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Para Sader, países do Mercosul devem ‘endurecer’ posição sobre Faixa de Gaza

REUNIÃO MERCOSUL

Para Sader, países do Mercosul devem ‘endurecer’ posição sobre Faixa de Gaza

Nesta terça-feira (29), os presidentes dos países do Mercosul estão na Venezuela para reunião prévia à 46ª Cúpula presidencial do bloco
por Redação RBA publicado 29/07/2014 14:07, última modificação 29/07/2014 15:11

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JIM HOLLANDER/EFE

Mais de mil palestinos morreram desde o começo da ofensiva israelense na Faixa de Gaza

São Paulo – Para o cientista político Emir Sader, países do Mercosul devem romper o tratado de livre comércio com Israel. “É totalmente indevido que o primeiro país com que o Mercosul tivesse acordo de livre comércio fora da região fosse justamente Israel”, afirma em comentário feito nesta terça-feira (29) para a Rádio Brasil Atual.

Os presidentes dos países do Mercosul estão em Caracas, na Venezuela, para reunião prévia à 46ª Cúpula presidencial do bloco. O encontro vai nomear a argentina Cristina Fernández de Kirchner como nova presidenta do bloco, debater a situação da dívida da Argentina e definir posições sobre a ofensiva israelense na Faixa de Gaza.”Países como Brasil e Uruguai têm um intenso intercâmbio militar com Israel. Coisa absolutamente indevida”, reforça Sader.

No entanto, o sociólogo pontua que o Brasil estabelece boicote aos produtos fabricados por Israel em assentamentos palestinos e é preciso que o Mercosul “endureça” nesse sentido. Sader considera coerente a posição política que a diplomacia brasileira está assumindo em relação ao massacre em Gaza, mas avalia que outros países da América Latina tomaram posições formais “mais duras”. A Argentina e a Venezuela, por exemplo, estão retirando embaixadores e rompendo relações.

“A ideia da condenação de Israel, especialmente pela postura em relação à Gaza, acho que é algo absolutamente consensual”, enfatiza. Para o analista político, o recente posicionamento de Israel com relação à diplomacia brasileira, que considerou o país “irrelevante” e um “anão diplomático”, é desproporcional e enfraquece a posição israelense.

“O Ministério das Relações Exteriores israelense pediu desculpas pela posição. O Brasil estava acabando de sair da iniciativa dos Brics, o que projeta ainda mais a sua imagem”.

Além disso, Sader avalia que foi uma atitude “desesperada” de quem não tem argumentos para contestar e uma tentativa de desqualificar o Brasil em um tema que o país tem méritos “enormes”.

Na visão do sociólogo, a integração brasileira com países próximos e os intercâmbios com países do hemisfério sul, fortalecem a soberania e independência política. “Enfraquece Israel tentar usar o argumento que a direita utiliza. Não engolem a política externa soberana do Brasil, querem que o Brasil volte a ser um aliado subordinado aos países do centro do sistema, que estão numa crise descomunal”, avalia.

Fundos Abutres

Cristina Kirchner assume a liderança do Mercosul um dia antes do último prazo dado pelo juiz norte-americano Thomas Griesa para que a Argentina pague os credores que não aceitaram a renegociação da dívida. Nesta terça-feira, representantes do governo argentino têm a última reunião, em Nova York, com um mediador indicado pela Justiça dos EUA, para buscar uma saída para a crise.

Sader considera que, diante da situação jurídico-financeira enfrentada pela Argentina, que pode levar o país à segunda moratória da dívida em 13 anos, não é o melhor momento para Kirchner assumir a presidência do Merocosul. “Mas pelo menos é uma transição que pode dar uma energia maior  ao Mercosul, à reunião de hoje em Caracas”, analisa.

Na avaliação do sociólogo, os países que integram o bloco têm preocupação e solidariedade com a  crise na Argentina. “Supunha-se que a dívida era uma página virada. Então, voltar um tema dessa ordem também é muito ruim.”

Ouça o comentário completo na Rádio Brasil Atual:

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