Chomsky resiste e profere palestra virtual em universidade palestina Reviewed by Momizat on . O filósofo e linguista norte-americano, Noam Chomsky, após ser impedido de entrar em Israel para uma palestra na universidade palestina de Bir Zeit, foi forçado O filósofo e linguista norte-americano, Noam Chomsky, após ser impedido de entrar em Israel para uma palestra na universidade palestina de Bir Zeit, foi forçado Rating: 0

Chomsky resiste e profere palestra virtual em universidade palestina

O filósofo e linguista norte-americano, Noam Chomsky, após ser impedido de entrar em Israel para uma palestra na universidade palestina de Bir Zeit, foi forçado a voltar a Amã, na Jordânia, mas não desistiu de falar ao público. Ele realizou uma videoconferência, segundo apurou o jornal conservador espanhol El País. Ainda segundo o diário madrilenho, a atitude do governo israelita transformou-se em um escândalo internacional, a ponto das autoridades atribuirem a culpa do incidente umas às outras, sem chegar a um consenso sobre a responsabilidade pela atitude. Chomski, de 81 anos, foi submetido a um interrogatório de mais de três horas, na fronteira..

Judeu, que nos anos 50 viveu num kibbutz, Chomsk é atualmente um ícone da linguística e da esquerda norte-americana. Recusar a sua entrada em Israel foi um verdadeiro tiro no pé do Governo de Netanyahu, pelo fato de o velho professor ser um crítico ácido da política de colonização de Israel, tal como o é da política externa dos Estados Unidos.

– O responsável na fronteira perguntou-me por que razão eu ia dar uma palestra na universidade de Bir Zeit e não numa universidade israelita. Aparentemente, eles não gostaram do fato de eu ir proferir uma palestra numa universidade palestiniana – disse Chomsky:

No domingo, quando se tornou pública a proibição ao ingresso de Chomsky em Israel, o ministério do Interior informou que houve “mal-entendido” e responsabilizou implicitamente o oficial de fronteira pela atitude. Ele estampou no passaporte do lingüista o carimbo: “Ingresso negado”. Horas depois, quando o fato já havia ganhado as principais páginas da internet, o mesmo ministério atribuiu a decisão ao Exército, por se tratar de uma fronteira situada nos territórios ocupados. Ainda segundo relata o El País, um porta-voz militar negou que o Exército tenha sido consultado acerca do ingresso de Chomsky.

Em nota, o governo Netanyahu considerou “ridículo” e impensável a proibição de pessoas que criticavam o país, sem mais explicações.

Chomsky, no interrogatório de mais de três horas a que foi submetido na fronteira da ponte Allenby, domingo, contou que um oficial disse-lhe que havia lido todos os seus livros e que o governo não gostava de suas opiniões, muito críticas à ocupação de territórios palestinos. O linguista, fluente em hebraico, respondeu que nenhum governo gostava de suas opiniões.

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