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Origens do conflito entre Israel e a Palestina Parte VIII

Os novos historiadores de Israel refutam agora osmitos fundadores do estado

“…Desde os anos 80 que os estudiosos de Israel coincidem com os seus congéneres palestinianos de que o sionismo foi levado a cabo exclusivamente numa base de colonialismo puro contra a população local: um misto de expropriação e exploração…

Estavam motivados a apresentar um parecer revisionista ao revelar arquivos secretos de Israel, Grã-Bretanha e Estados Unidos (por exemplo…)

Contestando o mito da aniquilação – O novo quadro historiográfico é um desafio fundamental para a história oficial que afirma que a comunidade judaica enfrentava a ameaça de uma aniquilação nas vésperas da guerra de 1948. Documentos de arquivo revelam um mundo árabe fragmentado pela desespero e pela confusão e por uma comunidade palestiniana sem capacidades militares com as quais pudesse ameaçar Israel.

As responsabilidades de Israel pelos refugiados – A supremacia militar dos judeus traduziu-se pela expulsão em massa de mais de metade da população árabe. As forças israelitas, aparte raras excepções , expulsaram os palestinianos de todas as cidades e vilas que ocupavam. Em certos casos, a expulsão era acompanhada por massacres de civis tal como foi o caso em Lydda, Ramleh, Dawimiyya, Sa’sa, Ein Zietun e noutros lugares. A expulsão foi acompanhada de violações, saques e confiscações de terra e pertences árabes…”

O mito da intransigência árabe – As Nações Unidas patrocinaram uma conferência de paz em Lausanne, na Suiça, na Primavera de 1949. Antes da mesma, A Assembleia Geral adoptou uma resolução que substituía a resolução de “partilha” de Novembro de 1947. Esta nova resolução, a Resolução nº 194 de 11 de Dezembro de 1948 aceitou a proposta de Bernardotte (mediador das Nações Unidas) de uma base triangular para uma paz abrangente: o regresso incondicional de todos os refugiados para suas casas, a internacionalização de Jerusalém, e a repartição da Palestina em dois estados. Nessa altura, vários estados árabes e vários representantes dos palestinianos aceitaram a proposta como base para negociações, tal como os Estados Unidos, que estavam a comandar as operações em Lausanne.
O primeiro ministro de Israel David Ben-Gurion opôs-se fortemente a quaisquer negociações de paz nessa base. A única razão que o trouxera à conferência fora o receio que tinha da reacção americana. Por isso se pode afirmar que não se ter aberto caminho à paz foi devido à posição de Israel e não a qualquer intransigência árabe.

Conclusões

– Os novos historiadores israelitas desejam rectificar aquilo que a sua investigação revela como sendo flagelos do passado. Foi muito caro o preço a pagar pela criação de um estado judaico na Palestina. E houve vítimas cujo sacrifício envolve compromissos que ainda alimentam o conflito que ali se trava.
In: “The Link”, de Ilan Pappe, historiador israelita, Janeiro de 1998.

“Já não é o meu país”

“…Para mim esta empresa chamado o estado de Israel já acabou. Já não suporto mais ver a injustiça que é feita aos árabes, aos beduínos. Todo o tipo de escumalha vinda dos Estados Unidos desembarca dos aviões e passa à ocupação de terras que reivindica como suas. Nada posso fazer contra isso. Só me resta fugir a isto e mandar todos para o inferno sem mim…”
Palavras de Rivka Mitchell, atriz israelita, citadas no jornal israelita do movimento pela paz « The Other Israel » em Agosto de 1998.

O efeito do sionismo nos judeus americanos

“…A corrupção do judaísmo como religião de valores universais através da sua politização pelo sionismo e pela substituição da dedicação a Deus e à lei moral pela dedicação a Israel, foi o que alienou tantos jovens americanos que, em busca de significado espiritual na vida, pouco encontraram na comunidade judaica organizada…”
In: “Issues of the American Council for Judaism”, palavras de Allan Brownfield, Primavera de 1997.

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