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Brasil abraça Dia Mundial de Solidariedade ao Povo Palestino

Além de inúmeras sessões solenes nas câmaras municipais de vereadores, assembléias legislativas e na Câmara dos Deputados, os movimentos sociais brasileiros estão promovendo nesta quinta (29) diversas atividades por todo o país em comemoração ao Dia Mundial de Solidariedade ao Povo Palestino. ”A existência dessa data é um tributo que o mundo paga ao heroísmo e abnegação do povo palestino”, declarou ao Vermelho José Reinaldo de Carvalho do Centro Brasileiro de Solidariedade aos Povos e Luta pela Paz (Cebrapaz).

Ele participou na manhã desta quinta em Brasília, juntamente com deputados, entidades dos movimentos sociais e a embaixadora do Estado Palestino no Brasil, Mayada Bamie, de uma sessão solene da Câmara que lembrou o 29 de novembro de 1947, o fatídico dia em que a Assembléia Geral das Organizações das Nações Unidas (ONU) votou a favor de dividir a Palestina em duas partes, uma onde ficariam os judeus, que se chamaria Estado de Israel e outra, onde já estavam os palestinos, chamada Estado Palestino.

 

Em 2007, a decisão polêmica – que deixou os palestinos com 47% do território, as piores e menos férteis terras num território praticamente sem água, enquanto que os judeus ficaram com 53% do território e as mais produtivas terras – completa 60 anos. 

 

A ONU, à época, era composta apenas por 57 países e era – como continua – politicamente influenciada pelos Estados Unidos que emergiram da 2ª Guerra Mundial como a maior potência do planeta ao lado da União Soviética.

 

A votação em 47 foi apertada. Dos 57 países presentes, apenas 33 (ai incluso o Brasil, cujo voto foi de Oswaldo Aranha) apoiaram a “criação” do Estado de Israel.  13 países votaram contra, sendo que  11 eram árabes e apenas dois não, Cuba e Grécia. Houve ainda 11 abstenções.

 

O país que a ONU criou

 

Todos os colóquios de juristas internacionais sobre o tema reafirmam até os dias atuais que não é atributo das Nações Unidas criar países, como já afirma seu Estatuto. Eles argumentam que se à ONU tivesse tal atributo os países por ela criados poderiam ingressar no seu sistema e alterar a correlação de forças, o que não seria positivo para os EUA que detêem a maior influência sobre a Organização. 

 

No entanto, a exceção do 29 de novembro de 1947 foi possível, avaliam, em função da comoção internacional em favor dos judeus, massacrados pela Alemanha nazista durante a 2º Guerra Mundial. A prova é que no périodo até a União Soviética apoiou a criação de Israel, retirando, porém, seu apoio mais tarde em favor dos palestinos. 

 

”Que nos solidarizemos a cada dia mais com o povo martirizado há mais de 60 anos pela ocupação sionista e pelas ações imperialistas dos EUA no Orirente Médio. Que nos somemos ao povo palestino e a sua luta por seu Estado Nacional. O Cebrapaz defende uma paz justa na região e rechaça as todas as manobras do governo Bush no Oriente Médio”, destaca José Reinaldo.

 

O MST também divulgou nota em solidariedade ao povo palestino nesta quinta. ”O governo do Estado de Israel tem desrespeitado inúmeras resoluções da ONU, relacionadas ao direito de retorno dos refugiados palestinos, desocupação de Jerusalém Oriental, garantia de preservação dos direitos humanos para os palestinos, entre outras”, diz a nota.

Solidariedade e Reforma Agrária

 

” O mundo se choca quando vê os veículos militares e tratores invadindo bairros e destruindo casas onde moram os palestinos que tiveram algum parente particpando do legítimo movimento de resistência e de luta pela terra e pela pátria palestina.
Até quando vamos permitir a construção de ‘muros da vergonha’, como o que Israel está construindo dentro do território palestino? Este muro chegará a ter 700 km e vai separar vilarejos e cidades, transformando parte da Palestina em um verdadeiro campo de concentração, vigiado sistematicamente”, denuncia o texto do movimento sem terra.

 

O texto também rechaça o argumento de que as ações sionistas tem como fim combater o terrorismo: ”terrorismo é impedir um povo de desfrutar de sua própria terra, é impedir a existência de uma pátria livre do colonialismo e do imperialismo. Terrorismo é matar crianças com bombas e mísseis disparados de helicópteros e aviões nos bairros onde vive a população civil palestina. Terrorismo é barrar uma mãe grávida num posto policial ou do exército, impedindo que a mesma tenha a atenção necessária na hora do nascimento de seu filho”.

 

”Nos alegra saber que as forças democráticas, progressistas e populares de todo o mundo se colocam contrários ao apartheid imposto pelo governo de Israel. Também nos fortalece saber que existem pessoas que de dentro de Israel, sejam operários, estudantes, intelectuais, artistas e militares estão se organizando para lutar contra um governo anti-democrático, anti-popular e pró-imperialista. Até mesmo os cidadãos israelenses que se organizam para fazer manifestações de solidariedade ao povo palestino. Por um mundo sem colonialismo e sem imperialismo! Viva a luta do povo palestino! Reforma Agrária: por justiça social e soberania popular!”, conlcui o texto.

 

Além do Cebrapaz e do MST, dezenas de outras organizações também enviaram notas de solidariedade a Embaixada da Palestina no país, além de promover atividades em escolas, universidades e sindicatos de homenagem aos palestinos.   

 

Palestina agradeçe apoio do país

 

,  a Embaixada do Estado da Palestina no Brasil, inaugurada em 1979, agradeceram as ações de apoio e solidariedade dos organismos governamentais e não governamentais do país, destacando que a todo ano as atividades de solidariedade se renovam com ainda mais vigor.

 

Novembro é um mês especial para o povo palestino. Além do histórico dia 29 de novembro, outras datas deste mês ganham relevância para a causa palestina. Como o dia 11 de novembro, quando lembra-se o terceiro aniversário da morte do presidente Iasser Arafat e o dia 15 de novembro, Dia da Declaração da Independência ocorrida em 15 de novembro de 1988, na 1ª Sessão do Conselho Nacional Palestino.

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