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A mídia dos pilantras, pulhas e paquidermes Georges Bourdoukanm Jornalista e escritor

 

Brasil fala

A mídia dos pilantras, pulhas e paquidermes

06/06/2007


Georges Bourdoukanm
Jornalista e escritor
Folha de S. Paulo enviou um agente a Israel para escrever sobre os 40 anos da invasão e ocupação da Palestina pelas tropas sionistas. O enviado baseou seu trabalho no jornal Yediot Ahronot, espécie deNoticias Populares em sua pior fase. Transcreve a manchete do jornal “Síria se prepara para confronto no verão”. Em seguida acrescenta – a Síria estaria se preparando “para uma guerra com Israel”e “Israel estaria se preparando para o pior”. Ou seja, induz o leitor a crer que a Síria é uma nação belicista e Israel, ao se preparar para o pior, seria uma nação pacifista, pronta a se defender. Se esse paquiderme se desse ao trabalho – não diria conhecer História, porque isso seria exigir muito, mas pelo menos consultasse os arquivos – veria que Israel sempre foi o agressor. Mas o paquiderme não para aí. Talvez por entender que os leitores da FSP são idiotas, relatou que “um membro da inteligência israelense teria lhe confidenciado que todos os planos de Israel para a guerra seriam na verdade “ planos defensivos”.Ou seja, mais uma vez Israel não pretende atacar,mas se defender. E o paquiderme, não satisfeito em conduzir a entrevista com o objetivo de acusar os sírios prossegue, agora citando um oficial: “Nossa percepção é a de que (o ditador sírio, Bashar) Assad poderia iniciar uma guerra limitada, não com o objetivo de recuperar o Golã, mas para obter um ganho estratégico ou fortalecer sua imagem no mundo árabe”. Sentiram a barbaridade? O oficial israelense diz“Nossa percepção é a de que Assad”. Isso mesmo, o oficial diz apenas Assad, mas o pulha acrescenta por sua própria conta, entre parêntesis, o ditador Bashar. E o oficial fala em recuperar o Golã, território sírio ocupado por Israel. Subliminarmente o oficial israelense deixa claro que Ássad teria todo o direito de lutar para recuperar um território que lhe pertence. E provoca dizendo que ele não vai conseguir isso.
Ao terminar a leitura da matéria, fica na memória do leitor que os belicistas sírios vão invadir Israel a qualquer momento, por isso Israel teria todo o direito de atacar primeiro para se defender. É esse o tipo de jornalismo que a mídia brasileira pratica hoje. O dramático é que tem gente que ainda paga para ler esse lixo.

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