MORREM OS PÁSSAROS NA GALILÉIA Reviewed by Momizat on . Mahmud Darwish Voltaremos a ver-nos num momento... Dentro de um... dois... uma geração Ela fotografou Vinte jardins E os pássaros da Galiléia E depois partiu em Mahmud Darwish Voltaremos a ver-nos num momento... Dentro de um... dois... uma geração Ela fotografou Vinte jardins E os pássaros da Galiléia E depois partiu em Rating: 0

MORREM OS PÁSSAROS NA GALILÉIA

Mahmud Darwish

Voltaremos a ver-nos num momento…
Dentro de um… dois… uma geração
Ela fotografou
Vinte jardins
E os pássaros da Galiléia
E depois partiu em busca
Além dos mares
De um novo sentido de liberdade

– meu país, estendedouro
para os panos de sangue derramado
a cada minuto

depois dela se estendeu sobre a praia
areias… e palmeiras
– ela não sabe-
Ó Rita! Te demos
Eu e a morte
O ergredo da alegria murcha nas fronteiras
Nos renovamos
Eu e a morte
Sobre tua primeira frente
E na janela de tua casa
Somos dois rostos
Eu e a morte
Por quê?
Por que foges agora
O que transforma as espigas em cílios da terra
O que transforma o vulcão em outro cara do jasmin…
Eu recebo o beijo
No fio das facas
Inscrivamo-nos pois na carnificina
Caíram as nuvens de pássaros
nos poços do tempo
com folhas supérfluas
e eu, eu arranco asas azuis
Ó Rita
Sou a pedra-testemunha da tumba que cresce
Sou aquele
Cujas correntes marcam a pele
Numa geografia da pátria.

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