NÃO IREMOS EMBORA

Tawfiq Zayyad Aqui Sobre vossos peitos Persistimos Com uma muralha Em vossas goelas Com cacos de vidro Imperturbáveis E em vossos olhos Como uma tempestade de fogo Aqui Sobre vossos peitos Persistimos Com uma muralha Em lavar os pratos em vossas casas Em enchar os copos dos senhores Em esfregar os ladrilhos das cozinhas pretas Para arrancar A comida de nossos filhos De vossas presas azuis Aqui Sobre vossos ...

Ler mais

Biografia Tawfiq Zayyad

Tawfiq Zayyad, palestino de Nazaré, nascido em 1940, Membro do Partido Comunista de Israel, deputado no   parlamento israelense, defensor contumaz de seu povo contra a intolerância e a política cruel oriunda da vitória do estado sionista. É autor das seguintes obras (*): Os estrecho las manos, 1968: Enterrad vuestros muertos y alzaos, 1969; Canciones de revolución y rabia, 1970; Comunistas, 1970; Omm – Durm ...

Ler mais

COM OS DENTES

Tawfiq Zayyad Com os dentes Defenderei cada polegada da minha pátria Com os dentes E não quero nada em troca dela Mesmo que me deixam pendurado Nas minhas veias Aqui permaneço Escravo do meu amor... a`cerca da minha casa Ao orvalho...e às géis flores do campo Aqui continuo E não poderão derrubar-me Todas as minhas dores Aqui permaneço Com vocês No meu coração E com os dentes Defenderei cada polegada da terr ...

Ler mais

ESCRITO NO TRONCO DE UMA OLIVEIRA

Tawfiq Zayyad Porque eu não fio lã Porque eu estou exposto cada dia A uma ordem de prisão E minha casa à mercê De visitas policiais De averguaçãoes Das operações de limpeza Porque não me é possível Comprar papel Gravarei tudo o que me acontece Gravarei todos os meus segredos Numa oliveira No pátio De meu lar Gravarei minha história E o retábulo de meu drama E meus suspiros Em meus jardim E nas tumbas dos me ...

Ler mais

REGRESSOS

Tawfiq Zayyad I Que lágrimas traz Esta vento qua sobra do oriente Carregado de clamores dos meus ausentes Estrangulado de saudade Brutal As notas nuas Que saturam a terra e o horizonte Que drenam o desespero das planícies O cheiro do orvalho, do sangue, da escravidão Em minha cara, em minha garganta Que lágrimas traz Este vento que sopra do oriente II Chamo-os Dou-lhes as mãos Beijo a terra sob suas sandáli ...

Ler mais
Voltar para o topo