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domingo, 24 de agosto de 2014 Entrevista com Renatho Costa

domingo, 24 de agosto de 2014

Entrevista com Renatho Costa

Renatho Costa é professor do curso de Relações Internacionais da Unipampa especializado em questões relacionadas ao Oriente Médio. Ano passado ele, junto a 11 discentes (Beatriz Naddi, Carla Ricci, Carlos Henrique Moraes, Cássio Dias, Débora Faria, Diego Araújo, Jéssica Monteiro, Rafael Masson, Rodrigo Duque Estrada, Túlio Bunder e Yesa Ormond), fizeram um trabalho de conscientização muito interessante em Santanna do Livramento, construindo um muro que separava uma das ruas principais da cidade. O público se polarizou, enquanto alguns achavam um absurdo o cerceamento do espaço, outros viam aquilo como algo positivo para mobilizar as ideias com relação ao que acontece na Faixa de Gaza. Segundo o Renatho, o impacto foi grande e gerou não só polêmica, mas também muitos curiosos que queriam entender o que estava acontecendo. Leia mais abaixo.

Pergunta: Qual foi a grande lição sobre tirada do muro construído na manifestação pela Palestina no ano passado? Fale um pouco sobre o objetivo do projeto.

Resposta: Bom, então vamos pelo começo. Sou professor do curso de Relações Internacionais da Unipampa. Graduado em Relações Internacionais, Mestrado e Doutorado em História Social (USP). Desde a graduação trabalho com questões relacionadas ao Oriente Médio e, desde então tem sido meu objeto de pesquisa.

Tem alguma coisa sobre minha produção acadêmica em www.rcacademico.blogspot.com

O Muro foi criado como parte do evento IV Festival Sul-Americano da Cultura Árabe, que ocorria em diversas partes do Brasil e em algumas cidades do mundo. Este Festival é organizado pela BibliASPA, uma instituição de pesquisa sobre a temática árabe, sediada em São Paulo. Como eu conhecia o presidente da BibliASPA, Paulo Farah, propus a ele que fizéssemos uma etapa do evento em Santana do Livramento e Rivera. Ele gostou da ideia e prontamente passamos a trabalhar no evento.

Existe uma página sobre o festival no www.facebook.com/iv.fsaca e também neste site http://gaeomam.wix.com/festivalarabe

Bom, como sou professor da Unipampa e pretendia integrar este projeto à universidade, propus fazer um projeto de extensão. Nesse sentido, montei uma equipe com discentes para trabalhar comigo.

Neste site tem um press release que utilizamos para divulgar as atividades do festival e os nomes dos coordenadores. Porque os discentes foram coordenadores do projeto juntamente comigo.

Tínhamos algumas atividades que ocorreriam em todas as cidades em que ocorresse o Festival, mas também tínhamos a liberdade de criar uma programação específica para o Festival.

Nesse sentido, em reunião com os coordenadores pensamos em criar algo impactante que pudesse fazer as pessoas pensarem acerca da situação que os palestinos vivem, pois apesar de todos terem uma ideia do que seja ter sua liberdade de trânsito limitado, ninguém consegue vivenciar isso no dia a dia.

“As pessoas entenderam que do mesmo modo que tinha de lutar para derrubar o muro, teriam de lutar contra tudo que entendesse que afetasse sua vida na comunidade. De certo modo, provocou a população local a pensar nas mais diversas formas de cerceamento de liberdade.”

P: O muro foi construído onde mais especificamente?

R: Bom, a ideia inicial era fazer bem em frente à Unipampa, na rua Barão do Triunfo. Inclusive tivemos a provação da Prefeitura, consultei indivudualmente as empresas de ônibus que tinham linha que passasse por lá, etc. Estava tudo certo, mas depois as empresas de ônibus recuaram no que tinham aceito e pressionaram a prefeitura para que não fosse construído na Barão, daí optamos por construir na Conde de Porto Alegre, ao lado da Unipampa.

Era uma rua com menos trânsito, mas a proposta original seria mantida que era de fazer as pessoas sentirem o impacto da ausência de liberdade de trânsito.

P: Quantas pessoas ajudaram a construir o muro?

R: Bom, nós contratamos algumas pessoas que entendiam disso, acredito que tenham sido umas 5, não me recordo exatamente. Mas tinha de ser feito em dois dias. Começou no sábado à tarde e terminou no domingo à noite. Porque o Festival iniciaria na segunda-feira e queríamos que a cidade acordasse com o impacto de ter um muro no meio de uma rua. Mas tudo foi autorizado pelas secretarias locais, etc. Havia uma autorização formal para fazer esta interrupção do trânsito.

Mas o desdobramento que foi interessante, pois mesmo antes de interromper o trânsito nós passamos de morador em morador daquele quarteirão e pedimos autorização para fechar a rua (mesmo já tendo esta autorização da prefeitura). Todos os moradores assinaram uma autorização, mas quando viram o tamanho do muro, ficaram espantados e daí que o processo de debate na cidade ficou mais intenso.

P: Vocês gastaram quanto na contratação de pessoal e material de obra?

R: Com exatidão não saberia lhe dizer hoje, mas não foi muito caro, acredito que uns 3000 Reais.

P: A população aceitou bem? Teve algum material de distribuição para explicar o que estava acontecendo a quem passava, como um panfleto ou jornal?

R: O interessante foi que o muro estava lá sem qualquer explicação. Porque a proposta era gerar este estranhamento inicial para que depois as pessoas fossem buscar saber do que se tratava.

Na verdade, logo na segunda-feira os jornais e as rádios foram até o local para saber do que se tratava aquilo. Também era interessante perceber que os ônibus que passavam pela Barão do Triunfo reduziam a velocidade e as pessoas iam para a janela ver o muro. Vários carros paravam… Algo inusitado.

Daí começou um processo que não esperávamos que chegasse à dimensão que chegou. Primeiramente porque houve uma polarização entre aqueles que entendiam o muro como uma obra de arte (uma instalação) que tinha como objetivo levar o público a pensar sobre a questão dos palestinos e outros que entendiam como uma violência deixar construir um muro no meio da rua e impedir as pessoas de trafegarem.

Mesmo dentro da universidade este debate ganhou espaço, pois muita gente não entendia o muro como algo legal. E, nesse sentido, passou a procurar a Câmara de Vereadores, Prefeitura, secretarias… tudo para fazer com que o muro fosse derrubado.

A partir deste momento, por três dias, só se falou no muro. Participei com os demais coordenadores de vários programas de rádio, entrevistas, debates… Todo mundo só falava do muro. Mas o mais interessante foi que este muro também ganhou uma dimensão local, pois as pessoas começaram a entendê-lo como uma ruptura com a passividade da comunidade local. As pessoas entenderam que do mesmo modo que tinha de lutar para derrubar o muro, teriam de lutar contra tudo que entendesse que afetasse sua vida na comunidade. De certo modo, provocou a população local a pensar nas mais diversas formas de cerceamento de liberdade.

Mesmo aqueles moradores que tinham autorizado a construção do muro, se juntaram a alguns alunos da Unipampa para contestar contra isso. Queriam que fosse derrubado ou, pelo menos, que se abrisse uma porta na calçada para que os pedestres cruzassem.

Ou seja, já queriam criar um processo seletivo de quem pode ou não passar. Mas nós não queríamos e a tensão foi se ampliando.

P: Existe algum jornal ou outro meio midiático em Livramento que consiga elaborar uma visão diferente da grande mídia sobre a Palestina (que fale do conflito nos termos da necessidade da defesa da Palestina contra o imperialismo)?

R: Na verdade, a mídia local não faz análises sobre este conflito. Como a grande maioria das mídias de cidades pequenas, este tema não é relevante. Mesmo os grande grupo midiáticos, muitas vezes buscam se pautarem pelas agências de notícias, então nunca esperei que a mídia local fizesse qualquer consideração neste sentido. A mídia daqui cobria o que ocorria e, como há uma grande comunidade palestina, divulga esta perspectiva. Mas sem crítica.

Na ocasião recebemos o embaixador da Palestina como palestrante, o presidente da FEPAL… Ou seja, era um evento árabe, não somente político, mas tinha um recorte específico.

Como disse, não era um evento político, mas havia exposição de charges de Latuff, que tem seu grau de crítica à ocupação de Israel. Também tínhamos uma exposição de fotos dos territórios ocupados. A parte política do Festival se expressa, muitas vezes, indiretamente.

Este muro era para permanecer montado durante todo o período que o festival ocorresse, contudo, devido à pressão da população local, os organizadores do Festival se reuniram com a prefeitura e reajustamos o prazo, para uma semana. Por fim, devido ao alto grau de tensão, alguns estudantes da Unipampa contrários ao muro (não à Causa Palestina), abriram uma passagem nele durante uma manifestação. Daí, no dia seguinte resolvemos desmontá-lo porque já tinha cumprido seu papel.

 “(…) em reunião com os coordenadores pensamos em criar algo impactante que pudesse fazer as pessoas pensarem acerca da situação que os palestinos vivem, pois apesar de todos terem uma ideia do que seja ter sua liberdade de trânsito limitado, ninguém consegue vivenciar isso no dia a dia.”

P: Mas como separar um ato crítico contra a segregação na faixa de Gaza do seu teor político?

Bom, naquele momento em que ocorreu o Festival ainda não estávamos vivendo esta barbárie, então, apesar de Gaza já ter sua liberdade cerceada, os israelenses ainda não estavam exterminando os palestinos. Então, concordo contigo sobre a impossibilidade de ser acrítico com relação à ocupação israelense, mas o que queríamos era trazer, também, outros aspectos do mundo árabe. Então discutimos o muro que cerca o Saara Ocidental (inclusive com uma exposição fotográfica) e a guerra na Síria. Inclusive tivemos a participação do jornalista Klester Cavalcanti contando como foi ter sido preso durante a primeira etapa da guerra.

Todo o evento criticava e condena a atuação dos israelense contra o povo palestino. O muro somente levava a população a pensar o que é estar cercado. E olha que ali as pessoas ainda podiam sair pela parte de baixo da rua. Mas o mais interessante é que esta rua (Conde de Porto Alegre) é central, mas não tem grande fluxo de trâfego, no entanto, durante os debates parecia que era a rua mais importante da cidade!

P: Pode trazer um pouco da palestra do jornalista para cá?

R: Bom, o Klester escreveu um livro sobre isso, chama-se Dias de Terror na Síria. Para o Festival era importante tê-lo como palestrante porque ele foi o único brasileiro a ir para a Síria num momento em que não deixam jornalistas entrarem lá. Inclusive ele conta que foi proibido de ir a Homs, cidade em que ficavam as milícias, mas mesmo assim, entrou clandestinamente e acabou sendo preso. Como as pessoas não falavam inglês e ele não falava árabe, foi preso e ficou sem saber o que aconteceria com ele. Bom, as torturas físicas não foram tão enfáticas, mas a tortura psicológica ele diz ter sido terrível, pois as pessoas não sabia onde ele estava e ele sequer sabia se sairia vivo. Enfim, o livro é bem detalhista nesse sentido, mas o público gostou da palestra dele. Por isso que digo que outros temas do “mundo árabe” também estavam contemplados no Festival. Agora, tirar o teor político é muito difícil mesmo. Até os filmes tinham este recorte.

P: Então o cerceamento representado pelo muro gerou um fluxo de crítica importante, na sua opinião?

R: Sem dúvida, volto ao que disse no início. Quando fizemos a reunião para criar algo impactante, esperávamos que apenas houvesse algum grau de indignação, mas que pacificamente esperariam o festival acabar para que o muro saísse da rua. Mas foi tudo numa dimensão impensável. Nós éramos em 10 ou 11 organizadores, mas não dava para conter toda a repercussão que o muro criou. E parecia uma peregrinação ao muro. Todo mundo queria saber o que era aquilo. Por isso que foi importante não dizer nada desde o início, para que as pessoas pudessem se movimentar e buscar respostas.

Acho que foi além disso e tentaram romper com o que cerceava a liberdade delas. Infelizmente, no caso de Israel, não dá para fazer isso, pois os palestinos seriam aniquilados.

Foi importante, como dissemos em nossa análise final, perceber que a população entendeu o significado do muro para os palestinos e trouxe para a realidade dela. Muitas vezes não temos um muro físico a nossa frente, mas outras situações se configuram da mesma maneira.

Como tudo, houve polarização dos dois lados… Alguns exaltavam as pessoas que trouxeram o muro para a cidade entender o que ocorre na Palestina e outros diziam que o prefeito “deu a chave da cidade para que um professor da Unipampa fizesse que que quisesse na cidade!”. O debate era muito interessante, e nós (organizadores) nem fomentávamos… ele ia por si.

P: Qual é a opinião do grupo que fez o muro (ou a sua, mais particularmente) sobre a tragédia na faixa de Gaza e o terrorismo do Estado de Israel? Você acha que o Hamas pode contra Israel?

R: Bom, falo em meu nome, mas conhecendo meus colegas organizadores do Festival, não creio que minha opinião difira da deles.

Não há parâmetro legal para justificar o que o Estado de Israel está fazendo com os palestinos na Faixa de Gaza. Digo legal, porque se formos adentrar em aspectos humanitários, daí não é possível iniciar qualquer discussão. O direito de qualquer estado se defender não se funde à possibilidade de exterminar um povo. Atualmente os palestinos de Gaza já vivem em condições subhumanas, pois a região é cercada por Israel por todos os lados, exceto na fronteira com o Egito, mas ali o general Al-Sisi está alinhado aos interesses de Israel.

Não tenho dúvida de que a atuação de Israel se encaixa no paradigma do Terrorismo de Estado, no entanto, devido à legitimação destes atos pelos EUA, pouco há para se fazer.

É claro que também não concordo com a atuação de organizações a partir de atos terroristas, mas não basta condenar o Hamas ou quem quer que seja como terrorista e deslegitimar sua causa. Há a necessidade de aprofundar na análise e discussão sobre isso, caso contrário tudo que a ONU representa – inclusive criou o Estado de Israel e todas suas resoluções são descumpridas pelos israelenses – deixará de fazer sentido para os muçulmanos.

Esta questão não tem nada a ver com disputa religiosa, é uma luta geopolítica. Ocorre que existe uma população palestina que está sendo exterminada em Gaza e outra na Cisjordância que os israelenses tentam expulsar com a ampliação de seu território.

P: Você saberia dizer para o leitor o que foram as Intifadas palestinas e localizá-las historicamente?

R: Na verdade, Intifadas foram revoltas populares dos palestinos contra a ocupação israelense. Elas ocorreram em dois momentos específicos, quando a população não mais tinha condições de suportar os atos repressivos do governo de Israel. Foram revoltas “de pedras” contra armas. A primeira Intifada ocorreu em 1987 e a segunda em 2000. Sempre algum ato específico as desencadeou.

P: Revoltas não são necessariamente revoluções, mas há alguns grupos da esquerda que identificam uma coisa à outra. O que você pensa sobre isso?

R: Se formos partir do conceito, Revolução tem de propiciar uma mudança em relação ao que havia anteriormente. Nesse caso, não consigo perceber isso. Podemos dizer que o Irã passou por uma revolução em 1979, mas isso não quer dizer que as revoltas deixem de ter importância, pois elas expõem graus de insatisfação que certas populações vivem. Então, de revoltas podemos chegar a Revoluções, mas estas também podem ser suprimidas.

P: Como a experiência do muro afetou as pessoas que participaram dela?

R: Bom, esta análise não é tão simples e não dá para eu ter certeza do que vou dizer porque não pesquisei posteriormente.

Quanto aos coordenadores do evento, que eram discentes e que a grande maioria está se formando neste semestre, entendo que eles conseguiram se apropriar da universidade num sentido mais amplo, no qual é muito mais do que um local para se obter conhecimento, mas para vivenciar experiências edificantes.

A pressão que vivenciaram serviu para isso. Também se tornaram mais críticos com relação a vários aspectos da política internacional (que é objeto do curso de Relações Internacionais) e como isso reflete na vida cotidiana.

Quanto ao restante da população que interagiu com o muro, entendo que primeiramente ela entendeu que a universidade é um espaço vivo, que propõe ideias e convive com a comunidade, mas não de modo pacífico. Os moradores têm de se apropriar da universidade. A Unipampa conseguiu mostrar que há pessoas ali que estão preocupadas com o mundo, mas que não se deligam da cidade. Entendo que houve um ganho institucional, pois muita gente ainda conhecia a Unipampa como “o local onde era o colégio Marista”. Agora temos nome.

Também acho que talvez tenhamos uma população mais crítica, que não venha a aceitar tão passivamente a criação de um muro a sua frente (seja físico ou de outra natureza). Mas para isso precisaríamos observar mais a população e continuar a instigá-la.

P: Na FAPA (Faculdade Porto-Alegrense), onde estudo, estamos começando a fazer um tímido trabalho de base pela democracia no meio acadêmico e pela diminuição da mensalidade. Um dos assuntos que mexem com o pessoal do movimento estudantil é a realidade da Palestina, estamos preocupados com a realidade do país. Uma das críticas mais vorazes é à verdade institucional, que a mídia burguesa, nem aqui nem em lugar algum, contesta. Para todos os meios burgueses de comunicação, a atitude é de passividade e o conflito se resume em razões religiosas. Sabemos que essa não é a verdade. O interesse de Israel é geopolítico, como você disse, e econômico. Então, na sala de aula, enquanto divergimos do positivismo (que só trabalha com documentos oficiais), também contestamos algumas dessas verdades institucionais e buscamos outros pontos de vista. Como fazer com que isso vingue para o bem?

R: Que Israel seja um estado expansionista, a própria História nos mostra. Quanto ao posicionamento da mídia, é notório que o espaço que se destina a determinados grupos é fundamental para que “verdades” sejam propagadas. O “efeito CNN” ratifica este ponto de vista. Hoje temos alguns tipos de mídia que tentam sair do “mainstream”, mas ainda assim têm espaço reduzido. Estes grupos tentam utilizar a linguagem das grandes mídias (porque elas estabelecem um padrão que é tido como ideal) para conquistarem seu espaço, como a Al-Jazeera, Press TV (Irã), por exemplo. Estas duas se parecem em tudo com a qualidade técnica da CNN ou BBC. Contudo, ainda assim, existem interesses políticos que se sobrepõem aos demais, os quais você classificou como burgueses. Podemos classificar assim, mas também existe uma outra análise que não contemple a classe burguesa, mas sim os interesses nacionais. Neste caso, quem dita as regras no sistema internacional ratificaria o que é legal ou não. Como hoje os EUA e parte do mundo ocidental controlam o sistema internacional, dificilmente teremos uma Palestina com os mesmos direitos do Estado de Israel. Agora, quando me pergunta o que fazer para alterar isso, só consigo imaginar que isso demanda conscientização. Teremos de aprimorar nossa educação e a mídia conseguir conquistar um público mais crítico para ampliar a difusão deste processo de dominação das massas. Tudo isso no plano teórico, pois não saberia lhe dizer como fazer isso. Isso demanda sentarmos e aprofundarmos nesta discussão. Evidentemente que vocês já estão fazendo isso e este deve ser o primeiro passo, mas temos de ampliar. No entanto, temos um inimigo duro que tem grande capacidade de desconstruir tudo que não interessa para ele.

Bom, esta última resposta mereceria mais tempo para reflexão. Acredito que não esteja tão bom, pois é uma grande provocação.

Temos que encontrar maneiras para mostrar como funciona o sistema. Seja através de um muro ou construindo uma mídia parecida com a tradicional, mas que traga um conteúdo contestador.

Postado por Torquato às 

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