […] Assim, a OLP perderia parte da legitimidade política que havia conquistado […] e se eliminaria o perigo de que se desenvolvam, entre os palestinos, elementos que poderiam constituir um negociador legítimo de futuros acordos políticos”.

Outro exemplo, desta vez tomado da Operação Chumbo Fundido, que aconteceu entre 27 de Dezembro de 2008 e 18 de janeiro de 2009. Antes que Israel atacara a população sitiada e indefesa da Faixa de Gaza, Tel Aviv tinha chegado a um acordo de cessar-fogo com o governo de Gaza, o Hamás. Contrariamente ao que se acredita, foi Israel, e não o Hamás, que terminou o cessar-fogo.

Os meios de comunicação ocidentais disseram que a Operação Chumbo Fundido foi em resposta ao lançamento de “milhares” de foguetes do Hamás contra Israel, que teria violado, dessa forma, a trégua.

A verdade é que, desde o início do cessar-fogo em junho até o 04 de novembro, o Hamás não disparou nenhum foguete, apesar das inúmeras provocações israelenses, suas operações repressivas na Cisjordânia e os ataques de soldados israelenses contra os habitantes de Gaza na fronteira, que deixaram várias pessoas feridas e ao menos um morto.

Em 4 de novembro de 2008, a Israel violou novamente o cessar-fogo com o lançamento de ataques aéreos e uma incursão terrestre em Gaza que causou várias mortes. Hamás finalmente respondeu com disparos de foguetes, o que levou a contínuos ataques de ambas as partes. A trégua tinha acabado.

Apesar da evidente má-fé de Israel, o Hamás ofereceu renovar o cessar-fogo, já que o período de validade terminava oficialmente em dezembro. Israel rejeitou a oferta e lançou uma punição coletiva violenta contra o povo de Gaza.

Como relatado pelo Centro de Informações de Inteligência e Terrorismo de Israel, a trégua “trouxe um período de relativa calma à população do Negev ocidental”, com 329 foguetes e ataques com morteiros, “a maioria deles durante o mês e meio depois 04 de novembro “, quando Israel já tinha de fato violado e terminado a trégua. Isso contrasta fortemente com as 2.278 ataques com foguetes e morteiros  nos seis meses anteriores à trégua. Até 04 de novembro, o centro disse que “o Hamás tomou o cuidado de manter o cessar-fogo.”

Se Israel quisesse reduzir a ameaça de ataques de militantes palestinos não deveria ter terminado o cessar-fogo, que teria significado uma redução drástica deste tipo de ataques, incluindo a eliminação de todos os realizados pelo Hamás. Mas, ao contrário, Israel recorreu à violência, o que, como era facilmente previsível, causou uma maior ameaça de ataques de represália em larga escala por grupos palestinos.

Além disso, embora Israel poderia dizer que os meios pacíficos tinham se esgotado e precisava usar a força militar para defender sua população civil, não foi claramente o que aconteceu. Em vez disso, Israel atacou deliberadamente civis em Gaza com ataques sistemáticos e ataques intencionalmente indiscriminados e desproporcionais em áreas residenciais, hospitais, escolas e outros locais onde havia população civil protegida pelo direito internacional.

Como observou Richard Goldstone, um respeitado jurista internacional que foi responsável pela investigação da Operação Chumbo Fundido da ONU, os meios pelos quais Israel realizou esta operação não foram consistentes com seus objetivos declarados, mas foram mais indicativos de um ato deliberado de castigo coletivo contra a população civil.

Mito 8: Deus deu essa terra para os judeus, por tanto os árabes são os ocupantes

Por mais que se debata sobre as evidências no terreno, nada vai convencer muitos judeus e cristãos sionistas que Israel pode ter feito algo errado, pois por trás de suas ações eles veem a mão de Deus e as suas políticas são, na verdade, de acordo a eles, a “vontade de Deus”.  Acreditam que Deus deu a terra da Palestina, incluindo a Cisjordânia e a Faixa de Gaza, ao povo judeu e, portanto, Israel tem um “direito” de tirá-la à força dos palestinos, que, em sua opinião, são os reais ocupantes ilegais do território.

É possivel simplesmente recorrer às páginas de seus próprios livros sagrados para mostrar a falácia dessa e crenças similares. Os cristãos sionistas gostam de citar passagens bíblicas como as seguintes para apoiar suas crenças sionistas:

Disse o Senhor a Abrão, depois que Ló separou-se dele: De onde você está, olhe para o norte, para o sul, para o leste e para o oeste: toda a terra que você está vendo darei a você e à sua descendência para sempre. Tornarei a sua descendência tão numerosa como o pó da terra. Se for possível contar o pó da terra, também se poderá contar a sua descendência. Percorra esta terra de alto a baixo, de um lado a outro, porque eu a darei a você. (Gênesis, 13:14-17)

O Senhor apareceu a Isaque e disse: Não desça ao Egito; procure estabelecer-se na terra que eu lhe indicar. Permaneça nesta terra mais um pouco, e eu estarei com você e o abençoarei. Porque a você e a seus descendentes darei todas estas terras e confirmarei o juramento que fiz a seu pai, Abraão. (Gênesis 26:2-3).

Ao lado dele […] estava o Senhor, que lhe disse: Eu sou o Senhor, o Deus de seu pai Abraão e o Deus de Isaque. Darei a você e a seus descendentes a terra na qual você está deitado. (Gênesis 28:13).

Mas sionistas cristãos esquecem convenientemente outras passagens que fornecem mais contexto para entender essa aliança, como as seguintes:

Obedeçam a todos os meus decretos e leis e pratiquem-nos, para que a terra para onde os estou levando para nela habitarem não os vomite.  (Levítico 20:22)

Mas, se vocês não me ouvirem e não colocarem em prática todos esses mandamen­tos, e desprezarem os meus decretos, rejeitarem as minhas ordenanças, deixarem de colocar em prática todos os meus mandamentos e forem infiéis à minha aliança, […] Se apesar disso tudo vocês ainda não me ouvirem, mas continuarem a opor-se a mim,  então com furor me oporei a vocês, e eu mesmo os castigarei sete vezes mais por causa dos seus pecados. […] Desolarei a terra ao ponto de ficarem perplexos os seus inimigos que vierem ocupá-la. Espa­lharei vocês entre as nações e empunharei a espada contra vocês. Sua terra ficará desolada, e as suas cidades, em ruínas. (Levítico 26:14-15, 27-28, 32-33).

Então o Senhor irritou-se sobremaneira contra Israel e os expulsou de sua presença, restando apenas a tribo de Judá. […] Até que o Senhor tirou a Israel de diante da sua presença, como falara pelo ministério de todos os seus servos, os profetas; assim foi Israel expulso da sua terra à Assíria até ao dia de hoje. (Reis II, 17 : 18, 23).

Depois de ter feito tudo isso, pensei que ela voltaria para mim, mas não vol­tou. E a sua irmã traidora, Judá, viu essas coi­sas. Viu […] também que dei à infiel Israel uma certidão de divórcio e a mandei embora, por causa de todos os seus adultérios. Entretanto, a sua irmã Judá, a traidora, também se prostitu­iu, sem temor algum. (Jeremias 3:7-8).Sim, na Bíblia, o Senhor, o Deus de Abraão, de Isaac e Israel, disse aos hebreus que a terra pode ser seu … se eles obedecessem seus mandamentos. No entanto, como a Bíblia conta a história, os hebreus não obedeceu e se rebelaram contra o Senhor geração após geração.

O que os sionistas judeus e cristãos omitem dos seus argumentos bíblicos em favor da ocupação israelense é que o Senhor também disse aos hebreus, incluindo a tribo de Judá (da qual descendem os “judeus”), que iria jogá-los fora da terra se quebrassem o pacto rebelando-se contra os seus mandamentos, que é precisamente o que acontece na Bíblia.

Assim, o argumento teológico para o sionismo não é apenas uma bobagem do ponto de vista laico, mas também é uma completa invenção a partir de uma perspectiva bíblica, o que representa uma rebeldia contra o Yahvé e sua Torá e contra os ensinamentos de Jesus, o Messias do Novo Testamento.

Mito 9: Os palestinos rejeitam a solução de dois Estados, porque eles querem destruir Israel

Em uma enorme concessão a Israel, os palestinos aceitaram há muito tempo uma solução de dois estados. Os representantes eleitos do povo palestino na OLP de Yasser Arafat reconheceram, desde os anos 70, o Estado de Israel e aceitaram uma solução de dois Estados. Apesar disso, a mídia ocidental continuou dizendo na década de 90 que a OLP rejeitou essa solução e em vez disso, queria varrer Israel do mapa.

Este padrão tem se repetido desde que o Hamás venceu as eleições palestinas em 2006. Embora a organização islâmica há anos aceitou a realidade do Estado de Israel e demonstrou a sua vontade de aceitar um Estado palestino na Cisjordânia e na Faixa de Gaza, junto o Estado de Israel, é praticamente obrigatório para grande mídia ocidental, ainda hoje, dizer que o Hamas rejeita a solução de dois Estados e, de fato, procura “destruir Israel”.

No início de 2004, pouco antes de ser morto por Israel, o fundador do Hamás, xeque Ahmed Yassin, declarou que o Hamás aceitaria um Estado palestino ao lado de Israel. Desde então, o Hamás tem repetido uma e outra vez a sua vontade de aceitar uma solução de dois Estados.

No início de 2005, o Hamás divulgou um documento afirmando que seu objetivo era alcançar um estado palestino ao lado de Israel, com base nas fronteiras de 1967.

O líder exilado do bureau político do Hamas, Khaled Meshaal, escreveu no The Guardian de Londres, em janeiro de 2006, que o Hamás estava “pronto para alcançar uma paz justa.” Ele escreveu que “nunca reconheceremos o direito de qualquer potência a roubar-nos nossa terra e negar nossos direitos nacionais. […] Mas se você estão disposto a aceitar o princípio da trégua de longo prazo, estamos preparados para negociar os termos.”

Durante a campanha eleitoral de 2006, o líder do Hamas em Gaza, Mahmoud al-Zahar disse que a organização islâmica estava disposta a “aceitar o estabelecimento de nosso estado independente na área ocupada em 1967″, um reconhecimento tácito do estado de Israel.

O primeiro-ministro eleito, o líder do Hamás, Ismail Haniyeh, disse em fevereiro de 2006 que o Hamas aceitava “o estabelecimento de um Estado palestino “dentro das “fronteiras de 1967″.

Em abril de 2008, o ex-presidente dos EUA Jimmy Carter reuniu-se com líderes do Hamás e, em seguida disse que a organização islâmica “aceitaria um Estado palestino com as fronteiras de 1967″ e também “aceitaria o direito de Israel a viver em paz com seu vizinho. “O “objetivo final” do Hamás era “ver Israel com fronteiras atribuídas em 1967, ao lado de um Estado palestino.”

Naquele mesmo mês, o líder do Hamás, Meshaal, disse: “Temos oferecido uma trégua se Israel se retirar para as fronteiras de 1967, uma trégua de dez anos, como prova de reconhecimento.” E em 2009, disse que o Hamás “aceitou um Estado palestino nas fronteiras de 1967.”

A mudança do Hamás, da rejeição total da existência do Estado de Israel a aceitar o consenso internacional de uma solução de dois Estados é em grande parte um reflexo da vontade do povo palestino. Uma pesquisa de opinião pública realizada em abril do ano passado, por exemplo, descobriu que três em cada quatro palestinos estavam dispostos a aceitar uma solução de dois Estados.

Mito 10: Estados Unidos é um mediador honesto e tem procurado a paz no Oriente Médio

Deixando de lado a retórica, os EUA sempre apoiaram as políticas de Israel, incluindo a ocupação ilegal e outras violações do direito internacional humanitário. Apoia as políticas criminais de Israel financeira, militar e diplomaticamente.

A administração Obama, por exemplo, já declarou publicamente que se opõe à política de assentamentos de Israel e tem “pressionado” ostensivamente Israel a congelar suas atividades de colonização. No entanto, logo depois Washington anunciou que não cortará a ajuda financeira e militar a Israel, ainda que desafie as leis internacionais e continue a construir assentamentos. Esta mensagem foi perfeitamente compreendida pelo governo de Netanyahu, que continua sua política de assentamentos.

Para citar outro exemplo simples, tanto a Câmara dos Deputados e do Senado dos EUA aprovaram resoluções declarando abertamente seu apoio à operação israelense Chumbo fundido, apesar do fluxo contínuo de informações atestando a prática de crimes de guerra por parte de Israel.

O dia em que o Senado dos EUA aprovou sua resolução “reafirmando o firme apoio dos EUA a Israel em sua batalha contra o Hamás” (8 de Janeiro de 2009), o Comitê Internacional da Cruz Vermelha emitiu uma declaração exigindo que Israel permitisse o auxílio às vítimas do conflito, já que Israel tinha bloqueado todos os acessos aos palestinos feridos, o que constitui um crime de guerra sob a lei internacional.

No mesmo dia, o secretário-geral da ONU, Ban Ki-moon, emitiu uma declaração na qual condenava Israel por atirar contra um comboio da ONU que transportava ajuda humanitária para Gaza causando a morte de dois funcionários da ONU, dois fatos que constituem crimes de guerra. O dia em que a Câmara dos Representantes aprovou sua própria versão da resolução, a ONU anunciou que teve que interromper seu trabalho humanitário em Gaza devido aos ataques israelenses que tinham sofrido os seus trabalhadores, comboios e instalações, incluindo clínicas e escolas.

O apoio financeiro de EUA a Israel supera os 3.000 milhões de dólares por ano. Quando Israel lançou sua ofensiva militar para punir a população civil indefesa de Gaza, seus pilotos de aeronaves tripulavam aviões de combate F-16 e helicópteros Apache vendidos pelos EUA, desde os quais jogavam bombas, também fabricadas pelos EUA, bem como munições equipadas com fósforo branco, o que é proibido pelo direito internacional.

O apoio diplomático dos EUA aos crimes de Israel tem sido expresso no uso de seu poder de veto no Conselho de Segurança da ONU. Quando Israel travou sua guerra devastadora contra a população civil e infra-estrutura do Líbano, no verão de 2006, os EUA vetaram uma ressolução de cessar-fogo.

Quando Israel lançou sua operação Chumbo Fundido, os EUA atrasaram a aprovação de uma resolução pedindo o fim da violência e, em seguida, uma vez que permitiram a votação, se abstiveram.

Quando o Conselho de Direitos Humanos da ONU adotou oficialmente as conclusões e recomendações da investigação dirigida por Richard Goldstone, sobre os crimes de guerra cometidos durante a Operação Chumbo Fundido, os EUA responderam anunciando a sua intenção de bloquear qualquer iniciativa que tivesse como objetivo a adoção dessas conclusões e recomendações do Conselho de Segurança. O Congresso dos EUA aprovou uma resolução rejeitando o relatório Goldstone porque denunciou a prática de crimes de guerra por parte de Israel.

Através de seu apoio, incondicional na prática, a Israel, os EUA têm impedido a adoção de medidas destinadas a aplicar uma solução de dois Estados para o conflito israelo-palestino. O chamado “processo de paz” consistiu, por muitas décadas, a rejeição de EUA e Israel à autodeterminação do povo palestino e o bloqueio de qualquer estado palestino viável.

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Sobre o autor:

Jeremy R. Hammond é um analista político independente, que foi galardoado com o prémio de melhor Project Censored jornalismo investigativo. É um dos fundadores da Foreign Policy Journal e autor Ron Paul vs Paul Krugman: vs austríaco A economia keynesiana em que a crise financeira ea rejeição da Palestina Autodeterminação: A luta pela Palestina e as raízes do conflito árabe-israelense. Atualmente, ele está preparando um outro livro sobre o papel dos EUA hoje no conflito israelo-palestino.

Tradução ao espanhol: Javier Villate mantém Dissent blog com artigos, resenhas e traduções sobre a Palestina, Israel e no Oriente Médio. Você pode segui-lo no Twitter como @ bouleusis

 

O principal erro da França é renunciar a uma aliança com a Rússia na luta contra o grupo jihadista Estado Islâmico, afirma François Fillon, ex-primeiro-ministro francês e um dos líderes do maior partido de oposição do país.

François Fillon, ex primer ministro de Francia

‘O erro da França é renunciar à aliança com a Rússia contra o Estado Islâmico’

© Sputnik/ Alexei Danichev

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O principal erro da França é renunciar a uma aliança com a Rússia na luta contra o grupo jihadista Estado Islâmico, afirma François Fillon, ex-primeiro-ministro francês e um dos líderes do maior partido de oposição do país.

 

Em entrevista à emissora Europe1, Fillon lamentou que o atual governo francês não tenha uma estratégia militar para combater o Estado Islâmico.

“O erro principal é renunciar a uma aliança com os russos”, declarou.

O Estado Islâmico, que se responsabilizou pelos recentes ataques em Paris, é atualmente uma das ameaças mais graves para a segurança do Oriente Médio e do mundo inteiro.

Os jihadistas controlam várias regiões do Iraque e da Síria, estimadas em 90 mil quilômetros quadrados,  pretendem estender sua influência no norte da África — especialmente na Líbia.

Estima-se que o grupo extremista tenha em suas fileiras entre 50 mil e 200 mil combatentes — muitos deles, de origem estrangeira.

Atualmente, não há uma coalizão única para combater o Estado Islâmico, que enfrenta resistências isoladas das tropas governamentais de Iraque e Síria, de curdos de ambos países e de uma coalizão internacional liderada pelos Estados Unidos.

Desde 30 de setembro, a Força Aérea da Rússia vem bombardeando posições do Estado Islâmico a pedido do presidente sírio, Bashar Assad

Clinton: destruir a Síria como “a melhor maneira de ajudar Israel.”

Clinton: destruir a Síria por Israel

 PELO  NO MÉDIO ORIENTE · 59 COMENTÁRIOS

Um recém-lançado e-mail Hilary Clinton confirmou que a administração Obama tenha deliberadamente provocou a guerra civil na Síria como “a melhor maneira de ajudar Israel.”

Em uma indicação de sua natureza assassina e psicopata, Clinton também escreveu que era a “coisa certa” para ameaçar pessoalmente a família de Bashar Assad com a morte.

Clinton-Síria-destruição

No e-mail, divulgado pelo Wikileaks, então Secretário de Estado Clinton diz que a “melhor maneira de ajudar Israel” é “usar a força” na Síria para derrubar o governo.

O documento foi um dos muitos não classificados pelo Departamento de Estado dos Estados Unidos sob o número F-2014-20439, Doc No. C05794498 , seguindo o alvoroço sobre servidor de e-mail privado de Clinton manteve em sua casa enquanto ela serviu como Secretário de Estado de 2009 a 2013 .

Embora a transcrição Wikileaks data o e-mail em 31 de dezembro de 2000, este é um erro da sua parte, como o conteúdo do e-mail (em particular a referência a maio de 2012 as negociações entre o Irã eo Ocidente sobre seu programa nuclear em Istambul) mostram que o e-mail foi na verdade enviada em 31 de Dezembro de 2012.

O e-mail deixa claro que tem sido a política dos EUA desde o início para derrubar violentamente o governo e síria especificamente para fazer isso porque é do interesse de Israel.

C05794498-1

“A melhor maneira de ajudar a lidar com Israel capacidade nuclear crescente do Irã é ajudar o povo da Síria derrubar o regime de Bashar Assad,” Clinton forthrightly começa por dizer.

Mesmo que um ll relatórios de inteligência dos EUA havia muito tempo rejeitou programa “bomba atômica” do Irã como uma fraude (uma conclusão apoiada pela Agência Internacional de Energia Atômica ), Clinton continua a usar essas mentiras para “justificar” destruir a Síria em nome de Israel.

Ela liga especificamente programa de bomba atômica mítica do Irã para a Síria, porque, diz ela, o programa “bomba atômica” do Irã ameaça “monopólio” de Israel sobre armas nucleares no Oriente Médio.

LER   austríaca editor despedido por Dizendo Verdade

Se o Irã para adquirir uma arma nuclear, Clinton afirma, isso permitiria que a Síria (e outros “adversários de Israel”, como Arábia Saudita e Egito) para “ir nuclear, bem como,” tudo o que ameaçaria os interesses de Israel.

Portanto, Clinton, diz, a Síria tem de ser destruído.

o programa nuclear iraniano e a guerra civil da Síria pode parecer desconexo, mas eles são. O que os líderes militares israelenses realmente se preocupar – mas não pode falar – está a perder o seu monopólio nuclear.

Uma capacidade iraniana de armas nucleares não só acabar com esse monopólio nuclear, mas também poderia rápidas outros adversários, como Arábia Saudita e Egito, para ir nuclear. O resultado seria um equilíbrio nuclear precária em que Israel não poderia responder a provocações com ataques militares convencionais sobre a Síria eo Líbano, como pode hoje.

 

 

Se o Irão vier a atingir o limiar de um Estado com armas nucleares, Teerã iria encontrá-lo muito mais fácil para chamar seus aliados na Síria e Hezbollah para atacar Israel, sabendo que suas armas nucleares serviria como um elemento dissuasor para Israel responder contra o próprio Irã.

É, Clinton continua, a “relação estratégica entre o Irã eo regime de Bashar Assad na Síria”, que torna possível para o Irã para minar a segurança de Israel.

Isto não se daria através de um “ataque direto”, Clinton admite, porque “nos trinta anos de hostilidade entre o Irã e Israel” isso nunca ocorreu, mas através de suas alegadas “proxies”.

O fim do regime de Assad terminaria esta aliança perigosa. a liderança de Israel entende bem por que derrotar Assad está agora em seus interesses.

Derrubar Assad não só seria um benefício enorme para a segurança de Israel, ele também iria aliviar o medo compreensível de perder seu monopólio nuclear de Israel.

Então, Israel e os Estados Unidos pode ser capaz de desenvolver uma visão comum de que o programa iraniano é tão perigoso que a ação militar poderia ser justificada.

Clinton passa a ativo que ameaçam diretamente Bashar Assad “e sua família” com a violência é a “coisa certa” para fazer:

Em suma, a Casa Branca pode aliviar a tensão que se desenvolveu com Israel sobre o Irã por fazer a coisa certa, na Síria.

Com sua vida e sua família em risco, somente a ameaça ou uso da força vai mudar a mente de o ditador sírio Bashar Assad.

O e-mail prova, como se fosse necessário, mais isso prova que o governo dos EUA tem sido o principal patrocinador do crescimento do terrorismo no Oriente Médio, e todos, a fim de “proteger” Israel.

LER   Euro Polícia Chamada de segregação racial como a violência étnica irrompe na Invader Camps

É também um pensamento preocupante para considerar que a crise “refugiado” que atualmente ameaça destruir a Europa, foi diretamente desencadeou por esta ação do governo dos EUA, bem como, na medida em que existem quaisquer verdadeiros refugiados que fogem da guerra civil na Síria.

Além disso, mais de 250.000 pessoas foram mortas no conflito sírio, que se espalhou para o Iraque-tudo graças a Clinton ea administração Obama apoiando os “rebeldes” e alimentar as chamas da guerra na Síria.

A possibilidade real e preocupante que um psicopata como Clinton, cuja política causou morte e miséria e milhões de pessoas-pode se tornar o próximo presidente dos Estados Unidos é o pensamento mais profundamente chocante de tudo.

Afirmação pública de Clinton que, se eleito presidente, ela iria ” levar o relacionamento com Israel para o próximo nível “, seria definitivamente marcá-la, e Israel, como o inimigo não apenas de alguns estados árabes no Oriente Médio, mas de todos da paz amar as pessoas na terra.

ISIS: O “inimigo” Os EUA criaram, armaram, e Financiaram

Tyler Durden's picture
02 de janeiro de 2016 23:00

Enviado por Robert Fantina via TheAntiMedia.org,

Do nada, ao que parece, Daesh, também comumente referido como ISIL ou ISIS, formaram espontaneamente, um grupo que perverte aspectos do Islã para seus próprios fins violentos, e ameaça, nos é dito, tudo o que o mundo civilizado tem de mais caro.

A “guerra ao terror”, os governos informarem os seus cidadãos, tem uma nova frente. E nessa frente é Daesh.

Deixe-nos não ser demasiado apressada. As coisas nem sempre são o que parecem. Daesh está bem financiada, e que o dinheiro deve estar vindo de algum lugar diferente de uma banda ralé de descontentes. soldados Daesh avançaram armas e métodos de comunicação sofisticados. Eles têm tanques e veículos blindados. Nenhum deles pode ser obtida sem um financiamento significativo. Embora a fonte é bastante ilusória, há alguma evidência de que levará a uma trilha.

Em primeiro lugar, temos de olhar para as origens de Daesh, e mesmo que não é facilmente discernível. Escrevendo para o The Guardian, em agosto de 2014, Ali Khedery sugere :

“Principalmente, Isis é o produto de um genocídio que continuou inabalável como o mundo ficou para trás e assisti. É o filho ilegítimo nascido do ódio puro e puro medo – o resultado de 200.000 sírios assassinados e de milhões deslocados e divorciados de suas esperanças e sonhos. A ascensão de Isis também é um lembrete de como abraço maquiavélica de Bashar al-Assad da al-Qaida iria voltar para assombrá-lo.

 

De frente para serviços militares e de inteligência de Assad, do Líbano Hezbollah, milícias xiitas islâmicos do Iraque e sua grande patrono, Guarda Revolucionária do Irã, os manifestantes inicialmente pacíficos da Síria rapidamente tornou-se desencantado, desiludido e marginalizados – e depois radicalizou e violentamente militante “.

É interessante que o Sr. Khedery diz que “abraço da al-Qaida” de Assad voltou para assombrá-lo. Ele traz à mente uma situação paralela nos Estados Unidos. (Na verdade, existem muitos, mas vamos olhar para apenas uma.)

Examinando as teorias sobre as origens da Daesh

No início de 1960, quando a liderança dos Estados Unidos suportado do Iraque estava se tornando um pouco grande demais para suas calças – pelo menos na visão dos Estados Unidos – emquerer desafiar Israel como um jogador importante no Oriente Médio, os EUA decidiram que seu líder, Abdel Karim Kassem, tinha que ir. Selecionando uma festa virulento anti-comunista para lançar o seu apoio a, os EUA trabalharam de perto com um jovem chamado Saddam Hussein. Nós todos sabemos o quão bem que finalmente funcionou. A fonte de muito, mas não todos, da instabilidade no Oriente Médio hoje pode ser rastreada até que a decisão dos EUA.

Outras teorias sobre a formação de Daesh também valem a pena considerar. Yasmina Haifi, um funcionário sênior do Centro de Segurança Cibernética Nacional do Ministério da Justiça holandês do, afirmou que Daesh foi criado por sionistas que procuram dar o Islã uma má reputação. “ISIS não tem nada a ver com o Islã. É parte de um plano de sionistas que estão deliberadamente tentando manchar o nome do Islã “, escreveu ela no Twitter, em agosto de 2014.

E, finalmente, ele foi mais do que sugeriu que Daesh “é made-in-the-EUA, um instrumento de terror projetados para dividir e conquistar, rica em petróleo do Oriente Médio e para combater a crescente influência do Irã na região”, como Garikai Chengu , um estudioso pesquisa na Universidade de Harvard, colocá-lo em setembro de 2014.

No entanto, se o papel dos Estados Unidos não era tão flagrante, ele certamente existiu, de acordo com Seumas Milne, editor colunista e associado da The Guardian. Ele argumentouem um artigo de opinião de junho:

“[O] EUA e seus aliados foram não só apoiar e armar uma oposição que sabiam a ser dominada por grupos sectários extremas; eles estavam preparados para aprovar a criação de uma espécie de “Estado islâmico” – apesar da “grave perigo” para a unidade do Iraque – como um tampão sunita para enfraquecer a Síria . “

Não importa como se olha para ela, há muitas causas possíveis que gerou Daesh. Quando olhamos para suas fontes de financiamento, tudo pode se tornar mais clara.

Financiamento e material, cortesia do Tio Sam e seus amigos

No papel de Daesh como se opondo a Síria (apenas um de seus muitos papéis) se acredita que a organização terrorista ter recebido financiamento da Arábia Saudita, Kuwait, Qatar e os Emirados Árabes Unidos , como parte de sua oposição ao regime de Assad.

Mas também gera sua própria renda, ter assumido o controle das empresas locais, a tributação de outros, e venda de petróleo. Entre os seus clientes , incrivelmente, é a Síria. Desde Daesh controla grande parte da infra-estrutura de produção de petróleo no país, a Síria tem pouca escolha a não ser comprar petróleo desde o grupo que busca derrubar seu governo.

Relatórios indicam também que Israel é o principal comprador de petróleo Daesh . A venda não é direta; óleo é contrabandeada por traficantes curdos e turcos, e depois negociadores turcos e israelenses determinar o preço. Como resultado dessas vendas de petróleo, Daesh tem receitas anuais estimadas em $ 500.000.000 , de acordo com dados compilados pelo Tesouro dos EUA.

Em novembro deste ano, o presidente russo, Vladimir Putin afirmou que Daesh está sendo financiado em pelo menos 40 países – incluindo membros do G20. Com esse financiamento generalizada, será difícil de derrotar Deash.

Os EUA, na sua política externa equivocada e destrutiva para o Oriente Médio (suas políticas externas equivocadas e destrutivas para com o resto do mundo são tópicos para uma discussão em separado), também fornecidos Daesh com um vasto arsenal.

No ano passado, o Departamento de Defesa, comentando sobre os avanços contra este novo “inimigo” no Iraque, emitiu um comunicado : “Os três greves destruiu três veículos armados Isil e ISIL arma de artilharia anti-aeronaves montadas em veículos, um posto de controle ISIL e . uma colocação IED “Comentando sobre essa afirmação no Alternet, Alex Kane escreveu :

“O que passou não mencionado pelo Pentágono é que esses veículos armados e armas de artilharia bombardearam foram provavelmente pagos com o dinheiro dos impostos americanos . Os braços ISIS possui são uma outra forma sombria do blowback da invasão americana do país (Iraque) em 2003. É semelhante à forma como a intervenção dos EUA na Líbia, que derrubou o ditador Muammar Gaddafi, mas também desestabilizou o país, vamos a uma inundação de armas aos militantes em Mali, onde a França e os EUA declararam guerra em 2013. “

Os EUA deixaram quantidades incalculáveis ​​de armamento no Iraque, e como o país entrou em guerra civil seguinte salvação impar dos Estados Unidos do mesmo, que o armamento era livre para a tomada.

Assim, mesmo se, como sugerido acima, os EUA não dão à luz Daesh, tem certamente alimentados-lo.

A-carrossel que nunca pára de fiação

É interessante notar que os contribuintes norte-americanos estão gastando US $ 615.482 a cada hora para lutar uma “guerra” em que o “inimigo” está sendo bem-financiado pelos países com os quais os EUA têm relações diplomáticas plenas. Será que isto não fazer parecer que “vitória” sobre este inimigo não é o objetivo? Com muitos países o financiamento e fornecimento de Daesh, pode o maior fornecedor mundial de armamento , os EUA, não estar muito interessado em perder um mercado tão lucrativo? É interessante notar que dos Estados Unidos “militares estrangeiras vendas subiu para um recorde de US $ 46,6 bilhões no ano fiscal de 2015.” Com esse dinheiro vaca saudável, iria poder-corretores do país realmente quer acabar com a guerra? Por que matar a galinha que está colocando esses ovos consideravelmente dourado?

Como os EUA e seus aliados infelizes continuar esta “guerra ao terror”, um mal definido e nebulosa “inimigo” se alguma vez houve um, Síria e Iêmen parecem estar arcando com o ônus da violência. Como em toda guerra moderna, pelo menos desde a Primeira Guerra Mundial, homens inocentes, mulheres e crianças são as vítimas mais frequentes , sofrendo indescritivelmente e morrendo mortes horríveis. E, de alguma forma, máquina militar mais poderosa do mundo, de propriedade e operados por os EUA, é incapaz de derrotar Daesh. Ele deve, portanto, continuar a armar seus aliados, que estão armando Daesh. Assim, os EUA oferece financiamento para os países para combater Deash; alguns desses países transferir dinheiro e armamentos para Daesh, que os EUA estão a bombardear. E parece que este mortal merry-go-round continuará seu giro interminável.

E por que não deveria? Os Estados Unidos podem, com cada vez menor credibilidade, fingir para ficar como um farol de liberdade e liberdade, revolucionários armar e desestabilizar governos que desagradam-lo, enquanto armando aliados do país na revolução, que por sua vez ajudar naquele país. Portanto, esta “guerra contra o terror” nunca termina, e nem os lucros abundantes de tomada de guerra.

E quando a posse da superioridade moral é apenas uma ilusão, quando retórica vomitada da boca de políticos hipócritas para obter a cidadania para embrulhar-se na bandeira e derramar uma lágrima por torta de maçã, maternidade e Old Glory, e quando o todo-poderoso dólar é sempre a linha de fundo, nada vai mudar.

America Criuo Al-Qaeda e o Grupo terrorista isis

America Criuo Al-Qaeda e o  Grupo terrorista isis

artigo incisivo publicado originalmente pelo GR em setembro de 2014. ataques terroristas ou fuzilamentos em massa supostamente perpetrados pelo ISIS, a pergunta que deve ser feita: quem são os Estados patrocinadores do Al Qaeda eo ISIS? (M.Ch. GR Editor).

Muito parecido com a Al Qaeda, o Estado Islâmico (ISIS) é made-in-the-EUA, um instrumento de terror projetados para dividir e conquistar, rica em petróleo do Oriente Médio e para combater a crescente influência do Irã na região.

O fato de que os Estados Unidos têm uma longa história e tórrido de apoiar grupos terroristas só vai surpreender aqueles que assistir ao noticiário e ignorar a história.

A CIA se alinhou pela primeira vez com Islã extremista durante a Guerra Fria. Naquela época, a América viu o mundo em termos bastante simples: de um lado, o nacionalismo União Soviética e do Terceiro Mundo, que a América considerado como uma ferramenta Soviética; do outro lado, as nações ocidentais e islamismo militante político, que a América considerado um aliado na luta contra a União Soviética.

O diretor da Agência de Segurança Nacional sob Ronald Reagan, o general William Odom observou recentemente, “por qualquer medida os EUA têm usado por muito tempo o terrorismo. Em 1978-1979 o Senado estava tentando aprovar uma lei contra o terrorismo internacional – em cada versão que eles produziram, os advogados disseram que os EUA seria uma violação “.

Durante a década de 1970 a CIA usou a Irmandade Muçulmana no Egito como uma barreira, tanto para impedir a expansão soviética e impedir a propagação da ideologia marxista entre as massas árabes. Os Estados Unidos também apoiaram abertamente Sarekat Islã contra Sukarno na Indonésia, e apoiou o grupo terrorista Jamaat-e-Islami contra Zulfiqar Ali Bhutto no Paquistão. Por último, mas certamente não menos importante, há Al Qaeda.

Para que não esqueçamos, a CIA deu à luz a Osama Bin Laden e amamentado sua organização durante a década de 1980. O secretário do Exterior britânico anterior, Robin Cook, disse à Câmara dos Comuns que a Al Qaeda foi sem dúvida um produto das agências de inteligência ocidentais. Cook explicou que a Al-Qaeda, que significa literalmente uma abreviatura de “banco de dados” em árabe, era originalmente a base de dados informatizada dos milhares de extremistas islâmicos, que foram treinados pela CIA e financiados pelos sauditas, a fim de derrotar o russos no Afeganistão.

relação da América com a Al Qaeda tem sido sempre um caso de amor e ódio. Dependendo se um grupo terrorista específica Al Qaeda em uma determinada região favorece os interesses americanos ou não, o Departamento de Estado dos EUA, quer fundos ou agressivamente alvos que grupo terrorista. Mesmo que os fabricantes de política externa norte-americanos afirmam se opor extremismo muçulmano, eles conscientemente fomentar-lo como arma de política externa.

O Estado Islâmico é a sua mais recente arma que, assim como Al Qaeda, é, certamente, frustrada. ISIS recentemente subiu à proeminência internacional, após seus bandidos começaram a decapitação de jornalistas norte-americanos. Agora, o grupo terrorista controla uma área do tamanho do Reino Unido.

A fim de entender por que o Estado Islâmico cresceu e floresceu tão rapidamente, a pessoa tem que dar uma olhada em raízes apoiado pelos americanos da organização. A invasão de 2003 americanos e ocupação do Iraque criou as pré-condições para grupos sunitas radicais, como a ISIS, para se enraizar.América, em vez imprudentemente, destruiu secular máquina estatal de Saddam Hussein e substituiu-o com uma administração predominantemente xiita. A ocupação norte-americana causou grande desemprego em áreas sunitas, ao rejeitar o socialismo e do encerramento de fábricas na esperança ingênua de que a mão mágica do livre mercado criaria empregos. Sob o novo regime xiita apoiado pelos Estados Unidos, perderam centenas de milhares de empregos da classe trabalhadora de sunitas. Ao contrário dos Afrikaners brancos na África do Sul, que foram autorizados a manter a sua riqueza depois da mudança de regime, classe alta de sunitas foram sistematicamente despojados dos seus bens e perderam a sua influência política. Ao invés de promover a integração religiosa e unidade, a política americana no Iraque exacerbou as divisões sectárias e criou um terreno fértil para breading descontentamento sunita, a partir do qual Al Qaeda no Iraque criou raízes.

O Estado Islâmico do Iraque e da Síria (ISIS) costumava ter um nome diferente: Al Qaeda no Iraque.Depois de 2010 o grupo rebatizou e reorientada seus esforços na Síria.

Existem essencialmente três guerras travadas na Síria: um entre o governo e os rebeldes, um outro entre o Irã e Arábia Saudita, e ainda um outro entre a América ea Rússia. É este terceiro, batalha da guerra neo-Fria que fez US decisores políticos estrangeiros decidir correr o risco de armar os rebeldes islâmicos na Síria, porque o presidente sírio, Bashar al-Assad, é um aliado-chave da Rússia. Em vez embaraçosamente, muitos desses rebeldes sírios têm agora acabou por ser bandidos ISIS, que estão brandindo abertamente fuzis de fabricação americana de assalto M16.

política no Oriente Médio dos Estados Unidos gira em torno do petróleo e Israel. A invasão do Iraque tem sede parcialmente satisfeito de Washington para o petróleo, mas os ataques aéreos em curso na Síria e as sanções econômicas contra o Irã têm tudo a ver com Israel. O objetivo é privar os inimigos vizinhos de Israel, o Hezbollah no Líbano eo Hamas da Palestina, do apoio sírio e iraniano crucial.

ISIS não é meramente um instrumento de terror utilizada pela América para derrubar o governo sírio; ele também é usado para colocar pressão sobre o Irã.

A última vez que o Irã invadiram outra nação foi em 1738. Desde a independência em 1776, os EUA tem sido envolvida em mais de 53 invasões militares e expedições. Apesar do que a guerra da mídia ocidental chora nos querem fazer crer, o Irã não é claramente a ameaça à segurança regional, Washington é. Um relatório de inteligência publicado em 2012, endossado por todas as agências de inteligência dos EUA dezesseis, confirma que o Irã encerrou seu programa de armas nucleares em 2003. A verdade é que qualquer ambição nuclear iraniana, real ou imaginária, é como um resultado da hostilidade americana em relação ao Irã, e não o contrário.

América está usando ISIS de três maneiras: para atacar seus inimigos no Oriente Médio, para servir como um pretexto para a intervenção militar dos EUA no exterior, e em casa para fomentar uma ameaça doméstica fabricada, usada para justificar a expansão sem precedentes de vigilância doméstica invasivo.

Ao aumentar rapidamente, tanto sigilo e vigilância do governo, o governo de Obama está aumentando seu poder de assistir seus cidadãos, enquanto diminui o poder dos seus cidadãos de assistir ao seu governo. O terrorismo é uma desculpa para justificar a vigilância em massa, em preparação para a revolta de massas.

A chamada “Guerra ao Terror” deve ser visto pelo que realmente é: um pretexto para a manutenção de um militar norte-americana perigosamente grandes dimensões. Os dois grupos mais poderosos do establishment da política externa dos EUA são o lobby de Israel, que dirige a política americana para o Oriente Médio, e o complexo militar-industrial-Complex, que lucra com as ações do ex-grupo. Desde George W. Bush declarou a “guerra contra o terror” em Outubro de 2001, que custou ao contribuinte americano aproximadamente 6,6 trilhão de dólares e milhares de filhos e filhas caídos; mas, as guerras também arrecadou bilhões de dólares para elite militar de Washington.

Na verdade, mais de setenta empresas e indivíduos norte-americanos ganharam até US $ 27 bilhões em contratos de trabalho no Iraque pós-guerra e no Afeganistão durante os últimos três anos, de acordo com um estudo recente do Centro para a Integridade Pública. De acordo com o estudo, cerca de 75 por cento destas empresas privadas tiveram funcionários ou membros do conselho, que seja servido em, ou tiveram laços estreitos com o poder executivo das administrações republicanas e democratas, membros do Congresso, ou os mais altos níveis do militares.

Em 1997, um relatório do Departamento de Defesa dos Estados Unidos declarou, “os dados mostram uma forte correlação entre o envolvimento dos EUA no exterior e um aumento nos ataques terroristas contra os EUA” A verdade é que a única maneira de os Estados Unidos podem vencer a “guerra ao terror” é se ele pára de dar terroristas a motivação e os recursos necessários para atacar a América. O terrorismo é o sintoma; imperialismo norte-americano no Oriente Médio é o câncer. Simplificando, a guerra contra o terrorismo é terrorismo; somente, ele é conduzido em uma escala muito maior por pessoas com jatos e mísseis.

Garikai Chengu é um estudioso pesquisa na Universidade de Harvard. Contacte-lo emgarikai.chengu@gmail.com

A fonte original deste artigo é Global Research
Copyright © Garikai Chengu , Global Research, 2016

criancas Terriblescriancas Terribles Mario Vargas Llosa Prêmio Nobel de Literatura reflete em uma série de relatórios sobre a ocupação israelense

criancas Terribles

Mario Vargas Llosa Prêmio Nobel de Literatura reflete em uma série de relatórios sobre a ocupação israelense. Na segunda parcela Nobel descreve, através do ouvido em um tribunal militar israelense tentando palestinos de 12 a 17 anos que ameaçam a segurança, como o sistema funciona “para evitar terror espalhar o pânico”

Uma menina palestina em a Cisjordânia. ORAR ZIV / ACTIVESTILLS 

Salwa Duaibis e Gerard Horton é dois advogados -Ela palestinos e britânicos / Australian – membros de uma organização humanitária que monitora as ações dos tribunais militares em Israel em encarregado de julgar os jovens com idade entre 12 e 17 anos que ameaçam a segurança de país. Na manhã que passei com eles em Jerusalém, tem sido um dos mais instrutivos que já tive.

Você sabe que em 2012 nem um único colono sabia de assentamentos na Cisjordânia foi morto? E a média de crimes contra membros de assentamentos nos últimos cinco anos é de apenas 4,8 média, por ano, o que significa que os territórios ocupados são mais seguros para eles do que as cidades de Nova York, México e Bogota para os seus vizinhos? Tendo em conta que em os colonos da Cisjordânia são 370.000 (se adicionado Jerusalém Oriental seria metade ummilhões) e o palestino 2.700.000, não é nenhuma dúvida possível: este é um dos lugares menos violentos no mundo, apesar da tiroteios, demolições, atos terroristas e distúrbios que realiza a imprensa.

“Um grande sucesso das Forças de Defesa de Israel (IDF), sem dúvida”, diz Gerard Horton. “Devemos felicitá-los por isso?” Algo semelhante só pode ser alcançado através do plano inteligente, frio e metodicamente executado. Qual é esse plano no que diz respeito a crianças e adolescentes?Em um programa de intimidação sistemática, astutamente concebido e executado com perfeição. Isso é para manter essa população jovem, de 12 a 17 anos, psicologicamente desestabilizados. Para ela, existem tribunais especiais que supervisionam os juristas desta instituição. O método consiste em “demonstrar a presença” em todos os lugares IDF, o “cauterização da consciência” e “operações simuladas interrupção do normal.” Este jargão esotérico pode ser resumido em uma frase simples: evitar o terror espalhando pânico. (Este método é diferente do que se aplica aos adultos e suspeitos de terrorismo, especialmente neste caso, assassinatos, tortura, longa prisão e apreensão e demolição de casas incluídas).

Este jargão pode ser resumido como evitar a propagação terror pânico

O Exército tem um oficial de inteligência no comando de cada uma das áreas da Cisjordânia e uma cadeia eficiente de informantes adquiridos através de suborno ou chantagem, por que faz listas de jovens participando de manifestações contra o ocupante e puxe pedras contra as patrulhas israelenses. As operações são feitas geralmente à noite por soldados mascarados que são anunciados com um ruído ensurdecedor, jogando às vezes atordoar granadas em suas incursões em casas, quebrando coisas, dando ordens e falando alto, a fim de assustar a família , especialmente para as crianças. Registros são imprevisíveis, detalhado e complicado. A criança ou ratted-lo com os olhos vendados e algemados; Eles são levados, deitado no chão do veículo, colocando os pés para cima, ou dando alguns chutes para mantê-lo com medo. No centro de interrogatório que deixá-lo deitado no chão cinco ou dez horas para desmoralizar e assustá-lo com a espera incerta na escuridão. O questionamento segue um protocolo preciso: aconselhá-lo culpado de atirar pedras, que dificilmente vão dois ou três meses de prisão;caso contrário, o julgamento pode ser longo, sete ou oito meses, e, se for condenado, receberá talvez uma sentença pior. Amolecida assim, você pode, então, propor para servir como informante. Se não for suficiente, ele adverte que poderiam ser violadas ou torturados, algo que não é necessário chegar, salvo em casos excepcionais. Alguns, apenas avisá-los de que seu comportamento poderia forçar o Exército a prender seus entes queridos, a sua mãe ou irmã, por exemplo.Em alguns casos, a juventude ou a criança aceita a proposta; e que quase sempre deixa quebrado, confuso, arrependido e envergonhado de si mesmo experiência.Isso melhora o humor, de acordo com os designers do método, o seu perigo potencial e torna-se vulnerável. E não é impossível que o humor ruinosa se espalhando para o resto da família.

Então, não tanto para identificar os culpados de atirar pedras; o objectivo é apresentar em casas e em cada aldeia, através das crianças e adolescentes, insegurança e alarme perpétua. Assombrado pelo medo de ser vítimas de tais registros no meio da noite, vandalizado pratos, camas e móveis, levaram filhos, irmãos ou netos, famílias em dificuldades tornam-se menos perigoso. Perseguir o mesmo terminar as proibições absurdas, toques de recolher disposições constantes, súbitas que alteram rotinas diárias e aumentar o início. A confusão e desordem impedir ou pelo menos desencorajar conspirações. Graças aos registros de surpresa e forma cenográfica e apetrechos que os acompanha, a população tende a ser muito psicologicamente desarmado para organizar e operar; assim o risco de ser um perigo grave para essas colónias escurece tão bem armado, e, acima de tudo, então estrategicamente bem colocado.

mulheres Cola, idosos e crianças no checkpoint de Qalandia. P. CASADO PAÍS

Os moradores das vilas e cidades e rachou-los por bandas por assentamentos são severas proibições de entrada no território das colônias, o que obriga -los a dar circulares grandes para se comunicar com o outro. Os colonos, no entanto, estão ligadas por estradas modernas que normalmente só pode usar cidadãos israelitas. O isolamento de cidades e aldeias palestinas e comunicação rápida entre os assentamentos é uma das garantias de sua segurança. É verdade que, por vezes, crimes horríveis cometidos contra os colonos, mas, considerando as estatísticas desumanas, as vítimas são menos numerosos do que no resto do mundo resultante de acidentes de trânsito. Israel mostra assim no século XXI pode ser um país colonizador e em o mesmo tempo muito segura.

Israel mostra que, no colonialista XXI e pode ser um país seguro

O que acontece quando essas crianças ou jovens estão finalmente colocado em as mãos dos juízes? Para encontrar para fora , acompanhado por Gerard Horton e Salwa Duaibis, passei a algumas horas na prisão, nos arredores de Jerusalém, onde tribunais de menores presidiu sobre por juízes militares trabalhar. Entrar nas instalações dos tribunais é uma tarefa demorada; devem ser submetidos a registros e viajar corredores e câmaras de treliças que me lembraram de que era para entrar e sair da Faixa de Gaza.

Mais interessante do que os próprios ensaios, ele virou-se para falar com os pais ou irmãos e irmãs, jovens palestinos que estavam sendo julgados. Uma senhora da aldeia de Beit Fajjar me diz que seu filho, 15, passou sete meses na cadeia e, naquela noite, os soldados prenderam, quebrou tudo em sua casa. Custou inúmeras obras de viagens Beit Fajjar a Jerusalém. No entanto, os olhos saltam com alegria e sorri o tempo todo o seu filho tenha completado a sentença e espera que dentro de um minuto ou uma hora (ou duas ou três) o juiz chama e diz que você pode levar para casa .

Há outras pessoas que estão nesta sala mostra tanta alegria. Um homem ENTECO altura me diz que as crianças têm dois prisioneiros, um de 15 e outro de 17 e ainda não podia vê-los. Leva três dias para ir de sua aldeia e não é mesmo certo que hoje você pode conversar com eles. Ele é acompanhado por sua filha, muito jovem e muito tímida, que bateu os soldados a noite desabou chutou a porta de sua casa, porque ele esqueceu de mostrar o telemóvel no bolso e que talvez foi gravá-las.

homens Cola no checkpoint de Qalandia. OREN ZIV / ACTIVESTILLS PAÍS

Trials são rápidos. O juiz ou o juiz, em uniformes militares, falando em hebraico e traduzido para o árabe o funcionário. Advogados usam o árabe e traduzido para o hebraico. Os réus, semirapados jovens e vestidos de preto, ouvir em silêncio enquanto seu destino é decidido. De repente, uma menina, irmã de um dos presos, explodindo em lágrimas. A partir do cais, que implora os olhos e as mãos para acalmar, suas lágrimas poderia piorar as coisas.

La tormenta amarilla en Israel Mario Vargas Llosa visita Cisjordania y escribe sobre el drama de los territorios ocupados

 

La tormenta amarilla en Israel

Mario Vargas Llosa visita Cisjordania y escribe sobre el drama de los territorios ocupados

 OREN ZIV ACTIVESTILLS

David Grossman es uno de los grandes escritores israelíes. Era un joven periodista de la radio oficial en 1987, cuando decidió abandonar la rutina de las noticias para adentrarse en el drama provocado por los asentamientos de colonos en territorios ocupados a Palestina desde la guerra de 1967.

En 20 años ningún escritor se había acercado allí. Ahora un alto porcentaje de israelíes no sabe qué sucede en esa zona, donde se desarrolla lo que entonces Grossman (Jerusalén, 1954) contempló como una agresión a los derechos humanos. La situación ha empeorado. El resultado de aquella visita fue un libro,El viento amarillo, que conmovió a miles de lectores y provocó su expulsión de la radio y la inquina de algunos de sus compañeros. Esa obra de Grossman ha servido para que ahora un grupo de escritores prolonguen la experiencia dramática del escritor israelí con sus propios textos. Entre esos autores está el premio Nobel Mario Vargas Llosa, que acaba de revisitar los territorios ocupados de Cisjordania.

Hubo jefes del Ejército, responsable principal de aquella agresión a los derechos humanos de los palestinos, que aconsejaron a sus oficiales que leyeran tambiénEl viento amarillo. A Yehuda Shaul, que ahora tiene 33 años, no hizo falta que se lo aconsejaran sus jefes: él lo leyó cuando aún era un sargento de operaciones en Hebrón, una de las metáforas de la política de asentamientos israelí, y encontró que lo que relataba Grossman sobre la discriminación, racial, política y civil de los palestinos debía ser denunciado.

EL NOBEL PUBLICARÁ UNA SERIE DE CRÓNICAS

Vargas Llosa, en Jerusalén. OREN ZIVACTIVESTILLS

La agenda de Mario Vargas Llosa, de 80 años, ha sido casi la de un reportero de guerra, y él mismo la desmenuzará en EL PAÍS a través de la publicación de varios reportajes a partir del 30 de junio. Además, la experiencia ha sido recogida en un documental por EL PAÍS TV, que también será emitido en la web del diario.

La experiencia, no en vano, ha sido muy intensa. Tanto la de él como la de quienes le hemos podido acompañar. Hemos visto cómo se levanta a las cuatro de la madrugada para asistir a las colas de los trabajadores palestinos que han de aguardar horas ante unas rejas implacables en uncheckpoint para entrar a cumplir sus horarios en Israel, o cómo sube y baja por las carreteras o caminos o cuevas imposibles de las aldeas donde resisten los palestinos, o cómo va haciéndose con la información que precisa para luego confeccionar su relato. Al presenciar su forma de actuar no solo entendemos cómo ha hecho algunos de sus libros más famosos sino también cómo conserva en forma su teoría del compromiso del escritor con la realidad. No es nada frecuente que un premio Nobel de Literatura, autor de novelas comoConversación en La Catedral La fiesta del chivo, realice un ejercicio de este tipo.

Él, con Miki Kratsman, judío argentino que llegó a Israel a los 12 años y aquí se hizo fotógrafo y profesor, crearon Breaking the Silence (Romper el Silencio) el 12 de marzo de 2004. Compuesta por militares que cumplieron el servicio, la organización decidió recopilar testimonios anónimos de soldados cuyas identidades guardan en secreto. El escándalo ha sido tan grande como las amenazas que ahora se han intensificado contra ellos. Miki Kratsman dice, con la tranquilidad de un veterano (tiene 57 años), que se va a subir el tono de esa represión. Y las evidencias que tienen en Breaking the Silence son abrumadoras. “Pero no nos rendiremos. Ganaremos” dice Shaul.

“La lucha es contra los asentamientos. No es contra Israel”, continúa: “Yo soy un patriota, un sionista, mi familia es conservadora, tengo 10 hermanos, algunos son colonos; yo no iría adonde hay colonos, pero no quiero que mis sobrinos crezcan sin mí ni yo quiero vivir sin ellos. Así que voy a verlos”. Su lucha es moral: ni él, ni Miki ni el medio centenar de personas que constituyen su equipo, ni los mil colaboradores que de una u otra forman alimentan su lucha (muchos de ellos, militares que han testificado el lado oscuro de su trabajo), tienen nada contra el Estado de Israel. Quieren que cese la discriminación de los palestinos.

 

Represalias

Los documentos que incriminan a las fuerzas armadas han sido pasados por la censura militar. Ellos no tienen nada que temer sobre la legitimad de su lucha, pero con eso no basta para estar seguros de que no sufrirán represalias.

En esa lucha tiene mucho que ver aquel libro de Grossman. Para prolongarlo, este lector que fue militar y ahora se confiesa no pacifista (“yo daría mi vida por Israel”) concibió un proyecto al que él y los suyos dedica una pasión irrefrenable: convocar a escritores de todo el mundo para que aporten sus testimonios sobre lo que ya un día escribió Grossman. El libro saldrá en mayo de 2017 en todo el mundo y aún no tiene título. Entonces se cumplirá medio siglo de la ocupación.

Mario Vargas Llosa es uno de ellos. Colaborador de EL PAÍS, reportero en Irak, en Israel y en otras partes del mundo, ha recorrido esta última semana esos territorios ocupados para compartir la información que tienen tanto los palestinos expulsados de sus territorios, que malviven en algunas aldeas o ciudades (como Hebrón) que ahora son lugares tan fantasmales como el Pedro Páramo de Juan Rulfo, como los que son colonos de esos mismos territorios.

El libro de Grossman se tituló El viento amarillo porque amarillo es en Israel el color del odio. Lo que Breaking the Silence quiere ahora es desterrar ese color de las relaciones difíciles, políticamente imposibles, humanamente degradantes, entre israelíes y palestinos, estos últimos condenados a vivir en la última clase de la historia.

 

El color del odio

Algunos de los representantes de BTS (como el propio Shaul, como Morial Rothman-Zecher, un joven de 26 años que estudió Ciencias Políticas, renunció al Ejército y pagó por ello) hablan árabe, y tratan de desmentir ese color de odio que marca el estupor con el que Grossman dibujó el alma y la piel de este conflicto hace cerca de 40 años.

Ellos han invitado a Vargas Llosa (y a Colm Tóibín, y a Colum McCann, y así hasta 26 autores, entre poetas, narradores o ensayistas de todo el mundo, incluidos Israel y Palestina) para que observen esta lucha moral y obtengan los testimonios de los habitantes de los territorios ocupados. Esos escritores van viniendo.

El autor de La tía Julia y el escribidor le contó a EL PAÍS TV que la primera vez que vino a Israel fue en 1974, “y entonces aún era un izquierdista”. Aquel Israel le fascinó, pues expresaba ideales de justicia social que formaban parte del credo de la izquierda a la que perteneció. El fenómeno de los asentamientos desmintió luego aquella imagen.

Ni él ni los que lo invitan cuestionan el Estado de Israel; él dirá, en las entregas de sus reportajes (que comienzan a publicarse en EL PAÍS el próximo jueves 30 de junio), cómo ha visto ese problema y otros surgidos de este crucial asunto de los asentamientos.

Lo que cuestiona Breaking the Silence, y por eso la organización trabaja por el fin del odio entre palestinos e israelíes, es que en el territorio común, en Cisjordania, en Jerusalén, en todas las zonas en las que los colonos reciben una protección que se niega a los palestinos expulsados de sus tierras, haya ciudadanos condenados a vivir como seres sin derechos elementales.

El libro que inspiró esta lucha es El viento amarillo. El nuevo libro, en el que trabaja Breaking the Silence y para eso han invitado a Vargas Llosa y a otros, aún está por definir. Le sugerimos al propio Grossman, que tanto ha marcado a Shaul y a sus compañeros, si aquel viento sería ahora una tormenta: “Sí, probablemente”, afirmó.

Amarillo es aquí el color del odio. Hasta los más optimistas creen que Israel vive la continuación peligrosa de una larga tormenta amarilla. Breaking the Silence nació para romper el silencio que ha alentado ese odio. E insiste en querer romper el origen de esa tormenta.