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Origens do conflito entre Israel e a Palestina Parte VII

Vozes judaicas que criticam o sionismo

“Albert Einstein:
Penso que seria muito mais razoável a concórdia com os árabes e a coexistência pacifica com eles do que a criação de um estado judaico. Além de considerações de ordem prática, a minha noção da natureza do judaísmo opõe-se à criação de um estado judaico, com fronteiras, exército, e a construção de um poder temporal, mesmo que modesto. Receio os prejuízos interiores que isso vai provocar no judaísmo…”

“Erich Fromm
(Sociólogo e filósofo americano de origem alemã (1900 – 1980) considerado como um dos grandes humanistas do sec XX, judeu, notável escritor e pensador) declarou que
“…em legislação geral e internacional mantém-se o princípio de que nenhum cidadão perca a sua propriedade ou os seus direitos de cidadania; e quanto a estes últimos têm os árabes de Israel muito mais legitimidade que os próprios judeus. Porque os árabes fugiram? E desde quando é que isso é punível com confiscação da propriedade, com o impedimento de regressar à terra onde viveram com seus antepassados durante gerações e gerações? Deste modo as pretensões dos judeus à terra de Israel não são legítimas. Se todas as nações reivindicassem subitamente os territórios dos seus antepassados de há dois mil anos, o mundo tornar-se-ia um manicómio…Acredito que, politicamente falando, só há uma solução para Israel, nomeadamente o reconhecimento unilateral da obrigação de um estado para os árabes – não como base para regatear politicamente, mas sim como forma de reconhecimento integral das obrigações morais do estado de Israel para com os anteriores habitantes da Palestina…”

Nathan Chofshi – Somente uma revolução interna pode ter o poder de curar o nosso povo da sua doença assassina de ódio sem causa que está destinado a fazer cair sobre nós uma completa ruína. Só nessa altura os velhos e os novos da nossa terra terão a ideia da magnitude da nossa responsabilidade perante aqueles miseráveis refugiados árabes em cujas cidades estabelecemos colonos judeus que para aqui foram trazidos de muito longe; cujas casas herdámos; cujos campos agora semeamos e colhemos; em cujos pomares, jardins e vinhedos colhemos os respectivos frutos; e em cujas cidades que roubámos construímos casas para a educação, a caridade e a prece, enquanto papagueamos em delírio que somos o “Povo do Livro” e a “luz das nações”…”

Num artigo publicado no “Washington Post” de 3 de Outubro de 1978, o Rabbi Hirsh de Jerusalém, é citado do seguinte modo: “O 12º princípio da nossa fé, acredito, é de que o Messias reunirá os exilados judeus que se encontram dispersos pelas nações deste mundo. O sionismo é diametralmente oposto ao judaísmo. O sionismo pretende definir o povo judeu como entidade nacionalista. Os sionistas dizem, com efeito:
– Olha, Deus, não gostamos do exílio. Traz-nos de regresso, e se não o fizeres, arregaçaremos as mangas e regressaremos por nós mesmos. Isto, prossegue o Rabbi, é uma heresia. O povo judeu está comprometido por juramento divino a não forçar o seu regresso à Terra Santa contra o desejo daqueles que ali residem…”
In: “Bitter Harvest” de Sami Hadawi”

“…Não vale a pena ter um lar judeu na Palestina construído pela força das baionetas e da opressão, como tentativa bem sucedida. Ao contrário valeria bem a pena tentar fazê-lo pacificamente, em cooperação, acordo, educação e boa vontade, ainda que como tentativa falhada…”
Rabbi Judah L. Magnes, primeiro presidente da Universidade Hebraica de Jerusalém, citado em “Like All The Nations”, ed. Brinner Rischin.

Palavras de Martin Buber a respeito do que deveria ser o sionismo

“…O primeiro facto é que quando fizemos a aliança (admito aliás não adequadamente definida) com um estado europeu e lhe proporcionámos o direito de governar a Palestina, nada fizemos para chegar a um acordo com os árabes que ali residiam relativamente às bases e condições para levar a cabo a instalação dos judeus.
Esta abordagem negativa levou os árabes que tomaram conhecimento e se preocupavam com o futuro do seu povo, a encararem-nos cada vez mais como um grupo interessado em viver em colaboração com eles, mas como alguém que aparece sem ser convidado na representação de interesses estranhos (facto que na altura assinalei explicitamente).
Segundo, porque lançámos mão das posições chave da economia do país sem compensar a população árabe, o que que quer dizer que não lhes concedemos uma quota parte quer no capital, quer no trabalho relativo à nossa actividade económica. Pagando aos proprietários mais abastados o preço de terras adquiridas ou pagar rendas aos locatários de outras não é o mesmo que compensar todo o povo de um país. Como consequência, muitos dos árabes mais avisados entenderam o avanço dos assentamentos judaicos como uma espécie de conjura para privar as gerações futuras do seu povo da terra necessária para a sua existência e desenvolvimento. Somente mediante uma política económica vigorosa e abrangente, dirigida à organização e desenvolvimento de interesses comuns teria sido possível contrariar esse ponto de vista e as respectivas consequências. E isso foi o que não fizemos.
Terceiro facto foi que, ao ter-se aproximado o fim do mandato britânico, não só não propusemos à população árabe do país a implantação de uma administração conjunta, como avançámos para a autoridade exclusiva que exigimos para a totalidade do território (o programa Biltmore) como consequência política adequada dos ganhos que já havíamos feito. Com essa medida, fornecemos por nossas próprias mãos aos nossos inimigos do lado árabe, a ajuda e o conforto mais precioso – o apoio da opinião pública – sem o qual o ataque militar que nos foi feito não teria sido possível. Conforme o que agora parece à população árabe a respeito das actividades em que estávamos envolvidos havia anos, comprando terras e desenvolvendo o país, já estávamos a preparar o terreno para lançar mão premeditadamente do controle de todo o país…”
Citação de palavras de Martin Buber, in “A Land of Two Peoples”, ed. Mendes-Flohr

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