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ISRAEL AMEAÇA A PALESTINA, ISRAEL É A DESGRAÇA DO MUNDO

 

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ONGs e projetos internacionais na Palestina promovem dependência estrutural, pagam o custo da ocupação e não desafiam as políticas israelenses
Quando colonos religiosos extremistas jogavam lixo e pedras contra palestinos do alto de suas colônias no meio da cidade velha em Hebron, a comunidade internacional instalou uma rede de proteção sobre a rua. Hoje é possível passar pelas ruas de Hebron desviando apenas das gotas de chorume, já que os pedaços de lixo e tijolos se mantêm suspensos…  No entanto, no fim das contas, não se questionou o fato de que mais de 90% das investigações da polícia israelense contra a violência de colonos são encerradas sem nenhuma acusação1; ou que os ataques de colonos aumentaram em 317% entre 2007 e 20112.
Muito da ação da comunidade internacional nos territórios palestinos ocupados tem apenas ajudado a “normalizar” a ocupação israelense e o regime de segregação entre judeus e palestinos. Os postos de controle agora possuem bebedouros e áreas cobertas; há rotas alternativas pavimentadas aos palestinos quando a eles é proibida uma determinada estrada, rua ou calçada. “É querer fazer um apartheid limpo, bonitinho”, diz o palestino Waseem, apontando para uma placa “Mantenha o terminal limpo” na fila do posto de controle 300, que separa Belém de Jerusalém.
Ações de caráter humanitário seriam muito bem-vindas, não fosse a ausência de outras formas de ação e a conivência internacional e dos projetos ditos humanitários com os crimes e violações do Estado de Israel. Isso fica evidente quando se observa que os Estados Unidos já doaram 115 bilhões de dólares a Israel em assistência bilateral3, ao passo que os projetos bilaterais de desenvolvimento na Cisjordânia e Gaza (USAid) não passam de 3,5 bilhões de dólares4. Para completar, depois do pedido de reconhecimento do Estado palestino na ONU (Organização das Nações Unidas), as doações estadunidenses foram drasticamente reduzidas, senão interrompidas, em diversos projetos humanitários.
Além disso, é fundamental ressaltar que as necessidades humanitárias palestinas não advêm de desastres ou condições naturais, tampouco de um problema socioeconômico histórico, fome estrutural, guerra civil… Trata-se de um povo que teria condições materiais e técnicas para se desenvolver plenamente não fosse a ocupação militar sob a qual está submetido. “Se nós tivermos a permissão para construir uma roda d’água, faremos isso, não precisamos da ajuda internacional”, diz Abu Sakr, líder de uma pequena comunidade no Vale do Jordão. Ele se refere ao fato de que depois dos acordos de Oslo, os palestinos, quando autorizados, só podem usufruir da água de nascentes ou de pouca profundidade, ao passo que colonos não possuem restrições. “A questão palestina é mais importante do que doar farinha”, diz ele. E acrescenta: “Conquistar nossa liberdade é mais importante do que a ajuda internacional.”

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