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A Questão Palestina sob o olhar de um Palestino

A Questão Palestina sob o olhar de um Palestino por Abdel Rahman Abu Hwas

Introdução
Em maio de 2018 completar-se-ão 80 anos que o sionismo conquistou a sua fortaleza no Oriente Médio, seus dirigentes acreditaram que o nome Palestina desapareceria e aqueles que perderam seus lares e suas esperanças foram viver em tendas nos campos de refugiados. Acreditava-se que esse povo desprezado, quase que desamparado, não faria história. Dispersaram-se pelos pontos mais variados do Oriente Médio, diluir-se-iam como as areias empurradas por um furacão, ou assim pensavam do alto de sua altivez, os lideres de Israel. Mas, esqueceram que a historia é feita quase que sempre pelos despojados e os perseguidos.
Crê, erroneamente, a opinião pública, que o problema palestino é um problema árabe–judaico originado numa luta politico-religiosa travada entre judeus, por um lado, e árabes de outro. Alguns pensam tratar-se meramente acerca de um problema territorial: uma terra que pertencera aos judeus em tempos mais remotos da historia e que estes voltaram a ocupar em nome dos reivindicados direitos históricos e adquiridos para fundar ali, por sua própria conta, um estado onde os israelitas encontrariam refugio e um porto de paz em que estariam salvos das perseguições que lhes foram infligidas pelos povos e soberanos da Europa em todas as épocas de sua turbulenta historia. Tanto a Europa como a América abençoaram a criação do estado de Israel e brindaram-lhe com todos os tipos de atenção e apoio, ministrando-lhe todos os meios de matança e destruição, e assim possibilitando-lhes a perpetração de agressão, com a qual asseguravam sua expansão.
O problema palestino nasceu realmente dentro de um contexto mundial antes de manifestar-se em terras palestinas. O problema evoluiu sobre manobras e intrigas montadas a mais de um século pelos sionistas perante os imperadores alemães, sultões otomanos, governantes europeus, e, muito especialmente, perante os políticos e dirigentes da Grã-Bretanha e Estados Unidos da América.
No blog “Por trás da mídia mundial” ‘https://portrasmidiamundiall.blogspot.com.br/2017/02/senhor-rothschild-minha-familia-criou.html’ o Times, revista circulante em Israel, relata que Lord Jacob Rothschild revelou recentemente novos detalhes sobre o papel crucial que seus ancestrais desempenharam na obtenção da Declaração Balfour, que “ajudou a pavimentar o caminho para a criação de Israel”.
O movimento sionista preparou a destruição do estado da Palestina para que sob suas ruinas fosse edificado o estado de Israel. Em sua acepção politica moderna, o sionismo é a ideologia nacionalista dos judeus e essa ideologia tende em primeiro lugar a conservação rigorosa pelos judeus de suas crenças e tradições rechaçando toda a integração nas comunidades em que vivem. O movimento trabalha em segundo lugar em prol do retorno à Palestina e a edificação sobre seu território de um estado exclusivamente judeu para concretizar os mitos da Terra Prometida e da terra sem povo para um povo sem terra. Não é mera coincidência o número de palestinos no mundo ser igual ao de judeus também dispersos. Isso significa que a terra não estava sem povo.
O professor de ciência política Norman Finkelstein é um judeu americano, graduado pela Universidade do Estado de Nova Iorque, escreveu sobre o mito da Terra Prometida diz: “Se eu viesse com uma bíblia na mão e um Rifle na outra, batesse na sua porta, e disse-se: De acordo com a minha bíblia, a minha família morava em sua casa há dois mil anos atrás! O que você faria? Arrumaria as malas e iria embora???”

O que é o Sionismo
Hertzel definiu o sionismo como: “O movimento do povo judeu em marcha para a Palestina” e David Bem Gurion, por sua vez definiu como: “O sionismo é na realidade uma filosofia judia cuja substância crucial é a luta contra a assimilação”.

A limpeza étnica na Palestina
No inicio do século passado, iniciou-se a execução do plano quando milhares de imigrantes judeus chegaram à palestina em 1914, neste período, haviam 85 mil judeus, proprietários de 6% das terras palestinas. Entre 1919 e 1932 entraram mais 125 mil imigrantes judeus, entre 1933 e 1939 mais 215 mil e de 1939 a 1948 outros 120 mil. Finalmente em 1948 havia 650 mil judeus e uma população de palestinos de 1.300.000.
Nas linhas que se seguem cita-se as palavras do professor Ilan Pappe que lecionava até 2007 na Universidade Israelense de Haifa com acesso aos arquivos históricos do estado de Israel. Ilan Pappe revela informações de extrema importância narradas ao longo de mais de 400 páginas do seu livro ‘THE ETHNIC CLEANSING OF PALESTINE’:
“Na tarde de quarta de 10 de março de 1948 um grupo de onze líderes veteranos sionistas e jovens oficiais militares judeus colocaram os toques finais a um plano para a limpeza étnica de palestina. Nesta mesma tarde enviaram ordens militares para as unidades no terreno a fim de preparar a expulsão sistemática dos palestinos de vastas áreas do país. As ordens estavam acompanhadas de uma descrição detalhada dos métodos para desalojar à força os habitantes com intimidação em grande escala para cercar e bombardear as aldeias e centros populacionais, incendiar as casas, propriedades e bens; expulsões, demolições e finalmente a colocação de minas entre os escombros para impedir o retorno de qualquer um dos expulsos. Uma vez que a decisão foi tomada 6 meses mais tarde à missão estava cumprida e cerca de 800 mil palestinos (mais da metade dos habitantes nativos do país na época), foram expulsos de suas casas sendo convertidos em refugiados, 531 aldeias destruídas e 11 bairros urbanos esvaziados.

O cerceamento de direitos aos palestinos sob ocupação
Com a serenidade de quem nunca perdeu a esperança, o poeta e escritor Mahmoud Darwish afirma: “Esta ocupação é uma ocupação estrangeira que não pode escapar à acepção universal da palavra ocupação, qualquer que seja o número de títulos de direitos divinos que ela invoca; Deus não é propriedade pessoal de ninguém”.
Uma delegação composta por 8 membros do Parlamento Internacional de Escritores em viagem à Palestina em março de 2002 visitou Bir Zeit, a mais importante universidade palestina, onde a rotina dos alunos e professores é infernal. Para chegar ao campus, eles têm de passar por estradas controladas pelo exército israelense, por diversos “check points” e percorrer uma parte do caminho a pé. “O governo de Israel faz tudo para tornar nossa vida um inferno”, diz um palestino. “Décadas de desapropriação, ocupação e discriminação são a principal razão da resistência palestina. Mais repressão militar israelense e a contínua ocupação e cerco nunca cessarão o desejo palestino por liberdade e tampouco tocarão as reais causas da violência”.
No encontro com escritores e intelectuais israelenses em território de Israel, foram ouvidos relatos de militantes da paz que veem a situação se degradar a cada dia, a esquerda perder terreno e as esperanças de um acordo de paz ficar cada vez mais distante. No evento, uma escritora israelense toma a palavra e diz que não se pode fazer uma simetria entre o sofrimento dos israelenses e o dos palestinos. Emocionada, ela diz que: “não suporta ouvir falar de compreensão com o sofrimento dos dois povos, como se pudesse haver comparação entre quem oprime e quem sofre a opressão”. Seu combate é denunciar a ocupação e a opressão sofrida pelo povo palestino.

Já Chomsky, um dos maiores pensadores da atualidade afirma que: “Nos territórios ocupados, o que Israel está fazendo é muito pior que o apartheid”. No caso do apartheid sul africano, os nacionalistas precisavam da população negra, essa foi sua força de trabalho. A relação de Israel com os palestinos nos territórios ocupados é totalmente diferente, eles simplesmente não os querem.

Uma visão internacional sobre o conflito
Entrevista à BBC de José Saramago, disponível no blog ‘http://desaramago.blogspot.com.br/2015/01/jose-vericat-da-bbc-entrevistou.html’, José Saramago diz:
‘BBC – Que pensa de Israel?
Saramago – Um sentimento de impunidade caracteriza hoje o povo israelense e o seu exército. Eles converteram-se em financiadores do holocausto. Com todo o respeito pela gente assassinada, torturada e sufocada nas câmaras de gás. Os judeus que foram sacrificados nas câmaras de gás quiçá se envergonhariam se tivéssemos tempo de dizer-lhes como estão se comportando seus descendentes. Porque eu pensei que isto era possível; que um povo que tem sofrido deveria haver aprendido de seu próprio sofrimento. O que estão fazendo com os palestinos aqui é no mesmo espírito do que sofreram antes.
BBC — O que pode ter este conflito palestino-israelense de particular?
Saramago — Vamos ver: Isto não é um conflito. Poderíamos chamá-lo conflito se se tratasse de dois países, com uma fronteira e dois estados, com um exército cada um. Aqui trata-se de uma coisa completamente distinta: Apartheid. Ruptura da estrutura social palestina pela impossibilidade de comunicação.

O Frei Martinho Penido-Burnier revela em Carta de denúncia às autoridades brasileiras disponível no arquivo histórico do Itamaraty revela a situação dos palestinos e as atrocidades cometidas: (http://vivapalestina.com.br/carta-denuncia-do-frei-martinho-penido-burnier-as-autoridades-brasileiras-2/)

Beirute, em 5 de novembro de 1948
Quero aludir em primeiro lugar à conduta desta guerra pelas tropas e autoridades sionistas sobretudo no que diz respeito às atrocidades cometidas por eles sobre as populações civis e indefesas; aos saques sistemáticos e metódicos de aldeias inteiras ou de certos bairros cristãos de Jerusalém; aos roubos, saques e vandalismos de toda espécie praticados nos edifícios de instituições religiosas’.
Se passarmos a falar da maneira sionista de conduzirem a guerra, temos a tristeza de constatar que eles rivalizam com os Nacional Socialistas da última guerra mundial, a ponto de que Mr. Neville, Cônsul Geral da França (pessoa suspeita, dada a sua maior simpatia pelo movimento sionista, antes destas hostilidades) declarou solenemente que “vinte e oito dias de guerra e dezessete dias de trégua ensinaram-me mais sobre o Nacional Socialismo do que vinte anos de regime de Hitler.” declaração proferida no nosso Convento de Santo Estevão, no dia 27/6/1.948 e por mim cuidadosamente anotada.
O dia da Independência para os judeus em 1948, deu-se às vésperas do dia estabelecido como a data da Catástrofe palestina – a “Nakba”, em árabe – pela memória de 15 mil mortos e 750 mil expulsos, refugiados (hoje estimados em mais de cinco milhões em todo o mundo), além das mais de 500 vilas destruídas e a continuidade de uma história de despojo ainda persistente.
É necessário esclarecer que a chamada “Questão Palestina” – assim denominada pela Organização das Nações Unidas (ONU) – teve seus pontapés iniciais, num esforço de colonização e avanço imperialista, no final do século 19, com o advento do sionismo. Este empreendimento colonizador, de raízes britânica e francesa, instrumentalizou a religião para legitimar e mobilizar a migração massiva de judeus para os territórios propagandeados como inabitados, ainda que o assentamento dos imigrantes ocorra sobre o massacre de milhares de palestinos e a sua expulsão perpetuada.
As imagens das comemorações massivas do “Dia da Independência” em Israel devem trazer à tona a avaliação histórica das chamadas “guerras de independência” culminantes em 1948 e do fim do Mandato Britânico. A colonização da Palestina foi estabelecida sobre a queda do Império Otomano e da partilha do Oriente Médio entre o Reino Unido e a França, através do Acordo da Ásia Menor, mais conhecido como Acordo Sykes-Picot, concluído em 16 de maio de 1916. O episódio, entretanto, enquadra-se na empreitada pela construção da “Eretz Israel.

Os refugiados palestinos
A declaração de independência foi assinada em 14 de maio de 1948, dia em que, à meia-noite, estava previsto o fim do Mandato Britânico, conforme sugerido pela Resolução 181 das Nações Unidas (o “Plano de Partilha da Palestina”), para a criação de dois Estados. O Estado da Palestina ficou no papel, enquanto a ocupação israelense, sobretudo a partir da Guerra de Junho de 1967, o consumia, ocupando o que restou da palestina (Cisjordânia e Faixa de Gaza) engolindo ainda Jerusalém e territórios dos vizinhos Síria, Egito e Líbano.
Em publicação do jornal britânico “The Guardian” em 30 de abril de 2008, intitulado ‘Nós não estamos celebrando 60º aniversário de Israel’, disponível em: (https://www.theguardian.com/world/2008/apr/30/israelandthepalestinians) é exibido o artigo assinado por 110 renomeadas personalidades judaicas, britânicas, professores, escritores e diversas lideranças internacionais que afirmam que: “Certamente, é chegado o momento de reconhecer a narrativa do outro, o preço pago por outro povo para o anti-semitismo europeu e as políticas genocidas de Hitler. Como Edward Said enfatizou, o que o Holocausto é para os judeus, a Nakba é para palestinos. Ao todo, 750 mil palestinos tornaram-se refugiados. Cerca de 400 aldeias foram varridas do mapa. Isso não acabou com a limpeza étnica. Milhares de palestinos (cidadãos israelenses) foram expulsos da Galiléia em 1956. Muitos milhares mais quando Israel ocupou a Cisjordânia e Gaza. Sob a lei internacional e sancionada pela resolução 194 da ONU, os refugiados de guerra têm direito ao retorno ou a compensação. Israel nunca aceitou este direito. Nós não estaremos celebrando”.
A UNRWA – United Nations Relief and Works Agency for Palestine Refugees – é uma agência das Nações Unidas que dá assistência a cinco milhões de refugiados Palestinos. Mantendo, entre outros serviços, centenas de escolas, clínicas, centros de distribuição de alimentos em 58 campos de refugiados e outros locais no Líbano, Síria, Jordânia, Gaza e Cisjordânia. No website da UNRWA é apresentado quem são os refugiados palestinos e a quantos refugiados palestinos hoje a UMRWA atende. São considerados refugiados da Palestina todos os indivíduos que residiram na Palestina entre junho de 1946 e maio de 1948, que perderam suas casas e meios de subsistência em consequência do conflito árabe-israelense de 1948.

O mito da terra sem povo para um povo sem terra
Shlomo Sand é um historiador israelense, professor de história na Universidade de Tel Aviv e autor dos livros a invenção do povo judeu e invenção da terra de Israel. Shlomo Sand escreve: “Tanto meu apartamento como meu local de trabalho estão localizados sobre as ruínas da aldeia árabe que deixou de existir em 30 de março de 1948. Naquele dia, os últimos amedrontados moradores seguiram a pé pela estrada de terra, levando com eles os pertences que conseguiram carregar, desaparecendo lentamente da vista dos inimigos que haviam cercado a aldeia (…). Na fuga apressada, em terror, deixaram mobília, utensílios de cozinha, malas e trouxas, assim como os antigos moradores, que há muito tempo foram arrancados do local onde hoje vivo e trabalho”.
O povo judeu nunca existiu como um ‘povo-raça’ partilhando uma origem comum. Shlomo Sand revisita a hipótese, já avançada por historiadores dos séculos XIX e XX, segundo a qual os khazares convertidos ao judaísmo seriam a principal origem das comunidades judaicas da Europa de Leste:
‘Os judeus da Europa do Leste são uma mistura de khazares e eslavos rechaçados para o Ocidente. ’ Do ponto de vista do sionismo, este Estado não pertence aos seus cidadãos, mas sim ao povo judeu. Quem conhece as jovens elites entre os árabes de Israel pode constatar que eles não concordam em viver num Estado que proclama que não é o seu. Se fosse palestino rebelar-me-ia contra um tal Estado, mas é também como israelita que me rebelo contra este Estado.
Shlomo Sand afirma que: “Nenhuma população se mantém pura ao longo de um período de milhares de anos. Mas a possibilidade de que os Palestinianos sejam os descendentes do antigo povo da Judeia são bastante maiores que a possibilidade que você ou eu [ambos judeus] o sejamos’.
B’Tselem – The Israeli Information Center for Human Rights in the Occupied Territories contabiliza informações, testemunhos e estatísticas sobre fatos e elementos que parte do cotidiano dos palestinos como na seção de Checkpoints constam 98 Checkpoints fixos e outros que variam entre 361 e 519; demolições de casas – mais de mil casas demolidas deixando milhares de pessoas sem teto e por fim, 800km do muro da separação racial que confiscou 15% da área da Cisjordânia, causando prejuízos para centenas de milhares de palestinos.
A Corte Internacional de Justiça (CIJ), confirmou, apesar das intensas pressões de Israel, EUA e governos da UE (União Européia), que o muro é ilegal.
Limitamo-nos a trazer opiniões, testemunhos e denuncias acerca da questão palestina. Estas denúncias apontam para a verdadeira raiz da questão palestina como sendo simplesmente a criação do estado do Israel sobre os cadáveres dos palestinos e os escombros de 531 aldeias palestinas fato comprovado pelo professor Ian Pappé e confirmado pelas 110 personalidades judaicas britânicas no artigo do “The Guardian”. O direito ao retorno dos refugiados palestinos, ratificada na resolução 194 da ONU, afirma este direito.
O sistema de apartheid e as políticas de discriminação devem terminar, assim como muros, assentamentos ilegais, checkpoints, ocupação militar, prisões administrativas, confisco de terras, demolições de casas e todas as formas de repressão. O retorno dos refugiados palestinos para suas propriedades deve se concretizar. Será utopia um estado democrático laico sem discriminação de raça, cor, etnia ou religião? O estado que trata todos os seus habitantes de forma igual e não há um estado judeu ou dos judeus e estado muçulmano ou dos muçulmanos, mas um estado de todos e para todos os seus cidadãos?

REFERÊNCIAS
POR TRÁS DA MÍDIA MUNDIAL. Disponível em: . Acesso em: 05/08/2017.
PAPPE, ILAN. The ethnic Cleansing of Palestine. ONEWorld Publications. ISBN 978-1-85168-555-4. 2006.

JOSÉ SARAMAGO ENTREVISTA. Disponível em: Acesso em: 06/08/2017.

FREI MARTINHO PENIDO-BURNIER CARTA. Disponível em: , Acesso em 09/08/2017.

UNITED NATIONS RELIEF AND WORKS AGENCY FOR PALESTINE REFUGEES. Disponível em: http://unrwa.org.br/sobre_a_unrwa/. Acesso em 13/07/2017.

THE ISRAELI INFORMATION CENTER FOR HUMAN RIGHTS IN THE OCCUPIED TERRITORIES. Disponível em: . Acesso em 10/08/2017.

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