09) Cronologia 1997 Reviewed by Momizat on . Janeiro Jan. 8.: Cerca de doze estudantes yeshiva (escolas religiosas) se mudaram para uma construção recém adquirida no Quarteirão Cristão da Cidade Velha. Jan Janeiro Jan. 8.: Cerca de doze estudantes yeshiva (escolas religiosas) se mudaram para uma construção recém adquirida no Quarteirão Cristão da Cidade Velha. Jan Rating: 0

09) Cronologia 1997

Janeiro

Jan. 8.: Cerca de doze estudantes yeshiva (escolas religiosas) se mudaram para uma construção recém adquirida no Quarteirão Cristão da Cidade Velha.

Jan. 14: Continua a remoção forçada de 400 Beduínos de terras marcadas para a expansão do assentamento de Ma’ale Adumim.

Jan. 15: Guardas da fronteira atiraram e mataram Ahmed Shreihat de Yatta após ele ter se recusado a parar seu carro depois deles terem ordenado que parasse.

Jan. 19: Policia israelense percorreu varias instituições em Jerusalém Oriental com o pretexto de que estavam relacionadas com a ANP (incluindo: Departamento de Mapas da Sociedade de Estudantes Árabes; Centro Palestino de Micro-Projeto; Clube dos Prisioneiros).

Jan 22.: O Comitê Ministerial de Jerusalém se encontrou para discutir o fortalecimento da soberania israelense sobre a cidade. Entre as recomendações está a criação de um elo territorial entre Jerusalém Oriental e o assentamento de Ma’ale Adumim.

Jan. 29: O Ministro do Interior Israelense Eli Suissa disse ao Knesset que o Minisitro apreendeu cerca de 600 carteiras de identidades de moradores de jerusalém palestinos.

Jan. 1997: Em várias etapas durante o mês as forças israelenses esvaziaram o Jahalin Bedouins.

– O Comitê Ministerial de Israel para as questões de Jerusalém ouviu propostas de reforçar a dominação em Jerusalém Oriental e aprovar US$ 43 milhões para o desenvolvimento de infra-estrutura na parte leste da cidade. Outra proposta inclui a realocação de vários departeamentos governamentais para Jerusalém Oriental e a expansão dos assentamentos e rodovias em torno da cidade.

– A alta corte de Israel regulamentou a evacuação da família Ghuzlam de sua casa em Silwan dentro de um ano no sentido de que será mantida pela organização sionista Keren Kayment como a verdadeira terra do terreno.

– A alta corte de Israel fez uma lei em apoio às ações do Ministro do Interior de seqüestrar as carteiras de identidade dos palestinos que vivem fora das fronteiras municipais ou do país.

Fevereiro

Fev. 7: Guerreiros libaneses estão levantando uma guerra de atrito contra Israel no sul do Libando e marca o “Dia de Jerusalém” com paradas militares e convocações para uma guerra sagrada para reconstruir a cidade.
– A última sexta-feira do Ramadan, cerca de 300 mil oradores enchiam o complexo de Haram Al-Sharif muito bem observado por 2.500 policiais israelensens.

Fev. 18: O Comitê Ministerial das Relações de Jerusalém aprovaram um plano de extender as três maiores rodovias em Jerusalém Orienta, para separar as vilas árabes do resto da Faixa de Gaza e pra conectar o assentamento judeu de Givat Ze’ev, Neve Yacov e Ma’aleh Adumim para Jerusalém: construção das super vias no. 45 e 4 (o que conecta Jerusalém com a super via 45), construção do Anel Rodoviário Leste, incluindo a rodovia Mt. Scopus e um avançado plano para a Super via 80.

Fev. 19: A polícia de Israel revistou uma série de instituições em Jerusalém Oriental, incluindo o Departamento de Mapas da Sociedade de Estudos Árabes, o Centro de Micro-Projeção, o Clube de Prisioneiros e a Escola Um Imara sob a alegação de estarem ligadas à ANP.

– As últimas 17 de 55 famílias da tribo Jahalin foram forçadas a sair de seu acampamento para dar espaço à expansão do assentamento de Ma’ale Adumim.

Fev. 26: O Comitê Ministerial dos Assuntos de Jerusalém aprovou a construção de 6.500 unidades habitacionais, com 2.500 para serem construídas em primeiro lugar em Har Homa em Jabel Abu Ghneim. Também decidiu considerar a construção de 3015 casas para a população Palestina em Jerusalém (450 em Beit Safafa, 500 em Suwahreh, 75 em Jabel Mukabber, 70 em Abu Tor, 130 em Silwan, 629 em Ras Al-Amd, 480 em Ash-Sheikh, 70 em Suwaneh, 120 em A-Tur e 500 em Issawiya).

Fev. 1997: Dois palestinos foram baleados e feridos por soldados israelenses na rua Salah Eddin e próximo ao Portal de Damasco.

– Oficiais israelenses do Ministério do Interior e o Instituto de Segurança Nacional continuam revistando casas Palestinas na Cidade Velha, Dahiet Al-Barid, A-Ram, Izzariyeh e Jabbel Mukabber na busca por residentes ilegais na cidade de Jerusalém e portadores de Carteiras de Identidade que morem além dos limites da cidade.

– A corte da Prefeitura de Jerusalém Ocidental ordenou a interrupção da construção de 33 casas palestinas e duas mesquitas em Jerusalém Oriental com a alegação de estarem sendo construídas sem uma permissão.

Março

Mar. 3: O Ministro da Defesa Yitzhak mordechai aprovou o plano E-1 para a expansão dos assentamentos, o que inclui ordens de expropriação de milhares de terras para construir 1500 casas e 3000 quartos de hotel em dez novos hotéis para serem construídos no espaço de 3000 dunums entre o assentamento de Pisgat Ze’ev em Jerusalém Oriental e o assentamento de Ma’ale Adumim na faixa de Gaxa. A execução do plano não é esperada para iniciar pelo menos por três anos.

– Palestinos planejam uma greve geral para protestar contra o plano israelense de construir o assentamento de Har Homa em Jabel Abu Ghneim.

Mar. 4: O P. M. Netanyahu ordenou atirar em quatro oficiais palestinos em Jerusalém sob a alegação de serem membros da ANP.

Mar. 7: Os EUA vetaram uma resolução do Conselho de Segurança da ONU crítica à decisão de Israel de construir o assentamento em Jabel Abu Ghneim.

Mar. 10: O Governo Netanyahu anunciou sua decisão de permitir judeus a utilizarem a Mesquita de Al-Aqsa como local de orações.

Mar. 12: A ONU votou uma resolução condenando os planos de Israel de construir o assentamento de Har Homa em Jabel Abu Ghneim com 130 votos a favor e dois contra – EUA e Israel.

– O Ministro israelense de Segurança Interna, Avigdor Kahalani anunciou a decisão governamental de recuar do fechamento de instituições palestinas em Jerusalém oriental (alvo da acusação de serem filiadas a OLP/ANP).

– Uma carta assinada pelo assessor jurídico do P. M. Netanyahu que anuncia a não ilegalidade do religioso judeu rezar no complexo de Al-Aqsa levantou preocupação entre os membros do Waqf e outros Palestinos.

Mar. 16: Israel anunciou um plano de confiscar centenas de terras da região de Anata para a expansão do assentamento de Talmond.

Mar. 17: O jornal israelense Ma’ariv relata que o presidente da ANP Yasser Arafat demandou o cancelamento do plano de assentamentos E-1. Em retorno à Palestina consentiu com construção de Har Homa, ele exige um acordo “silencioso” de Israel não expropriar e construir em Jerusalém Oriental até o final das negociações de paz.

Mar. 18: O Primeiro Ministro Netanyahu executou a decisão de começar a construir em Mt. Abu Ghneim do assentameno de Har Homa. Mesmo com a condenação internacional e um grande protesto local as construções em Jabel Abu Ghneim começaram no mesmo dia.

Mar. 19: Protestos violentos emergiram em resposta a construção de Mt. Abu Ghneim, resultando em dezenas de feridos.

Mar. 20: Cinco famílias extremistas judias tomaram e se mudaram para cinco apartamentos construídos em Wadi Hilweh/silwan (se somando às 17 familias judaicas e 30 estudantes yeshiva que também ocupam de forma ilegal casas neste local).

– O jornal israelense Há’aretz relata que o P. M. Netanyahu prometeu ao Rei Hussein que Israel irá congelar os assentamentos em Jerusalém oriental após Har Homa. Secretários de Netanyahu negam ter feito tal compromisso.

– Os primeiros choques ocorreram entre as tropas israelenses e manifestantes Palestinos mobilizados no principio da construção de Har Homa.

Mar. 21: A Organização da Conferencia Islâmica organizou uma reunião de emergência em Islamabad e aprovou uma declaração especial afirmando que Jerusalém é uma parte indispensável dos territórios ocupados da Palestina.

Mar. 22. Os EUA vetaram uma segunda resolução do Conselho de Segurança da ONU condenando os planos israelenses de construir assentamentos em Jabel Abu Ghneim.

Mar. 27: O Comitê Al-Quds se reuniu em Rabat.

– Dois explosivos fabricados foram encontrados em um poço de drenagem próximo à Mesquita de Al-Aqsa.

Mar. 28: Os jornais de Israel relatam que o prefeito da Municipalidade de Jerusalém Ocidental Ehud Olmert está insistindo em revitalizar velhos planos de fechar o Campo de Refugiados palestinosde Shu’fat, que é o único campo que fere as fronteiras municipais da cidade de Jerusalém.

– Ministro da Defesa Mordechai aprovou o deposito de um plano de construção de 1550 casas no assentamento de Givat Ze’ev, ao norte de Jerusalém.

Mar. 1997: Qatar sedia um festival de uma semana sobre Jerusalém.

– A prefeitura de Jerusalém Ocidental decidiu não autuar construções realizadas em West Bank para residentes que possuem terra em Jerusalém.

– Membros do Waqf relatam que há novas escavações israelenses debaixo da Mesquita de Al-Aqsa.

Abril

Abr. 1: O Conselho da Cidade de Jerusalém alocou US$ 90.000,00 para planejar um novo assentamento israelense com 28 unidades habitacionais em área anexa a vila Palestina de Abu Dis.

Abr. 18: O Ministro do Interior Israelense Eli Suissa disse, em uma mensagem para acadêmicos israelensens (o primeiro como ministro israelenses) que todos os esforços deveriam ser feitos para aumentar a população judaica em Jerusalém oriental para 80% e expandir as fronteiras da “Grande Jerusalém”.

Abr. 24: Palestinos reclamam a ONU que considerem a imposição de sanções econômicas sobre Israel em um debate dentro da ONU sobre um novo assentamento judaico em Jerusalém que fez tremer os movimentos pela paz.

Abr. 25: Uma sessão especial de emergência da Assembléia Geral das Nações Unidas aprovou uma resolução com 134 votos a favor e três contra (EUA, Israel e Micronésia) para uma interrupção na construção de Har Homa e o fim de todas as atividades de implantação de novos assentamentos nos territórios Palestinos.

Abr. 30: Soldados israelenses atiraram e mataram um jovem próximo a vila de Hizma após o carro que ele estava dirigindo não ter parado após uma ordem de parar.

Abril 1997: MBC alcança organizar uma campanha de arrecadação de fundos mundial para a Jerusalém Árabe Oriental.

– Como parte do seu plano do Portal da Páscoa, Israel começou a expandir o assentamento de Adam sobre as terras de Hizma e da Vila Anata.

Maio

Mai. 6: A casa de Nabil Fahmi Taha´s em Beit Hanina, uma família de nove membros, foi demolida. Não foi dado tempo a família de remover seus pertences de dentro da casa.

Mai. 9: O corretor de terras palestino em Jerusalém Farid Al-Bashiti, conhecido por negociar terras com Israele foi morto em Ramallah.

Mai. 11: Há’aretaz relata que a Prefeitura de Jerusalém Ocidental e o Ministro do Interior tem trabalhado em um plano secreto para desenvolver uma “super-prefeitura de Jerusalém”. O plano traria alguns assentamentos de West Bank para a área da grande Jerusalém que Israel anexaria após a determinação do status permanente da cidade.

Mai. 24: LAW, a Sociedade Palestina para a Proteção dos Direitos Humanos e do Meio Ambiente venceu uma venda ilegal de terras na vila Palestina de Silwan contra uma companhia judaica de aquisição de terras “Elad”. A Suprema Corte de Israel alega que os documentos sobre os quais a venda da terra foi baseada são fraudulentos e ilegais, e que a propriedade deve voltar para os proprietários originais.

Mai. 27: O jornal Ma’ariv citou Ehud Olmert, prefeito de Jerusalém Ocidental, que declarou em uma conferencia de imprensa em Jerusalém: “Eu não gosto do crescimento da população não judaica em Jerusalém.”

Mai. 28. Tratores da prefeitura de Jerusalém Ocidental destruíram a casa da família Al-Banna em Silwan.

Mai. 29: O partido Meretz relata que Israel confiscou 30.000 dunums de terra Palestina em West Bank desde janeiro de 1997, incluindo 20.000 dunums de terra localizados na área de Jerusalém.

Maio 1997: O milionário judeu Irving Moskovitz comprou uma propriedade de US$ 5 milhões de um agricultor Armenian Bishop Ajamian, que vive no estrangeiro após ter sido expulso de sua igreja por seu envolvimento em um caso de corrupção em Israel – no Monte das Oliveiras para transformá-la em uma Yeshiva.

– Os protestos de Waqf contra o governo de Israel por tentar mudar os caracteres islâmicos de 700 anos de idade no edifício Mamluk, conhecido como Al-Kurd Hospice (em hebraico: Pequeno Muro de Lamentações), através de sua “renovação” e expansão. O Ministro israelense de assuntos religiosos alocou US$ 60.000,00 para os trabalhos planejados no complexo que está habitado por mais de 20 famílias Palestinas.

– O P. M. israelense Netanyahu anunciou que “Jerusalém irá permanecer sob a soberania Israelense e nós iremos adicionar construções em todas as áreas de Jerusalém.”

– Sheik Mohammed Sayyed Tantawi da Mesquita do Cairo Al-Azhar disse em uma conferencia que Jerusalém precisa ser reconquistada pela força se as negociações de paz falharem e que ninguém que morrer na batalha pela cidade será considerado um mártir.

– O líder religioso do Egito, Sheikh Nasser Farid, convocou os muçulmanos para lançar uma guerra econômica contra Israel e fazer um esforço para proteger e construir nas terras de Jerusalém Oriental.

Junho

Jun. 1: A prefeitura de Jerusalém Ocidental planeja destruir ao menos 800 casas nas redondezas de Jerusalém Oriental Palestina que foram construídas sem licenças.

Jun. 4: O P. M. Netanyahu esboçou um esquema final para Jerusalém em que a cidade é mantida unida sob o controle de Israel “para a eternidade” e anunciou que mais policiais serão posicionados para fortalecer a segurança de Israel na Jerusalém Oriental Árabe.

Jun. 6: O prefeito de Jerusalém Ocidental, Ehud Olmerd, declarou sua intenção de implementar a regulamentação do governo de Israel número 564 (1969), que de acordo com o Departamento de Educação da Prefeitura irá supervisionar os exames Tawjihi em Jerusalém oriental. Também está planejado o estabelecimento de um comitê ministerial para impor o currículo israelense nas 34 escolas de Jerusalém Oriental.

– No despertar de protestos locais e internacionais contra a construção israelense de Jabel Abu Ghneim, o governo Netanyahu propôs permitir a construção de 400 a 500 apartamentos para Palestinos em terras vizinas a Sur Baher, expropriadas dos Palestinos em 1968.

Jun. 10: A Casa dos Representantes dos EUA votou por 406 a 17 para reconhecer Jerusalém como a capital de Israel e alocar US$ 100 milhões para a transferência da Embaixada Americana de sua localização atual em Tel Aviv para Jerusalém.

Jun. 19: O Comitê de Relações Exteriores do Senado dos EUA aprovou a destinação de US$ 100 milhões para construir uma nova Embaixada dos EUA em Jerusalém.

Jun. 24: Como parte de sua grande taxa de campanha, oficiais Israelensens continuam revistando lojas Palestinas em Jerusalém Oriental, destruindo estoques e confiscando bens.

Junho 1997: O prefeito de Jerusalém Ocidental, Olmert, anunciou que Israel irá examinar o currículo das 34 escolas Palestinas em Jerusalém que seguem o currículo jordaniano para ajustá-los ao sistema escolar Árabe-Israelense.

Julho

Jul. 2: Em uma reunião com arquitetos e engenheiros, o prefeito de Jerusalém Ocidental Ehud Olmert anunciou que Jerusalém “irá se expandir naturalmente ao leste (para dentro de West Bank)”.

Jul. 7: Dados do Ministério do Interior Israelense revelam que o número de Palestinos originais de Jerusalém, cujo status de residente foi cancelado desde 1967 é de 3.874.

Jul. 9: Uma emenda à Lei de Entrada em Israel (1952) submetida por MK Azmi Bishara para parar com o confisco de Carteiras de Identidade em Jerusalém já passou pela leitura de Knesset. Os votos foram de 27 a favor e um contra e o restante de abstenções. O parágrafo em questão diz: “O Ministro do Interior não irá cancelar as permissões de residência permanente de nenhuma pessoa nascida em Jerusalém, assim como seu ou sua cônjuge, ou qualquer outra pessoa de seu parentesco que tenha nascido em Jerusalém. …. Este artigo ira permanecer valido para os próximos dois anos.” Bishara explicou: “O status formal de um residente permanente está baseado na premissa de que ele/ela é um estrangeiro entrando no país … o que obviamente não é o caso dos residentes de Jerusalém, para quem Jerusalém é sua “terra natal”… No último ano o Ministério do Interior utilizou a lei (de entrada em Israel) para cancelar a permissão de residência de muitos cidadãos de Jerusalém … Parece que a prioridade das negociações sobre o status final de Jerusalém está sendo conduzida por uma política de deportação silenciosa por Israel, em ordem de reduzir a um mínimo o numero de Palestinos residentes em Jerusalém.

Jul. 15: Aproximadamente 200 vitimas do confisco de Carteiras de Identidade pela policia de Israel protestaram em frente ao Ministério do Interior de Jerusalém, apoiados por Faisal Husseini, Hashem Zughayer, Ziad Abu Zayad e Azmi Bishara.

– A prefeitura de Jerusalém Ocidental lançou uma campanha para forçar a coleta de taxa de propriedade “amona” de comerciantes Palestinos em Jerusalém Oriental, alegando que US$ 300 milhões são devidos por Palestinos de Jerusalém. A campanha inclui invasões e desocupação de propriedades.

Jul. 16: A Assembléia Geral da ONU recomenda que membros da ONU desencorajaram atividades que contribuem para a construção de novos assentamentos Israelenses e condenam as falhas de Israel de cumprir com a resolução adotada em Abril que indicava a interrupção da construção de Har Homa.

Jul. 18: Yerushalim relata que somente 79 apartamentos foram vendidos no assentamento de Ma’ale Adumim durante abril de 1997, um dramática queda em relação ao ano passado, quando mais de 600 unidades foram vendidas.

Jul. 28: O Ministro do Interior de Israel anunciou a suspensão de uma permissão concedida para a construção de uma pensão judaica em Jerusalém Oriental na região de Ras Al-Amud.

Jul. 31: Dois homens suicidas se explodiram no centro do mercado de Mahane Yehuda no centro da cidade de Jerusalém, matando 13 e ferindo cerca de 170 pessoas. Israel reagiu com a devastação dos territórios Palestinos e uma campanha de prisões.

Agosto

Ago. 1: O Ministro da Defesa de Israel Yitzhak Mordehai aprovou o principio do plano E-! para expandir o assentamento de Ma’ale Adumim e aumentar sua população de 28 mil para 40 mil.

Ago. 3: A prefeitura de Jerusalém Ocidental demoliu três casas em Jerusalém: duas em Anata e uma em A-Ram.

Ago. 4. A prefeitura de Jerusalém Ocidental destruiu cinco casas em Jerusalém: duas pertencentes a Mufideh Al-Qasam Issawi em Issawiya (onde mais 40 casas receberam ordens de demolição), uma casa de dois andares – casa de 40 pessoas da família Al-Karshan – em Shu’fat e duas casas em Al Izzariya, pertencente a Nabil e Mohammed Odeh.

Ago. 12: Estudantes ultra-ortodoxos Yeshiva mataram o senhor Mahmoud Abu Srah (74) de Silwan quando ele tentava evitar que eles saíssem de um posto de gasolina em Sheikh Jarrah sem pagar pelo que consumiram.

Ago. 13: Tratores da prefeitura de Jerusalém Ocidental destruíram cinco casas no Campo de Refugiados de Shu’fat e tem mais duas ordens de demolição. Todas as casas estão nas adjacências de Pisgat Ze’ev.

Ago. 14: Tratores da prefeitura destruíram cinco casas em Nabi Samuel, pertencentes a 30 membros das famílias Eid e Barakat, e uma casa em Izzariya.

Ago. 19: O Waqf Islâmico doou terras próximas a Sawaneh para um acampamento onde 50 famílias se abrigaram após a demolição de suas casas. As famílias agora podem perder seu direito a residência se deixarem a cidade. O campo esta apoiado por uma coalizão de organizações, incluindo a Casa Oriental, membros da PLC e ONG´s.

– Forças israelenses forçaram a desocupação das terras de 15 membros da família Jahalin Bedouin prozimo a Al-Izzariya. A tribo recebeu mais 35 ordens de demolição.

Ago. 21: A polícia israelense de Ma’ale Adumim, protegida pelo exercito, avançou sobre um dos acampamentos de Jahalin Bedouin sob o pretexto de que estavam buscando armas e bens roubados.
Ago. 25: Tratores israelenses destruíram duas casas Palestinas em Zayim, pertencentes a Abu Hawa e membros da família Shweiki.

Ago. 26: Tratores da prefeitura de Jerusalém Ocidental destruíram três casas por terminar pertencentes a Yassr e Tayseer Jabari e Ali Abu Suweiye em Wadi Qaddoum.

Ago. 28: Yasser Arafat conclama uma greve em West Bank e Gaza pelas ações israelenses em Jerusalém e incentiva os árabes a se dirigirem para a cidade para a sexta-feira de orações mesmo com o bloqueio das tropas israelenses.

Ago. 1997: Após o incidente com suicidas portando bombas em 30 de julho de 1997, Israel impôs um cerco aos territórios palestinos.

– Homens de negócios palestinos e jordanianos organizaram a Companhia de Desenvolvimento e Investimento de Jerusalém (JEDICO), liderados por Abdul Majid Shuman e com um capital inicial de US$ 100 milhões para comprar e desenvolver propriedades em Jerusalém Oriental.

Setembro

Set. 4. Tratores da prefeitura de Jerusalém Ocidental demoliram uma casa na Jerusalém Oriental Árabe sob o pretexto de que foi construída sem permissão. Outras seis casas palestinas em Al-Silaia, próximo a Jabal Al-Mukkaber estão lotadas para demolição.

– Um triplo suicídio-bomba na Galeria Bem Yehuda em Jerusalém matou quatro israelenses e feriu dezenas de outros.

Set. 11: Israel e os EUA se chocaram em público com a Secretaria de Estado Albright ordenando o fim do assentamentos judaicos em terra ocupada e Israel rudemente rejeitou o chamado.

Set. 15: Sob forte proteção policial e aprovado pelo governo Israelense em uma reunião de gabinete (10/09/97), quatro famílias assentadas judaicas de um grupo radical Atarot Cohanim invadiu uma casa Palestina alegando tê-la comprado de Fuad Hadieh em Ras Al-Amud.

– Ministro da Infra-estrutura Nacional, Ariel Sharon, recebeu a aprovação do Ministro do Interior para a construção de 17 novos assentamentos judaicos ao sul de Jerusalém que irão possibilitar a continuidade territorial do sul de Jerusalém ate as montanhas de Hebron. A maior comunidade planejada, Messuat Guvrin, irá abrigar 5000 residentes.

Set. 17: Manifestações populares massivas em Ras Al-Amud foram realizadas em protesto contra a tomada de uma casa Palestina.

Set. 18: Israel afirma que famílias assentadas judaicas deixaram dois edifícios em Jerusalém Oriental Árabe sob a negociação que Presidente Arafat descreve como um “truque”, desde que a negociação prevê que três famílias judaicas irão trocar de lugar com dez estudantes yeshiva que Israel deixara ficar durante dia e noite nas casas designadas para os guardas e homens da manutenção.

Set. 19: Os EUA dizem que aceitam a solução israelense de disputar assentamentos judaicos movendo os para uma área de Jerusalém Árabe, dizendo que está assegurando que o status da vizinhança não será mudado.

– Oficiais palestinos anunciaram que consideram a possibilidade de reclamar propriedades palestinas em Jerusalém Ocidental perdidas em 1948, em resposta à tomada de uma casa em Ras Al-Amud por assentados israelenses.

Set. 20: Após encontrar Ministros de Relações Exteriores Árabes em Cairo, o Presidente Arafat apontou que os Palestinos irão demandar a completa evacuação dos assentamentos israelenses de Ras Al-Amud.

Set. 21: Cerca de 30 mil árabes participaram das manifestações de sexta-feira na vila Árabe Israelense de Um El-Fahm, conclamando a libertação de Jerusalém das mãos de Israel. Sheik Raiyid Salah, o prefeito de Um El-Fahm, conclama a unificação de todos os muçulmanos “pelo bem de Jerusalém para prevenir que extremistas judeus realizem sua batalha de remover Jerusalém das Nações Muçulmanas e Árabes”.

Set. 24: Assentados atearam fogo a casa de Mohammed Ali Awadallah próximo ao assentamento de Gilo após uma tentativa frustrada de convencê-lo por vários anos a vender a propriedade.

Set. 28: Autoridades Israelenses demoliram uma escolar e 53 tendas pertencentes aos Beduínos Jahalin.

Outubro

Out. 8: Autoridades Israelensens impediram o acontecimento de um seminário acadêmico em Beit Hanina intitulado: “Jerusalém e a Situação atual”.

Out. 9: Comerciantes de Jerusalém Oriental fizeram uma greve de um dia para protestar contra as ações de Israel para levar palestinos para fora da cidade e as recentes atividades de assentamento em Ras Al-Amud.

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